Como Irritar Um Capitão Pirata

40 Capítulo 36 - Recém-casados


Notas iniciais
Yo ho piratas! Demorei, mas cheguei. Bom, esse não ficou tão grande, mas se der posto outro maior até domingo. Bom meninas, acho que devem faltar uns dois ou três capítulos até a maldição. Eu já imaginei o que vai acontecer, mas talvez tenha outras ideias pra colocar. De todo jeito não vou enrolar muito senão fica cansativo. E já que estamos perto de eles irem pra Storybrooke, preciso de sugestões dos nomes que eles vão ter lá. Acho que vou deixar o da Ruby e do Killian. Eu já comecei a escrever o capítulo de Storybrooke, vou deixar um trecho nas notas finais pra ver o que vocês acham. Se não gostarem podem dizer. Ah e outra coisa, eu tive uma ideia para uma nova fic depois que essa acabar. O que vocês iam achar de misturar Once e Supernatural? Pra quem não conhece Supernatural, é uma série em que dois irmãos caçam criaturas sobrenaturais. Eu imaginei o Killian sendo um caçador e achei que ficou legal rsrs Se gostarem da ideia me digam. Espero que gostem e beijos

Capítulo 36 – Recém-casados

A festa estava animada. Alguns marujos trouxeram seus instrumentos e agora tocavam junto com os músicos que Anita contratara. Apesar dos contratempos, tudo correra bem. Alguns parentes de Ruby vieram cumprimentá-la e o Capitão já estava entediado com tudo aquilo.

– Estas são minhas primas, Princesa Emily(1) e Princesa Helena(2) – ela apresentou a Killian e como um perfeito cavalheiro, ele se curvou e beijou as mãos das moças. Elas ficaram encantadas e quando Killian se afastou para cumprimentar uns conhecidos, começaram a comentar o quanto Ruby era sortuda.

– Ele é um perfeito cavalheiro – disse Emily – nem parece um pirata.

– Você é realmente sortuda, prima – falou Helena – Quem me dera encontrar um homem assim tão educado, bonito, charmoso, elegante...

– Não seja indelicada, Helena. Daqui a pouco vai querer roubar o Killian pra você – Emily comentou fazendo as outras duas rirem.

– Não seja boba! Só estava comentando o quanto ele é perfeito para nossa prima. Aliás, Ruby, como foi que conseguiu um partidão desses?

– Ah digamos que foi obra do destino. É claro, meu pai ajudou nisso um pouco. – e então Ruby contou mais uma vez a história do seqüestro e como foi que ela e Gancho acabaram por se apaixonar. É claro que a maioria dos convidados já sabia da história, mas gostavam de ouvir outra vez.

Killian foi pegar uma bebida e acabou pegando Jack Sparrow com a boca na botija. O pirata comia tudo o que via pela frente e ainda escondia comida dentro dos bolsos e do chapéu.

– Quem diria que Jack Sparrow estaria tão mal a ponto de roubar comida – Killian falou rindo e Jack se assustou, engasgou e tossiu.

– Eu não estava roubando – ele se justificou depois que se recuperou do acesso de tosse – Estava guardando para mais tarde. A propósito, caro amigo, já provou essas tortinhas de maçã? Simplesmente deliciosas!

Killian riu e serviu vinho em duas taças. Ele queria beber com Ruby, mas desistiu ao ver que ela estava rodeada de amigos e parentes.

– É, meu amigo, fez os votos e agora vai ter de aturar um monte de parentes pegajosos – Jack riu enquanto enfiava mais uma tortinha de maçã na boca – É por isso que nunca vou me casar.

– Ah cale a boca, Jack.

Mas até mesmo Ruby já estava farta de tantos parentes vindo cumprimentá-la ao mesmo tempo. Depois de quase meia hora ela conseguiu se livrar de todos e foi para o lado de Emily, Helena e Branca. Killian conversava com Capitão Barba Negra. Tink e Will conversavam com as fadas, enquanto Ellanor apresentava seus parentes feiticeiros a Smee. Mabel e Beto caminhavam na praia.

– Ai prima, quem é aquele bonitão conversando com sua mãe? – Helena perguntou, assanhando-se toda. Ruby olhou e viu que era o Capitão Corbin, um dos amigos de Killian.

– O nome dele é Corbin. Um dos amigos de Killian. Parece que ele é muito rico... e solteiro.

– Me apresenta? Por favor, por favor, prima... Ele é tão lindo!

– Eu mal o conheço, Helena...

