Como Se Livrar De Um Vampiro Apaixonado.
6 Quando minha vida ficou complicada?
Notas iniciais
Agora vamos a estória...
Pov Bella.
– Olá amor. – eu escuto uma voz sussurrar em meu ouvido.
Por um momento eu me vejo paralisada de medo, tenho certeza que mesmo a quarteirões de distancia é possível ouvir os batimentos de meu coração.
– Shshshsu... Não a nada a temer. Eu estou bem aqui. – ele volta a dizer em uma voz que parece ter a intenção de me acalmar.
Eu me desvencilho dos braços a minha volta e viro ficando de frente para ele. Automaticamente eu dou dois passos para trás.
Ele tem uma beleza sobrenatural. Vampiro, minha mente logo registra.
– Quem é você? – para minha frustração minha voz não sai tão firme como eu gostaria.
Ele me olha atentamente, como se me avaliasse e pelo sorriso eu acho que o que ele viu o agradou.
– Ele tinha razão. Você de fato voltou. – ele sussurra tão baixo que eu quase não o ouço. – Perdoe-me, eu me chamo Niklaus Miakelson, mas pode me chamar de Klaus. E você é Isabella Swan. – ele diz em um tom audível.
– Como sabe meu nome?
Ele sorriu.
– Meu irmão me contou.
Irmão? Eu olhava para ele tentando entender e ao fita-lo a compreensão chegou a minha mente. Elijah. Ele era irmão de Elijah.
– Vampiro... – eu sussurrei.
– Vejo que já estar a par do que somos isso facilita. – ele disse.
– Sim. Minha prima me disse o que são.
– Vejo. – ele disse me fitando com tanta intensidade que causava uma sensação estranha em mim.
– O que quer?
Ele continuou a me olhar colocando suas mãos nos bolsos de sua calça e quando eu pensei que ele não iria responder.
– Você.
– Por quê? – eu tive que perguntar. Algo me dizia que não era pelo meu sangue ou ele já teria me mordido a não ser que ele fosse como James e gostasse de brincar com sua ‘comida’. O que era possível, diante do que Caroline havia dito sobre ele.
Por um momento eu me senti doente diante da possibilidade. O que seria de Charlie e Renée? Eu não queria que eles sofressem.
– Eu a quero como minha companheira. Quero que seja minha. – ele disse de forma tranquila como se dissesse que o céu é azul.
Eu olhei para ele como se tentasse decifrar um enigma ou como se estivesse crescendo outra cabeça em cima de seus ombros, eu tenho certeza. Mas por mais que eu repetisse suas palavras em minha cabeça mais absurda parecia.
Qual era o problema dos vampiros dessa cidade? Ele realmente pensava que ao dizer isso eu iria saltar feliz e dizer ‘oh que maravilha’ ou algo do tipo?
Além do mais eu já havia escutado algo do tipo e no fim ele me abandonou. Eu não seria mais um passatempo na mão de outro vampiro.
– Desculpe, mas acho que escolheu a menina errada. – eu digo entre dentes.
Klaus removeu lentamente sua mão de seu bolso e delicadamente colocou uma mecha de meu cabelo atrás de minha orelha.
A ação, com toda a sua simplicidade, não era para ser um ‘movimento’ em sentido de sedução para mim, mas de certa forma foi.
A maneira que seus dedos gelados tocaram levemente em minha pele ao colocar o cabelo atrás de minha orelha fez com que um formigamento passasse pelo meu corpo involuntariamente e me fez perder o folego.
Eu decidi que era apenas um acaso. Tinha que ser. Nada mais seria aceitável.
Foi apenas um toque.
– Você me intriga Srta. Swan.
Klaus se aproxima um pouco mais de forma desnecessária, no qual inalo bruscamente ao perceber minhas costas de encontro à parede, e ele bloqueando minha única saída.
