Notas iniciais
Oii, amores ♥ Capítulo dedicado a Denise, que favoritou a história ♥. Obrigada. Esse é um dos meus capítulos preferidos, e espero que vocês gostem dele ♥.

3° Descubra novos podres dela, que seu amigo ainda não saiba.

— Como você vai fazer isso? – Questiona Natalie, no dia seguinte, olhando o terceiro item da minha lista de como acabar com um casamento. – Primeiro que você nem se quer sabe se ela, de fato, tem algum podre escondido, Sarah. Segundo que, com esse item da lista, você pode acabar deixando muito na cara que está doida para acabar com o casamento.

Estamos em nosso quarto cor de rosa. Eu estou jogada em um confortável puff (adivinha que cor) rosa bebê, enquanto a ruiva está no chão a minha frente, com as costas encostadas na cama. Passa da meia noite, mas esse é o melhor horário para conversarmos sobre a lista. Não há risco de ninguém nos escutar.

— Eu sei. E é ai que você entra. – Explico, animada. – Bom, a família de Elizabeth se resume nela, a mãe, e o irmão, Roy. Que, aliás, é um grande de um idiota. Continuando, ela e a mãe estão ficando aqui ultimamente, então a casa dela está vazia, a não ser por Roy. Enquanto vasculho o local em busca de algum podre, você só precisa distrair ele. Simples.

— Isso ainda é loucura, Sarah. Esse passo ainda me parece completamente desnecessário, e perigoso. – Fala ela. – De qualquer forma, quem vai se dar mal será você, então tanto faz. Roy se interessa pelo quê?

A parte mais complicada desse plano, sem sombra de dúvidas, é a parte de entrar na casa. Quer dizer, é óbvio que as janelas e as portas estarão trancadas. Então como irei entrar?

Bom, o primeiro passo é seguir Roy. Sim, eu irei seguir o cretino com nariz de tamanduá.

— Estamos na Flórida. – diz ela, me olhando como se eu fosse o Batman em cima de uma prancha de surfe, tentando pegar o papaleguas. – Se você usar apenas preto, aí sim vai chamar atenção para você.

Com o último comentário, olho minha roupa. É uma blusa preta de manga comprida, uma legging preta, botas de cano baixo pretas. Bom, seria um bom look para passar despercebida, como todos os que vi nos filmes policiais.

— Você acha?

— Se eu acho? – Ela praticamente grita. – É claro que eu acho, retardada. Se não por que eu iria falar? Veste a parte de cima de um biquíni e um short branco quase transparente. Vai ficar ótima.

Faço uma careta, e troco de roupa por uma saia azul, e uma blusinha de alcinha branca, e sandália sem salto preta. Faço uma pose na frente de Natalie.

— E agora? Pareço uma personagem de O.C? – Digo, com a ironia solta na voz.

— O.C é na Califórnia, idiota. – Bufa ela. Natalie está jogada em cima de sua cama, parecendo prestes a apagar o sol com tanto gelo. – Mas, esse aí está melhor mesmo. Vai assim.

Espero até de tarde, quando Roy decide ir embora. Digo que vou tomar água, e então saio correndo atrás do moreno. Após o que me parece uma eternidade, o garoto para em uma casa bonita e verde. Ele tira uma chave do bolso de trás de sua calça, e entra.

Pago um hotel perto da casa, e passo a noite toda acordada. Quando uma luz se acende na casa dos Wyatt, eu vou até lá. Passo pelo portão, e escondida por entre as árvores, vou até um lugar escondido. Vejo quando Roy saí, e coloca a chave no bolso de trás.

É isso aí, povo. Gastei uma noite de sono (imperdoável) e 207 dólares para descobrir onde ele coloca a porcaria da chave, que pelo jeito ele coloca sempre no mesmo lugar. Sério, nesse momento estou sentindo uma raiva tão imensa de mim mesma, que quase penso em desistir do plano: Como estragar um casamento, apenas para me castigar.

Ou não.

Volto para casa, e tento entrar sem ser notada pelos familiares de Dean e Elizabeth que já estão tomando café na sala. O problema é que para ir para o quarto, eu preciso passar por eles. E eles sem dúvidas estranhariam o fato de eu estar com a mesma roupa. E Roy poderia desconfiar. E eles nem sequer me viram descer.

Bom, para isso só tem um jeito. Pego meu celular, escondida atrás da casa, e mando uma mensagem para Natalie.

Hey, Natalie. Me faz um favor? Joga suas tranças de mel?

Ok. Eu deveria ter sido mais clara e dito exatamente o que era para ela fazer. Suspiro, prestes a mandar uma nova mensagem, quando meu celular apita com sua resposta.

Tranças de mel? Sério? Onde você passou a noite? Acabou se pegando com o Roy? Explica exatamente o que houve, e o que é pra mim fazer.

Cruzes. Ela acha que passei a noite com Roy? Com aquele Roy? Com o irmão da minha inimiga? Fala sério.

Não. Credo, ele é mais novo que eu. É pra você juntar todos os lençóis e jogar pela janela pra mim poder subir.

