Como Não Se Apaixonar Pela Irmã Da Noiva
1 Prólogo - A heroína vira uma Maid.
Notas iniciais
Espero que vocês gostem. Por favor, comentem para eu saber o que acharam!
Prólogo — A heroína vira uma Maid-sama !
Tenho absoluta certeza, caro leitor, de que na livraria onde você provavelmente está agora existem muitos outros livros mais agradáveis e prazerosos para você ler, então deixe esse exemplar onde você achou, ou simplesmente jogue em algum canto onde ninguém possa acha-lo, e parta para um próximo.
Muitas histórias começam com “ Era uma vez” e terminam com um “ E foram felizes para sempre” . Nesses contos as princesas sofrem, correm um perigo eminente, são salvas por um príncipe encantado e se casam com ele, vivendo eternamente felizes com seu amado.
Esse não é um desses contos.
Para começo de conversa ela nunca acreditara em príncipes encantados.
Primeiro porque, desde muito cedo Ryuu Hashimoto aprendera que a vida não era como um conto de fadas. O mundo era cruel e se você não fosse forte o bastante não sobreviveria, ela sempre teve consciência disso.
Depois, ela estava muito longe de ser uma princesa indefesa e delicada que precisa desesperadamente ser salva. Ryuu nunca fora o tipo de garota romântica que sonha viver uma linda história de amor, para falar a verdade ela estava pouco se lixando para esse tipo de coisa.
Um conselho?
Pare de ler agora mesmo.
Provavelmente, estimado leitor, você deva estar se perguntando o por que de eu estar escrevendo, então, certo? E essa é de fato uma boa pergunta, embora dificulte um pouco mais o meu trabalho.
Preciso esclarecer algumas coisas.
No mundo existem histórias que merecem ser contadas, histórias que todo mundo quer ouvir, histórias que fazem as pessoas chorarem, histórias que fazem o leitor refletir melhor seus conceitos.... Essa é uma daquelas que merecem ser escritas e lembradas.
Porque clichês agua com açúcar fazem sucesso e são ótimos, mas tem momentos em que tudo que precisamos é ler uma boa dose de realidade. Afinal, as vezes o real não é tão ruim ou duro quanto pensávamos.
Ou não.
Veja bem, Eu já presenciei muitos romances ao longo de minha existência.
Foram casos e casos e mais casos. Casos bonitos, dramáticos ou cômicos. Não importava, sempre quando eles começavam eu sabia exatamente como ia terminar.
Com uma união eterna.
Para mim era extremamente fácil perceber esse tipo de coisa, era parte de meu trabalho, afinal. Algo que fazia parte de mim, algo para o qual desde o começo eu fora programado a fazer. Uma coisa intuitiva, biológica e natural.
Exatamente assim.
Era por esse motivo que eu estava espantado. Porque, por mais que eu me esforçasse não conseguia prever o que aconteceria. A “ flecha” – esse termo sempre me divertiu, tinha vezes que os estereótipos imaginários dos humanos me surpreendiam profundamente – já havia sido “atirada”, agora a única coisa que eu tinha a fazer era esperar.
Dizem que se duas pessoas tem que ficar juntas o destino, eventualmente, cuidará disso. Isso de modo algum de acalmava. Pelo contrário, eu estava temeroso e, principalmente, furioso.
Furioso porque o maldito havia se intrometido no meu trabalho.
Temeroso porque o destino era imprevisível e zombeteiro. Ele sempre nos olhava com aquele sorriso misterioso nos lábios, estalava os dedos, criava a confusão e puf.
A criança travessa sumia.
Porque, ah, sim.
O destino era uma criança.
Certo, nós fazíamos as coisas em conjunto, mas a parte principal era minha. Ele criava as situações e eu dava o pontapé inicial e todo o resto. Mas daquela vez ele havia feito mais do que o necessário.
Eu não sabia dizer como tudo iria terminar.
Sabe, querido leitor, eu não estava brincando quando disse que era melhor você parar de ler essa história. Ainda dá tempo de você desistir. Simplesmente esconda esse livro e volte a viver a sua vida normalmente.
Acredite, é o que eu faria se fosse você.
Porque, a partir de agora as coisas só tendem a piorar.
E eu não estou exagerando.
Eu nunca exagero.
Você já deve estar cansado de tanta enrolação, não é? Antes de mais nada entenda que o começo de uma narração é sempre a mais complicada. Então, vamos direto ao ponto?
Concentre-se.
Feche os olhos.
Conte comigo.
Um. Dois. Três. Quatro. Cinco.
Um. Dois. Três. Quatro. Cinco.
Um. Dois. Três. Quatro. Cinco.
Um. Dois. Três. Quatro. Cinco.
Um. Dois. Três. Quatro. Cinco.
Sinceramente, ela não tinha escolha.
Era trabalhar ali, em um Maid Café, ou na boate do outro quarteirão.
E... Bom, ela realmente precisava juntar dinheiro. Ainda mais se levasse em conta sua situação naquela casa e o fato da “madrasta” e a avó lhe odiarem. Quer dizer, como se fosse culpa dela que o pai tivesse tido um caso. Como se fosse culpa dela estar lá.
Ryuujin Hashimoto queria desesperadamente voltar a morar com mãe. Ela só continuava ali por causa do acordo. O maldito acordo. Acontece que sua mãe tinha uma doença rara e não tinha como pagar o tratamento e, sabendo disso, por motivos desconhecidos, a avó propôs que Ryuu fosse morar com ela e não mantivesse contato com a mãe. Em troca, pagaria o tratamento e bancaria sua progenitora.
A menina, claro, aceitou.
Dois anos.
Esse era o tempo que não via e nem falava com a mãe.
Suspirou, forçando um sorriso no rosto e encarando Satsuki, a proprietária do local.
– Então, Ryuu-chan... Sinta-se bem vinda, você começa amanã, tudo bem?
Na época, ela não desconfiava de nada.
Mas aquele dia acarretaria uma séria de mudanças.
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