Nesse momento Corbin veio caminhando para o lado delas. Anita desapareceu em meio à multidão de gente e Ruby riu quando Helena desesperou-se com o fato de que Corbin estava indo na direção delas.

– O que eu vou dizer? Ah deuses da floresta! Ele é tão charmoso. Estou apaixonada!

– Credo, Helena! – Emily se abanava por causa do calor – Você mal o conhece e já se apaixonou?

Antes que Helena dissesse algo, Corbin aproximou-se.

– Senhoras – cumprimentou com um aceno de cabeça – Senhorita Ruby, ou devo dizer, Senhora Jones, é um prazer conhecê-la.

– O prazer é todo meu – disse Ruby e Corbin tomou sua mão para beijá-la.

– Me disseram que havia muitas princesas neste reino, mas não me disseram o quanto elas eram lindas. Permitam que me apresente, sou o Capitão Corbin, a seu dispor.

– Sou a Princesa Emily e esta é minha irmã Helena.

Helena mal conseguia falar, tão encantada estava por Corbin. O Capitão beijou a mão de Emily e depois a de Helena, que quase desmaiou pela emoção. Depois Mary Margaret se apresentou e Corbin também lhe beijou a mão.

– É um prazer conhecê-las, senhoritas – ele disse – Será que vocês gostariam de ver meu navio?

– Ah eu adoraria! – Helena subitamente encontrou a voz. As outras recusaram o convite para que Helena ficasse sozinha com o Capitão.

– Ah talvez uma outra hora, Capitão – disse Mary – Nós temos que colocar a conversa em dia, sabe...

Corbin se afastou com Helena e Emily subitamente entristeceu por não conseguir encontrar um bom partido.

– Ela vai ficar insuportável depois, vocês vão ver – disse referindo-se a Helena – Helena sempre arruma os melhores partidos e eu já estou ficando para titia.

– Não se preocupe, Emily. Vamos encontrar alguém para você. – Ruby tranqüilizou e as três começaram a caminhar no meio das pessoas.

Mary estava distante e Ruby sabia que havia algo de errado. Emily se afastou para pegar uma bebida e Ruby aproveitou para falar com Branca.

– Você está bem?

– Melhor impossível.

– Não, tem algo errado. É o James, não é?

– Por que todo mundo pergunta sobre esse tal de James? – Mary irritou-se – Já disse que não o conheço. E se conheci, foi melhor ter esquecido.

– Como é que é? O que está dizendo?

Os anões vieram falar com Branca e Ruby aproveitou para perguntar a um deles por que a irmã estava tão estranha.

– Ela tomou uma poção de esquecimento – disse o anão que se chamava Atchim e vivia espirrando – Estava muito triste por causa do Príncipe James então Rumplestiltskin deu a ela uma poção para que se esquecesse dele. Depois que ela tomou a poção ficou tão estranha... Não é a mesma Branca que conhecíamos.

Ruby preocupou-se e o anão disse que eles iam dar um jeito de fazer Branca voltar a ser como era antes. A princesa procurou por Killian, mas não o encontrou. Havia tanta gente que ela nem teve tempo de cumprimentar todo mundo. Anita, Vovó e Juliet conversavam sob a sombra de uma árvore e Ruby se encaminhou para lá.

– Olá, querida. – Anita a puxou para um abraço – Ainda me recuso a acreditar que você vai embora depois que a festa acabar. Às vezes ainda te vejo como uma garotinha.

– Vocês falam como se nunca mais fossem me ver. Killian e eu sempre iremos visitá-las.

– Ah é bom mesmo – disse Vovó – Não esqueça que posso morrer antes de conhecer seus filhos, então certifique-se de me visitar enquanto ainda estou viva.

– Mamãe, pare com isso – Anita ralhou – A senhora ainda é nova para morrer.

– Ah mas nunca se sabe, não é?

Alguns parentes de Anita estavam por perto e algumas garotas vieram falar com Ruby.

– Oi, Ruby! Como está linda! – Juliana(3), sobrinha de Vovó, veio cumprimentar Ruby – Escuta, quem é aquele rapaz? Ele parece tão solitário.

Juliana estava olhando na direção de Jack. O pobre irmão de Killian estava muito quieto a um canto. Os marujos conversavam, mas ele nem parecia estar prestando atenção.

– É o Jack, irmão do Killian. Por que está tão interessada? – Ruby sorriu.

– Ah por nada... ele é bem bonito, não é?

– Ah pelo amor das fadas! – Vovó exclamou – Será que todas as moças dessa família vão se deixar corromper por piratas?

