O amanhecer no trigal...

O sol começava a despontar os seus primeiros raios naquela linda manhã rosada.
Ferdinando havia acabado de acordar. Era dificil abrir os olhos por causa da claridade, porém ouvia claramente os passarinhos cantarem, como se lhes dessem bom dia!
Ele olha pro lado e vê Gina adormecida. Como estava linda! Com os cabelos ruivos desgrenhados, caidos sobre os ombros e colo, dormia tão tranquila que seria um crime despertá-la.
Respirava profundamente, parecia estar sonhando. De fato estaria, depois da noite linda que passaram juntos ali mesmo.
Suas noite de núpcias! Agora, Gina era sua mulher!
E como era bom amá-la, como era bom tê-la ali tão perto, tão doce, tão receptiva ao seu amor...
"Parece uma pintura", Ferdinando dizia a si mesmo sobre a imagem que via, Gina deitada ao seu lado, os 2 cobertos com lençóis finos de cetim branco, numa cama cercada de flores coloridas colocada no trigal.
Aquele trigal que os 2 fizeram nascer. Plantaram, cuidaram, regaram, velaram, esperaram o momento certo... O trigal era como o amor dos dois, que foi nascendo aos poucos, que venceu as dificuldades do tempo, os desequilíbrios de temperaturas e temperamentos...E que hoje estava ali, firme, forte e frondoso, prestes a ser colhido, semeado, compartilhado e vivido!
Essas constatações eram tão nítidas na mente de Nando e o deixava tão feliz que o riso era inevitável. E o som de seu riso, foi suficiente para despertar Gina.
Ela vai acordando aos poucos, se espreguiçando na cama, fazendo bagunçar os lençóis . Nando aconchega-a perto de si, tirando a mecha de cabelo que caía em seu rosto e acariciando-lhe a face.
–Bom dia, dorminhoca! — dizia carinhoso.
–Bom dia, frangotinho! Má que hora são? — perguntava Gina passando a mão nos olhos, tentando despertar.
–Ainda é muito cedo, mas isso não faz a menor importancia, meu amor!Hoje não temos compromisso com nada nem com ninguém.
Gina olha o marido nos olhos e sorri docemente. Era a primeira vez que o olhava nos olhos depois da noite que passaram. E por alguma estranha razão, Gina não se sentia envergonhada pelo que passou. Se sentia plena, viva, feliz e completa.
–Você está se sentindo bem, meu amor? — perguntava Nando, preocupado com o bem estar da esposa e por saber que acabara de viver sua primeira experiência nupcial.
–Ara e por causa de quê não haveria de estar? Se eu acabei de acordar do lado do amor da minha vida?
–Araaa! — Nando joga seu tronco sobre Gina, deitando-se sobre ela, enchendo-a de beijos por todo o rosto.
– Frangotinho...- chamava-o Gina, esperando a atenção do marido.
Nando apóia o braço na cama e o rosto em sua própria mão.
– Diga, meu amor! — respondia enquanto fazia carinho no rosto dela.
–Agora ieu sô sua mulher, né mermo?
–Sim, agora ocê é minha mulher, minha esposa, minha jóia preciosa, minha vida!Por que? — brincava ele, com Gina.
– Então, quer dizer que agora ocê não vai me chamar mais de "menininha"? — Gina olhava no fundo dos olhos azuis de Nando, que sorria ao ouvir sua pergunta.
Ele senta na cama rindo alto, Gina senta logo em seguida, puxando o lençol para cobrir suas partes.
–Qual é a graça, Ferdinando? — diz Gina franzindo a testa ao ver a reação do marido.
Nando sentado ao lado dela, passa a mão pelo seu queixo do jeito mais carinhoso do mundo. Sua expressão risonha se torna terna e ele fixa seus olhos que estavam ainda mais azuis pela claridade da manhã nela e diz:
–Você nunca deixará de ser a minha Menininha! — diz Nando sorrindo apaixonado para a esposa.
