Como O Sol e A Lua
48 Capítulo 48
- Byakuya...eu te entendo. – ele me olhou surpreso e eu o olhei confiante – E prometo não deixar isso acontecer novamente, eu vou protegê-la....assim como você.
Ele fechou os olhos por instantes e em seguida voltou a me olhar.
— Estou contando com você.
Eu confirmei com a cabeça, Hiza adentrou o quarto.
— Ela está melhor? – ela indagou –
— Sim, agora só precisamos aguardar. – Byakuya respondeu -
Ele parecia de fato já ter passado por aquela situação. Eu passei as mãos pelo meu rosto.
— É melhor ir descansar, já está tudo bem. – Byakuya falou se levantando –
— Não. Eu posso ficar aqui por mais tempo... – falei já cansado, mas eu não queria deixá-la – Se não for incomodo, eu gostaria de ficar aqui até ela acordar.
— Ela vai acordar somente amanhã. Venha, logo em frente tem um quarto vago, você pode ficar aqui essa noite. – ele falou -
Eu fiquei um pouco surpreso, mas em seguida me levantei.
— Eu só preciso avisar meu pai. – eu falei tirando meu celular do bolso –
Hiza me deu alguns objetos de higiene pessoal para eu usar, então após eu usá-los pela manhã, fui até o quarto de Rukia e me sentei novamente ao seu lado, eu fiquei admirando-a por longos minutos, peguei a sua mão ainda fria, enlacei-a a minha e beijei-a em seguida.
— Não me assuste dessa forma novamente. – eu murmurei pra ela -
— Nii-sama... – ela sussurrou –
— Ele já está vindo. – falei baixo –
— Ichi...go...
Eu sorri e beijei a testa dela.
— Estou aqui. – murmurei –
Ela começou a abrir os olhos e virou a cabeça em minha direção.
— O que...faz aqui?
— Nada de interessante.
Ela tentou se sentar, mas eu a impedi rapidamente.
— Não, é melhor permanecer assim, você ainda está fraca.
— O que...houve?
— Você teve um ataque de claustrofobia quando ficou presa naquela saleta na escola e perdeu a consciência.
Ela franziu as sobrancelhas, parecia tentar se lembrar do ocorrido.
— Não me lembro de nada.
- Não precisa lembrar. O que importa é que agora você já está bem. – eu falei beijando a testa dela –
Ela sorriu e eu olhei para a porta.
— O que ta fazendo? – ela indagou confusa –
— Me certificando de que Byakuya não verá o que vem a seguir.
Ela riu fracamente, eu me inclinei para ela e a beijei levemente, depois de poucos instantes eu me afastei e quase saltei assustado ao ver Byakuya parado ao nosso lado, eu fiquei em pé rapidamente e coloquei uma mão sobre o peito, ele fez de novo, maldito.
— Vejo que está tudo bem. – ele falou lançando um olhar congelante para mim –
Eu corei e olhei pro lado enquanto Rukia somente ria de nós dois, ao mesmo tempo em que se sentava com lentidão e por fim encostou as costas na cabeceira da cama.
— Nii-sama.
Ele sentou-se na borda da cama, de frente pra ela, e colocou a palma da mão sobre a testa dela.
— Ainda está com febre, mas já diminuiu, parece que está mesmo tudo bem. – ele falou incrivelmente sereno e...carinhoso? –
— Eu não consigo lembrar o que houve. – ela falou –
— É melhor assim. – Byakuya falou rapidamente – Confie em mim.
Ele beijou a testa dela e se levantou.
— Vou lhe trazer algo para comer.
E após passar por mim, atravessou a porta e desapareceu. Eu voltei a me sentar de costas para a porta na cadeira, passou-se alguns minutos e Rukia parecia de fato estar melhor, sua cor estava voltando ao seu rosto. Ela lançou um rápido olhar para a porta e em seguida voltou seu olhar para mim, expondo um sorriso fraco, mas ainda assim encantador.
— Vamos jogar? – ela indagou –
Agora entendi por que ela sorriu daquela forma, não havia como eu dizer não depois daquilo.
— Tudo bem. – concordei –
— Mangás.
— Revista em quadrinhos.
— O Senhor dos Anéis.
— Harry Potter.
Rukia ergueu uma sobrancelha.
— Ok. – falei relutante – Torre Negra.
Ela riu levemente e em seguida continuou.
— Violão.
— Guitarra.
— Ar fresco.
— Ar condicionado.
Nós dois rimos juntos.
— Morango.
— Maçã.... – eu a olhei ironicamente quando me toquei o que ela falara – Engraçadinha.
Ela somente fez cara de: “O que eu fiz?”
— Mangas compridas.
— Mangas curtas.
— Nii-sama.
Eu ri debochado.
— Nem adianta que dessa vez você não me pega. Até parece que aquele psicótico está atrás de mim. – eu continuei a sorrir –
— Suponho que o psicótico a quem está se referindo...seja eu...Kurosaki Ichigo...
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