Como O Sol e A Lua

28 Capítulo 27


– Eu nunca vou desistir dela, e não importa o que você ache sobre isso, não me importo se você não vai me aceitar, eu a amo e nada vai me fazer ficar longe dela. – eu falei determinado o olhando desafiador –
Byakuya me soltou, me encarou gelidamente e deu um passo em minha direção, a coragem em mim rapidamente virou pó. Rukia, cadê você?
– Já chega, nii-sama. – Rukia falou calmamente, parecendo ouvir minhas preces – Pare.
Byakuya permaneceu me olhando friamente, mas eu vi sua raiva oscilar, ele contorceu levemente as sobrancelhas, parecendo contrariado, em seguida recuou.
– Se quer ficar com ela, faça por merecer, comece a agir como um homem. – ele falou dando mais um passo para trás -
– Já terminaram?
Nós nos viramos para Rukia.
– Nossa, como dramatizam as coisas, são piores que mulher com TPM na fase de crise emocional. – ela falou entediada -
– Mas ele te beijou. – dissemos juntos –
– E eu dei um soco nele, pronto, resolvido. Aposto que isso teria sido suficiente pra mante-lo longe, nem era preciso os dois se envolverem.
Ela passou por nós calmamente e continuou a caminhar. Eu e Byakuya ficamos a olhando e depois nos olhamos.
– Ela acabou de me desconsiderar...DE NOVO. – Byakuya falou indignado –
– Eu me sinto um idiota toda vez que ela faz isso. – falei derrotado –
– Bem legal aquele soco dela, né? – Byakuya comentou orgulhoso –
– Foi demais, eu ri pra caramba da cara apavorada do Shiba.
– Foi eu quem ensinei esse movimento pra ela.
– Legal.

Depois de instantes Rukia virou o corredor e só então nós percebemos o afastamento dela, nós olhamos o local onde ela havia desaparecido e voltamos a nós olhar em silencio, depois nos olhamos surpresos.
– RUKIA. – dissemos juntos enquanto corríamos atrás dela –

[...]

– Bom dia, Ichigo.
Rukia sentou-se ao meu lado e me deu um rápido beijo.
– Bom dia. – falei sorrindo –
Aproveitei que não havia mais ninguém na sala e a beijei outra vez, depois de instantes paramos e sorrimos juntos.
– Unohana nos convidou para ir ao parque no sábado, vamos? – Rukia me perguntou -
– Byakuya vai?
– Sim.
– Byakuya...em um parque...de DIVERSÃO? – eu não consegui conter minha imaginação e comecei a rir – Essa eu não perco por nada.
– Deixa de ser perseguidor. – ela queria me repreender, mas logo começou a rir também –
– É inevitável.
– Não sei, essa relação de vocês é bem estranha. – ela zombou –
– O que quer dizer com isso? – indaguei ofendido -
– Que qualquer dia desses ou vocês se matam...ou então se peg...
– HEI, parou, parou.
Ela recomeçou a rir e se ela não fosse tão linda e eu não estivesse apaixonado por ela...teria lhe lançado pela janela.
– Yo, sem pensamentos sobre como me assassinar, por favor. – ela falou sem deixar de sorrir –
Droga, ela ainda me diz que é impossível ler pensamentos.
– Então, você vai, né?
– Sim, vou sim, se não voltar a repetir aquelas maluquices de ainda pouco...
– Tudo bem...eu acho... – eu lhe lancei um olhar reprovador e ela rapidamente confirmou novamente com a cabeça – Prometo. – ela ergueu as mãos a frente do corpo – Não volto a falar essa frase...ESSA frase.
– Mas que chata que você é.
– Continue tentando se iludir.
– E ainda é convencida.

Ela sorriu e me deu um rápido beijo, piscou pra mim e se levantou.
– Na minha casa, ás 9.
E voltou pra sua carteira, os alunos começavam a chegar.
Instantes depois eu vi Shiba Kaien entrar, sorri levemente e me levantei, caminhando calmamente até ele.
– Shiba Kaien... – eu o chamei seriamente –
Ele se virou pra mim enquanto todos os olhares caiam sobre nós, e sem aviso prévio eu acertei um soco na face esquerda dele o fazendo cambalear para trás. Rukia me olhou surpresa enquanto a maioria atrás de mim começava a me incentivar para continuar, gritando: “Vai, Ichigo” ou “Briga, briga”.
Eu coloquei as mãos no bolso e caminhei até Kaien que começava a se recompor.
– Não volte a se aproximar da minha namorada. – eu falei olhando-o com raiva – Ou vou fazer você se arrepender.
Ele me olhou irritado, passou a mão na boca sangrando e saiu da sala em seguida.
Alguns dos meus colegas bateram palmas enquanto outros resmungavam desanimados por eu não ter continuado. Rukia veio até mim, ainda parecendo surpresa.
– Mas o que foi isso? – ela indagou –
– Na sexta você e o Byakuya me impediram de ter minha própria satisfação, então to fazendo isso agora.
Ela sorriu levemente e me deu um rápido beijo.
– Adorei. – ela murmurou piscando pra mim e em seguida voltou pra sua cadeira –

Eu sorri feito bobo e tentei parar de estufar meu peito enquanto retornava a minha cadeira, ela gostou, eu acho que estou sorrindo de maneira exagerada agora, eu me sentei na cadeira e em seguida Renji sentou-se ao meu lado.
– E aí, Ichigo.
– E aí.
– Que soco, hein? Gostei de ver você pondo em prática o que eu te ensinei.
Eu lhe lancei um olhar sarcástico.
– Então...ta livre no sábado á noite? – ele indagou –
– Não.
– Vai fazer o que?
Eu o olhei desconfiado, mas logo suspirei derrotado.
– Vou sair com Rukia.
– Pra onde? – ele sorriu animado –
Eu voltei a olhá-lo em silencio e depois ergui uma mão.
– Nem vem, você não vai, Renji.
– Por que? – ele indagou indignado –
– Por que se você quer ir junto é por que quer me dar “dicas”, e quando você inventa essas “dicas” e eu as sigo, sempre me dou mal.
– Que ultraje. – ele fingiu inocência – Quantas táticas de conquistas lhe dei que não funcionaram?
– Algo em torno de...20 que não funcionaram, o que se resume a...todas.
– Cite uma. – ele me desafiou –
– Lembra da dica de “esbarrar”?
Nós ficamos em silencio.