Como Se Tornar Uma Bad Girl
11 Como ir ao cinema com o seu arqui-inimigo
Notas iniciais
— James — falei sorrindo, mas na verdade eu estava me corroendo por dentro.
Ele devolveu o sorriso e bagunçou os cabelos.
— Venha, vamos ao cinema, querida Evans — ele estendeu o braço para mim, Marlene e Dorcas se entreolharam enquanto eu respirava fundo, colocava um sorriso amarelo na cara e segurava o braço do Potter.
O Potter me guiou até o cinema, enquanto eu deixava minhas amigas para trás com caras abobadas.
Tentei manter a calma o tempo todo, juro que tentei. Fiquei bastante calma enquanto ele comprava pipoca e refrigerante e a atendente flertava com ele da maneira mais nojenta possível. Continuei calma quando ela escreveu o número dela na mão do idiota. E respirei bastante fundo quando ela me lançou um olhar azedo.
Entramos na sala que já estava escura e eu tinha medo de escuro, apertei o braço do Potter com uma força desnecessária fazendo o idiota ter pensamentos completamente errados.
Ele colocou a mão na cintura e me guiou até uns assentos mais para cima. Percebi que Amos e a Vance estavam dois assentos de distância de nós.
— Potter, tira a sua patinha de mim — falei sorrindo.
— É James — ele corrigiu sorrindo, mas tirou sua mão nojenta da minha cintura.
Me sentei de cara feia e cruzei os braços e as pernas. O Potter sentou ao meu lado comendo pipoca e parecendo estar se divertindo muito.
O fato do filme ser chato pra caramba me incentivou a ficar observando Emmeline e Amos, que de vez em quando ficavam se agarrando.
Em um momento o Potter me ofereceu pipoca e eu estava de tão saco cheio daquela cara presunçosa que eu joguei a pipoca nele, até porque eu odiava pipoca e odiava ele. Depois amassei o pacotinho de pipoca e enfiei na boca dele.
Ele cuspiu o papel e ficou de cara feia.
— Não precisava ser tão grossa, sabe, eu estou te ajudando.
— Não vi você fazer nada, a gente tá sentado aqui enquanto você come pipoca e eles estão lá se agarrando.
Ele revirou os olhos e ficou de pé, pegou seu refrigerante e eu achei que ele ia me abandonar ali sozinha quando ele estendeu sua mão para mim. Pisquei confusa.
— Anda logo, Evans.
Peguei sua mão relutantemente e deixei que ele me levasse em direção a dois assentos vagos bem atrás do Diggory e da Vaca Vance.
Quando sentamos, a Vance virou para trás e o Potter ainda segurava minha mão. Dei um sorrisinho cínico para ela, que se virou e cutucou Amos.
Ele tentou olhar disfarçadamente para trás, mas depois de notar que eu estava lá, assistindo a um filme com o Potter, segurando a mão do Potter, ele ficava olhando de minuto em minuto, o que não deixou a Vance muito feliz.
— Agora pode soltar minha mão — sussurrei para o idiota — A sua mãe é suada.
— A sua que é suada — ele rebateu soltando minha mão.
Depois de um tempo de silencio, onde o Diggory olhava para trás sempre que podia, e eu dava um sorrisinho vencedor para ele, o Potter me ofereceu um pouco de seu refrigerante.
— Não, obrigada, não quero tomar sua saliva contaminada pela saliva de várias vadias.
Ele apenas deu de ombros e tomou seu refrigerante fazendo um barulho extremamente irritante com o canudinho.
Quando o filme chatissimo acabou, o Potter levantou e pegou minha mão novamente, esbarramos propositalmente em Amos e saímos de lá.
— Até que não foi tão ruim — comentei.
— É.
Soltei sua mão e ele a usou para bagunçar os cabelos.
— O número da garota apagou — falei apontando para o borrado na mão dele.
— É verdade — ele deu de ombros. — Mas eu posso conseguir muitos outros.
Revirei os olhos.
— Okay, Potter, foi divertido mas eu ainda te odeio.
— Eu também te odeio, amorzinho — ele sorriu cinicamente piscando pra mim.
Dei um tapa em sua cabeça.
— Eu vou enfiar um amorzinho no seu rabo, idiota.
Ele gargalhou e me deixou lá sozinha, já que havia encontrado seus amigos.
Que cavalheiro.
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