Notas iniciais
FALAÍ LEITORES/AS o/ Quero agradecer por quem acompanha esta fanfic, favorita, comenta (sinto falta de algumas leitoras :c) Bem, devo dizer que essa fic pode ser maior do que eu queria, e será um pouco lenta, pois tenho muitas personagens - e casais - para explorar. De qualquer forma, gosto muito de escrevê-la, e fico muito feliz com cada review, seja por aqui ou no twitter. E tenho muita facilidade em escrever cada capítulo, flui naturalmente toda vez que sento para digitar, o que não aconteceu com minha primeira fanfic terminada. Boa leitura, até as notas finais o/

Capítulo XI

– Então sua presa é o novato, Gil?

– Não acho essa palavra adequada, Francis!

– Que seja.

Só havia sobrado nós dois na piscina. O resto fora para seus quartos tomar banho. Não havíamos decidido o que fazer a seguir; Provavelmente assistir a um filme de terror no teatro. Bem, iríamos implorar a alguma autoridade que estivesse lá para deixar.

– Bem, tenho um grande problema em relação a isso.

– Qual? – Francis desviou o olhar de sua garrafa para mim.

– Eu não sei se ele é... E ainda desconfio de uma coisa.

– Diga. – bebeu um gole do líquido gelado.

– Aparentemente a Liz gosta dele, ou vice-versa.

– Na verdade, são dois problemas.

– Obrigado, Francis! Ajudou muito.

Ele deu de ombros.

– Simples: descubra pra que lado ele corta. Se cortar pro seu, já mata a dúvida de que ele está a fim da Liz.

– E se ela estiver a fim dele? Eles têm muito contato, e já os vi juntos várias vezes.

– E qual chance ela teria se ele fosse gay? Ele tem cara de que curte uma fruta só, e não é da que eu gosto – Francis riu.

– É só especulação, como eu vou confirmar? Seria suspeito se eu, ou qualquer um de nós, perguntasse.

– E posso saber o motivo?

– E se ela achar que ainda gosto dela? Temos que envolver quem não sabe da história, e que tenha contato com ela.

– Sei quem. Feliciana. Mas apesar de ela ser meio boba, ela pode desconfiar e por tudo a perder. Teríamos que dividir o seu segredo com ela.

O fitei desanimado. Contar para a italiana não era muita garantia que outras pessoas não saberiam. Ela é bem popular e conversa com todos (à exceção do meu irmão). Eu queria preparar um terreno antes de contar para os amigos não muito íntimos, e que não soubessem através de uma palavra que Feli soltasse sem querer.

– E a Lovina?

– Elas não conversam muito, seria suspeito. Fora a Feli, eu, você e o Tônio, não sei quem mais é amigo dela para chegar assim.

– Então terá que ser a Feli. Mas temos que dar um jeito de evitar contar...

– Gilbert, você não está me entendo. Evitar contar tudo vai gerar desconfiança, e ela pode contra-atacar.

– Como assim? – indaguei.

–Veja bem: se a Feli desconfiar, pode acabar contando para a Liz e ambas vão querer saber o porque, visto que a tarada por massas é bastante curiosa. E outra, ela ficará calada se a ajudarmos com seu irmão!

– Chantagista!

– Eu seu, meu amigo. – levantou-se. – vamos contar ao Tônio nosso plano e por em prática o quanto antes, ou vais ficar sem nada.

– É... – o acompanhei.

–x-

Chegamos ao quarto, que estava com as luzes desligadas e o mais absoluto silêncio, o que era infinitamente estranho, sabendo que Antônio odiava a falta de barulho e cores.

Falando nele, este estava apoiado no parapeito da janela, observando a floresta escura e o céu noturno, decorado de estrelas.

Francis acendeu a luz, arrancando um ruído baixo de descontentamento vindo do espanhol.

– Apaguem as luzes, por favor... – o francês me lançou um olhar interrogativo, mas ao ver meu sinal de negação, suspirou e apagou as luzes. “Lovina”, concluímos silenciosamente.

– Que foi, Tônio? – questionei, por seu silêncio estar sufocante.

– Eu e a Lovi brigamos...

– De novo? Quando não brigam? Aliás, quando ela não grita você aceita? – a voz do louro estava um pouco impaciente.

