Como Se Livrar De Um Vampiro Apaixonado.
15 Conversa...Damon e promessa.
Notas iniciais
Agora vamos à estória...
Pov Bella.
– Quem fez isso a você? – ele pergunta prosaicamente. Seu modo calmo em vez de me tranquilizar só faz meu pânico crescer ainda mais forte.
Por que eu tinha impressão que Klaus sendo tão pacífico era pior do que se ele estivesse gritando?
Eu me aconchego na manta que Elijah coloca sobre meus ombros embrulhando meu corpo, fazendo com que eu me sinta mais a vontade, mesmo estando tensa por ainda me encontrar nua.
Eu olho a roupa em cima da cama e digo baixinho.
– Será que eu poderia me vestir antes?
– É claro. – responde Elijah me passando a roupa, que eu pego de forma desajeitada, fazendo o possível para segurar a manta em minha volta. Não que isso mudasse alguma coisa. Eles já tinha me visto nua antes, mas isso não significa que eu estava mais a vontade diante disso.
Eu ando até o banheiro, trancando a porta de forma desnecessária, pois eu sabia que se eles quisessem entrar não seria uma porta que os impediria.
Talvez eu devesse tomar outro banho.
Não, eu não acho que eles estavam no humor para esperarem mais tempo.
Eu coloquei a roupa sem prestar atenção nos detalhes de tão nervosa que eu me encontrava. Eu respirei profundamente antes de abrir a porta e me encaminhar para o quarto novamente.
Encontrando Klaus sentado na cama de forma displicente, mas mesmo a distancia eu pude ver a agitação que queimava em seus olhos.
Elijah que até então olhava para fora da janela se virou quando ouviu meus passos se aproximando.
– Bella antes de tudo nós devemos lhe contar algo. – Elijah disse simplesmente indicando uma poltrona próxima a janela no qual eu me sentei, olhando para ele em espera. — Devemos contar sobre Tatiana? – pergunta Elijah a Klaus.
– Por que discutir algo que já foi resolvido?
Eu apenas queria saber aonde eles queriam chegar com essa conversa. Tinha que ser importante.
– Imagino que você já saiba um pouco de nossa história, não é mesmo Bella? – Perguntou Elijah.
– Sim. Caroline me disse. – eu digo confusa.
– Quando nossa família chegou ao novo mundo havia uma garota. Ela era de uma beleza primorosa. Todos da idade dela a desejavam, apesar dela ter um filho com outro homem. Ninguém a amava mais do que Nicklaus...
– Não, eu diria que havia outro que a amava tanto quanto eu.
– Espere um minuto. Vocês amavam a mesma garota?
Houve apenas um aceno de ambas as partes.
– Nossa mãe era uma bruxa poderosa. Ela procurou resolver nossa disputa por Tatiana, e então a levou. Klaus e eu descobriríamos que era o sangue de Tatiana no vinho que consumimos na noite do feitiço. O que nos transformou em vampiros. – explicou. – Tatiana não conseguia se decidir entre nós. Então, por um tempo, Niklaus e eu ficamos afastados. Palavras duras foram trocadas. Até nos atacarmos, não é irmão?
– Mas, no fim, percebemos o laço sagrado da família.
– Família acima de tudo. – eles disseram em conjunto.
Eu estava atordoada. Essa mulher devia ser algo extraordinário por ter conquistado não só um, mas ambos os irmãos.
– Eu não entendo. O que isso tem haver comigo? – eu me vejo perguntando.
– Por que você é Tatiana.
Eu apenas olhei para eles como se a qualquer momento uma segunda ou mesmo uma terceira cabeça fosse surgir a qualquer momento. Eles não podiam ser sérios. Eu já tinha escutado essa história antes e apesar de parecerem sinceros eu não conseguia acreditar em suas palavras.
Vampiros eram bons mentirosos eu bem o sabia. Eu era apenas mais uma distração para algum joguinho idiota. Eu queria que fosse verdade, mas eu não era tola a ponto de me deixar envolver nessa história, pois a única que sairia machucada nisso tudo seria apenas eu. A humana estupida que não era boa o suficiente para eles. Eu olhei para ambos e me levantei da cadeira, felizmente nenhum deles me impediu. Eu dei alguns passos antes de me virar para eles que apenas me olhavam em espera.
– Eu não sou ela. Vocês erraram de pessoa e mesmo que eu fosse essa pessoa eu não quero me envolver com nenhum de vocês. Olha! Eu sei que eu não sou boa o bastante para nenhum de vocês e sinceramente eu estou cansada de ser algum tipo de brinquedo em seus joguinhos e por mais entediante possa ser sua vida, vão procurar outra pessoa. Ou então me mate de uma vez, pois eu não serei parte disso. – eu digo com raiva. Eu podia sentir lagrimas queimando em meus olhos.
