Notas iniciais
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Ele estava segurando a mão dela, não tinha soltado desde o “esbarrão”. Minnie chegou de boas, andando e sorrindo.

-Jenny, vamos ? – olhou pra Tom e se despediu – Tom...

-Minnie... – ele sorriu – dê um oi pra Delilah e pra Sabrina por mim e fale pra Alexia que nós vamos voltar lá em uma semana, o Bill esta quase infartando...

-Está certo. – ela ajeitou o boné dele – Vamos, Jen. – ela puxou Jenny pela mão.

-Ta, pode me falar...o que foi aquilo ! – Minnie inquiriu.

-Minnie, eu...

-Não fala nada. – ela interrompeu – mas um conselho, não se iluda com ele, certo? A Delilah era namorada dele.

-Eles já .. ?

-JÁ !E COMO !

-Sério ?

-Aham !

Jenny ficou meio surpresa, mas entendeu.

Chegando lá, as duas meninas se deparam com... CHANTELLE PAIGE !

Detalhe: ela estava aflorando a favelada que existia dentro dela.

-NÃO, ALEXIA, EU NÃO QUERO SABER !VOCÊ TEM QUE ARRANJAR TEMPO, EU SOU A NAMORADA DO TOM KAULITZ, VOCÊ NÃO PODE FAZER ISSO COMIGO ! FODA-SE O QUE VOCÊ PENSA...

Não dava pra ouvir nada do que a tal Alexia falava, só os berros estridentes da Chantelle Paige.

-Eu odeio aquela vaca... – declarou Minnie.

Jenny se calou. Ela não tinha a permissão do pai pra odiar ninguém no mundo da música.

-Ta certo ô implante de silicone, — Minnie foi em direção à Chantelle – você pode ir tirando o seu ego enorme daqui, porque nós só trabalhamos pra você, porque o Tom paga a gente, o suficiente pra isso. VAZAAA !

Chantelle saiu totalmente puta da vida, batendo a porta.

-Ela é nojenta. – Minnie falou — parece uma criança idiota, toda bestinha e fica falando manso com o Tom, aquela cobra.

-Ah, deixa, Minnie. – eu falei.

-Mãããe ! – ela parou a mulher de vestido vermelho. – Mãe, essa aqui é a Jenny.

A mulher olhou ela de cima a baixo e tentou disfarçar a cara de “quem é você meu deus”.

-Vem !Você tem que conhecer a minha irmã Delilah..

Elas entraram numa sala que tinha mais roupas que o projac e eram todas MARAVILHOSAS.

-Ponha essas caixa ali. – uma garota de cabelo quase branco falou – Isso, Michel, corte mais a barra... isso tem que ser um vestido de praia, não de uma freira. – ela finalmente olhou pra porta – Oi, Minnie ! – gritou ela com uma voz fina.

-Oi, irmã ! – ela se referia a menina de cabelo channel branco (eu acho que o Tom tem um fraco por meninas de cabelo channel). Elas se abraçaram. – essa aqui é a Jenny. – Minnie apresentou.

-Muito prazer, Jennifer. – Delilah sempre chamava as pessoas pelo nome completo, odiava abreviaturas e apelidos, por isso que ela amava o seu nome Delilah, não tinha muito como abreviar e se a chamassem de “Dé” eu acho que ela tomava veneno, ou cortava os pulsos.

-Muito prazer. – ela olhou Jenny com uma cara meio bizarra do tipo “eu nunca vi nada como você”.

-Meninas, eu vou vazar um pouco... podem ficar aí de boas. Jenny, quer café ?

-Ah, eu aceito, não comi nada ainda hoje.

-Ok. – ela saiu.

-Eu também aceito. – Delilah gritou – sente-se em algum lugar por aí. Ainda está uma bagunça por causa da coleção de verão, e você sabe como é aqui na Alemanha... minha mãe está desenhando a coleção rosa-chic-retro pra Dolce e eu estou ajudando.

-Legal, eu também ajudo o meu pai.

-Sério? O que ele faz? – Delilah pareceu se interessar.

-Ele é produtor musical.

-Que máximo! – ela riu – Deve ser fantástico.

O jeito das gêmeas era completamente diferente, mas era tão parecido. Ao mesmo tempo que Delilah fazia o tipo fatal-chic, com o corte de cabelo totalmente fino, ela parecia uma mulher e não uma adolescente... se colocassem Minnie ao lado de Delilah vocês dariam no mínimo 5 anos de diferença. Já Minnie era totalmente doce, meiga e divertida, sempre fazendo palhaçadas e coisas que dão na telha... elas eram completamente diferentes, e isso lembrou à ela o jeito dos Kaulitz, o jeito como Bill falou sorrindo com ela e o jeito como Tom foi grosso e ao mesmo tempo como ele foi fofo com ela mais cedo, igual ao irmão na noite anterior e era o mesmo com Delilah e Minnie, ao mesmo tempo que agiam diferente, parecia que havia um pouco de uma na outra e isso era hilário.

-Há quanto tempo você não corta o cabelo ? – Delilah tirou Jenny do transe que ela estava.

-Bom.. não sei. Acho que há uns três anos.

Delilah a encarou como se ela fosse completamente louca.

-E você encontra pessoas famosas com esse cabelo ? – ela foi sincera.

-É tão mal assim ?

-Bem... um pouco.

-Quer fazer uma coisa ? – Delilah propôs.

-O que ?

