- Então...você...gostaria de...ir comigo?
— C-claro...sim...eu aceito..sim...
Ela sorriu, e eu quase me perco no sorriso dela, eu sorri encantado e somente a presença de Byakuya me impediu de beijá-la ali mesmo, ok, talvez mesmo se estivessemos a sós, minha coragem não seria tanta. Ela me deu um beijo no rosto e murmurou um “até mais” e foi em direção a Byakuya. Eu permaneci estático, olhando-a de maneira idiota, e permaneci assim até os dois irem embora. Ok. Agora eu já poderia acordar.
Eu fiquei feliz quando percebi que não era um sonho, eu mal conseguia acreditar, eu provavelmente havia batido a cabeça em algum lugar e agora estava inconsciente num hospital.
O sinal anunciou o fim de mais um dia de aula, todos começaram a ajeitar suas coisas mais rápido que o normal, e o motivo era: hoje é sexta-feira. Programações, festas, clubes, almoços em família. Eu não tinha nada parecido pra fazer, somente nas férias minha mãe e minhas irmãs viriam para cá e ficariam aqui até o inicio das aulas, pais separados davam nisso. Eles não são divorciados, minha mãe recebeu uma excelente proposta de trabalho em Tóquio e como minhas irmãs são muito novas, ela não quis deixá-las com meu pai, eu a entendo, crianças tendo influencia daquele velho não é boa coisa. Então eu fiquei aqui, com meu pai e a sua clínica.
Eu guardei meus livros e me levantei, me preparando pra sair, novamente eu era um dos últimos, eu estava precisando de um pouco de vida social...acho.
— Ichigo.
Eu sorri quase que automaticamente quando ouvi sua voz.
— Oi, Rukia.
Ela sorriu também.
— Está com pressa?
— Não. – respondi rapidamente – Por que?
— Nii-sama quer falar com você.

Meu sorriso rapidamente desapareceu, acho que estou fazendo uma cara assustada, já que Rukia está tentando não gargalhar na minha frente.
— Não se preocupe, ele não vai te machucar. – há, acredito -
— E o que ele quer? – perguntei temeroso –
— Não sei. – ela deu de ombros – Ele só me falou pra te avisar isso, não detalhou nada, estou tão confusa quanto você.
— Ué, você não sabe o que se passa na mente do Byakuya?
— Dessa vez...não.
Eu estou muito mais assustado agora.
— Você não sabe...e eu também não... – respirei fundo – Ok...eu vou morrer, né?
Dessa vez ela não se segurou, ela juntou as sobrancelhas franzindo-as por instantes e em seguida começou a rir, meu Deus, ela ainda consegue ser mais linda quando está rindo. Eu comecei a rir juntamente com ela e ficamos assim por mais de um minuto.
— Você é divertido, Ichigo. – ela falou quando parou enfim de rir –
— Que bom que faço você sorrir. – eu disse de maneira brincalhona, mas saiu sério demais, eu acho, pois ela parou de sorrir e me olhou de maneira diferente – Que foi?
— Nada. – ela corou e olhou pro lado – Ele não deve demorar.
— Rukia... – ela me olhou – Por que...me convidou pra ir com você á festa?
Ela me olhou surpresa e corou mais ainda, minha nossa, eu estava fazendo ela corar, e é sempre o contrário que acontece, isso tinha que significar algo.
— P-por que? – ela gaguejou e eu tentei permanecer sério – Bem...eu... – ela olhou pro lado – Gosto de você.
Novamente senti vontade de correr, mas prendi mentalmente meus pés ao chão.
— Você...gosta de mim?
— Gosto. – ela parecia se atrapalhar com as palavras – Você é divertido, é legal e...simpático. – ela parecia ter mudado o último adjetivo na última hora, droga, o que ela ia dizer? –
— Que...bom que acha isso. – eu cocei minha nuca desajeitado –
— E você?
— Que?
— Por que aceitou meu convite?

Putz, por essa eu não esperava, eu a encarei imóvel e sem perceber dei um passo em direção a ela.
— Por que? – repeti sua pergunta –
Ela me olhava intensamente e só não recuou por que estava encostada na cadeira, eu vi suas mãos tremerem, era por causa da minha aproximação repentina? Ou era...medo? Ela acenou a cabeça positivamente, eu dei mais um passo até ela e olhei hipnotizado para seus lábios, uma coragem inacreditável tomou conta de mim, eu mal acreditava que estava fazendo aquilo e quando percebi eu já estava próximo o suficiente para beijá-la, bastava que eu inclinasse meu rosto e eu poderia sentir o que eu desejava desde o primeiro momento que a vi.
Eu voltei a olhá-la nos olhos e não vi medo em sua expressão, parecia que ela estava nervosa, assim como eu. Eu lentamente inclinei meu rosto na direção dela, ainda sem deixar de olhá-la, suspiramos com a proximidade e ela fechou os olhos após prender a respiração, eu a admirei por um curto período de tempo e em seguida meus lábios tocaram levemente os dela, e quando eu ia finalmente beija-la.......Rukia me empurrou bruscamente.