Como Romeu e Julieta
4 Cuore Desidera
Notas iniciais
Ao ver Ron e meus irmãos confrontarem Harry e seus amigos, me aproximo vagarosamente, calculando o que poderia fazer para evitar um desastre sem tamanho.
De minha posição vejo que Harry e o primogênito dos Black apenas protegiam suas irmãs, mostrando que estavam na defensiva. Decidida a evitar que meu irmão fizesse uma besteira, seguro em seu braço apenas para ser repudiada.
— Não faça isso Ron! — Exclamo surpresa com minha própria ousadia, ele me olha com um olhar que só poderia significar fúria, estremeço com teu olhar e recuo alguns passos amedrontada.
— Não se intrometa nisso Ginevra, você é apenas uma menina, não sabes o que diz. — Interrompe George me afastando de Ron e Harry. A menina ruiva, que eu sabia ser irmã de Harry, apoderara-se de um tom vermelho brilhante em seu rosto e como um furacão passou pelo corpo forte e grande do irmão.
— Escute bem aqui sua desculpa de ser humano, ela pode ser apenas uma menina, mas tens tanto direito de opinar como você, ela é capaz de fazer muito mais que isso, ela podes jogar bola e usar roupas menos afeminadas, podes fazer isto até mesmo melhor que vossa pessoa e você seu... — Ela gritava com meu irmão em uma fúria que parecia ser inesgotável, quando Harry a segurou pela cintura e interrompeu sua fala grosseira, usando palavrões que eu nunca imaginei que poderia ser proferidos por uma dama.
— Basta Megan! — Grita vossa graça em toda sua fúria, ele provavelmente estava correndo-se de raiva e vergonha para com a irmã, bem pelo menos era isto que pensara sua fértil e inocente mente. — Mesmo que Weasley mereça toda esta profanação, não podes simplesmente sair falando como fosses um marinheiro.
Ainda parecendo colérica com a situação, ela acata a ordem de seu irmão e se afasta ligeiramente de George que a olhava com total desprezo.
— Peço desculpas milady por qualquer coisa cometida à vossa pessoa. — Profere o primogênito do Lorde Black, aquiesço suas desculpas e volto a olhar para Potter, que também me encarava, sentindo-me inexplicavelmente tímida, deixo que minhas madeixas ruiva caiam sobre meu rosto.
Antes que qualquer um de nós pudesse falar mais alguma coisa, as vozes de Conde Potter e sua esposa se aproximam de nós, assim como as de meus pais, apesar das vozes estarem perto de nós, ainda permaneciam apenas murmúrios baixos.
Meus pais chegaram próximo de nós antes dos Potter e logo minha mãe me segurava pelo braço o apertando com força. Eu sabia que ouviria muitas reclamações quando voltássemos para casa.
— O que vocês estão fazendo com estas pessoas? — Pergunta minha mãe demonstrando todo seu asco por todos os quatro Potter presentes. Meus irmãos se encolhem sobre seu olhar reprovador e olham entre si, decidindo que iria explicar a situação. Eu nunca seria a escolhida para fazê-lo, sempre foi assim e continuaria assim, eu não tinha voz em minha casa. Eu não tinha voz apenas por ser uma mulher.
— Esta Bagascia arremessou uma bola em mim. — Conta Ron com um sorriso depreciativo, a ruiva citada em questão ficas com o rosto de uma coloração semelhante a seu cabelo. Minha mãe fita a Srta. Potter com desgosto, desprezo brilhando forte em seus olhos azuis.
Harry assim como sua irmã, estava tingido de uma coloração vermelha em sua face, ele estava com os lábios tão contraídos que formavam uma única linha fina, seus olhos verdes chamuscavam de raiva e seu corpo estava tão tenso que parecia como se ele fosse entrar em combustão em qualquer momento.
Ele dá um passo em direção a meu irmão com os punhos cerrados, preparado para bater em meu irmão, quando Conde Potter o segura pelo o ombro afastando-o de meu irmão e o solta passando o braço pelo ombro de sua filha. Em contraparte Condessa Potter aproximou o filho de si.
— Em primeiro lugar eu peço que não fales de minha filha assim, e em segundo lugar tenho a absoluta certeza que ela não fizera isto de propósito. — Ele afirma mantendo o tom neutro, meus pais, no entanto não pareciam querer manter o tom neutro.