-Vem aqui na próxima quarta... eu vou ter terminado de organizar a coleção, aí a gente pode dar uma mudada nesse cabelo, tudo bem ?

-Ok... mas é que... é o meu aniversário. – ela confessou, tímida.

-Sério ? – Delilah parecia surpresa – Não vai passar com a família ?

-Meu pai está em Nova York e ele provavelmente esqueceu, — ela ficou triste por um momento – mas não tem problema – completou rapidamente – ele tem o trabalho dele, e eu tenho que entender... – Jenny falou.

Delilah entendeu rapidamente que isso se tratava de um caso de baixa auto-estima/confiança e ego abaixo de zero e que ela tinha que fazer alguma coisa.

Então começou a realmente ver Jenny e percebeu que se a olhar verá apenas um monte de cabelos cacheados loiros amontoados na cara e um óculos de grau gigante, muito pouca maquiagem e roupas que não valorizavam o corpo dela. Mas ela não era horrível.

Os olhos castanhos traziam leveza pros traços dela, e o cabelo apesar de mal-tratado era um loiro bonito e ela podia sim ser bonita, bastava ela querer.

-Venha aqui no Sábado. Pra gente comemorar o seu aniversário em grande estilo.

-Ok. – elas apertaram as mãos, Jenny sorria delicadamente.

No hotel...

-Onde você estava ? – Fergie parecia furiosa.

-Fui dar uma volta.

-Da próxima vez, avisa. – falou.

-Me desculpe...

-Eu vou sair com a Miranda pra fazer compras pro próximo encontro dela com o Tom, tá ?

-Tudo bem...

-Fique no hotel, e se quiser sair deixe um recado na recepção. Ok ?

-Certo. Mas acho que não vou mais sair hoje.

-Tá. Seu pai ligou, to indo. Beijos. – Fergie saiu.

Jenny foi pro quarto e retornou a ligação do pai. No momento que desligou o telefone ele tocou novamente.

-Alô ?

-Sta. Rice ?

-Sim.

-Temos visita pra senhorita.

-Já estou descendo. Quem é ?

-O senhor Kaulitz.

Jenny se apressou em passar um pouco de maquiagem que ela tinha de reserva, apesar de nunca usar... mas ela ficou parecendo uma palhaça, afinal, ela nunca tinha se maquiado, com exceção de uma vez quando era criança... mas sua mãe brigou com ela, por ela ter gastado todo o batom dela.

Ela colocou um batom vermelho, muito pó, uma sombra azul cintilante e muito blush rosa... estava engraçado, mas o cabelo tampava um pouco do estrago.

Ela desceu correndo, mas tentou parecer calma quando chegou ao saguão. Tom a esperava quando a porta do elevador abriu. Ele olhou pra ela e riu, mas tentou disfarçar mordendo os lábios.

-Eu to ridícula, né ?! – ela falou, quase sem conter o choro.

Ela ia apertar o botão pra fechar a porta do elevador quando ele segurou a mão dela e a puxou pra fora.

-Quer dar uma volta ?

-Eu ia adorar.. – ela sorriu e saiu com ele, mas não sem antes deixar um recado pra Fergie na recepção.

Tom estava com uma vespa prateada, Jenny riu.

-Tomara que você seja um bom motorista...

-Eu sou. – ele se vangloriou.

Ele entregou um capacete pra ela e sentou na moto, ela segurou na cintura dele e ele enrijeceu a barriga pra parecer mais sarado.

-Aonde a gente vai ?

-Nós vamos aoTegeler see...

-Onde fica isso ?

-Pode curtir o passeio, por favor ?

No Tegeler see...

Tom e Jenny se sentaram bem perto do lago, eles conversaram sobre tudo que podiam e Tom contou as coisas mais engraçadas e loucas pra Jenny, ela ficou só de ouvinte e às vezes emitia uma opinião, até que ela perguntou:

-Porque você está falando comigo ?

-Como assim ? – ele parecia confuso.

-Tom, eu sou só a assistente da Fergie, estou aqui só pra ajudá-la com o alemão e eu sou a pessoa mais sem graça que você já conheceu, porque você está falando comigo, me contando a sua vida... ?

-Por algum motivo, — ele disse, olhando pro lado – eu confio em você.

Por alguns dias foi assim, Tom saia com Miranda e vinha ver Jenny sempre que possível, eles conversavam sobre a banda, sobre Bill, sobre amigos, família, sobre a Chantelle e até sobre Miranda, ela começou a entender quem era Tom Kaulitz de verdade e começou a gostar de conhecê-lo. Ela começou a se apaixonar por ele.

Mas ao mesmo tempo que ela conversava com ele, ela via nos olhos dele o sentimento pela Chantelle e ela começou a ver que ele não sabia se estava realmente apaixonado por ela... ela virou a confidente dele. A ponto de ele ligar no meio da noite só pra conversar.

Um dia ela tomou coragem pra perguntar a ele:

-Tom, você ama a Chantelle ?

Ele ficou pensativo:

-N-não sei. – ele começou – pra ser sincero não mais.

-E você ama alguém agora ?

-Defina amar.

-É quando você se sente a vontade com a pessoa e ela satisfaz você por ela ser como é, quando você ama o seu coração... sei lá... ele dispara só de estar perto daquela pessoa. E você faz coisas inimagináveis por ela.

-Então eu acho que amo alguém. – ele se levantou – Danke, Jenny. Eu estava em dúvida, mas acho que acabei de descobrir quem eu realmente amo.