– Mas foi sério dessa vez. Ela me xingou de coisas... horríveis.

– Tipo Tomatão, bastardo, idiota, maldito? – Francis estava agora entediado.

– Não... Foi pior. Me chamou de pervertido, depravado, devasso, imoral, nojento, estuprador – continuou uma lista de palavras do gênero, e meus olhos se arregalavam cada vez mais conforme ele as citava.

– Você tentou comê-la a força?! – Francis estava surpreso.

– Bom, quando eu a abracei, eu estava duro, e ela sentiu e...

– Mãe que me pariu! Que fresca! – me exaltei.

– Agora ela deve estar me odiando – ele se jogou na cama. – Nunca mais vou sair daqui.

Fiquei com pena dele.

– Tônio, não é o fim do mundo, cara. Ela não percebe que isso é algo normal?

– É normal sentir tesão por alguém que você gostava desde o primário. – Francis completou, abafando risos.

– Mas ela é muito católica, acha que vai acreditar? Ela parece uma idosa, as vezes. Acha tudo imoral. Além de me empurrar, saiu correndo e gritou com a voz embargada. Deve achar que sou um monstro.

– Talvez foi a vergonha... Ou achou que pretendia atacá-la...

– Então ela já pensava isso de mim há tempos! – enfiou a cara no travesseiro – o que eu fiz de errado?! – a voz saiu chorosa; logo vieram os soluços. Era a primeira vez na vida que eu via meu amigo assim. Coitado, amava demais aquela que nem ligava pra ele; sei bem o que ele sente.

– Não fique assim, Tônio... Tome um banho e pense em outra coisa...

– Não... Quero ficar sozinho – a voz saiu baixinha.

Eu e o francês suspiramos. Tomamos nossos respectivos banhos e fomos nos reunir com a galera no teatro. Lovina e a irmã não estavam presentes, assim como Liz e Roderich. Meu coração apertou ainda mais.

–x-

Passaram-se três semanas e nada do espanhol voltar ao normal. Tentamos alegrá-lo de várias maneiras, mas tudo lembrava Lovina, e ele entrava em depressão; por exemplo, fizemos uma torta de tomate para ele, e o mesmo começou a chorar no meio do refeitório. Não assistia as aulas, apenas vagava na vista da janela. As provas vinham e ele nem sequer sabia as datas ou as matérias. Fiquei muito preocupado.

Depois do acontecido, eu e Francis nem mencionamos o nosso plano. Aproveitei a oportunidade para esquecer o fato que todos os dias Liz e Roderich passavam os dias juntos, cada vez mais afastados da gente e mais perto de si.

Eu queria me dar ao luxo de chorar, mas sabia que lá no fundo não valeria a pena. Ele poderia ser heterossexual, apaixonado pela húngara, um músico feliz que nem imaginava que um albino gay estava a fim dele. E a Elizabeta pode muito bem namorá-lo, com casamento marcado, sonhando com vestidos e nem imaginava que o ex-melhor amigo é gay e queria ficar com o namorado dela.

A culpa é deles? Óbvio que não. A culpa é do Gilbert, por não ter ficado quieto na dele desde o começo. Na verdade, a culpa é daquela professora que me colocou para fazer dupla com a Liz, anos atrás.

Jogar a responsabilidade nos outros não vai fazer minha situação melhorar. Aliás, eu teria que enfrentar meu irmão, meus pais, a família toda, os amigos, a sociedade e prestar contas ao mundo. Ou poderia esquecer isso e tentar pensar em outra pessoa.

“Nein! Nein, nein!” meu cérebro gritava. Apesar de acreditar que Liz e Roderich se amavam, um lado meu se negava. E todo mundo que fala sobre o austríaco me diz que ele não gosta de garotas.

Mas ao contrário de me lamentar, preferi ajudar o espanhol. Por isso marquei uma conversa com Lovina, no pomar, onde soube que foi o primeiro beijo do casal tomate.

Notas finais
Bom, no penúltimo capítulo o Nyah! comeu minhas palavras... Enfim, quero saber das opiniões, sugestões, por fim, desabafem o/ Talvez role um flashback no próximo... Que pretendo postar quarta-feira. Beijos! P.S.: quem comentar ganha uma caixa de bombons!