Como Um Sonho

17 O duelo e uma quase morte.


Notas iniciais
Perdoem-me pelo atraso, sério mesmo! Ando muito sem tempo, se vocês tem um compromisso na semana eu tenho a semana inteira. Sem faltas. De segunda a sexta, e se bobear até sábado e domingo. Mas enfim, retornando à Terra, este foi o maior capítulo já feito, talvez eu o aumente ainda mais, eu talvez o divida também, vai ter o POV do Harry e alguns do Draquito.
Espero que gostem, beijos.

Um silêncio constrangedor tomou conta do lugar. Nos Olhamos de soslaio e voltamos a encarar os professores. O que irá acontecer?

– Podem sair. – Diz calmamente Dumbledore. Nos olhamos aliviados e saímos de lá o mais rápido que conseguimos, passando por todos os Lockharts que nos olhavam assustados. Andamos depressa até uma porta no andar debaixo do que estávamos e nos trancamos ali.

– Vocês acham que eu deveria ter contado a eles sobre aquela voz que ouvi? – Pergunta Harry, em baixo tom.

– Não. — Respondeu Rony sem hesitar. — Ouvir vozes que ninguém mais ouve não é bom sinal, mesmo no mundo da magia.

– Você acredita em mim, não é? – Perguntou Harry, espantado com o que o amigo disse.

– Claro que acredito. – Diz Rony depressa. – Mas... Você vai concordar que é estranho...

– Eu sei que é estranho. – Diz Harry. – A coisa toda é estranha. O que era aquela pichação na parede? A Câmara Secreta foi aberta... Que será que significa isso?

– Sabe, isto me lembra de alguma coisa... – Diz Rony lentamente. – Acho que alguém certa vez me contou uma história de uma câmara secreta em Hogwarts... Talvez tenha sido o Percy...

– Mas afinal, o que é essa tal câmara secreta? – Pergunto, fazendo uma careta.

– Não sei, nenhum de nós sabe. – Pronunciou-se, enfim, Hermione. – A não ser o Rony que já ouviu falar, mas isso não significa muita coisa já que era apenas uma história...

– E se for uma brincadeira? — Pergunto novamente, fazendo Harry me olhar com certa curiosidade.

– Certo, mas o que explica a voz que Harry havia ouvido antes? E a gata petrificada? – Pergunta Mione, parecendo mais confusa do que Harry e Rony.

– Bem... – Sou interrompida por passos que tornam-se cada vez mais audíveis do lado de fora de onde estamos. Nos olhamos desesperados e nos escondemos em algum lugar qualquer, no caso um armário velho, e esperamos pacientemente para sair dali... Mentira, quase morri sufocada com aquele cheiro podre de mofo que havia naquele lugar.

Ouvimos duas pessoas falando algo sobre duelos, fiz uma cara de puro horror, e se fosse verdade? Teríamos que duelar?

– Criaremos... de duelos... – As vozes estavam abafadas por conta da distância, mas ainda assim conseguíamos ouvir algumas partes do que era dito.

– Ele disse duelos? – Engoli em seco. – Mas nós não sabemos duelar! – Sussurro para eles, que concordam.

– Mas eu tenho certeza que eles nos ensinarão a duelar corretamente e a não matar ninguém. – Diz Mione sabiamente.

– Mais delicada impossível. – Digo e reviro os olhos, arrancando risadas dos três.

Após longos minutos que mais pareceram horas, voltamos para o Salão Comunal da Grifinória e eu corro para o dormitório junto com Mione, e os meninos fazem o mesmo.

– Que dia tenso. – Comento e Mione concorda, acenando com a cabeça.

– Nem diga... – Diz e prepara-se para deitar. Imito-a e depois de algum tempo refletindo e relembrando o que ocorreu, durmo tranquilamente.

Draco’s P.O.V

Após a discussão que tive com a Carol e os retardados que ela chama de amigos tive que lavar três vezes um troféu enorme da sala de troféus... E sem magia! Faz ideia do tamanho daquela coisa? É do tamanho daquele guarda-caça idiota, o tal Hagrid. Ah, que horror, não sei como conseguiram manter aquela coisa em Hogwarts, deveriam tê-lo expulsado imediatamente, não recordo-me do motivo, apesar de papai ter-me contado sobre isto há tempos.