Gina o abraça fortemente e eles permanecem deitados um nos braços do outro por mais um tempo ali no meio do trigal.

Naquela tarde, Gina e Nando iam embarcar no primeiro trem rumo à São Paulo, para sua Lua de Mel.
Se vestiram e seguiram à casa de Pedro Falcão para apanharem suas bagagens, que estaria lá esperando-os.
Ao chegarem em casa, são recebidos pelos pais de Gina, empolgados aos vê-los.
–Fia, como ocê tá? — dizia dona Tê já mexendo nos cabelos de Gina, com aquele ar de curiosidade.
–Ara, to bem por demais, mãe! -dizia Gina toda sorridente.
Nando apenas mantinha o sorriso no rosto, olhando os agora sogros.
–Bom dia, seu Pedro! -cumprimenta ao ver só a cabeça do sogro pra fora da porta do escritório, observando os dois meio sem graça.
–Tá tudo bem cocêis aí, fí? — perguntava Pedro, mexendo na maçaneta da porta, com as bochechas coradas sem conseguir encarar o casal nos olhos.
–Sim, sim, está tudo nos conformes! — Nando respondia satisfeito.
–Bão mãe, agora o Nando e ieu temo que se arrumá pra mor di não perdê o trem...
–Mas antes ocêis tem que tomar o café da minhã, fia. Eu preparei um café reforçado procêis recuperá as força.
–Hã-hã! — pigarreou Pedro, perante a observação realista da esposa.
Todos se olham um pouco sem jeito, Gina e Nando seguram o riso e resolvem ir para a mesa tomar o café. Dona Tê senta entre os recém casados, segura na mão de Gina, olhando pra filha esperando que ela fale alguma coisa sobre a noite anterior. Um silêncio paira no ar.
–Ocê reparô como os trigo tão robusto, fí? — passa seu Pedro como uma bola de feno por trás de todos, querendo cortar o silêncio da situação.
–Reparei sim, seu Pedro, estão crescendo muito rápido! — responde Ferdinando mais do que prontamente, torcendo para que o rumo da prosa seja esse ou qualquer outro.
–A senhora tem notícia da Juliana, mãe? — pergunta Gina, enquanto abocanha um pedaço de pão.
–Não minha fia, aquerdito que ela vai ficá mais o Zelão lá pela casinha deles. Vão ficá por cá mermo...
Eles terminam de tomar o café e sobem para o quarto para se aprontarem para viagem.
Já no embarque do trem...
–Tchau Pai, tchau mãe! — diz Gina carinhosa, abraçando os dois ao mesmo tempo. Também estavam lá Epa, Catarina, Pituca e Serelepe, para se despedirem do casal.
–Ow minha fia, vai com Deus, ocêis faça boa viagem e num si isqueci de escrevê prá nóis! — diz dona Tê com lágrimas nos olhos.
–Mas ara, a sinhora não se peorcupe dona Tê, que esses dois só vão ficá duas semana fora, não tem necessidade de carta, dexa os dois aproveitarem a viagem sussegadinhos! — argumentava a espalhafatosa Catarina, tentando acalmar os nervos da mãe dramática de Gina.
O casal se despede da família e embarca no trem, rumo a São Paulo.
Lá se hospedam num hotel chique, no centro da cidade. A estadia de lua de mel fora presente de casamento do coronel Epa para os dois.
A viagem segue regada a muito romance e descobertas. Os dois passeiam pela cidade, vão a cinemas, teatros, reataurantes, museus.
Gina estava empolgadíssima. Tudo era novo para ela, tudo ali era visto e conhecido pela primeira vez.
Não só tinha descoberto o amor, mas estava descobrindo o mundo existente além dos campos de Santa Fé. E o melhor, ao lado de Nando!
Esse, por sua vez, além de desfrutar tudo aquilo ao lado da mulher que ama, fazia questão de diariamente ensinar alguma coisa nova a Gina, fosse algum ponto cultural, uma nova história, uma nova maneira de se portar, aos poucos de forma natural ia acrescentando conhecimento e disciplina a esposa, sem querer que a mesma perdesse o gênio e a personalidade tão ímpar que o fez se apaixonar por ela.
