Como Um Sonho

21 Depois do melhor, sempre vem o pior.


Notas iniciais
Título de merda, mas enfim. enjoy the chapter.

Quando andava para a mesa de minha casa, Draco passou pisando fundo por mim, esbarrando intencionalmente em meu braço. Aquilo me deixou pior do que eu já estava. Sentei-me e suspirei fundo, e feliz e infelizmente Hermione percebeu, pois perguntou:

– Ei, Carol, o que há? – logo Harry e Ron já estavam nos observando. Apenas olhei para trás, e depois voltei meus olhos para o prato vazio a minha frente, baixando a cabeça.

– É o Malfoy?

– Não... ou talvez. – respondi simplesmente, me sentindo patética por estar daquele jeito.

– Eu vou quebrar a cara dele. Ele que espere o jogo... – murmurou Harry.

– Ih, é mesmo, o jogo... qual é o nome mesmo? – perguntei, me lembrando do jogo de amanhã — e tentando mudar de assunto.

– Quadribol. – responderam os três juntos.

– Ah... Certo. – disse sem graça.

Depois disso, o almoço correu muito bem – fora os pensamentos que sempre me atormentam.

...

Depois que o dia clareou, Mione pôs-se a berrar em meus ouvidos – como sempre fazia para me acordar, que bela amiga eu tenho –, reclamando que eu tenho que me arrumar para ver o primeiro jogo de Quadribol. Ah, o “Grande e tão esperado jogo de Quadribol”. Prefiro dormir. Me levantei a contragosto e me vesti sonolenta, e, mesmo com Mione gritando, eu ainda tive a capacidade de cair dormindo no chão.

– Ah, me deixa dormir, só mais um pouco. – disse, bocejando.

– Vai dormir nada, já dormiu demais. E aliás, temos ainda o último treino antes do jog... – não deixei-a terminar.

– Ah, que se dane essa porcaria, eu quero dormir! – deitei-me novamente.

– Não e não. – e com isso, me puxou a força para fora do quarto, quase me derrubando quando eu tentava descer a escada.

– Meninas! – chamou Ron. – Vamos logo, já estão atrasadas.

Andamos até o local e vimos que o time adversário também estava por lá.

– Eles nunca vão nos vencer. – gabou-se Ron. – Nós temos Harry.

– E imagine se não tivessem... – comentei.

– Nem diga isso. – finalizou Hermione.

O treino passou bem rápido, para minha total surpresa, e então era vez do outro time treinar.

– Vamos embora. – disse Mione. – Harry nos espera lá em baixo.

– É, Carol, você não vem? – Ron perguntou quando percebeu que eu permaneci sentada.

– Não, eu vou ficar aqui. – respondi, observando os jogadores montando nas vassouras.

– Mas...

– Não se preocupem comigo, eu não vou morrer, só vou ficar e assistir ao treino do outro time. – revirei os olhos.

– Está bem, se é o que quer... Mas, se quiser se juntar a nós, estaremos no Salão Principal, certo?

– Uhum. – respondi, sem dar muita importância a eles, que já davam as costas e se afastavam.

Quando olhei para frente, não eram jogadores que eu via, eram como foguetes verdes voando por toda parte, de forma impressionantemente rápida. Eu não estava bem interessada no treino. Só queria ver o quão “bons” eles eram. Ou só ele mesmo. Por um momento eu me senti insegura sozinha, vendo o treino do time dele, mas depois me acostumei à tensão. Eu só me perguntava como eu faria para sair dali sem ser barrada por algum daqueles gorilas enormes. Estremecia só com o pensamento, mas não achava que eles pudessem me fazer mal. Ou talvez eu estivesse equivocada. Depois que acabou, todos eles saíram de campo, indo para não-sei-e-nem-quero-saber aonde. Menos um certo loiro. Agora eu definitivamente estou ferrada.

– Certo, Carol, ele não vai te ver, é só ir discretamente e depois de ter tomado uma boa distância sair correndo. – murmurei para mim mesma, nervosa. Ele estava limpando a vassoura. Eu tive vontade de rir, mas a vontade de sair dali depressa não me deixou. Eu estava saindo discretamente dali, acho que não tinha me percebido até o momento, mas então ele me viu.

– Ei! – chamou ele. Parei subitamente, com os olhos arregalados e depois de respirar fundo, fiz a coisa mais idiota que algum ser humano poderia fazer naquele momento: eu saí correndo.

Eu poderia ter simplesmente me virado e agido normalmente, mas eu só continuei correndo. Muito inteligente, não? Depois de um tempo eu parei de correr, já estava suada e ofegante. Quase caí no chão se alguém não tivesse me segurado.

– Você tá bem? – perguntou ele, ainda segurando meu braço.

– Ah, é, sim. – respondi, coçando a cabeça. – Só estou tonta.