Mas voltando à realidade, após aquela sessão de tortura, e olhe lá, voltei ao Salão Principal para o jantar e me deparei com Crabbe e Goyle devorando como loucos uma torta de abóbora. Sinceramente, eles comem como se nunca houvessem visto comida em suas vidas, ou como se fizesse anos que não comiam. Sento-me ao lado deles e dou uma espiada na mesa da Grifinória, vejo que os loucos não estavam lá. Estranhei o fato de não vê-los ali, mas dei de ombros, era bom poder não olhar para a cara esquisita deles.

Após o jantar ter acabado, tive que obrigar as duas baleias assassinas largarem a décima fatia de torta de abóbora, subíamos com todos os outros alunos das outras casas em direção às nossas casas, mas ao invés disto percebi que havíamos parado em um corredor e que havia algo escrito na parede do mesmo, e que, olhe que coincidência, os quatro idiotas estavam parados em frente à mensagem, olhando Madame Nor-r-ra pendurada em um porta-archote, perplexos. Abri espaço entre meus dois capangas e fiquei em uma posição onde conseguia ler bem o que estava escrito.

– Inimigos do herdeiro, cuidado! – Faço questão de ler em voz alta. — Vocês vão ser os próximos, sangues ruins! – Digo e olho para eles, satisfeito.

– Que está acontecendo aqui? Que está acontecendo? — Diz Filch, aparecendo atraído, sem dúvida, por meu grito. Abriu caminho com os ombros por entre os alunos aglomerados. Então ele viu Madame Nor-r-ra e recuou, levando as mãos ao rosto horrorizado.

– Minha gata? Minha gata! Que aconteceu á Madame Nor-r-ra? — Grita ele. E seus olhos saltados pousaram em Potter.

– Você! — gritou. — Você! Você assassinou a minha gata? Você a matou! Vou matá-lo! Vou... — Não termina, pois é interrompido.

– Argo! — Dumbledore chega à cena, seguido de vários professores. Em segundos, passa por Carol-chata-e-idiota, Potter-testa-rachada, Weasley-cabeça-de-cenoura e Granger-sabe-tudo e solta Madame Nor-r-ra do porta-archote em que estava pendurada.

– Venha comigo, Argo — Diz à Filch. — Os senhores também, Sr. Potter, Sr. Weasley, Srta. Granger e Srta. Valery.

Lockhart deu um passo à frente pressuroso.

– A minha sala fica mais próxima, diretor, logo aqui em cima, por favor, fique à vontade... – Diz Lockhart, exibindo-se.

– Muito obrigado, Gilderoy — Fala Dumbledore e eles seguem para a sala de Lockhart.

Após presenciar esta cena maravilhosa, todos voltamos ao nosso Salão Comunal.

– Quem é esse tal herdeiro? – Pergunta Goyle, quando chegamos ao nosso destino.

– E o que é esta tal câmara dos segredos? – Pergunta Crabbe, quase que ao mesmo tempo que Goyle.

– Meu pai havia me dito uma vez que há uma câmara secreta aqui, criada pelo mesmo fundador de nossa casa, e que ela havia sido aberta há muito tempo, e disse-me também que a pessoa que a havia aberto fora expulso de Hogwarts e algo parecido com isso. – Digo, deitando-me no sofá que havia no meio do salão.

– Mas o que explica o herdeiro? – Pergunta novamente Goyle.

– Papai não quis me contar, disse que se eu soubesse de muita coisa suspeitariam. – Respondo olhando para o teto, eles apenas olham-me com uma cara de quem não entendeu bem o que eu havia dito. Lerdos como são, isto não é mais uma novidade. Após um minuto de silêncio levanto-me e vou ao quarto dormir, deixando-os para trás, estou com muito sono para ficar ali e olhá-los. Bem, vou logo dormir, não aguento mais.

Draco’s P.O.V off

Acordei no dia seguinte com muita preguiça, se não fosse Mione para berrar em meu ouvido e quase me deixar surda avisando que perderíamos a aula de poções se eu não levantasse de uma vez, eu teria continuado a dormir. Vesti-me mais rápido do que pretendia, ficando um tanto desarrumada, o cabelo todo bagunçado, o pente na mão tentando desembaraça-lo, a saia torta assim como a blusa e a gravata e o rosto de zumbi mais “azumbizado” do que nunca.

