Notas iniciais
Olá, coisas mais lindinhas! Quero sugerir que ouçam as músicas que o Gilbert cita, para não ficarem muito perdidas :D Bem, resolvi presenteá-las com três cenas fofas (uma delas polêmica!) Até mais!

Capítulo XVIII

Passei o domingo inteiro com o celular na tomada, apenas esperando um sinal de vida do meu irmão. Eu pedi para entregarem no fim da tarde, mas eu estava ansioso demais, tremendo demais e caso eu ficasse lá fora, poderiam notar meu nervosismo e abrirem um inquérito, e não quero isso, Deus me livre!

O almoço me foi entregue num prato por meus amigos; almocei sem sentir direito o gosto da lasanha, só ansiando pela resposta. Preciso mencionar que fiquei rolando em cima da cama? Não.

O anoitecer se aproximava e meu estômago estava cheio de giltterflys; todos que passaram à tarde lá fora regressavam aos seus quartos. O zelador que ficou responsável pela entrega deveria entregar em minutos. Para passar o tempo, fiquei revendo os shows das turnês da Gaga. Obviamente fiquei cantando em boa altura a música Scheiβe, uma de minhas favoritas, que tem certos trechos em alemão, e caso um conterrâneo me ouvisse, me acharia no mínimo maluco!

Eu estava terminando o primeiro capítulo da minha primeira fanfic da Lady Gaga, chamada Telephone, que contava suas aventuras como assassina de aluguel, ao lado de sua fiel parceira Beyoncé (espero que me renda muitos comentários), quando Francis chegou. Ele me olhava com um jeitinho devasso. O que foi que ele aprontou?!

– Boa-tarde, Gil! – ele sorriu, malicioso.

– Boa...

– Sentimos sua falta lá em baixo, mas eu disse que você estava um pouco indisposto.

– Não é muita mentira...

– Dormiu bem à noite?

– Sim... – onde ele queria chegar?

– E na noite anterior? – meu rosto começava a esquentar... Ops!

– Também. Por quê?

– Porque eu não dormi tão bem assim. Ouvi muitos barulhos – o sangue subia cada vez mais – e eu jurava que era o Tônio, e eu infelizmente cheguei a ver a cena – ele fez cara de nojo – só que dessa vez estavam gemendo o nome do Roderich, e até onde eu sei, só tem uma pessoa neste quarto que gosta dele. – Eu só acho que eu estava todo, todinho ROXO BERINJELA!

– ...

– Não precisa responder, eu sei que é dificílimo você arranjar alguém para manter um relacionamento fixo por mais de uma semana, que dirá transar, mas faça o favor de imitar o Tônio e fazer essas coisas durante o banho!

– Não me avacalha, Francis! Não precisa jogar na cara.

– Precisa sim, porque, de acordo com os sábios do Facebook, um pé na bunda te empurra pra frente. Você levou dois e continua empacado!

– Mas eu já comecei a falar com ele!

– Você SÓ começou a falar com ele! Se fosse eu já estaria o beijando há muito tempo.

– Mas não é você! Sou eu. E eu prefiro curtir cada momento, ter boas lembranças no futuro, que só ficar uma noite com ele e não poder mandar mensagens fofinhas no dia seguinte.

– E se não der certo? Você nem sabe se ele é gay!

– Pois tem muitos gays por aí, muitos caras que preferem algo que dure que uma noite só!

–Tá, chega! Parece até que você é a Lovina!’

– Pois você deveria andar mais com ela! Quando você passa o final de semana fora, volta contando suas aventuras sexuais e parece contar vantagem! O Antônio fica chateado e eu também!

– Virou lavagem de roupa suja agora, Gilbert?!

Eu ia responder coisas bem mal-educadas, mas preferi me conter, em nome de nossa velha amizade.

– Não, Francis. Deixa pra lá. Cada um tem seu jeito de levar relacionamentos e eu prefiro ter algo mais sólido com ele antes de avançarmos para algo mais sério. E é algo que só nós dois vamos decidir quando.

– Que bonitinho! – ele sorriu – ah, ontem fui dar umas voltas na cidade, e trouxe algo para você – ele mexeu em umas sacolas e me jogou uma caixinha preta.

Fui ver o que era. MEU DEUS!!!!!

– Isso é um lubrificante?! FRANCIS!

– Que foi? Tem a fragrância do perfume da Lady Gaga! Quando eu vi, pensei em você e comprei! Não é ótimo?

– Eu ficaria muito mais feliz se eu soubesse que isso não é uma indireta para levar o Roderich para a cama.

– Gil, toda vez que o ele passa, você olha pra bunda dele – Francis me olhava como se falasse sobre um assunto banal e OPA! – Só estou ajudando, meu caro.

– Obrigado, Francis. – meu celular vibrou – AI MEU DEUS, É O LUD!

–*-

Roderich e Ludwig chegaram juntos ao quarto. O primeiro passara o dia no piano, tocando com a única mão boa, e segurando as lágrimas, enquanto o segundo lia um livro de baixo das árvores, na companhia de seus amigos.

O austríaco ficara muito surpreso ao encontrar em cima da cama um embrulho grande, azul e com uma enorme fita vermelha e preta. Não encontra cartão remetente, mas já que estava em cima de sua cama e a curiosidade era muita, decidiu abrir. O alemão fingia estar impressionado, e discretamente, ficou atento a todos os detalhes.