– Não teria ficado se não tivesse saído correndo. – disse ele, no que parecia um tom divertido.

– Ah, é. – fiquei sem graça. – Bem, eu... tenho que ir.

– É, eu também... – até aquele momento eu não havia olhado para ele. Continuei andando apressada, e aos tropeços, até o Salão Principal, indo até meus amigos.

– Nossa, Carol! – exclamou Mione ao me ver. – Você está toda suada e descabelada.

Olhei assustada para ela e depois voltei minha visão para uma bandeja vazia a minha frente. Só então percebi o quão horrível eu estava.

– É que... bem, eu tive que sair correndo para conseguir chegar aqui, é um caminho meio longo a ser percorrido e... – naquele momento, Draco entrou e meus amigos olharam para ele. “Ele não me viu assim, não pode ter, oh céus.” Pensei desesperada, ajeitando rapidamente o cabelo.

– Ou talvez não foi bem isso... – comentou Harry. Havia malícia no seu tom.

– Que?! – peguei uma fatia de pão e taquei no seu rosto.

– Ai, certo, foi isso que você disse, mesmo. – ele massageou o nariz.

– É, isso aí. – sorri satisfeita. Ha, ninguém pode com o pão.

Depois de algum tempo, era a hora do jogo. Subi rapidamente ao dormitório procurando em vão algo para me distrair enquanto o jogo se passava, mas lembrei que ali não existiam ainda os celulares. Ah, que droga. E eu não me lembrava onde havia posto meus livros, que idiota.

– Quer saber, vou me arrumar melhor. – disse para mim mesma. – Estou horrível.

Desci correndo como uma louca as escadas e por pouco não morri estatelada no chão, mas enfim consegui me juntar aos meus amigos pouco antes de o som do apito soar e o jogo começar.

– Demorou. – disse Mione, sem tirar os olhos dos jogadores, que agora voavam em alta velocidade por todos os lados.

– Sim, eu sei, e peço desculpas por isso, mas eu tinha que tirar a cara de zumbi. – respondi, me acomodando ao seu lado.

Pelo resto do jogo, eu tentei conseguir ficar acordada. Se eu amo dormir? Imagina... Mas teve uma parte que realmente me surpreendeu. Enquanto Harry sobrevoava em busca do pomo de ouro, Draco estava atrás dele, e o pomo, bem ao lado de sua orelha. Eu poderia simplesmente levantar e gritar para ele olhar para o lado, mas acho que seria infinitamente odiada por todos depois disso. Por isso, fiquei calada e assisti o pomo fugir e os dois irem atrás dele.

– Como o Malfoy é burro... Mas o bom de ele ser burro é que ele não percebeu o pomo do lado dele. – disse Hermione rindo.

– É... – disse me sentindo péssima. Eu não sabia para quem deveria torcer. Meus instintos apontavam para Harry, mas uma parte me dizia para torcer – secretamente, é claro – para Draco. E eu me odiava por isso. Por saber que gostava dele e que nada poderia mudar isso.

Quando Harry finalmente pegou o pomo – o que levou um bom tempo, pois ele quase morreu com um balaço enlouquecido tentando de qualquer maneira acertá-lo e derrubá-lo da vassoura –, ele estava caído estatelado no chão, com o pomo, antes enfiado na boca, agora em sua mão. A torcida da Grifinória e de outras casas que torciam para nossa casa gritava tanto que eu finalmente consegui acordar. Depois que tudo acabou e todos voltaram para seus salões comunais, eu consegui escapar de meus amigos e agora andava pelos corredores no castelo. Quando percebi estava em um corredor deserto, com salas fechadas ao meu redor, mas havia apenas uma que estava aberta. Como geralmente não consigo controlar minha curiosidade, entrei e então vi um enorme espelho com as escritas “Espelho de Ojesed” em uma parte mais para cima do mesmo. De repente, me vi ao lado de minha mãe. Com os olhos arregalados e com a boca entreaberta por conta da surpresa, aproximo-me do espelho, tocando-o e vendo minha mãe sorrir.

– M-mãe? Ma-mamãe? – gaguejei, as lágrimas ameaçando descer de meus olhos. Ainda não acreditando, dei um passo para trás e saí correndo, totalmente assustada. Não, aquilo não poderia ter acontecido... ou poderia? Voltei não sei como para meu salão comunal, ignorando meus amigos que me perguntavam o que havia acontecido e me deitei, com uniforme e tudo.

Aquela noite eu dormiria perturbada.

Notas finais
Desculpem por ter demorado, era para eu postar isso ontem, mas sou unicórnia e tenho que ficar no tumblr (rawenclaw.tumblr.com por enquanto) e no polyvore (pureblooding), criando sets quase desnecessários. quase.
Beijos.