— Não tente parecer bonzinho Potter, eu sei muito bem o que gente de sua laia quer fazer. – Retruca meu pai com a voz zombeteira. – Não tente fazer a cabeça de meus filhos se fingindo de bom moço.
— Eu não estou me fazendo de bom moço Conde Weasley, estou apenas tentando não fazer uma cena, pelo visto você e sua esposa não sabem o que isso significa. – Ele diz com a voz gélida, dando voz ao porque todos temiam e respeitavam o Conde Potter.
— Ora quem estas a fazer uma cena aqui é Vossa Graça, afinal eu não sou o que tentas persuadir filhos de um Conde a confiar em seu inimigo. – Retruca minha mãe com acidez, ela ajeita sua saída de praia importada com um sorriso superior e fita a simples saída de praia de Condessa Potter. – Assim como não somos nós Weasley que saímos para a praia com roupas indignas de um membro da nobreza italiana.
Condessa Potter não se deixou abalar com as palavras venenosas de minha progenitora, apesar de seus filhos estarem obviamente incomodados, ela permanecia tão calma quanto às águas de Sicilia.
Lady e Lorde Black que permaneciam neutros até o momento, deixaram uma careta de desgosto apossar-se de seus rostos e Lady Black se aproximou excessivamente de minha mãe a olhando com severidade.
— Escute aqui Molly Weasley, eu não me importarei com seu titulo maior que o meu se falastes assim de minha amiga novamente. – Ela bronqueia com as mãos na cintura, do jeito que estava parecia uma força da natureza, ao invés de uma mera Viscondessa. – Não é apenas porque Lily era apenas a filha mais nova de um Barão e Vossa Graça de um Visconde, significa que podes falar mal dela.
— Basta Marlene, não percas teu tempo, sinto apenas tristeza por seus bambinos, afinal eles nunca poderão saber o que realmente é o amor. – Ela fala com a voz doce me encantando, sua devoção para com sua família era clara.
Lorde Potter olhou para os filhos e a mulher e como se ele tivesse dado um comando, os mais jovens pegaram as bolas e junto de seus pais passaram por nós em silêncio indo em direção de um guarda sol.
Ao ver que eles nos ignorava, meus pais e irmãos voltam para a parte de areia juntos, sussurrando sobre o que fazer com os tão odiados Potter.
Os segui apenas na esperança de conseguir falar com Harry, talvez com sua família, eles eram adoráveis. Todos meus preconceitos que eu guardava deles evaporaram durante a madrugada de ontem e hoje.
Afastando-me sutilmente de minha família, me aproximo de Harry que coincidentemente estava mais perto de onde eu estava que os outros.
— Oi. – Sussurro tímida, ele sorri parando de arrumar as toalhas na bolsa para fitar-me, seus olhos verdes vagam pelo meu corpo com calma, como se quisesse gravar cada única sarda que se espalhava pelo meu tórax e pernas.
— Pare de me olhar assim Harry, alguém pode perceber. – Sussurro olhando por cima de meus ombros, procurando os olhos de algum irmão sobre mim.
— Eles sequer vão reparar Ginny. – Fala ele se aproximando lentamente de minha pessoa, olhando novamente por cima de meu ombro vendo meus irmãos conectados em seus celulares e se afastando cada vez mais e meus pais discutindo, permitiu-se relaxar.
— Eu não poderei me demorar. – Falo suavemente me aproximando de sua figura grande, com um sorriso conhecedor ele me puxa para si colando seus lábios aos meus.
Eu me sentia nas nuvens, era como se eu realmente pudesse flutuar, o sentimento era indescritível e tão logo como começou, acabou-se deixando-me com sabor de quero mais.
Me inclino para beija-lo e poder sentir tudo novamente, mas nós logo ouvimos uma voz feminina risonha aproximar-se.
— Sabemos que você está doido pela Weasley, maninho, mas acho que não é uma boa ideia beija-la como se não houvesse amanhã no meio da praia.
— Oh fiquem quietas vocês duas, não sabeis que eu sou um pobre ser enamorado? – Ele diz com um quê de diversão na voz, mas fazendo uma careta dramática e pondo a mão em seu peito.