– Ah, eu nunca mais durmo tarde! – Exclamo desesperada enquanto corro por todas as direções do quarto com o pente na mão, puxando o cabelo com tanta força que poderia arrancá-lo de minha cabeça.

– Fica parada um instante! – Grita Mione. Eu dou um pulo, tropeço em meu próprio pé e caio sentada no chão. – Vou dar um jeito nisso. – E dizendo isso, faz um gesto com a varinha e sorri. – Impecável!

Olho-a confusa, mas mesmo assim levanto-me e ando em frente ao espelho. Deixo meu queixo tombar um pouco com a visão. Eu estava, digamos assim... Bonita. Digo, eu nem sou bonita, na verdade, se algum dia lhe disserem que sou bonita é mentira. Enfim, Mione vem e me puxa para fora do quarto com uma urgência que me deu vontade de jogá-la da escada. Íamos a caminho das masmorras quando um garoto bochechudo e de cabelos ondulados com uma câmera na mão que ia subindo em nossa direção nos para.

– Ei, para onde vão? – Pergunta ele interessado, parece ser do primeiro ano.

– Para a sala de poções. – Responde Mione em um tom de ‘’Não é óbvio?’’

– Ah, vocês não devem saber do clube de duelos que montaram hoje, estou certo? – Pergunta sorrindo minimamente para nós.

– Ah... Não. – Respondo olhando de lado para Mione.

– Bem, é no Salão Principal, montaram palco e tudo, enfim, vejo vocês lá! – Diz e sai apressado, correndo pelas escadas.

– Ninguém nos avisou disso... – Começo, e então de repente lembro-me do dia anterior e olho para Hermione com os olhos arregalados, vendo que a mesma olha-me da mesma forma. – Ei! Não havíamos escutado algo sobre isto ontem quando estávamos presos no armário daquela sala?

– Sim, então é isso... E Dumbledore deve ter avisado os alunos no jantar. – Diz com a mão no queixo.

– Bem, vamos logo então. – Digo, puxando-a para cima comigo.

Chegamos correndo ao Salão Principal, Harry e Rony esperavam-nos em frente a um palco dourado encostado à parede, todos os alunos encontravam-se parados envolta deste, as varinhas em mãos e as faces animadas.

– Por que demoraram? – Pergunta Harry, sussurrando.

– Estávamos indo para a sala de poções, mas um garotinho nos avisou de que não haveria aula hoje, e nos avisou sobre um tal clube de duelos. – Respondo, também sussurrando.

– Ah... – Diz, voltando a ficar de frente para o palco.

– Quem será o professor? – Pergunta Hermione ficando na ponta dos pés para conseguir ver, a curiosidade quase transbordando de si.

– Espero que não seja o... – Começo, mas não sou capaz de terminar. Lockhart sobe no palco, sorrindo abertamente como sempre. Esse sorriso dele me dá tanta raiva que quase subo para dar-lhe um soco naquela cara de velho e quebrar-lhe todos aqueles dentes brancos de uma vez. Quero vê-lo sorrir novamente após isto.

– Aproximem-se, aproximem-se! Todos estão me vendo? Todos estão me ouvindo? Excelente! O professor Dumbledore deu-me permissão para começar um pequeno clube de duelos, para treiná-los, caso um dia precisem defender-se, como eu próprio já precisei fazer em inúmeras ocasiões, quem quiser conhecer os detalhes, leia os livros que publiquei. – Diz, mudando de assunto. Exibido, penso e reviro os olhos, com tédio. – Bem, deixem-me apresentá-los meu assistente, o professor Snape. Ele contou-me que sabe alguma coisa sobre duelos e concordou em me ajudar a fazer uma breve demonstração antes de começarmos. Mas não se preocupem, continuarão a ter seu professor de poções mesmo depois de eu derrota-lo!

– Não seria legal se os dois acabassem um com o outro? – Sussurrou Rony, e eu e Harry damos uma risada baixa, seguida por um olhar de reprovação de Hermione.

