Como cuidar de um filho
1 Capítulo único
Notas iniciais
Aquele, com certeza, era o dia mais feliz da vida de Harry e de Ginny. Eles tinham descobrido que iriam ter seu primeiro filho, e nada naquele momento poderia impedir essa alegria.
Ginny chorava com a mãe nos braços da mesma e os garotos parabenizavam Harry.
— Parabéns, cara! Vai ser pai — Rony falava dando tampinhas em suas costas.
— Coitado desse bebê, ter um maluco como o Harry como pai e uma estressada como a Ginny como mãe — George falava rindo — Parabéns, Harry!
— Obrigado, galera — Harry estava muito feliz mesmo. Estava segurando o choro porque não gostava de chorar em público, mas ele estava urrando de felicidade por dentro.
— Harry! — Hermione se jogou em cima dele e o abraçou apertado. Harry jurava que tinha visto a amiga chorar — Parabéns, eu estou muito feliz por você — ela falava limpando as lágrimas.
— Mione, você está chorando? — Rony perguntou se aproximando dela.
— Claro que estou, seu idiota. O meu melhor amigo vai ser pai, eu estou muito feliz por ele! — e abraçou Harry novamente.
— Calma, não precisa me esmagar — Harry falava sem fôlego.
— Se a Mione continuar assim, esse bebê vai nascer sem pai, porque ela está praticamente matando o Harry — George comentou e todos riram.
— Cala a boca, George! — ela soltou Harry e olhou para Ginny — Ai meu Deus! Ginny! — e correu em direção a amiga para abraçá-la.
— Mione! — Ginny falava ainda chorando e abraçou a garota.
— Parabéns, você não faz ideia do quanto eu estou feliz por vocês dois!
— Obrigada! Eu e a mamãe choramos muito com a notícia. Quando eu tinha chegado aqui chorando, ela se preocupou comigo e disse que tinha achado que alguma coisa ruim tinha acontecido, mas quando eu falei que estava grávida ela se agarrou em mim e começou a chorar. O Harry tava escondido com medo da reação dela, mas veio assim que viu que ela estava feliz e tinha aceitado bem — Hermione riu com o comentário de Ginny e as duas se sentaram no sofá.
Exatamente nesse momento, Andrômeda, Fleur e Bill chegaram n’A Toca acompanhados dos pequenos Teddy e Victoire, que brincavam um com o outro no caminho.
— Ginny! Harry! Nós viemos aqui assim que soubemos da notícia. Eu estava de visita na casa da Fleur e do Bill e quando soubemos viemos na mesma hora. Parabéns! — Andrômeda foi até os dois e os abraçou. Fleur e Bill repitiram o gesto.
— Obrigada — Ginny respondeu.
— Estou muito feliz por vocês, Ginny. Parabéns! — Fleur falava enquanto ia abraçar a garota, que continuava sorrindo.
— Parabéns, Harry! No início vai ser difícil, mas ser pai vai ser a melhor experiência da sua vida. Você vai ver — Bill falou.
— Obrigado, cara — ele sorriu.
Do outro lado deles, Teddy e Victoire começaram a brigar. Fleur foi em direção a eles para ver o que estava acontecendo.
— O que foi que aconteceu? — ela se abaixou para ficar da mesma altura deles.
— O Teddy disse que o bebê vai ser menino, mas eu sei que vai ser menina, porque vai brincar comigo — Fleur sorriu com o comentário da filha.
— Não tem como saber se vai ser menino ou menina ainda, meu amor. Só quando o bebê nascer nós vamos saber. Até lá, parem de brigar, pode ser?
Eles concordaram com a cabeça e voltaram a brincar, enquanto Fleur voltava a conversar com Ginny.
_____X_____
Ginny estava deitada no sofá acariciando e admirando sua barriga de seis meses. Estava muito grande. Ela chegava a imaginar que seriam gêmeos.
Naquele momento, Harry estava passando por lá e observou a garota sem que ela percebesse. Fora uma tentativa falha.
— Eu sei que você está aí, Harry — ela falou e ele riu, se aproximando dela.
— Tá tudo bem com o bebê? — ele perguntou.
— Sim. Ele está bem calmo hoje, se quer saber — Harry se sentou no sofá e Ginny deitou sua cabeça nas pernas dele.
— Ginny, eu… Tenho duas opções de nome. Um é para menino e outro para menina — ele falou.
— Sério? Pode falar — Ginny respondeu, animada e logo se sentou ao seu lado.
— James Sirius caso seja menino e Lily Luna caso seja menina. Eu iria adorar ter o nome do meu pai e do meu padrinho no nome do meu filho, e o nome da minha mãe e de uma das minhas melhores amigas na minha filha — ele falou com medo da reação de Ginny.
