Como O Sol e A Lua
16 Capítulo 15
- Ta sim. – provoquei –
— Não to. – ela falou olhando-me ameaçadoramente, o que significava claramente “cale a boca ou sofra muito” –
— Ok, não está. – murmurei rindo –
[...]
O dia da festa de fim de ano se aproximava e a ansiedade dentro de mim aumentava cada vez mais. Eu combinei de ir buscar Rukia na casa dela, claro, com o carro emprestado do meu pai, ele pareceu mais animado que eu quando eu lhe disse o motivo de eu ter pedido o carro.
— Não precisa se preocupar, se você não chegar até as três da tarde do dia seguinte em casa, eu saberei que nada de mal aconteceu com você.
Depois de dizer isso eu o fiz voar em direção á parede mais próxima com um soco.
O penúltimo dia chegou e nada mais se falava a não ser o baile, parecia que a do ano passado não era nada comparado a que seria esta. Pelo menos para mim seria assim.
— E então, Ichigo, parou de delirar?
— Não enche, Ikkaku. – murmurei sem tirar os olhos do quadro branco com os últimos exerícios de química do ano –
Ele voltou sua atenção pro quadro enquanto ria...da minha cara. Tsc, eu não me importava.
Durante as últimas semanas eu e Rukia ficamos mais próximos, eu já nem me incomodava, quer dizer, me incomodava só um pouco, com os olhares de todos quando saíamos juntos ou conversávamos na entrada. Eu já não sentia vontade alguma de correr, mesmo quando Rukia sorria da maneira mais encantadora existente, tudo que eu queria era estar perto o suficiente para admirá-la sem temer nada...a não ser Byakuya.
E passando esse tempo com ela, pude confirmar todas as minhas invenções que fazia sobre ela. Antes, já que eu não tinha quase nenhum contato com ela, eu ficava imaginando como seria o humor dela, sua personalidade, e eu fiquei mais apaixonado quando aos poucos a descobri, minha imaginação não fazia jus ao que ela de fato era. Bem-humorada, divertida, inteligente, eu não sei se é possível, mas a cada dia que passa, parece que eu a amo mais, meu rosto continua a corar, meu coração continua a bater descontrolado, minhas mãos tremem e ficam molhadas de suor, todas as sensações que eu sentia quando nos aproximávamos uma vez por mês continuava a acontecer mesmo agora, quando eu podia ficar perto dela todo dia. Nada mudou, e apesar de tudo o que eu consegui nesses meses, ainda não era suficiente, eu não a queria daquela forma, eu não a queria como amiga, eu a queria pra mim.
[...]
Eu estacionei o carro em frente ao endereço que Rukia me dera, saí do carro e olhei para a frente, uau, que...casa.
O portão era enorme e a casa maior ainda, eu toquei o interfone e me identifiquei, me disseram para esperar, eu concordei e esperei.
Depois de alguns minutos o portão se abriu, Byakuya apareceu primeiro, vestia um terno preto, assim como eu. Ele também usava uma camisa social preta, ao contrário da minha que era branca, nós trocamos um olhar sério enquanto ele vinha em minha direção.
— Lembre-se do que já conversamos.
Eu concordei com a cabeça. Ele me deu as costas e caminhou com calma de volta para o portão, ele parou antes de atravessá-lo e olhou pro lado.
— Estou...contando com você. – ele murmurou e rapidamente atravessou o portão –
Ele...contava comigo? Eu permaneci imóvel, aquilo simplesmente foi imprevisível.
Depois de mais alguns minutos Rukia atravessou o portão e caminhou até mim, e quando finalmente ficou visível para mim, eu a olhei completamente estático, ela vestia um vestido preto com mangas até os cotovelos, estava perfeitamente...linda. Eu sorri involuntariamente para ela, e sabia que meu rosto estava completamente corado, ela sorriu também e eu ofereci meu braço a ela, ela aceitou e eu a conduzi até o outro lado do carro, quando dei a partida, ainda pude ver o carro de Byakuya atravessar o portão antes de eu perde-lo de vista ao virar a esquina.
Depois de minutos chegamos á escola, já haviam bastantes carros estacionados, nós saímos e fomos em direção ao salão de festas, atravessamos a porta, de braços dados, e percorremos o olhar por todo o grande espaço, havia um palco no fundo, de frente para a pista em formato de círculo e as mesas estavam espalhadas ao redor desse círculo, assim como as mesas com as comidas e bebidas.
Avistamos nossos amigos de sala em uma mesa, caminhamos em direção a eles, estavam Ishida e Inoue, Hitsugaya e Hinamori, Renji e Tatsuki e também Hisagi e Matsumoto que eram do 3º ano.
— Boa noite. – Rukia os cumprimentou quando chegamos perto deles –
Todos nos olharam e eu tive vontade de rir da cara dos quatro que nos olhavam, parecendo estátuas, pasmos e provavelmente envergonhados por não terem acreditado em mim, nós nos sentamos, mas eu não falei nada sobre isso a eles, somente lhes sorri amigavelmente, esperando que eles relaxassem.
— E Byakuya-san? – Matsumoto indagou a Rukia –
— Ele foi buscar Retsu-san, não devem demorar.
Muitos já dançavam ao som da banda contratada para tocar, aos poucos mais pessoas chegavam, Byakuya e Unohana chegaram e também se juntaram a nós.
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