Espero por mais de vinte minutos até ver a ponta dos lençóis. Natalie joga uma ponta pra mim, e prende a outra em algum lugar que eu não vejo. Suspiro, segurando firme e tentando subir. Escorrego quatro vezes antes de conseguir subir um pouquinho. Estou quase na metade quando ouço o pior som que existe na face da terra.

— Quero rosas brancas. – Nada contra rosas brancas (apenas para deixar claro), o problema é a voz. Elizabeth. E está mega perto. Droga.

Tento subir ainda mais rápido pois estou mais perto da janela do que do chão, e pular dessa altura provavelmente vai doer pra caramba.

— Tem certeza de que não prefere gerânios? – Questiona a voz de Dean. Vamos lá, pernas e pés, vamos mais rápido. Estou quase lá, quando ouço: – Sarah? O que você tá fazendo ai?

O susto é tão grande, que arregalo os olhos, e me esqueço de segurar nos lençóis. Quando dou por mim, estou caindo e droga... Isso vai doer. Fecho os olhos, pronta para a dor certa. Mas ao invés disso, caio em cima de algo fofinho e a dor não vem. Apenas quando um gritinho horrível estoura meus tímpanos, é que me dou conta do que cai em cima.

Elizabeth. Me levanto imediatamente, assustada. A morena está jogada no chão, com o vestido branco todo sujo. Mordo o lábio inferior, evitando rir de sua aparência. Quer dizer, a princesa unicórnio está parecendo uma mendiga, com o cabelo todo bagunçado.

— Sarah? Você está bem? – Dean corre em minha direção. Olho para ele. Hum, ele veio checar se estou bem antes de ir até Elizabeth. Interessante.

— Sim, estou bem. – Dou de ombros, arrumando meu cabelo, e torcendo para ele não estar nem um terço parecido com o de sua noiva.

— Por que estava subindo pelos lençóis? – Ele arqueou uma sobrancelha, me fitando. Elizabeth começa a tossir na tentativa de chamar a atenção de meu melhor amigo. E é perfeitamente ignorada. OK, não sorria, Sarah, não sorria. – Não sei se sabe, mas tem uma escada perfeitamente estável lá dentro que leva para o seu quarto.

— Ah, eu sei. Mas você sabe como eu sempre fui péssima nesse negócio de subir em cordas, ai a Natalie me desafiou. – Digo a primeira mentira que me vem a mente. Dean acena, parecendo aceitar minhas desculpas.

Com isso, volto a tentar subir pela corda de lençol, sentindo o olhar de Dean em mim. E é apenas então que me lembro. Eu estou de saia. E sem short. Por escolha própria, me solto da corda.

É melhor ser vista com a mesma roupa, do que meu melhor amigo vulgo carinha que sou apaixonada desde a infância ver mais do que deve pela minha saia.

— Eu tinha acabado de levantar! – Grita Elizabeth, quando sem querer (mas eu estava torcendo. Só pra deixar claro) acabei caindo em cima dela de novo. Me levanto imediatamente, olhando para ela enquanto tento segurar o riso. Ela está ainda pior que antes.

— Meu Deus, Liz, eu sinto muito, mesmo. Não era minha intenção... – Falo, ao mesmo tempo que aperto os lábios tentando não rir da situação que a morena se encontra. O seu vestido branco rendado está todo sujo e rasgado, o seu cabelo está com folhinhas de árvores, e seu rosto está todo marrom. Quase me pergunto se ela de machucou.

— Não teve intenção? – Esperneia ela, me olhando com uma fúria assassina nos olhos. Eita. – Olha o que você fez com o meu vestido, sua esquisita! Estranha anormal! Você ainda é a mesma do ensino médio.

— Elizabeth, já chega! – Esbraveja Dean, se aproximando da sua noiva. – Você não vai falar assim com a Sarah, ouviu? Pede desculpas, ou o casamento será cancelado!

— Você não faria isso, Dean. – Murmura Elizabeth, olhando abismada para ele.

— Não peça desculpas e descubra. – Retrucou, seco. Elizabeth alterna o seu olhar entre mim e Dean.

— Desculpa, Sarah. Eu não queria dizer aquilo. – Fala ela, como se doesse no fundo de sua alma fazer elas saírem de sua boca. Dou um sorriso para ela, com minha melhor expressão de santa.

— Tudo bem, Liz. Você ficou nervosa. Eu entendo. – Sussurro, meiga. A fúria assassina nos olhos dela voltam ainda piores que antes. – Vocês vão entrar? Tenho que subir isso ai, e não me sentiria confortável sendo observada.

— Estamos indo. – Responde Dean, vindo até mim e deixando um beijo em minha testa. Quando ele me abraça e cola a boca em meu ouvido, dou um sorriso sádico para Elizabeth. – Obrigada, Sarah.

Estou prestes a perguntar porque ele está agradecendo, mas ele imediatamente me solta e vai para o lado de Elizabeth. Os dois saem, mas aquele olhar de gratidão em seus olhos ainda me deixam confusa.

Meus pensamentos, porém, logo voam. Terceiro passo: concluído. Afinal, Dean descobriu que Elizabeth não mudou tanto quanto pensava. Esse é o pior podre que eu poderia ter descoberto dela. Só volto para o “mundo real” quando meu celular apita. Pego ele. É uma mensagem de Natalie.

Treta ♥

Notas finais
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