Como Nos Velhos Tempos...
2 Ms. Noah Puckerman
– Finn,o que faz aqui? — pergunto meio surpresa.
– Eu trabalho aqui.
– Ainda?Eu pensei que...Sei lá,você fosse trocar de emprego ou alguma coisa assim.
– Não,por incrível que pareça,eu acho que nasci para ser professor. — ele diz e guarda suas coisas em uma bolsa — Mas me conta de você,o que está fazendo aqui?Você é a mãe da Beth?
– Você não lembra?Beth é a filha da Quinn.
– Bem que o nome dela não me era estranho. — ele diz me fazendo rir — Você ainda não falou o que está fazendo aqui.Não devia estar em Nova York com o...Brody. — ele diz com desgosto quando cita Brody.
– Eu e ele terminamos. — digo fazendo um sorriso de lado nascer em seu rosto — E eu resolvi dar uma parada na minha carreira para voltar aqui.
– Só um idiota para querer largar uma vida de famoso para voltar para Lima. — ele diz rindo e sinto minhas bochechas ficarem vermelhas de raiva.
– E só um idiota para se sustentar com salário de um professor. — ele para de rir — Eu vim para cá porque aqui é minha casa Finn.
– Ainda acho que não é só por isso.
Não,não é só por isso sua anta.Eu vim para ver como você e nossos amigos estavam — digo nos meus pensamentos.
– Ok,mas eu vim aqui para falar da Beth.O que ela tem?
Finn puxou a cadeira para me sentar e depois se senta do outro lado da mesa.
– Bem,a Beth...Bem,ela não tem se saído muito bem nas aulas e ela se mete em brigas com as Cheerios,ela tem um espírito meio rebelde,ela me lembra o Puck. — ele diz sorrindo.
– Era só isso? — ele afirma — Eu posso conversar com ela e ver se consigo resolver isso. — me levanto da cadeira — Tchau Finn.
– Espera! — ele diz e eu paro — Quer...Quer...Quer...
– Fala logo.
– Quer...Quer sair amanhã?
Dou um sorriso que acho que foi tão grande que até ele percebeu.
– Ok,que horas?
– Amanhã,depois da aula.
– Falando assim parece que voltei a estudar.
– É...Então está tudo combinado?
–Sim,tchau Finn. — vou cumprimentar ele e meio que nos atrapalhamos e tudo que saiu foi um aperto de mão — Tchau.
– Tchau Rachel.
Saio daquela escola com um ar de vitória,não acredito que foi tão fácil assim achar o Finn.Se eu soubesse já teria vindo para Lima há muito tempo.Não acredito que vou sair com ele amanhã,não acredito que eu encontrei ele,esse dia está sendo maravilhoso mas terei que encarar a fera,Beth.Nem sei como posso começar a falar com ela,estou com medo dela me atacar,sei lá.
O dia até ficou ensolarado depois que saí da escola.Mas não posso cantar vitória antes do tempo,vai ver ele só te chamou para sair como amigos.
Eu não consigo,eu não consigo deixar de pensar em amanhã,estou parecendo uma adolescente de 15 anos...Droga,eu realmente estou parecendo uma adolescente de 15 anos.
Chego em casa e vejo que Quinn ainda não chegou,mas Beth estava na sala vendo clipes.Tinha bom gosto,estava vendo clipes do Green Day.
– Ah...Beth. — digo me sentando ao seu lado no sofá.
– Hm? — ela diz sem tirar os olhos da tv.
– Eu estive na sua escola hoje. — digo e ela continua olhando a tv — Com seu professor de Inglês.
Ela olha para mim nervosa,acho que ela mesma sabe do que estava por vir.
– E o que ele disse?
– Disse que estava preocupado com suas notas e com suas brigas com as Cheerios.
– Você não vai contar nada para minha mãe,vai?
– Não. — digo e ela volta para a tv — Se você me falar por que é assim.
Ela desliga a tv.
– Já vi que não vou conseguir assistir hoje...Eu sou assim,não tem explicação.
– Claro que tem.
– Não,não tem.
– Fala logo,eu não conto nada para sua mãe,como vou morar aqui se não formos amigas.
– Você é meio metida tia,não gosto disso em você.
– Eu não sou metida.
– É sim.
– Você nem me conhece direito.
– Todos conhecem você tia,você é Rachel Berry.
– Olha,fala comigo sobre isso,pode fazer bem.
– Ok,eu não gosto daquele Finn Hudson,não gosto das Cheerios,não gosto da escola,não gosto daqui,não gosto de você,não gosto de ninguém,só do meu pai.
– Deve ser porque você é igual á ele.
– Você não sabe nada sobre mim.
– Não,não sei.E por isso que quero te conhecer,eu sou amiga da sua mãe,estudei com ela,eu vi ela grávida de você e agora olha no que você transformou,Mrs. Noah Puckerman.
– Quem é esse?
– Seu pai.Viu?Seu pai é tão legal que nem mora com vocês e nem você sabe o primeiro nome dele.
Percebo que fui longe demais quando vejo ela batendo a porta de seu quarto.
Ai ai Beth.
Ela sai do quarto com uma caixa.
– O que é isso?
– Você vai ver. — ela diz e abre a caixa — Esse é uma foto minha e do meu pai quando eu nasci. — ela diz e me dá a foto — Esse era o gel que meu pai usava naquele moicano. — pego o gel — Nessa folha está suas cifras,partituras e seus segredos. — pego as folhas — Essa é uma foto do meu pai e meu professor. — pego a foto também.
– Onde quer chegar me mostrando isso?
– Meu pai deixou essa caixa comigo antes dele fazer sua primeira viagem de moto.Sabe o que ele disse?
– O que?
– "Isso é para você lembrar de mim quando não estiver aqui.Para toda vez que estiver triste ou brava,pegar essa caixa e se lembrar do Puck." — ela diz e sinto uma lágrima saindo de seus olhos — Se sou desse jeito na escola,é porque tenho motivos,porque eu quero meu pai perto de mim.Vejo os pais dos meus amigos indo em jogos,gincanas e tudo mais e nesses dias eu falto na escola e fico dentro do meu quarto vendo essa caixa.
– Oh querida. — digo abraçando-a — Desculpa se eu toquei num assunto tão...
– Você não tem culpa,você é a primeira pessoa que mostro essa caixa.Você é especial,Rachel Berry. — ela diz sorrindo — Não se acostume com esse carinho todo vindo da minha parte ok?
– Ok. — digo quase chorando.
– Desculpa se eu fui grossa com você desde que chegou.Estou acostumada com só eu e minha mãe nessa casa.
– Vou passar um bom tempo aqui,então é melhor se acostumar.
– Ok.
[...]
Coloco uma camisa preta e uma blusa branca por cima,uma saia preta e um salto básico.Vou para a escola e espero Finn arrumar suas coisas.
– Pronta para nossa tarde? — ele diz ligando o carro.
– Pronta. — respondo sorrindo. — Para onde vai nos levar?
– Vai ser surpresa.
– Gosto disso.
Depois de uns 15 minutos,chegamos no local.
– Espera aí. — ele diz saindo do carro e abre a porta para eu descer — Como disse,vai ser surpresa,então feche os olhos.
– Sério?
– Muito sério.
– Ok,estou com eles fechados.
Ele me guia até a entrada e ouço uma música bem alta.
– Pode abrir. — abro e vejo pessoas dançando na pista de dança,no outro lado,pessoas comendo e na frente da pista de dança,um...
– Karaokê? — pergunto e ele afirma sorrindo.
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