Como Irritar Um Capitão Pirata

16 Capítulo 12 - Faça ciúmes no Capitão


Notas iniciais
Oi gente! Voltei rsrs dessa vez não demorei tanto né? Bom, tenho que agradecer os comentários do último capítulo, fico muito feliz quando vocês me apoiam. Também quero agradecer a recomendação que a Mrs Marchen deixou aqui. Obrigada, flor, fiquei muito feliz, muito mesmo, quando li. É por isso que eu amo vocês rsrs Mas agora fico me perguntando, quando a fic acabar, o que vai ser de vocês? rsrsrs bom, depois pensamos nisso né. É claro que eu ainda vou escrever muitas fanfics com o Hook :)
Gente, to até com vergonha de falar o quanto eu fui mal no Enem... de 180 questões eu só acertei 78 e acho que minha redação ficou péssima. Muitas pessoas me disseram que eu iria bem na redação, já que escrevo bem e tals, mas a burra aqui deixou a redação por último e quem disse que deu tempo de pensar? No fim eu não gostei do que escrevi e acho que não vou tirar uma nota muito boa, mas fazer o que né? Ano que vem farei o Enem de novo, caso não conseguir entrar em nenhuma faculdade. Mas gente, olhando pelo lado bom, eu até que fui bem em português e inglês, e já me convenci de que se você é bom com palavras vai ser péssimo com números rsrsrs Eu consegui errar até a questão do Nanokid ¬¬ logo se vê que eu nasci pra escrever e pronto...
E esse episódio sobre o Hook? :) Ai gente, eu amei rsrs pra mim foi o melhor episódio até hoje kkk Eu fiquei com muita dó do Killian, só assim a gente entende o por quê de ele ter andado fazendo coisas erradas, é porque ele já sofreu e perdeu pessoas que amava. Ah, também tenho que comentar o quanto ele estava sexy nesse episódio rsrsr Fiquei gritando igual uma louca kkkk Achei tão legal o fato de ele ter salvado o Charming, é claro, ele só fez isso pela Emma, mas eu achei muito nobre da parte dele.
Enfim. Espero que gostem desse capítulo, eu fiz o melhor que pude. Logo tem mais :)

Capítulo 12 – Faça ciúmes no Capitão

Ruby passou o resto do dia pensando em tudo o que Killian lhe contara. Ela não fazia ideia de que ele tinha um passado tão doloroso. O Capitão e Will não estavam conversando, até evitam se olhar, e foi assim que Willian acabou indo falar com Ruby.

– E então, o que foi que ele contou a você? – perguntou quando a encontrou na cozinha.

– Ele me contou sobre vocês e sua mãe – ela o encarou – Sabe, ele teria voltado por você...

– É o que ele diz, mas todo mundo sabe que Killian só pensa nele mesmo. Meu próprio pai não sentiu remorso por me abandonar...

Ela não soube o que dizer, então apenas voltou ao que estava fazendo. Hoje o cozinheiro lhe dera a tarefa de preparar camarões, o Capitão gostava, então John simplesmente disse a Ruby que caprichasse.

– Como conseguiu ficar tanto tempo sozinho? – ela perguntou depois de um tempo

– Eu precisei dar um jeito – ele disse bebericando rum – Não foi fácil, mas acho que tive sorte... – Will não tinha certeza se Ruby queria mesmo ouvir essa história, então não continuou. Ela, porém, o olhou incentivando-o a continuar. – Fiquei um tempo morando em nossa antiga casa. Foi quando precisei colocar em prática o que meu irmão me ensinou... roubar. É claro que Killian era bem mais esperto e nunca foi pego. Um dia fui roubar frutas na feira e acabei sendo visto, então tive que fugir antes que me botassem na cadeia. — ele tomou mais um gole de rum – Andei o mais que eu pude até chegar àquela aldeia. Eu dormia na rua e um dia o ferreiro me encontrou e me levou pra morar com ele.

– E assim você acabou aprendendo o ofício...

– É. Eu tive muita sorte, e aquele ferreiro foi o mais próximo que eu tive de um pai durante todos esses anos.

– E por que veio pra cá se odeia tanto os piratas? – ela se arriscou a perguntar. Will ficou calado por uns minutos, depois suspirou e respondeu:

– Bom, eu meio que arranjei uns problemas... – ele disse hesitante demonstrando que não queria falar sobre aquilo e Ruby foi compreensiva.