Ela simplesmente sorriu.
— Eu adorei os dois. São, com certeza, os nomes mais lindos que nosso filho ou filha vai poder ter — e Harry sorriu também, logo depois a beijou.
— Eu posso…? — e apontou para a barriga dela.
— Claro que sim. Sua pergunta foi muito desnecessária — ela revirou os olhos e Harry tocou em sua barriga.
Se aproximou mais e começou a distribuir beijos por ela, e só quando voltou a acariciar foi que ele sentiu um chute.
— Ele… Ele chutou — Harry falou, sem reação.
Ginny revirou os olhos.
— É, seu idiota. Isso acontece quase todo dia — Harry não sabia se sorria ou se ficava espantado — Ele chuta muito. Estou começando a achar que vai ser danado igual a você.
E, por fim, Harry sorriu.
_____X_____
Ginny gritava muito alto enquanto sua mãe, Hermione e Fleur a ajudavam na hora do nascimento do bebê.
— Calma, querida. Vai ficar tudo bem — Harry estava logo ao seu lado segurando sua mão. Ele estava desesperado e nervoso ao mesmo tempo, e os apertos que Ginny dava em sua mão não ajudavam muito — Coloca mais força, vai!
Ginny continuava gritando até que a sra. Weasley anunciou que estava vendo a cabeça. Não demorou muito para que Harry ouvisse um choro.
Ginny suspirou aliviada e seu estômago embaralhou-se.
Seu filho ou filha estava ali, bem na sua frente.
— É um menino — a sra. Weasley anunciou, emoncionada e o colocou nos braços de Ginny, que já estava chorando.
Harry observou aquela criaturinha e não conseguiu evitar seus olhos encherem-se de lágrimas. Ele era tão lindo.
James Sirius Potter, seu primeiro filho.
Olhou para Hermione e Fleur, que estavam emoncionadas, assim como a sra. Weasley e Ginny.
— Meu bebê. James Sirius, a mamãe te ama muito — Ginny falava entre soluços e Harry percebeu o choro dele ir diminuindo, até ele ficar completamente calmo.
Ele chegou mais perto e alisou o rosto dele com o dedo.
— Eu te prometo, James Sirius, eu vou ser o melhor pai do mundo — e deixou uma lágrima cair em seu rosto.
Ginny sorriu e ele deu um beijo em sua testa.
Aquele era, com certeza, o momento mais feliz de sua vida.
_____X_____
Harry mal tinha se deitado para ir dormir quando ouviu um choro vindo do berço ao lado. Ginny logo se levantou, cansada, e colocou James nos braços.
— Ei, shhh. Calma, bebê, eu tô aqui. Não chora, meu amor — Ginny estava prestes a chorar com ele.
Harry se levantou e foi em sua direção.
— Vai fazer comida pra ele e eu fico aqui. Pode ser fome — Ginny o entregou nos braços e lançou o olhar mais aliviado que já lançara na vida.
James chorava cada vez mais alto e Harry não sabia o que fazer, não tinha jeito com crianças. Ainda mais quando elas choravam daquela maneira.
— Calma, não chora, James. Shhh — ele falava, sem saber o que fazer.
Andava de um lado para o outro com o garoto nos braços e estava desesperado. Cuidar de um filho era mais difícil do que ele imaginava.
_____X_____
3 meses depois…
— Harry, tem como você trocar o James? Ele fez cocô e eu estou fazendo a comida dele — Ginny falou para Harry e ele se desesperou. Nunca tinha trocado uma fralda na vida. Não sabia o que fazer.
— Eu… Eu não sei trocar fraldas — Ginny riu da cara de desespero dele.
— Aprende, querido. Não vai ficar assim o resto da vida. Agora você tem um filho. Trate de trocar as fraldas dele! — Harry engoliu em seco e pegou James no colo.
— Por favor, me ajude. Eu nunca fiz isso e se você fizer xixi na minha cara eu vou ficar muito chateado com você — ele falava enquanto o levava ao banheiro para limpá-lo.
Lavá-lo não era a pior parte, mas sim colocar a fralda. No mundo dos bruxos não existia fraldas descartáveis, então seria de pano. Era bem mais difícil do que parecia.
— Colabore comigo, tá bom? — James olhou para ele e começou a rir — Está rindo do quê? Do meu desespero? Acho bom você não me chutar — James ria cada vez mais e Harry se divertia com aquilo.
Ele não parava de se mexer, e por isso foi difícil para Harry colocar sua fralda, mas ele logo o fez.
Cuidar de um filho não era tarefa fácil. Harry e Ginny eram a prova dessa afirmação.
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