Como O Sol e A Lua

35 Capítulo 35


Todos começaram a murmurar entre si, Keigo, Chad, Inoue, Tatsuki e Ishida concordaram, restando Hitsugaya, Hinamori, eu e Rukia.
— Preciso falar com o velho. – justifiquei –
— Idem. – Hitsugaya e Hinamori me acompanharam -
— Eu preciso falar com meu nii-sama. – Rukia também falou –
— Então amanhã vocês nos dão as respostas. – Renji nos falou –
E nós quatro concordamos.
— Agora, Kuchiki-san, estaria interessada em partilhar comigo o meu lanche? – Keigo indagou sorridente enquanto se aproximava de Rukia –
— Você ta perto demais. – retruquei acertando um soco na cabeça dele, o que o fez recuar –
— Itai... – ele resmungou sob gemidos -
O intervalo acabou e aos poucos todos foram caminhando de volta a sala.
— Rukia.
Ela parou de caminhar, esperou que eu me postasse ao lado dela e em seguida voltamos a caminhar lado a lado.
— Fala.
— Você disse que ia perguntar ao Byakuya se poderia ir pra praia, não é?
— Sim.
— E...não vai pedir a sua mãe? – indaguei –
Ela me olhou por instantes e em seguida tornou a olhar para a frente com a expressão calma.
— Só preciso da permissão de meu nii-sama.
Eu a observei por instantes e em seguida passei o braço pelos ombros dela.
— Ainda guarda muitos remorsos?
— Eu não consigo simplesmente joga-los fora. – ela murmurou ficando séria –
— Já tentou?
— Sim.
— Ainda dói tanto assim?
Ela baixou a cabeça e a encostou em meu peito.
— Dói. – ela murmurou –
— Desculpe por eu estar falando disso...mas...sabe que sempre estarei aqui, não é? Sempre vou estar contigo, pro que precisar.
Rukia parou de caminhar e me abraçou, em seguida sorriu para mim e me beijou carinhosamente.
— HEI, casal 10, a professora já ta vindo. – Renji falou da porta da sala –
Nos separamos e voltamos a caminhar em direção á sala.
— Você é maravilhoso.
Eu corei, o que a fez sorrir diante da minha reação.
— Adoro te ver corar.
— Adoro que me faça corar. – murmurei sorrindo –

Ela tornou a me abraçar, enquanto ainda caminhávamos e nos separamos ao alcançar a entrada da sala.
Eu não esperava que o Byakuya fosse recusar um pedido tão inocente da Rukia, não, ele não era TÃO psicótico assim, talvez ele somente desse uma de irmão-chato-protetor, falando coisas do tipo: “Quantos quartos tem na casa? Certifique-se de trancar bem as portas na hora que for dormir, esses jovens de hoje são bastante suspeitos, e aquele Kurosaki tem uma cara estranha.” Ou “Você vai levar essas roupas? O que aconteceu com suas calças e suas blusas de mangas compridas?” e ainda “Deixe seu celular sempre ligado, se o Kurosaki tentar algo...me liga e eu acabo com ele”.
Eu imaginava tudo...simplesmente tudo, mas quando Rukia pediu a ele, Byakuya simplesmente sorriu levemente para ela e disse: “Divirta-se”
COMO ASSIM: “DIVIRTA-SE”? ELE TÁ FICANDO MAIS MALUCO DO QUE JÁ É? Isso é traumatizante pra mim, essas mudanças bruscas na personalidade do Byakuya tão me deixando doido e completamente assombrado.
— Sabe...tem certeza de que aquele era o Byakuya? – eu indaguei a Rukia quando sentamos lado a lado nas cadeiras próximos a janela –
— Por que? – ela indagou sorrindo –
— Ele...só disse: “divirta-se”. Isso não é muito normal. O que aconteceu com a lista entitulada: “Como manter você segura de delinqüentes como Kurosaki Ichigo”?
Ela sorriu ainda mais e me deu um rápido beijo.
— Você é muito exagerado, nii-sama nem sempre é tão protetor, há momentos certos para isso, e sabemos definir isso.
— Ele ainda continua me assustando.
— Bobo.