– Tudo bem, não precisa me contar – ela disse sorrindo e Will também sorriu.

– Olha só, eu nem perguntei se você precisa de ajuda – ele apontou para os camarões que ela limpava. Com o passar do tempo, Ruby foi aprendendo a fazer as coisas sem causar um furacão por onde passava e o Capitão pareceu gostar disso porque a incentivou a ajudar o Cozinheiro.

– Ah não precisa, já estou acabando. Então, o que está achando sobre a vida de pirata? Não é tão ruim quanto parece.

– Ainda não tenho uma opinião formada – ele disse – É meu primeiro dia aqui e já discuti com meu irmão, então não acho que vou conseguir me adaptar...

– Consegue sim. Quando eu cheguei aqui não sabia nada além de regras e etiquetas, e olhe agora... sou criada-de-bordo do Capitão.

Eles riram e o Cozinheiro apareceu trazendo uma galinha morta. Ruby fez cara de indignação ao ver a pobre criatura ser depenada e Will riu quando ela começou seu discurso em prol dos animais.

– Ela é sempre assim é? – o rapaz perguntou ao Cozinheiro.

– Você não viu nem a metade, rapaz – John respondeu rindo – Ela consegue ser muito irritante quando quer.

Ruby riu e abriu a boca para responder, mas acabou cortando o dedo num movimento brusco que fez com a faca afiada.

– Ai! – exclamou e tentou conter o filete de sangue que escorria por sua mão. Will correu a examinar o ferimento e ela ficou constrangida com a proximidade dos dois. – Está tudo bem...

– John, eu queria saber se você já... – o Capitão parou na porta ao ver Willian segurando a mão de Ruby. Ele pareceu aturdido por uns segundos, até perceber que ela tinha se cortado – Você se machucou? – ele foi em direção a ela, empurrando Will para o lado e tomando a mão da moça.

– Foi só um cortezinho, eu estou bem.

– Vá para a cabine, eu vou cuidar disso – disse com firmeza.

– Não precisa, Capitão...

– Vá! – disse autoritário e ela saiu. O Capitão parecia bravo e ela não entendia por quê.

Minutos depois o Capitão apareceu na cabine e era facilmente perceptível que algo o irritava. Ele cuidou do ferimento de Ruby, limpando o corte e enrolando um pedaço de pano em sua mão.

– Hum, obrigada...

– Agora vá descansar – ele ordenou.

– Já disse que estou bem, Capitão.

– Não, não está. Você está pálida – ele colocou a mão na testa de Ruby e ela estava mais do que confusa com o comportamento do Capitão – Parece que não está se alimentando direito. Vá dormir um pouco – ele a empurrou para sua cama e saiu andando em direção a porta.

– Mas Capitão...

E Killian saiu trancando a porta.

***

Horas depois, quando Ruby já estava entediada e irritada por Killian ter deixado ela ali, o Capitão voltou trazendo um prato de comida. Ela levantou uma sobrancelha pra ele e Killian riu.

– Que foi? É galinha assada e camarão – disse empurrando o prato para ela.

– Eu sei muito bem porque me trancou aqui – ela disse tranquilamente, se sentando à mesa para comer.

– Porque você parece estar com fraqueza e não quero ninguém doente por aqui.

– Não. Porque quer me manter longe do seu irmão – o efeito que essa afirmação teve foi melhor do que ela esperava. Killian subitamente empalideceu e gaguejou um pouco ao falar.

– É claro que não. Por que eu faria isso?

– Ciúmes, Gancho? Eu não esperava isso de você – ela riu debochada.

– Ei, quem disse que estou com ciúmes?

– Você disse. Está estampado na sua cara.

– Ora, mas... – ele não soube o que dizer e Ruby tentou não rir. – Trate de comer tudo e depois me encontre no convés. Tem algo que eu quero te mostrar.

Killian saiu e Ruby ficou pensando que ele era mesmo uma figura. É claro que nunca iria assumir o quanto estava irritado com a aproximação de Will e Ruby, mas faria de tudo para impedir que passassem muito tempo juntos.