Um certo dia de manhã, Gina terminava de prender os rebeldes cachos que insistiam em cair na sua face num coque desajeitado, depois de trocada com um lindo vestido verde que ganhara do marido, enquanto esse permanecia sonolento na cama.
Gina se aproxima, sobe no leito dos dois, engatinhando por cima de Nando, roçando seu nariz pelo pescoço dele, dando beijinhos estalados vez ou outra.
–Frangotinhooo, hora de acordá!Eu já to pronta pro passeio...
Ferdinando sorria ao sentir os carinhos da esposa, mas se recusava a acordar por completo e balbuciava palavras preguiçosas, pedindo mais alguns minutos ali deitado.
–Nando, ocê pensa em ficá o dia intero na cama?
Gina estava ansiosa para sair, mas ele, que agora realmente abre os olhos e vê a esposa toda linda arrumada queria era aproveitar o dia ali mesmo com ela, sem nenhum compromisso externo.
–Não só pretendo, como te prendo no pé da cama procê não fugir! — agarra Gina, fazendo-a deitar do lado dele, ela deita caindo em riso, Nando começa a enche-la de beijos por todo o rosto, enquanto uma de suas mãos percorria por sua cintura.
–Hum, como ocê tá cheirosa, menininha!-dizia ele cheirando o pescoço da esposa, sentindo seu perfume suave.
Gina arrepia-se, mas se contém. Queria de fato passear, eles ainda tinham tempo para aquilo que Ferdinando queria, mas não sabia quando voltaria pra São Paulo e quando poderia conhecer tantas coisas diferentes, novamente.
O fato era que seria quase impossivel investir ao charme do marido. Passara muito tempo resistindo a ele e sentia qua não conseguiria faze-lo nunca mais na vida, tamanho era o amor, o desejo e a vontade de estar junto dele.
Como sempre, Gina manteve-se firme, travou uma luta interna de segundos contra os proprios desejos, esquivou-se de Nando, levantou-se da cama, ficando de prontidão ao lado dela, com as mãos na cintura:
–Eu me arrumei inteirinha, colocando esse vestido que ocê me deu, passei uma hora tentando prendê essa porquera de cabelo procê querê ficá aí deitado na cama o dia todo?
Nando percebe o tom definitivo da mulher e resolve levantar-se.
–Pelo jeito ela aprendeu rápido a usar argumentos de esposa...-resmunga em tom brincalhão, como costumara fazer.
–O que que ocê disse ai? — perguntava Gina.
–Nada! Nadinha, eu vou me trocar e jajá to pronto, ocê me aguarde dona Gina! — entrando no banheiro.
Minutos depois, eles já estão na rua, passeando de mãos dadas, Gina apontava tudo o que via, o que achava diferente, o que queria saber o que era, Nando explicava, mostrava, dizia do que se tratava.
Passaram a manhã toda passeando pelas ruas do centro de São Paulo, viram muitos artistas de rua, lojas e mais lojas, onde compraram presentes para todos de Santa Fé, inclusive os vestidos, que Nando fez questão de comprar para a esposa, mesmo a contragosto dela.
–Ieu já tenho vestido suficiente, pra quê comprá mais? — questionava ela.
–Nunca se sabe, minha cara, nunca se sabe! — rebatia o marido.
Na hora do almoço, eles param para comer num restaurante simpático da região que ficava perto do hotel.
Conversa vai, conversa vem:
–Acho que não si isquecemo de ninguém, né mermo Nando? Ta aqui o da Juliana co Zelão, da mãe co pai, da Pituca, Serelepe, do sogro... — contabilizada as sacolas de presente, entretida.
–Não — nos-esquecemos de ninguém, Gina! — corrige Ferdinando.
–Ai, mai que vai sê dificir..."vai ser difícil" de aprendê a falar do modo certo... — justifica Gina, divertindo-se de como falava.
