Como O Sol e A Lua

36 Capítulo 36


– Você é muito exagerado, nii-sama nem sempre é tão protetor, há momentos certos para isso, e sabemos definir isso.
– Ele ainda continua me assustando.
– Bobo.


Sábado chegou e eu cheguei á casa de Rukia aproximadamente ás oito da manhã, nós íamos juntos até a casa de Renji que tinha emprestado a van do pai dele para levar todos juntos. Hiza a acompanhou até o portão e as duas pararam antes de atravessá-lo, enquanto eu aguardava na calçada.
– Já estou indo, Hiza, até domingo. – ouvi Rukia falar á mãe, ainda continuava a chamá-la assim –
Hiza concordou com a cabeça e beijou a testa da filha, lançou um rápido olhar em minha direção e voltou-se para Rukia.
– Sabe, até que ele é bem bonito. – ela falou, provavelmente achava que falara baixo –
Rukia somente sorriu sem-graça e corou enquanto recebia mais um beijo no rosto, em seguida veio até mim.
– Por que ta vermelha? – indaguei a ela inocentemente –
– Nada. – ela murmurou baixando a cabeça –
Eu sorri e passei o braço pelos ombros dela após pegar a sua mochila e segura-la junto a minha na outra mão.
– Deixa que eu carrego. E... – falei quando ela abriu a boca para protestar –...não adianta recusar.
Chegamos á casa de Renji e não demorou para todos estarem completamente reunidos, logo estávamos na estrada, Keigo começou a cantar desafinadamente ao meu lado e quando eu ia acertar um soco nele, Hinamori e Inoue começaram a cantar juntamente com ele, Tatsuki começou a acompanha-los animada e até mesmo Ishida e Chad murmuravam pequenos trechos da canção, o nome da música é “Alones” de Aqua Timez, Keigo quase conseguiu estragar uma das minhas músicas preferidas, ainda bem que os outros começaram a cantar também, assim abafaram a voz dele.

Eu agradeci silenciosamente quando chegamos, Keigo estava começando a cantar “Deixa a vida me levar” e eu com certeza não garantiria se o deixaria vivo se ele tivesse continuado.
A casa de praia era enorme e muito bonita, era branca com alguns detalhes em amarelo, rodeada por um jardim bem cuidado, ficava um pouco longe da estrada principal, mas a visão era simplesmente maravilhosa.
Depois que descarregamos tudo e arrumamos o necessário, nos trocamos e fomos para a praia logo em frente.
O dia foi longo e divertido, eu quase consegui afogar Keigo...se não fosse por Rukia ter chegado ao meu lado e me acertado um soco no braço após insistir para eu solta-lo, eu o soltei e os outros que estavam a nossa volta gritando animados: “Afoga!Afoga!Afoga!”, se desanimaram enquanto resmungavam pra Rukia: “Estraga-prazeres”
– Eu te amo, Kuchiki-san. – Keigo falou emocionado após conseguir normalizar a respiração –
E eu novamente o segurei pelo pescoço e retomei a minha tentativa de afogá-lo, agora acho que entenderam o motivo de eu querer afogá-lo, não?
Rukia me olhou ameaçadoramente e eu rapidamente soltei Keigo, a “platéia” novamente se desanimou, mas eu nem ligava, não eram eles que levavam aqueles socos potentes, meu braço ainda está doendo pelo último soco que recebi. Cara, como uma coisa tão pequena pode ter tanta força? Isso não deveria ser contra as leis da física? Ou será que é o contrário? Já que quanto menor algo é, mais forte é a pressão exercida...droga...a Rukia ta começando a me contaminar...preciso parar com isso.
Quando o sol começou a ser oculto pelas nuvens da tarde estávamos exaustos, banhamos, comemos e nos jogamos nas várias almofadas que haviam na sala principal da casa de praia, além dos dois sofares e das duas poltronas.

– O que vamos fazer agora? – Ishida indagou –
– Além de dormirmos? – Hitsugaya murmurou ao se sentar no sofá ao lado de Hinamori –
– Não, dormir não. – Keigo falou animado – Proponho uma brincadeira.
– Fala. – Chad falou sentado na poltrona –
– Que tal...verdade ou desafio?
– Sem essa. – Hitsugaya voltou a murmurar emburrado –
– Idéias do Keigo costumam não dar certo. – Tatsuki falou distraída –
– As poucas que ele tem, você quer dizer... – Eu falei irônico –
– Por que não podemos tentar?
Quase todos olharam surpresos para Rukia que estava sentada no sofá ao meu lado.
– Ué, é só uma brincadeira. – ela falou casualmente enquanto dava de ombros –
– Verdade. – Hinamori concordou -
– Pode ser divertido. – Inoue também se pronunciou –
– Então vamos lá. – Renji falou correndo até a cozinha –
Hitsugaya passou a mão pelo rosto.
– Droga. – ele murmurou –
Quando Renji voltou trazendo uma garrafa de vidro, afastamos as almofadas e os móveis do meio da sala e sentamos em círculo de forma aleatória, de modo que os casais ficaram completamente dispersos.
– Regras: Sem perguntas ou conseqüências imorais ou que possam ofender qualquer um dos presentes... – todos olharam Renji sarcásticos e ele em seguida suspirou derrotado – Ok, sem ofender ninguém. Boca da garrafa, perguntas...e o resto eu nem preciso explicar. Eu começo.
Ele girou a garrafa e esta parou apontando para Keigo e eu, deve ser muito azar, já que a ponta da garrafa parou virada para ele.
– Droga... – sussurrei –