Ela terminou de comer e subiu ao convés, imaginando o que o Capitão tinha de tão importante para lhe mostrar. Passava das quatro da tarde e eles tinham navegado por muito tempo sem parar. Ela não fazia ideia de onde estavam, ou quanto tempo faltava para chegar ao tal portal que levava à Terra do Nunca. Os marujos faziam suas tarefas de sempre e Killian observava alguma coisa com sua luneta, enquanto Smee segurava o leme.

– Olá princesa – o senhor gordinho cumprimentou quando ela apareceu – Parece que vamos passar por paisagens interessantes nessa parte da viagem – ele piscou para ela e o Capitão veio em direção à moça.

– Veja por si mesma – ele disse lhe entregando sua luneta. Ao longe ela viu uma porção de rochedos que emitiam um brilho dourado sob o sol. Havia pássaros voando por cima deles, mas àquela distância não era possível distinguir que pássaros eram. – Esta é a parte interessante da viagem. O resto vai ser desafiador, então sugiro que esteja preparada.

– O que quer dizer com desafiador? – ela perguntou preocupada.

– Quero dizer que há coisas ruins vindo por aí: sereias, monstros marinhos, talvez até ataques de outros piratas...

– Certo. Devo me preocupar?

– Não, a não ser que tenha medo dessas coisas — ele riu e Ruby fez cara de indignação. Ele parecia não ter medo dessas coisas, o que significava que ela também não devia ter.

– Ei, para onde estamos indo, afinal? – Will veio até eles, andando despreocupadamente, com as mãos enfiadas nos bolsos e assoviando. Killian fez cara de desprezo.

– Terra do Nunca – respondeu com indiferença e Will se surpreendeu.

– Então esse lugar existe mesmo? Eu me pergunto o que é que você vai fazer lá...

– Isso é um assunto meu e da senhorita Ruby – Killian rebateu, novamente observando algo com a luneta. Willian ficou aborrecido, no entanto, não disse nada. Ele limitou-se a apenas se apoiar na beirada do navio e olhar para baixo. – A propósito, Princesa, você sabe nadar?

– Bem... não, eu nunca aprendi a nadar.

– Hum, não é uma coisa boa.

– Que foi? Acha que eu corro risco de me afogar? – ela disse meio rindo e o Capitão olhou para ela muito sério.

– Acho – ele disse de um jeito que a assustou.

– Certo. Quer dizer que vamos pra um lugar perigoso e eu não sei nadar... é, isso é muito agradável – ela disse revirando os olhos e Gancho riu.

– Não se preocupe. – ele disse e piscou para ela.

Conforme eles se aproximavam dos rochedos, era possível ver os tipos de vida animal por ali. Havia gaivotas e aves bem grandes que Ruby não conhecia. Ela perguntou ao Capitão e ele disse que eram harpias.

– Temos que tomar cuidado com estas, quando se sentem ameaçadas elas atacam. – disse enquanto substituía Smee no leme.

– Esses bichos dariam um bom churrasco – Smee falou passando a língua nos lábios e Ruby olhou feio para ele.

– Que lugar é esse, Capitão? – a Princesa perguntou.

– Eles chamam de A Travessia. Depois disso vem a parte ruim...

– Travessia para a morte, não? – Will falou de onde estava – Espero que não coloque nenhum de nós em risco...

– Você sabia dos riscos quando resolveu entrar para a tripulação – o Capitão falou, enquanto tentava não gritar com o irmão.

– Sim, eu sabia. Só estou dizendo que é melhor nenhum de nós morrer...

– Ninguém vai morrer. O lugar para onde estamos indo é perigoso, no entanto, eu já estive lá duas vezes.

Will não disse nada e Killian também se calou. Agora eles estavam perto o suficiente para ver que havia vários tipos de vegetação crescendo pelos rochedos: um tipo de musgo, plantas medicinais, florzinhas azuis e brancas e uma espécie de alga que só se encontrava ali.

– Ei, Capitão, não devíamos apanhar um bocado dessas plantas? Podem servir caso alguém fique doente – Smee sugeriu e o Capitão logo concordou. Eles pararam entre dois rochedos escarpados e desceram um bote, de modo que o Capitão, Ruby, Smee e Willian tivessem acesso aos rochedos.