— Acho que ele quis dizer que ele é um cafajeste de marca maior. – Fala a morena de olhos maliciosos trocando um sorriso conhecedor com a ruiva de sorrisos atrevidos.
— Não deixe-se enganar com esta carinha inocente e os doces olhos verdes e aparentemente inocentes de meu irmão Ginny. – Ela aconselha dando um tapinha no ombro do irmão antes de voltar se para mim. – Eu posso te chamar de Ginny, certo?
— Claro que sim Srta. Potter. – A respondo incerta, o nome parecendo demasiadamente formal ao desenrolar por minha língua. Ela faz uma careta.
— Não há necessidade de me chamar de Srta. Você é parte da família agora, assim como as outras 569 namoradas de Harry foram. – Ela diz com um sorriso agradável e em voz baixa, enquanto aumentava a voz o suficiente para que o irmão a escutasse. – Pode me chamar de Megan.
— Ou Meggie. – Sugere Harry com um sorriso arrebatador, Megan o estapeia fortemente na região do peito, deixando o vermelho, enquanto Harry ria profundamente.
— Não escute este idiota, e acho que talvez seja melhor ir, antes que sua grandiosa mãe apareça achando que a raptamos. – Fala a outra menina com sabedoria, assentindo vigorosamente, me volto para Harry e pressiono um beijo delicado em seus lábios.
— Elas têm razão Harry, eu tenho de ir, logo ela aparecerá me procurando e eu temo que não será agradável. – Falo com suavidade olhando para os pontos vermelhos que agora eram minha família. Ele concorda suavemente e me puxa pela cintura enterrando seu rosto em meus cabelos cheirando-os antes de me dar um beijo carinhoso na testa.
— Espero te ver logo Ginny. – Fala ele com um sorriso calmo no rosto antes de me libertar de seus braços amorosos, com um sorriso para as meninas e um olhar carinhoso a ele parto em direção de minha família.
Quando finalmente os alcanço, olho para trás tentando ver os Potter e quando finalmente consigo os identificar, não pude deixar de me sentir mal por minha família.
Enquanto nós mexíamos em nossos celulares e discutíamos, eles estavam jogando vôlei juntos, como uma verdadeira família. Lorde Potter estava junto de Harry, enquanto Lady Potter e Megan jogavam juntas.
Meus irmãos decidiram ir jogar futebol e eu ingenuamente fui atrás deles, porém antes mesmo de chegar a eles sou impedida por minha mãe.
— Ginevra Weasley, o que pensas que estás a fazer? – Pergunta ela abaixando seus óculos escuros olhando para mim com os olhos frios.
— Eu só queria jogar com meus irmãos mama. – Respondo com a voz baixa, minhas mãos suavam e eu não conseguia olha-la.
— Nem penses nisto sua menina tola, és um jogo para bambinos apenas, e você minha querida é uma graciosa dama, não podes se sujeitar a jogar uma coisa tão violenta e primitiva como isto. – Ela discursa eloquentemente, assentindo com tristeza volto a meu lugar na cadeira de praia detestavelmente rosa demais.
Pego meu livro de romance com raiva e abro na página em que havia parado na noite anterior, mal acabei de mudar de página quando uma bola de vôlei para exatamente em meu colo.
— Ora pelo amor de Deus, será que os Potter não podem ficar um minuto sequer sem nos prejudicar. – Resmunga minha mãe com raiva, olho para onde Harry e sua família estava, aparentemente o pai de Harry brigava com ele por ter tacado a bola aqui.
Logo ele e sua irmã vinham em nossa direção em uma velocidade mais rápida que o normal, porém eles não corriam. E assim que chegam perto de nós diminuem a velocidade.
— Desculpe Lady Weasley, mas vossa graça poderia per favore, devolver nossa bola? – Pede Harry com tanta humildade quanto poderia e Megan permanecia a seu lado com um sorriso direcionado a mim.
— É realmente um belo livro Srta. Weasley. – Ela fala com a voz doce ao olhar para a capa de meu livro.
— Não ouse falar com minha filha sua garota imunda. – Retruca minha mãe com olhos raivosos, Megan a olha com irritação, mas não se deixa abalar. – E não, eu não vos devolverei a bola, tenho certeza que seu querido papai podes comprar outra.