Eu não vou chorar. Eu não posso chorar. Eu não serei mais nenhuma fraca. Eu respirei profundamente tentando reunir o máximo de dignidade possível antes de voltar a olhar para eles.
Eu me assustei com suas expressões. Parabéns Bella! Você agora conseguiu deixar eles loucos de raiva. Bom pelo menos eles me matariam logo e acabaria com isso.
“Charlie ficaria bem.” – eu penso antes de fechar meus olhos em espera.
– Quem é ele? Diga-me seu nome. – Elijah pergunta suavemente tocando minha face.
Eu abro meus olhos encontrando Elijah a apenas um passo de onde estou. Eu dou um passo para trás somente para ser segurada por Klaus que sussurra contra meu ouvido.
– Conte para nós quem lhe machucou para que eu possa mata-lo.
Eu olho para ele assustada.
– Eu não sei do que está falando. – eu digo olhando para baixo, incapaz de continuar a olhar em seus olhos.
– Eu vou descobri mais cedo ou mais tarde. – sua voz é atada a uma fúria fria que faz meus ossos enregelar. – E por causa dele que você não foi ao meu encontro. – O que ele estava falando? — É por causa dele que você não confia em nossas palavras. – ele diz suavemente o que me deixa mais apreensiva e confusa com suas palavras.
Encontro??
– David não tem nada a ver com isso. – eu respondo defensivamente.
– David. Então é esse seu nome? Ele é o responsável por isso? – ele diz pegando meu pulso e me virando. Seus dedos acariciam a meia lua em meu pulso... A marca de James.
– Não. David é apenas um rapaz que eu conheci em uma livraria, ele não tem nada a ver com isso. Por favor, não faça nada a ele. Ele não fez nada.
Oh meu Deus! Por que eu tinha que falar o nome dele?
– Então?
Talvez eu devesse contar apenas uma parte da história...
– É uma longa história.
– Temos todo o tempo do mundo.
Eu contei sobre os lobos, James, Victória, sem, no entanto dizer o nome de qualquer um dos Cullens. Mesmo que eles tinham me abandonado, eu não me sentia no direito de dizer seus nomes. Por algum motivo eu sabia que assim que eu falasse Klaus iria matar todos eles.
Por mais que me doa eu ainda os amava e não queria que eles fossem feridos ou mesmo mortos por minha causa, mas eu contei sobre ter me envolvido com uma família vampira e que eu havia namorado um deles e a forma que tinha acabado tal relacionamento.
– Ele mentiu. – Klaus diz quando eu termino de dizer tudo.
– Niklaus tem razão, minha querida. Ele mentiu. Ele que não era bom o suficiente para você.
Suas palavras parecem romper finalmente as lagrimas que eu estive segurando. Eu choro sendo embalada por dois pares de braços e então em um rompante a porta é aberta e uma Caroline furiosa entra no quarto, sendo seguida por Elena, Bonnie e Damon.
– Fiquem longe dela. – ela diz.
– Caroline! – eu digo correndo para seus braços.
– Você está bem Bella? – ela pergunta preocupada.
– Sim. Eu estou bem. – Por que eu não estaria bem? Ah é claro. Os dois vampiros...
– O que devo a honra da visita? – pergunta Klaus sarcástico.
– Como você se atreve. – bradou Caroline nervosa, me colocando para trás de forma defensiva.
Eu sei que Caroline tinha boas intenções, que ela só queria proteger a família, mas ela estava me tratando como a família Cullen sempre fez, como se eu fosse algum tipo de vidro frágil, que facilmente poderia quebrar. Eu não quero que me trate dessa forma mais, como se me envolvesse em algodão. Eu só queria ter uma vida normal sem sobrecarregar ninguém. Eu não podia acreditar que eu estava novamente onde vampiros decidiam sobre minha vida, mas antes que eu possa dizer alguma coisa...
– Hummm. – murmura Damon atrás de mim, ganhando a minha atenção. Ele me olhava com curiosidade e... Desejo?
– O que você está olhando? – eu pergunto desconfortável diante de seu olhar.
– Você tem um cheiro bem requintado. – ele diz respirando profundamente. — Por que não vamos para minha casa, posso te mostrar o meu quarto, eu tenho uma cama...
Eu sinto uma corrente de ar passar por mim e no instante seguinte Elijah está segurando Damon de encontro à parede.
Klaus está ao meu lado no minuto seguinte e eu tremia diante de seu olhar. Olhar que nem era dirigido a mim.
Eu me aproximei lentamente de Klaus, mesmo ouvindo vozes na sala me dizendo que não e que eu iria acabar me machucando, eu apenas segui em frente ignorando suas palavras.