Roderich estava admirado ao ver o panda de pelúcia fofíssimo que surgia em meio a um monte de guloseimas, que variavam desde balas de gelatinas a chocolates com avelãs – seus favoritos. Um cartãozinho enfeitado com um pássaro amarelo lhe desejava melhoras – Ludwig jurou que aquilo entregaria seu irmão. Mas ao contrário que imaginava, o detalhe passou despercebido pelo garoto de olhos lilases.

Pelo que Ludwig percebia – e ele não era a pessoa que mais tinha tato neste mundo – o colega estava, aparentemente, feliz com o desejo de algum anônimo por sua melhora.

– Quem será que mandou? – ele reprimiu um sorriso. Seria o primeiro que Ludwig veria após semanas de convivência direta com o garoto.

– Provavelmente um admirador... – respondeu sem muito pensar.

– Admirador? No masculino? – Desta vez, Rod mordia o lábio inferior, enquanto acariciava o panda.

– Eu não sei, oras. Eu usei no sentido unissex da palavra.

– Ah... – o moreno parecia pensativo – espero que ele confesse logo, gostaria de agradecer... Aceita um doce? Tem muitos aqui...

– Eu quero o menos gorduroso, por favor... – Ludwig digitava freneticamente ao irmão: “GILBERT! Acho que ele adorou! Mas fique atento, ele vai começar a procurar quem mandou!!!!” seguido de várias carinhas sorridentes.

É preciso dizer o quanto nosso querido albino ficou feliz?

–*-

Mathias Køhler tinha como passatempo mordiscar a bochecha do namorado, Lukas Bondevik, o que era mais que conhecido e comentado pelos corredores; embora ambos quisessem manter segredo sobre o relacionamento, eram flagrados algumas vezes trocando beijos quentes durante intervalos, escondidos em alguma sala de aula.

Lukas era do tipo calado, mas não tímido. Preferia que as coisas chegassem a ele por vontade própria, e desde a chegada do dinamarquês, as coisas ocorriam assim. Vê-lo traspassar as portas do colégio com um sorriso sedutor e cabelos sensualmente arrepiados mexeram demais com o coração do lourinho. Havia uma época que ele gostava era de certo inglês resmungão, e as línguas afiadas disseram já os terem visto em posições comprometedoras, mas eram somente boatos para fermentar qualquer coisinha; Lukas jogava indiretas a Arthur quando dormiam no mesmo quarto, mas parecia que Arthur não entendia, ou quem sabe, não queria entender.

Mathias preferia ficar a ter compromissos sérios, mas quando beijara o norueguês pela primeira vez, decidiu que não poderia ficar sem aqueles lábios finos e rosados nem as bochechas macias e delicadas. Lukas era dono de bochechas rosadas e apertáveis, e Mathias não conseguia se conter ao lado dele. O pedido de namoro fora feito na piscina, num final de semana quase vazio, sussurrado a orelha próxima a uma presilha em formato de cruz que prendia algumas madeixas rebeldes. Surpreendeu os amigos próximos, que nunca notaram a mão de Lukas pousada na coxa de Mathias, nem quando o mais velho acariciava os cabelos do baixinho.

Apesar de a personalidade de Lukas ser de uma pessoa mais reservada, ele adorava os momentos que passava na cama de Mathias. Faziam amor até estar cansados, e como dormiam no mesmo quarto, não achavam que havia problema. Quer dizer, lá pelas tantas, morrendo de sono, o dinamarquês ia destrancar a porta, para um Emil resmungão, cansado e chateado poder entrar. Claro que ele preferia passar uma boa parte da noite jogando no quarto de Tino, Eduard e Vladimir, o romeno que tinha fama de ter pacto com o demônio.

O casal gostava de fazer coisas indecentes em lugares inusitados, desde um amasso a coisas mais pesadas, geralmente no meio do bosque, e as vezes, na piscina, e a iniciativa era quase sempre do mais velho. Mas Lukas nunca se importava, adorava as carícias do namorado e se entregava logo ao amor que ele lhe oferecia.

Sexta-feira, após a última prova, Mathias resolveu satisfazer as indiretas do amado, que lhe mandava mensagem toda hora sobre o quanto estava a fim que a fatídica semana acabasse. Mal deu dez da noite e suspiros, gemidos e sussurros podiam ser ouvidos. Lukas se entregava de corpo e alma aquele prazer que lhe era proporcionado e tentava retribuir da mesma forma para o mais velho. Os beijos trocados, as mãos que passeavam pelos corpos alheios, as mordidas nas bochechas que deixavam ambos loucos... Tudo era a forma como eles se amavam.

Antes de dormir, Mathias se lembrava de ter visto Gilbert e um outro garoto saindo juntos da escola. Notara o olhar do albino para o outro, e simplesmente via a forma que ele próprio mirava para seu pequeno. Ficara feliz por Gilbert ter encontrado alguém, que poderia lhe retribuir à altura.

Notas finais
Penei para escrever esse DenNor, espero que tenham gostado. Em breve, quem sabe, uma cena não muito filler, e também quero saber se alguém viu algum paralelo da noite de sexta 8D E quero agradecer o carinho de cada uma de vocês, suas CHEIROSAS s2