— Per favore, Lady Weasley nós só queremos a bola. – Fala Megan com a voz quase falhando, seu irmão a olha com piedade e a abraça.
— Não, eu não irei devolver esta bola, se queres outra podes comprar, mas esta aqui não. – Fala minha mãe segurando a bola com força, a espero largar a bola e a pego, tomando o que provavelmente seria a atitude mais rebelde de minha vida.
Tomo a bola de minha mãe e a entrego para Megan, que me olhava com surpresa. Enquanto mamãe me olhava furiosa, seu rosto estava vermelho e os olhos pareciam serem feito de chamas.
— Ginevra como ousa a me desafiar deste modo? – Ela grita atraindo a atenção de meus pais e irmão que rapidamente correm em nossa direção ao ver Harry e Megan parados ali.
— Mamãe, eles só querem a bola de volta, o que há de errado em devolvê-los a bola? – Pergunto com a voz neutra, mesmo que por dentro meu corpo vibrasse de medo e orgulho, por finalmente desafiar minha mãe.
— Obrigada Srta. Weasley, essa bola é deveras importante para meu pai. – Sussurra Megan, ainda abobalhada por eu ter desafiado tão descaradamente minha mãe.
— Si, muito obrigado Srta. Weasley, seremos eternamente gratos á vossa gentileza. – Fala Harry pegando na mão de sua irmã e preparando se para ir de volta á seus pais.
— Não há de que. – Respondo educadamente com um sorriso firme, mesmo que por dentro eu tremesse só em pensar o que minha mãe faria comigo ao voltarmos para casa.
— Espero que tenham um belíssimo dia. – Os dois irmãos desejam a mim e minha mãe antes de voltarem para seus pais.
Assim que eles estavam em uma distância onde não poderiam nos ouvir, mamãe me desfere uma bofetada em minha bochecha direita e, eu sem poder fazer nada apenas sinto as lágrimas se acumularem em meus olhos e meu rosto esquentar consideravelmente.
— Não acredito que me desafiares deste modo na frente destes bárbaros Ginevra, quanta insolência! – Ela exclama balançando seus cachos rubros em negação, seu olhar era de puro descontentamento e eu me sentia um tanto culpada, mesmo sem ter feito nada de errado. – Quando chegarmos iremos ter uma conversa séria mocinha.
— Si mamma. – Confirmo com a voz tremula, quase chorando ali mesmo temendo meu destino ao chegar em casa.
Fora como eu esperara, ela e meu pai gritaram comigo até não conseguirem mais falar nada sem que ofendessem a família Weasley.
Fui proibida de jantar, afinal eu estava gorda demais para ser filha do conde, mesmo que eu só comesse três refeições por dia e que elas se resumissem em vegetais e frutas.
Passei a tarde sendo obrigada a praticar meu francês e entender como se fazia um ponto cruz minimamente decente, mesmo que eu implorasse para rever minhas matérias de física e química, aparentemente isto não era o que uma dama precisava saber.
Além de tudo isto, eu estava proibida de usar meu celular durante uma semana, tendo acesso apenas ao notebook quando meus pais já estavam dormindo e numa dessas minhas escapadas para o computador eu recebo uma mensagem no skyper, o único aplicativo em que eu não tinha meus pais.
"Hey rossa, topas fazer uma chamada de vídeo agora?"
Apenas pelo apelido reconheci quem me chamava, era claro que era Harry, olhando para os cantos tentando ver algum empregado fiel ou alguém de minha família por perto, pego meu fone com microfone e me sentar na cama.
"Não podereis falar muito alto, então faça um esforço para me ouvir."
Respondo já encaminhando a conversa para a chamada de vídeo, não precisei esperar mais que um instante para Harry me atender com um sorriso lindo.
— Oi Ginny. – Ele cumprimenta com a voz parecendo um pouco rouca e enrolada.
— Olá Harry. – Cumprimenta de volta hesitando levemente,antes de deixar a sua curiosidade vencê-la. – O que aconteceu com tua voz?
Ele gargalha feliz de um jeito que a fazia querer gargalhar junto mesmo sabendo que isto não era nem apropriado a ela – uma dama da alta sociedade – e nem devia ser feito se quisesses permanecer a falar com ele.