Eu coloco meu braço nos ombros tensos de Klaus esperando acalmá-lo antes que ele faça algo realmente estupido.
– Klaus olhe para mim. – eu disse suavemente, ele me olhou com raiva irradiando de seus olhos de tempestade. – Ele não vale a pena, deixa-lo ir. Por favor. – eu vi sua hesitação antes dele segurar minha mão e permanecer ao meu lado.
Pov Damon.
Elena nunca me escuta. Será que ela não entende que ela deve ficar longe das vistas dos Originais para sua própria segurança?
Mas não, é claro que não. Por causa da prima idiota da Barbie-vamp Elena e sua trupe invadirão a casa dos Originais para resgatá-la.
Eu tentei faze-las ver que isso era burrice e que não era esperto invadir sua casa sem um plano, mas elas ouviram?
E depois dizem que eu é que sou impulsivo.
Até que a prima da Caroline é bonitinha... Eu respirei profundamente. Ela cheira de forma divina. Eu não sei se quero fode-la ou drenar seu sangue... Talvez os dois.
– Humm. – eu digo me aproximando mais da garota em questão.
Retiro o que eu disse. Ela é bem bonita e tem as curvas certas em todos os lugares.
– O que você está olhando?
– Você tem um cheiro bem requintado. Por que não vamos para minha casa, posso te mostrar o meu quarto...
Antes que eu completasse a frase, o ar em meus pulmões é batido para fora com a brusquidão que minhas costas batem na parede enquanto punhos de aço seguram meu pescoço em um aperto férreo.
Eu olho chocado ao ver que era Elijah o responsável por tal ato.
– Eu tomaria cuidado com suas palavras Salvatore. Se você tocar ou for a qualquer lugar perto dela eu alegremente vou terminar sua existência miserável, compreende? – ele disse antes de me soltar e me deixar ofegando por ar.
O que foi isso? Eu levo minha mão ao pescoço, sentindo pela primeira vez o lápis enfiado na lateral em meu pescoço. Não era a toa que estava sendo tão difícil respirar. Eu retiro rapidamente ignorando o ardor no local e olho assustado para Elijah que me olha sobriamente.
– Por que se importa com a menina?
– Que não é nenhum de seus negócios. – Elijah disse friamente antes de voltar para junto da garota segurando sua mão.
Eu apenas concordo sem saber ao certo o que de fato estou concordando.
Porra! Que filho de uma... Meu pescoço ainda estava sangrando. A cura estava sendo demasiadamente lenta.
Regra número um: Não deixar um Original com raiva porque ele vai ter consequências... Mas o que é que eu tinha feito?
Eu nunca tinha visto Elijah perder seu temperamento. E por algum motivo eu acho que se Klaus não estivesse segurando Bella ou ela tendo segurado ele nesse instante, um lápis em meu pescoço seria o menor de meus problemas se seu olhar poderia dizer alguma coisa.
Eu estremeci só com o pensamento, mas felizmente isso passou despercebido para os demais que estava muito ocupado com a humana de cheiro delicioso.
Eu não deixei de notar que algo muito intenso estava se passando entre eles e a garota chamada Beck, Bessy... Ou será Belle? Seja lá o que for eu estou indo para descobrir de uma maneira ou de outra.
Pov Bella.
Elijah disse a todos que tinha ido à casa de Caroline levar o convite de uma festa que aconteceria dali alguns dias e tinha me visto inconsciente e achou por bem me levar para sua casa.
Se eles acreditaram ou não, eles não demostraram.
Klaus parou ao meu lado e se inclinou sussurrando em meu ouvido antes de se encaminhar para fora. Suas palavras soavam como uma promessa e eu sentia como se houvesse borboletas em meu estômago.
– Logo você vai descobrir que nossas palavras são verdadeiras. E quando eu disse que você é nossa companheira eu estava sendo sincero. – ele disse quase de forma inaudível, certificando-se que eu era a única a ouvir suas palavras.
– Bem, Bella. Eu espero vê-la em breve. – Elijah disse beijando minha mão seguindo Klaus para fora.
Eu estava presa em meu próprio mundo dos sonhos quando eu escuto alguém raspar a garganta. Eu me viro e olho Carolina que me olhava entre curiosa e divertida.
– Eu vi isso. Você gosta dele, não tente negá-lo, porque a culpa está escrita em todo seu rosto. – disse ela presunçosamente com as mãos agora em seus quadris.
– Eu realmente não sei do que está falando. – eu disse me encaminhando para a porta.
Eu não ouvi a próxima coisa que ela disse, presa em meus próprios pensamentos. Nos dois vampiros para ser mais precisa.
Parte de mim queria acreditar em suas palavras a outra queria apenas fugir o mais distante possível, mas eu sentia que fugir não seria plausível e que de algum modo eles iriam impedir isso.
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