Nós estávamos juntas novamente.

Não esperava que o nosso reencontro fosse daquele jeito; mas também não esperava que a nossa amizade fosse vencer tudo aquilo. Era difícil para algumas pessoas, entender a lógica e a realidade.

Ela estava com um revólver apontado diretamente para o meu rosto. Não estava com medo, mas ainda sim, tentava negociar.

− Abaixe isso... – repetia. – Você sabe que nada que você fizer resolverá...

Ela deu uma risada.

− Você deveria ter pensado nisso antes – afirmou. – Você é a culpada de deixar as coisas chegarem a esse ponto.

− Eu sou a culpada? – ela puxou a trava de segurança e apontou a arma com mais violência. – Abaixe isso...

− Ou o que? Seu namoradinho não está aqui pra te defender, Bianca. É tarde mais pra isso.

− Você vai estar encrencada se qualquer coisa acontecer aqui hoje. Você quer mesmo passar a vida na cadeia?

− Vida na cadeia? – ela deu outra risada. – Você esqueceu de como as leis nesse país são falhas? Ninguém nem ao menos vai saber o que houve aqui... Se é que vão encontrar o seu corpo a tempo – eu dei uma olhada ao redor. Estávamos num galpão abandonado, a quilômetros de distância da cidade. Ela tinha razão.

Você precisa enfrenta-la!

− E então, quais são as suas últimas palavras, Bianca?

Quando a coragem chegou até mim, uma série de coisas aconteceram numa fração de segundos. O meu defensor emergiu da escuridão e avançou em direção a ela.

Os dois começaram a brigar pela posse da arma. Ela estava enfurecida. Minha mente congelou ao ponto de não saber o que fazer.

Foi quando a arma disparou.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.