— Eu exagerei um pouco no vinho, apenas isso. – Ele responde ainda rindo, o encaro confusa, ele tinha exagerado no vinho e não estava encrencado?
— O seus pais não fizeram nada? – Deixo escapar e sinto vontade de me bater ao ouvir a curiosidade excessiva de minha voz. – Sobre você beber vinho, eu digo e ter exagerado também.
— Claro que não, nós sempre acabamos por extrapolar na bebida durante o verão. – Ele responde parecendo mais calmo, mas ainda carregava um quê de riso em sua voz. – Meus pais deixam eu e minha irmã beber.
— Sério? – Pergunto chocada com a liberdade que eles recebiam, céus se eu apenas pudesse ter tanta liberdade assim.
— Sim, meu pai acha importante nós sabermos reconhecer um bom vinho. – Ele fala com um dar de ombros, com o sorriso ainda no rosto. – Seus pais não permitem vocês beberem? – Ele pergunta como em uma reflexão tardia.
— Não, eles não acham que isso é apropriado, na verdade. – Respondo me repreendendo por ter um quê de inveja em minha voz.
— Você precisa vir aqui em casa um dia desses, para experimentar alguma coisa sabe? – Ele fala em tom um tanto sonhador, antes de a tela tremer um pouco sair de foco por alguns instantes, e quando voltou ao foco ele estava em outro lugar e atrás dele estava um pequeno caos.
— Desculpe por isso, mas eu estava no escritório do meu pai e bem ele pediu pra usar o escritório, então precisei vir para meu quarto. – Ele fala naturalmente como se ele sempre ficasse no escritório do pai. – Vamos nos encontrar amanhã?
Encaro-o confusa, sem entender de onde aquela ideia surgira, pois ele sabia que meus pais não permitiriam que eu fosse a casa dele e ele não poderia vir a minha.
— Harry nós não podemos nos encontrar, seus pais podem até não me odiar, mas não permitiriam que você viesse aqui. – Falo tentando apontar o óbvio a ele, sem que isso o ofendesse.
— Si, eu sei disso Ginny, mas você pode mentir para seus pais, pedir para ir à casa de uma amiga e vir aqui, estou com saudades de ti. – Ele fala suavemente com carinho, antes que eu pudesse responder a porta do quarto dele se abre em um rompante, exibindo o vestido de uma mulher.
— Harry James Potter quantas vezes eu preciso dizer que você precisa arrumar este quarto?! – Vocifera ela o olhando com repreensão, ele me olha com um pedido de desculpas e se vira para a mãe.
— Mamma, eu estou conversando com Ginny, amanhã eu arrumo isto. – Ele responde com o tom de voz contrariado, voltando-se para o visor do notebook.
— Esta Bene, amanhã eu quero este quarto impecável e não suborne as empregadas novamente! – Ela fala ao se sentar na cama, alisando o vestido amarelo pálido.
— Queres alguna coisa, mamma? – Pergunta ele ao perceber que a mãe se acomodara em sua cama ao invés de sair do quarto.
— Apenas passar um tempo com mio bambino. – Ela responde o olhando com afeição e ele cora adoravelmente.
— Talvez eu deva desligar, tenho de acordar cedo amanhã. – Falo me odiando por interromper o silêncio agradável que se instalara no quarto dele.
— Não há necessidade disto Ginny querida, apenas vim ver como mio bambino estava. – Ela fala com doçura de uma princesa ao ver que atrapalhava algo. – Boa noite queridos. – Ela deseja antes de sair do quarto fechando a porta.
Continuamos a conversar por uma hora, antes de Harry decidir que eu precisava dormir pelo menos decentemente, com um aperto no coração me despeço dele e me deito em minha cama.
Não tardo a dormir, mas antes de poder realmente me entregar ao mundo dos sonhos, me pergunto se a ideia de mentir para meus pais, era realmente tão abominável e impossível como eu dera a entender.
Talvez fosse minha única opção para sair da torre de marfim construída por meus pais sem haver uma guerra sangrenta, prejudicando ambas as famílias.
Talvez mentir não fosse tão mal assim...
Fale com o autor