Como Se Livrar De Um Vampiro Apaixonado.
2 Uma boa escolha.
Notas iniciais
Agora vamos a estória...
Pov Bella.
Aviões são um saco, porque a gente fica presa nele, olhando para fora, para o céu, o que acaba fazendo com que se pense nas coisas... Coisas em que se poderia não querer pensar, se não fosse por estar presa nele.
A quem eu quero enganar? Não importa onde eu estou para que as palavras dele girem em minha cabeça.
“Você não é boa para mim, Bella”.
“Você é humana... Sua memoria não passa de uma peneira. O tempo cura todas as feridas para a sua espécie.”
“Eu não vou esquecer, mas minha espécie... Nós nos distraímos com muita facilidade”.
Tentei respirar num ritmo normal, antes que alarmasse o passageiro sentado ao meu lado. Eu vejo uma comissária de bordo me olhando com preocupação e lhe dou um pequeno sorriso de reasseguro, ela relaxa no mesmo instante provavelmente pensando que eu era uma daquelas pessoas que tinha medo de voar.
Eu precisava me concentrar e encontrar uma forma de sair desse pesadelo, mas por mais que eu quisesse que fosse exatamente isso... Um pesadelo, nada mudava a dura realidade. Ele se fora.
O amor, a vida, o significado... Acabados.
Meses se passaram.
O tempo passa. Mesmo quando isso parece impossível. Mesmo quando cada batida do ponteiro dos segundos doí como sangue pulsando sobre um hematoma.
Passa de modo inconstante, com guinadas estranhas e calmarias arrastada, mas passa. Até para mim.
Durante os últimos quatro meses, tirando a primeira semana, eu me mantive de todas as formas mostrando a todos que eu estava bem. Evitando ser de mau humor, inclusive resmungar, mas mesmo meu pai que era pouco perspectivo aos sentimentos alheios não deixou de notar minha falta de... Não existe palavra para descrever morta por dentro. Zumbizesca? Zumbificada?
Charlie não pode suportar mais e me mandou passar um tempo com uma prima distante, visto que eu me recusei a voltar a morar com Renée. Eu não podia culpar Charlie por não aguentar mais, mas também não podia ir ficar com Renée para que ela presenciar minha dor.
Então eu faço pressão nas minhas pálpebras com os dedos, tentando assim impedir que eu se lembre das coisas. Concentro-me no presente, no agora. É isso que as pessoas nos programas de entrevista na TV sempre nos mandam fazer: Viver o momento.
O avião aterrissa em um pouso suave. O ar aquecido entra com tudo, tão logo a comissária de bordo abre a porta do avião.
Olho o Sol brilhando em toda a sua glória. É definitivamente eu não me encontro mais em Forks. Talvez a mudança no fim das contas tenha sido boa, pelo menos eu não iria encontrar nenhum vampiro em plena Mystic Falls onde o sol quase brilha o ano todo.
Minha prima Caroline está me aguardando no terminal, no momento em que ela me vê, vem caminhando animada em minha direção.
Caroline tinha crescido pelo menos três centímetros e estava mais magra e mais parecida com uma modelo da Vogue do que nunca, mas seus olhos verdes como os de um gato brilhavam de alegria da mesma forma que eu me lembrava de quatro anos atrás. Ela me envolve em um grande abraço e... me cheira?
Ela está me cheirando?
Ela dá dois passos para trás parecendo um pouco constrangida.
– Como é bom ver você Como foi à viagem? Minha mãe não pode vir, ela tinha muita coisa para fazer na delegacia, mas disse que estará presente na hora do jantar. – ela diz animada sem dar chance de eu dizer qualquer coisa.
Logo ela me leva até o estacionamento, onde ela pega minha mochila e minha mala e os coloca no porta mala.
– Bem vinda a Mystic falls Bella. – ela diz animada, antes de dar partida no motor e colocar o carro em movimentos.
Uma sensação terrível passa pelo meu corpo, no qual eu afasto bruscamente. Eu balanço a cabeça afastando os pensamentos negativos e olho para o céu onde o Sol brilha em todo seu esplendor... Não eu fiz uma boa escolha, nada de vampiros e seres sobrenaturais, seria um novo começo para mim e eu ficarei bem.
O problema com a mentira... É que fica difícil mentir para si mesmo e realmente acreditar. É muito mais fácil, simplesmente dizer que tudo ficaria bem do que encarar a realidade e dizer que nada seria como antes.
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