Imaginei o porquê de Lockhart ainda sorrir, se fosse eu em seu lugar teria saído correndo o mais depressa possível, o olhar de Snape era realmente muito assustador.

Lockhart e Snape se viraram um para o outro e se cumprimentaram com uma reverência, pelo menos Lockhart, que cumprimentou de uma forma exagerada, enquanto Snape curvou a cabeça, irritado. Em seguida, os dois ergueram as varinhas como se empunhassem espadas.

– Como vocês veem, estamos segurando nossas varinhas na posição de combate normalmente adotada — Diz Lockhart aos alunos em silêncio – Quando contarmos até três lançaremos os primeiros feitiços. Nenhum de nós está pretendendo matar, é claro.

– Eu não teria certeza disso – Murmurou Harry, observando Snape arreganhar os dentes.

– Um... Dois... Três... – Começou a contar Lockhart.

Os dois ergueram as varinhas acima da cabeça e as apontaram para o oponente.

– Expelliarmus! – Viram um lampejo vermelho ofuscante sair da varinha de Snape e Lockhart foi lançado para o alto, voou para os fundos do palco, colidiu com a parede, foi escorregando e acabou estatelado no chão.

Draco e outros alunos da Sonserina deram vivas. Hermione dançava nas pontas dos dedos para ver melhor.

– Vocês acham que ele está bem? – Diz Mione parecendo seriamente preocupada, tampando a boca com a mão.

– Quem se importa? – Respondo juntamente a Harry e Rony.

Lockhart levantou-se cambaleando e com a mão na testa, como se estivesse tonto, mas fazer o que, ele já é tonto de nascença...

– Muito bem! – Diz e volta, ainda cambaleando, ao palco. – Este foi um Feitiço de Desarmamento, como viram, perdi minha varinha, ah, muito obrigado, Srta. Brown... Sim, foi uma excelente demonstração, professor Snape, mas se não se importa que eu diga, ficou muito óbvio o que o senhor ia fazer, se eu tivesse querido detê-lo teria sido muito fácil, mas achei mais instrutivo deixá-los ver... – Snape tinha uma expressão assassina no rosto. Lockhart possivelmente notou, pois engoliu em seco. – Bem, chega de demonstrações! Vou me reunir a vocês agora e separá-los aos pares. Professor Snape, se o senhor quiser me ajudar...

Os dois caminharam entre os alunos, formando os pares.
Lockhart juntava pares em um canto, e então Snape chegou até nós.

– Weasley e Finnigan, agora. – Diz e Rony sai correndo, com medo. Harry olha para mim e para Mione, desesperado. – Acho que não. — Começou, sorrindo estranhamente. – Potter e Goyle, Srta. Granger e Srta. Bulstrode, e Srta. Valery com... – Parou para pensar e deu um sorriso maquiavélico, virando-se para a esquerda. – Sr. Malfoy, venha cá.

Vish, foi meu único pensamento enquanto observava incrédula o loiro à minha frente, um sorriso de arrogância em estendia-se seus lábios. Comecei a tremer de nervosismo, havia me metido em uma grande enrascada. Maldito Snape!, penso com raiva.

– De frente para seus parceiros! – Manda Lockhart, de volta ao palco, e todos obedecem. – Façam uma reverência.

Chegamos perto um do outro, meus olhos escuros de raiva e nervosismo. Inclinamos a cabeça sem tirar os olhos um do outro.

– Com medo, Carol? – Pergunta sorrindo desdenhosamente.

– De você? Nem aqui e nem no inferno, Draco. – Respondo-lhe, olhando-o com uma certa repulsa. Ele apenas sorri maldosamente.

– Preparar varinhas! – Grita Lockhart, subindo ao palco após formar todos os pares. – Quando eu contar três, lancem seus feitiços para desarmar os oponentes, apenas para desarmá-los, não queremos acidentes, um... Dois... Três...

Mal ele contou o dois e meu oponente me atingiu com tanta força por um feitiço que achei que iria agonizar até morrer ali mesmo. Mas logo me levanto, muito tonta e vendo tudo embaçado, a dor era praticamente insuportável. Mas não iria deixa-lo feliz por saber que me machucou, afinal, ser fraco é para os fracos.