Eu quase me sentia impotente diante de sua presença. Seus olhos azuis me fitavam como se guardasse um grande segredo, olhos que pareciam ter visto de tudo nesse mundo. Klaus era diferente de tudo que já presenciará, eu podia ver o desejo em seus olhos à determinação em sua mandíbula. Klaus exalava masculinidade, tão diferente de tantos garotos que eu convivera e se habituara. Klaus não era um garoto, era um homem.
A forma que ele falava, o modo que ele se movia foi à definição de alguém que tinha controle de tudo a sua volta. Ele emanava poder e autoridade e isso me assustava em muitos sentidos e parte de mim, que eu não queria sequer pensar o desejava.
– Você é tão encantadora...
Ele me elogiou? Nunca ninguém me disse que eu era encantadora, contudo o modo como ele falou parecia que isso era algo que não estava em discursão.
Seu hálito fresco dançou perto de minha pele, embora eu quisesse me matar a admitir que eu o achasse atraente. Eu limpei a garganta e falei fortemente.
– Um par de elogios não o levará a lugar nenhum. — eu observei.
Ele não se abala com minhas palavras.
– Eu respeito isso, Srta. Swan. Assim como há muito tempo, um dia, você será capaz de encontra-lo em seu coração. Você vai perceber que eu sou um homem muito determinado quando quero algo. E nesse momento meu único desejo, é você.
Eu permaneci em silencio encarando seus olhos, inalando uma profunda respiração. Sua honestidade estava sufocando-me.
– Eu não serei sua. Você errou de menina. Eu jamais sentirei..
– Minha experiência mostra que você pode, talvez, ser convencida. – ele diz correndo seu dedo sobre minha bochecha lentamente.
Minha pulsação se triplicou, e eu vi o olhar de satisfação em sua face.
Eu negaria se não fosse dolorosamente óbvio que eu fui cativada pelas suas palavras.
Eu fiquei ali, imóvel, com seus dedos lentamente rastreando até o meu pescoço, e delicadamente dentro de um circulo de minha orelha, voltando a minha bochecha. Seus olhos nunca deixando de me fitar, enquanto que eu tentava processar freneticamente em minha mente o que se passava ali. Por que eu estava permitindo ele, de todas as pessoas a fazer isso?
Porque ele me fazia sentir querida, porque eu precisava me sentir apreciada, mesmo por alguns minutos, mesmo que não fosse verdadeiro.
Minha respiração se tornou errática enquanto ele afastava meu cabelo de meu ombro e eu tentei falar em tom normal.
– Você não pode me convencer. – eu digo minha voz não passando de um sussurro, mas sei que ele é capaz de ouvi-lo.
– Seu coração diz o contrario.
– Meu coração não bate por alguém como você. – Klaus estava tão perto que seu nariz quase tocava o meu.
– Você está certa. Ele não bate. – Klaus sussurrou, enquanto seus dedos ainda percorria meu pescoço. – Mas seu corpo, mesmo que você não goste, ele é afetado por mim. Cada toque único, cada respiração, cada momento, ele anseia pelo meu toque.
Eu o empurrei passando por ele em direção à porta.
– Fique longe de mim. – adverti em um tom áspero.
Eu corri até o andar de baixo antes que ele pudesse se infiltrar mais em minha mente, mas no fundo de minha mente eu já sabia que já era tarde de mais.
Eu ainda podia sentir o seu toque sobre minha pele.
No momento que eu desço o último degrau, a porta da frente se abre dando passagem a Caroline e Bonnie.
– Ah eu não falei Bonnie que a Bella se arruma rápido. – diz Caroline sem mesmo notar minha agitação.
– Algum problema Bella? – Pergunta Bonnie preocupada olhando para mim e em direção à escada.
– Não, nenhum problema. – Eu minto. Eu não queria falar sobre isso, não agora quando minha cabeça ainda estava processando o que tinha se passado.
Antes eu não queria sair por causa de um vampiro agora eu não queria ficar por causa de outro vampiro que no momento se encontrava em meu quarto.
Quando minha vida se tornou tão complicada?
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