–Vai nada, meu amor! Com o tempo você mesmo vai se corrigindo, é tudo uma questão de hábito e você tem feito muito progresso. Você é muito inteligente, minha menininha! — diz ele, encostando a ponta de seu nariz no nariz de Gina, roçando-os da forma mais carinhosa do mundo.
–Antes, eu achava que tinha que falá do jeito que tinha que sê, mas hoje eu penso diferente. Não quero que ocê tenha vergonha d'eu. Quer dizê, de mim!
–Eu nunca vou ter vergonha de você, Gina! Você só me dá motivo pra ter orgulho. E sempre foi assim! Tudo...Tudo o que eu lhe pedir pra mudar, pra melhorar, pra estudar, será sempre pra você mesma!Pro seu melhor...Do tanto que lhe amo! — Nando sempre se emocionava a ponto de lhe verter lágrimas nos olhos ao falar docemente com a esposa.
Gina respondia com um sorriso terno que ele já sabia reconhecer . Ela aproxima do rosto dele, beijando-o delicadamente, finalizando o beijo com um longo selinho.
– E hoje a noite — se afasta ele de repente — Você trate de colocar o vestido mais bonito que eu vou lhe levar para uma ópera! — avisa enquanto comia.
–Uma o quê?
–Ópera, Gina! — responde mastigando.
–Mai o qui é isso? — confusa.
–Ópera é...ópera é um...- Ferdinando formava figuras com as mãos, ao mesmo tempo que tentava dar a melhor definição do que era ópera à Gina, mas nem ele mesmo sabia como de fato explicar. — Ara Gina, ópera é um espetáculo de teatro com música... — volta a comer.
–Ara, com música? Tipo aquelas moda que o Vira costumava tocar lá em casa? — se anima ela, sorridente.
Nando ao ouvir o nome de Viramundo lembra-se de quando o mesmo se hospedou na casa de Pedro Falcão, da amizade nascida entre ele e Gina, de quando eles iam pras roças juntos, cantarolando... Lembrou-se também do ciúmes que sentiu naquela época. Sua expressão fica séria nesse exato momento.
–Ocê-tinha-que-lembrar-desse-traste-na-nossa-lua-de-mel, Gina? — pergunta ele, dizendo cada palavra pausadamente, num tom de voz mais agudo, tipico de quando estava possesso, olhando fixo nos olhos dela.
– Que é isso, Ferdinando! Ocê sabe que o Vira é só um bom amigo meu. Alinháis ele ta muito que bem casado cá Milita, né não?
–É...ocê tem razão! Vamos mudar de assunto. Aliás, vamos terminar logo esse almoço que ainda temos muito o que fazer!
Os dois terminam de comer, seguem com o passeio, até voltarem para o hotel pra se prepararem para o grande momento da noite, a ópera!
Gina veste um luxuoso vestido vermelho, com brilhos no corpete e uma volumosa saia. Prende os cabelos, deixando alguns cachos caídos. Faz uma maquiagem marcante, tal como sua amiga Juliana lhe havia ensinado.
Nando estava de smoking, também muito elegante como sempre, mas quando Gina aparece pronta na sua frente, esse quase cai pra trás, bestificado com tamanha beleza.
– Ocê ta mais linda que uma rainha, Gina! — diz completamente hipnotizado pela beleza de sua esposa.
–Ara, mas ocê também ta lindo que parece um príncipe!-diz passando os dedos pelo rosto dele.
–Ocê é rainha e eu sou príncipe?- diz Nando beijando a mão dela que acarinhava seu rosto.
–Má ieu penso que sê príncipe é mió que sê rei...- sorrindo lindamente.
–Eu concordo, minha princesa! — ele agarra-a pela cintura, curvando-a pra trás, dando-lhe um beijo cinematográfico.
Eles descem pro saguão do hotel onde o carro os apanham para levá-los ao teatro. Chegando lá, Gina se encanta co a arquitetura, as pessoas que passavam de um lado para o outro... Eles seguem para o camarote, porque a ópera já ia começar.