– Estupefaça! — Aponto minha varinha trêmula para ele, que estava distraído, e grito o feitiço. Ele tentou se desviar, mas foi sem sucesso, atingi-o bem no meio do peito e ele saiu voando para trás. Minha dor de cabeça estava quase insuportável, e sem aguentar caí de joelhos no chão, com uma das mãos sobre a cabeça.

– Srta. Valery, está tudo bem com você? – Lockhart pergunta, abaixando-se ao meu lado. – Talvez eu possa fazer um feitiço para aliviar a dor e... – Entro em pânico. Depois desta demonstração de fraqueza por não conseguir sequer desarmar Snape, tenho medo do que ele possa fazer comigo.

– Não! – Quase grito, espantando-o. – Quero dizer, não obrigada, já me sinto melhor, e nem foi tão forte a pancada. – Não é totalmente verdade, mas a maior parte é mentira.

– Bem, já que insiste... – Ele diz e se retira, deixando-me sozinha, já que Draco estava perdido em algum lugar por aí. Levanto-me, ainda soltando exclamações de dor e segurando o lado direito da cabeça com a mão. Logo vejo meu oponente ressurgir, as vestes amassadas.

– Foi uma boa viajem? – Pergunto com sarcasmo. Ele olha-me com um olhar que faria qualquer primeiranista sair correndo e se jogar no lago negro. Sorrio levemente com sua expressão, aquilo estranhamente deixou-me satisfeita. Talvez seja óbvio demais.

Ele estava prestes a levantar a varinha novamente, mas Lockhart o interrompeu, e interrompeu aos outros que ainda duelavam, chamando-nos para perto do palco novamente.

– Acho que é melhor ensinar aos senhores como se bloqueia feitiços hostis. – Diz ele, parando no meio do palco. Ele olhou para Snape, cujos olhos negros brilhavam, e desviou rápido o seu olhar. – Vamos arranjar um par voluntário, Longbottom e Finch-Fletchley, que tal vocês...

– Uma má ideia, professor Lockhart. – Diz Snape andando até ele com passos pesados, ele lembrou-me muito o Batman neste momento. – Longbottom causa devastação até com o feitiço mais simples. Deixe-me pensar direito. – Ele pensa? Incrível! – Que tal Malfoy e Valery? – Sugeriu com um sorriso de meter medo em qualquer um.

–Ótima ideia! – Arregalo os olhos, ele disse isso mesmo? Então ele fez um sinal para subirmos ao palco, minha cabeça havia parado de doer um pouco, mas não significava que eu estava nova para ser quase morta novamente. Vejo que já tenho dois professores que não vou com a cara.

Posiciono-me em frente ao idiota aguado e este me olha com as sobrancelhas erguidas, como se dissesse que eu sou fraca e que não acertaria nem seus pés. Olhei-o com raiva, meus olhos verdes ficando mais escuros do que já estavam, ele deve ter percebido, pois logo desviou o olhar, não é sempre que se vê alguém cuja os olhos mudam de claro para escuro em pouco tempo. Snape chega para perto de Draco e sussurra algo a ele, apenas ouço um ‘’Tente não matá-la’’, e vejo o loiro rindo um pouco e Snape sorrindo, como sempre, com crueldade. Esse Lockhart não presta para nada mesmo, apenas para se exibir! Nem me proteger de um cara louco que quer me matar ele é capaz.

– Quando eu contar até três... Vocês já sabem. – Diz Lockhart, afastando-se de nós. Sinto meu rosto corar levemente, a escola inteira nos olhava com aflição. Fizemos a reverência novamente e nos posicionamos, as varinhas erguidas.

– Expelliarmus! – Grito, sendo que esse é um dos únicos feitiços que conheço. Meu oponente quase é atingido, mas se desvia rapidamente.

– Estupefaça! – Grita também, eu caio no chão, conseguindo escapar de ser atingida por ele.

Após poucos minutos...

– Tarantallegra! – Este duelo está ficando chato...

– Exuma Maximus! – Grita e então tudo fica escuro.

Notas finais
Comentem, estamos quase nos 50 reviews (não que isto seja importante mas me deixaria muito feliz)