Mesmo vendo Romeu tão frágil, e querendo ficar ali, o proteger, mas eu não podia, eu tinha que ir para casa, eu tinha obrigações, caso fosse pega fora de casa sofreria com as conseqüências.

Despedi-me dele e segui para casa, mas antes marcamos outro encontro, eu precisava dele e ele de mim, nossos encontros tornavam-se cada vez mais freqüentes.

Disparei pelas ruas de Roma, tinha apenas alguns minutos até meus pais acordarem e darem pela minha falta. Ao chegar próximo a minha casa Elle abriu o portão e eu entrei pelos fundos.

Subi as escadas desesperadamente, entrei em meu quarto e tirei minhas roupas, coloquei meu pijama e fingi dormir, no momento exato que minha mãe invadiu meu quarto, estava na hora de aturar mais um dia de obrigações.

Porém aquele dia seria diferente, ao levantar, tomei um banho e coloquei roupas limpas, porém quando estava descendo as escadas para acompanhar meus pais no café da manhã, encontrei Paris, ali de pé, segurando um buque de rosas e com um sorriso bobo no rosto, ele estendeu a mão e eu a peguei, ele me abraçou e perguntou.

–O que acha de darmos uma volta?

–Uma volta, onde exatamente?

–Não sei, quem sabe poderíamos ir ao parque, ou talvez dar uma de turista, caminhar por toda a Roma, sentir a liberdade, agir feito todo mundo?

Fiquei realmente tentada em aceitar, poderia ser divertido sentir um pouco de liberdade afinal, recusar o pedido estava fora de cogitação, meus pais jamais permitiriam e meu encontro com Romeu era apenas pela noite, não perderia nada de importante.

Ele esperou até que eu terminasse o meu café, ele esperava pacientemente, buscando algo em seu celular, até que eu apareci e ele estendeu a mão para mim, me conduzindo até o seu carro. Passeamos por toda Roma e tudo aquilo foi muito divertido, almoçamos em uma cantina qualquer italiana, comendo pizza barata e bebendo cerveja, batemos fotos em frente ao coliseu, nossa ultima parada foi uma praça onde agora eu me encontrava caminhando pela borda da fonte e ele segurando a minha mão, como uma forma de me segurar.

–Sabe Julieta? – eu o encarei – Hoje foi um dos dias mais divertidos de toda a minha vida, ainda tem aquela mesma idéia negativa sobre o nosso casamento?

–Bem... Eu... É... Bem... – eu acabei me atrapalhando e me desequilibrei e ele prontamente me segurou no colo o que me fez ri.

Ele também foi tomado pela gargalhada e isso serviu para desviar a sua atenção da pergunta.

Depois meio a contragosto ele aceitou me levar para casa e por fim ao nosso dia perfeito.

Quando parou seu carro em frente a minha casa ele tentou roubar um beijo de mim, mas eu virei o rosto.

–Não force... Eu não aceito a idéia do casamento.

–Mesmo depois de tudo isso você ainda vai relutar?

–Isso Paris, foi apenas uma tarde, o nosso casamento... Será uma vida inteira, a minha vida, ou você acha que meu pai aceitaria um divorcio, é a minha vida, e eu nem ao menos posso decidir o que fazer dela, sou uma prisioneira, todos me dizem o que fazer e você não vai ser mais um.

Ele apenas me encarou e quando eu sai do carro ele disparou para fora da mansão, deixando-me ali parada na porta. Eu me sentia usada, tudo aquilo havia sido maravilhoso, eu me sentia livre, mas ele apenas me levou para todos aqueles lugares para que no final eu o beijasse e concordasse com aquela idéia estúpida de casamento, me permiti chorar e corri para o meu quarto, meus pais estavam tão entretidos em suas vidas vazias que nem ao menos notaram a minha presença.

Fiquei em meu quarto chorando, até ser interrompida por Elle, que bateu calmamente na porta.

–Minha menina? – ela entrou e sentou-se em minha cama, coloquei minha cabeça em seu colo e chorei ainda mais forte. – O que houve meu bem?

Contei a ela toda a historia, enquanto ela alisava meu cabelo com bastante calma tentando me consolar.

–Eu preciso vê-lo. – disse apenas e ela me encarou com seus pequenos olhos em forma de contas negras.

–Meu bem... – ela começou, mas eu a interrompi.

–Não Elle, eu preciso vê-lo, só ele saberá o que fazer.

Ela sabia que não poderia me impedir, peguei meu carro e parti para o refúgio de Romeu, não sem antes ligar para ele.

Quando finalmente cheguei lá e avistei Romeu ao longe corri para seus braços, porém algo me interrompeu. Uma mulher, talvez da minha idade segurava meus cabelos com muita forca, ela jogou-me no chão e Romeu correu para a minha direção e tirou a menina que agora batia em meu rosto de perto de mim. Ele me ajudou a levantar e encostou minha cabeça em seu peito.

–É ela então... – a menina gritava. – Você me trocou por ela Romeu!

–Rose...

–Como pode como pode, como pode, como pode? – ela repetia de uma maneira compulsiva.

–Rosalina, já chega.

–Sei quem você é, garota Capuleto! – ela falava – Isso não vai ficar assim.

Ela se foi e me deixou chorando nos braços de Romeu, ele me pegou nos braços e colocou a minha cabeça em seu peito.

–Calma... Calma Julieta. – ele falava de maneira doce – Vou proteger você.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.