– Credo, tia, não posso achar um homem bonito? Além disso, já estou passando da idade de me casar.

– Ora você só tem vinte e três anos, é bonita e inteligente – Vovó retrucou – Com certeza arruma partido melhor.

– Vovó! – Ruby indignou-se por que achava que Jack era um bom partido.

– Ah desculpe, querida, sei que é seu cunhado, mas só estou dizendo a verdade.

– Jack é um bom homem. Venha, Juliana, vou apresentar você a ele.

Jack engatou um papo com Juliana e nem prestou mais atenção ao que estava acontecendo a sua volta. Helena e Corbin sumiram na praia e Ruby podia jurar que vira os dois se agarrando. Até Emily encontrara um bom partido, um dos nobres que Ruby convidara, e passou o resto da festa conversando com o homem.

– Onde esteve? –Killian encontrou Ruby – Te procurei em todo lugar.

– Estive conversando com minhas primas, para matar a saudade.

– Sabe, amor, agora que já cumprimentamos todo mundo bem que podíamos dar uma escapada. – ele sorriu maroto.

– Killian! Não podemos sair, seria indelicado.

– Ah você é sempre tão certinha – ele a puxou para um beijo.

– Detesto interromper o momento romântico do casal, mas é hora de partir o bolo – Ellanor apareceu do nada assustando Killian e Ruby.

– E depois disso podemos ir embora? – perguntou o Capitão.

– Suponho que sim. Eu mesma já estou cansada dessa festa. Mal me agüento em pé.

De fato, a festa durara a tarde toda. O sol já estava se pondo e muitas pessoas se despediram dizendo que deviam ir embora. Todos se reuniram em volta de uma das mesas. Havia bolos enormes e maravilhosos. Cada casal partiu um pedaço de um bolo e todos brindaram em homenagem a eles.

– Aos noivos! – bradaram enquanto os casais se beijavam apaixonadamente.

Killian já estava impaciente. Mas por fim os convidados se cansaram e resolveram que era hora de ir. Aí vieram as despedidas e demorou mais vinte minutos até que Ruby se despedisse de todos os parentes.

– Killian, meu amigo, os bons ventos me chamam – o descarado Jack Sparrow veio se despedir e eles trocaram um rápido abraço – Hora de ir. Espero vê-lo de novo algum dia, se sobreviver à ira de sua esposa, é claro.

– Até algum dia, Sparrow. E chute a bunda do Davy Jones por mim.

– Ele não tem uma bunda – Jack praticamente berrou enquanto caminhava até a praia – É um molusco... – e saiu andando daquele jeito meio requebrado.

– Maluco! – Killian riu sozinho.

– Killian, meu amigo, estava certo quando disse que era só questão de tempo até eu encontrar a mulher certa – Corbin veio todo feliz para o lado de Gancho – A Princesa Helena é simplesmente a mulher mais perfeita que já conheci.

Helena estava toda feliz, assim como Emily. Finalmente as duas haviam encontrado os homens perfeitos.

– Meninas, espero vocês quando me casar com o Capitão Corbin – Helena disse e Vovó não deixou de comentar:

– Eu não disse? Todas corrompidas por esses piratas. Ah onde é que esse mundo vai parar?

Finalmente Ruby e Killian se livraram de seus convidados. Ele a puxou para mais perto.

– Então, Senhora Jones, será que podemos ir?

– Depende, Senhor Jones. Para onde quer ir?

Ele não respondeu, apenas montou num dos cavalos e fez sinal para que Ruby subisse também. Eles cavalgaram de volta para o castelo e o Capitão se certificou de que não seriam incomodados enquanto estivessem no navio. Uma vez na cabine, Killian trancou a porta e sorriu maroto:

– Enfim, sós...

(1) Créditos a Helena

(2) Créditos a millygg

(3) Créditos a Juliana Veloso

Notas finais
Storybrooke amanheceu ensolarada como sempre naquela manhã de 24 de outubro. Eram pouco mais de seis da manhã e os raios de sol já adentravam pelas janelas das casas, convidando as pessoas a despertarem para mais um dia. O despertador de Killian Jones tocou às 07:15. Ele abriu os olhos, praguejando, e desligou o maldito barulho que reverberava pelo quarto. Piscou, suspirou e se livrou das cobertas, levantando-se. Fez seu caminho até o banheiro e tomou um rápido banho frio, reclamando por ter que ir trabalhar. “Um dia eu ainda vou arrumar coisa melhor”, ele disse a si mesmo enquanto se enrolava em uma toalha “Vou ter meu barco e vou sair por aí em busca de aventuras”.