Gina observava tudo de lá de cima, como era lindo aquele teatro, como as pessoas eram bem arrumadas...Nando segura em sua mão, conduzindo-a para poltrona. As luzes se apagam, o espetáculo começa.
Se tratava de Romeu e Julieta. Os atores tinham vozes incrivelmente belas e toda a produção era de tirar o folego de qualquer um.
Nando a todo momento observava as reações de sua esposa, que mal conseguia piscar, tamanho fascínio por tudo aquilo. Não queria perder nada do que acontecia. Ria junto às cenas cômicas, mexia timidamente o pé ao som das musicas mais vibrantes, entrelaçava os dedos uns nos outros, nos momentos aflitivos e marejava os olhos nas cenas mais emotivas. Se envolveu totalmente com o espetáculo, como fazia com tudo que era apresentada na vida pela primeira vez. Nando sentia que era um divisor de águas na vida de Gina. Lutou tanto por ela, que por sua vez relutou tanto pelo que sentia, justamente por ser algo desconhecido pra si, porém convenceu-se a si mesma de que na vida, devemos experimentar o desconhecido para aprender a viver e que as vezes é esse mesmo desconhecido que traz consigo a felicidade.
Foi assim, que sorrindo ele deu a mão para a esposa, entrelaçando os dedos, terminando de assistir a ópera.
Tarde da noite, voltando para o quarto do hotel...
–E aquela hora que as luzes apagaram e depois ascenderam de repente já com tudo diferente no palco? — lembrava Gina, como se fosse uma criança deslumbrada. — E como que aquelas pessoa consegue cantá daquele jeito?
Nando sorri, tirando o paletó e afrouxando a gravata.
–Gostou, meu amor?-abraçando ela por trás.
–Ara, que eu gostei demais. Nem sabia que essas coisa existia... — encantada.
–Histórias assim como essa você encontra nos livros, Gina...Tudo é tirado de lá...-dizia enquanto beijava o ombro dela.
Gina vira-se ficando frente a frente, com o corpo colado ao dele.
–Sabe que eu fiquei pensando, que se fosse eu no lugar da Julieta e fosse ocê no lugar do Romeu... Se me dissessem que ocê tinha batido as bota, eu faria o mermo que ela!Causa de quê eu não ia aguentar ficar sem o meu Frangotinho mais nessa vida! — abraçando o marido pelo pescoço, roçando seu nariz ao dele.
–Nem eu, minha menininha! — sentindo o carinho da mulher, Nando beija-a com paixão.
Seus beijos são correspondidos por Gina. Suas mãos percorriam as costas dele, tirando-lhe a gravata já frouxa do pescoço e jogando-a no chão.
Nando por sua vez, sorri malicioso enquanto mordisca o lábio inferior de sua mulher. Sua boca pescorre-lhe o queixo até descer pelo pescoço de Gina, que estremecia de desejos em seus braços, sendo receptiva a cada toque.
As mãos de Nando procuravam o laço do corpete de Gina, afim de desatá-lo para despi-la. Ela o ajuda e não demora até que sente a pele de sua esposa, arrepiada por seus carinhos. O vestido vermelho cai no chão...
Ele a deita na cama, com seus olhos fixos aos dela, desejando-a mais do que nunca, mais do que qualquer coisa no mundo.
Deita por cima dela, encostando sua testa na dela.
–Eu te amo...-dizia baixinho já não se contendo de tanto desejo que tinha.
–Eu também...-Gina responde num fio de voz, fechando os olhos, com os lábios entreabertos, esboçando um sorriso.
E assim os dois fazem amor, como um combustível dessa união que eles querem manter por toda a vida, o sentimento mais puro e concreto do mundo para eles estava ali, naquele quarto, naquele momento, o amor que celebravam, não importa quando, nem onde. O mundo lá fora não existia mais...
E assim chega o dia de voltar pra casa, Santa Fé os aguardava...

Continua...