Como Romeu e Julieta
1 Capítulo 1
Vida. Destino. Escolha. Liberdade. Palavras tão presentes em minha vida, tão ligadas, porém não utilizadas por mim.
Mesmo com 16 anos eu não tinha uma vida semelhante a das outras meninas de minha idade que mesmo levando uma vida mais simples arranjavam felicidade no pouco que tinham, porém para que se poça compreender melhor a minha real situação devo começar do principio contando a minha historia.
Venho de uma das famílias mais influentes e poderosas de toda Itália e como já se pode imaginar sempre tive uma imagem a zelar em nome de toda a família. Aos 7 anos já falava 4 idiomas e tocava 3 instrumentos, aos 12 me tornei campeã de esgrima e aos 14 de tênis além de desde pequena ter tido aulas de balé com a melhor professora do pais. Com já é possível de se imaginar eu nunca tive liberdade para fazer as minhas escolhas. Eu me chamo...
-Julieta! – os gritos de minha mão podiam ser ouvidos por toda a mansão, a enorme mansão dos Capuletos.
Coloquei a escova que usava para pentear meus longos cabelos ondulados na penteadeira e suspirei revoltada.
-Mamãe, por favor, eu lhe imploro não quero ir – falei, embora já soubesse que ela não permitiria que seus convidados notassem a falta da futura herdeira dos Capuletos.
-Já discutimos sobre isso tem 20 min., não se atrase.
Levantei de minha cadeira irritada, eu odiava aquelas festas porem meus pais me obrigavam a comparecer todos os anos desde os 10 anos, era uma tradição em nossa família e não seria eu quem a quebraria.
Peguei meu vestido longo creme e coloquei uma espécie de traça dourada com flores entalhadas na mesma. O tema do baile como sempre era mascaras, pessoas escondidas atrás de mascaras sorrindo para você como se realmente se importassem com o seu bem estar quando realmente estavam interessadas na sua conta bancaria, porém ao contrario de todos esses anos eu não coloquei uma mascara e sim uma maquiagem que imitava uma mascara e coloquei meus sapatos de salto que mesmo sendo desconfortáveis combinavam perfeitamente com meu vestido. Em menos de 20 min. eu estava pronta, ao chegar ao topo da escada de meu castelo particular minha mãe bateu os pés revoltada.
-Não, tire esse colar, eu odeio esse colar – peguei o pequeno pingente em forma de coração o tirei cuidadosamente de forma que não desmanchasse meu cabelo, porem não poderia ficar sem ele, era meu pingente da sorte, então disfarcadamente eu o coloquei em meu tornozelo amarrado próximo a tira de meu sapato.
Mamãe me lançou um olhar de cima a baixo de modo a me avaliar. Como eu odiava aquela situação nem ao menos podia usar algo que eu gostava sem ser repreendida. Seguimos para o carro íamos para o local da festa uma das mais importantes casas de festa de Roma.
Ao chegarmos ao local papai e mamãe deram as mãos e lançaram a mim um olhar serio antes de começar a posar para as fotos, um simples olhar que dizia cooperação. Bufei insatisfeita mais apenas tive que concordar e sorrir para os flashes que vinham de todas as direções.
Ao entrarmos no local da festa meus pais cumprimentavam os convidados e apenas fiz o mesmo lançando olhares falsos para aquelas pessoas que eu nem ao menos conhecia. Porém, ao chegarmos a certa distancia papai me puxou de lado e apontou para um casal que exibia um garoto moreno, alto e até mesmo bonito que parecia tão insatisfeito quanto eu.
-ele – falou papai – será seu futuro marido.
Eu não sabia dizer o que se passava na minha cabeça nem pronunciar nem um som, papai vendo a minha confusão continuou.
-Firmei um acordo milionário com a família dele e você, meu bem, é a responsável por tudo isso como minha herdeira, é claro – ele falava como se estivéssemos numa conversa divertida – Eu estou tão orgulhoso.
Eu não falei nada apenas sai de perto dele e fui para o lado de fora, para um jardim improvisado que ficava a certa altura como se fosse um segundo andar. Olhei para baixo e respirei fundo e sem pensar peguei impulso e me preparei para pular, afinal eu preferia a morte a ser obrigada a me casar, porém antes que eu conseguisse chegar a borda, braços fortes me seguraram e alguém com uma voz doce e aveludada pronunciou:
-O que você estava fazendo?
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