– Peguem um pouco dessas algas, são comestíveis. – o Capitão ordenou e os outros começaram a arrancar as algas que cresciam na base do rochedo.

– Desde quando você se tornou conhecedor de plantas? – Will perguntou ao irmão e ele deu de ombros.

– Ora, posso ser um pirata, mas não significa que não estudo...

Ruby riu da cara de indignação de Killian. Agora eles se preparavam para escalar o rochedo. A pedra era muito escorregadia e a tarefa ficou para Smee e Willian, já que o Capitão não conseguia escalar com uma mão só e Ruby não tinha habilidades de escalada.

– Certo, agora tomem cuidado – disse o Capitão quando Smee e Will conseguiram subir na base do rochedo. Em poucos minutos eles alcançaram o topo da rocha e começaram a apanhar o máximo de plantas que conseguiram. As gaivotas e harpias sobrevoavam sobre eles, mas não atacavam.

– Então quer dizer que você gosta de botânica? – Ruby sorriu – Essa é nova para mim.

Gancho riu.

– Não sou exatamente um botânico, mas tenho experiência suficiente para conhecer diversos tipos de planta. Minha mãe costumava fazer jardins. Ela gostava do contato com a terra. Eu meio que me interesso por essas coisas também.

Willian veio descendo pelo rochedo de modo desajeitado. Descer era mais difícil do que subir, e eles não levaram cordas para auxiliá-los. A pedra era muito lisa e eles não tinham muitos apoios para mãos e pés. Ruby gritou quando Will escorregou e ficou pendurado, segurando-se apenas com uma mão.

– O que está esperando? Vai ajudar ele – ela guinchou para o Capitão, que pareceu não se importar nem um pouco com o irmão.

– Quer que eu o ajude com uma mão só? – Killian retrucou irritado e Smee olhou para baixo, tentando ver o que estava acontecendo.

– Eu estou bem, não se preocupem – Will se segurou como pode e veio descendo devagar. Quando ele voltou ao bote, Ruby e Killian viram que ele estava com um horrível corte no braço.

– Você se cortou! – Ruby exclamou desesperada ao ver a quantidade de sangue que escorria pelo braço de Will.

– Está tudo bem – o rapaz disse tranqüilizando-a. Smee desceu e os marujos puxaram o bote para cima.

– Venha, eu vou cuidar disso – Ruby chamou Will quando eles botaram os pés no convés.

– Eu estou bem, não se preocupe comigo.

– Faça o que ela diz – o Capitão falou – Parece que ela se preocupa com você.

A Princesa sorriu ao notar o tom de ciúmes na voz do Capitão. Ela e Will foram até a cabine, onde ela começou a limpar a ferida.

– Acho que vou ter que costurar isso... vai doer um pouquinho.

– Hum, ok... acho que eu agüento.

– Só tentem não sujar tudo de sangue – Killian adentrou a cabine e foi sentar-se à mesa. Ruby sabia que ele tinha mais o que fazer, mas decidiu ficar ali para vigiá-los.

“Droga, isso já está me irritando”, ela pensou quando o Capitão começou a olhar para ela pelo canto dos olhos. “Ele está com ciúmes? Então vai se sentir pior ainda...”

– Está doendo muito? – ela começou a costurar o corte e Will precisou se segurar para não chorar. – Coitadinho...

– Ai!

– Desculpe. Vai passar logo...

– Ainda bem que alguém aqui sabe costurar – Will comentou risonho. Ele e Ruby começaram a conversar, e a moça exagerou no tratamento que estava dando ao ferreiro. Ruby tratou Willian do mesmo modo que estava acostumada a tratar sua irmã e seus pais, ela demonstrou o quanto se preocupava com ele e isso deixou Killian com mais raiva do que ele estava antes.

– Pronto, querido. Agora não corre o risco de pegar uma infecção – ela cortou a linha e Will agradeceu a ela, dizendo que ela era muito gentil – Não foi nada.

E para surpresa tanto de Ruby quanto de Killian, Will beijou a bochecha da moça, deixando-a envergonhada.

– Muito obrigado mesmo – disse.

Killian se levantou e saiu da cabine batendo a porta com força.

– Sabe, eu acho que ele gosta muito de você. – Will comentou e Ruby teve que concordar.

É, parecia que ele gostava muito da Princesa...