Como Irmãos

8 Capítulo 8 - O mundo óbvio e injusto


Notas iniciais
Fiquei revoltada agora. Tinha postado esse capitulo hoje durante a aula de Fisica correndo o risco do meu professor mal amado ler e o capitulo nem salvou. Pois é. Minha sorte é que tinha feito esse capitulo há meses e no fim das contas ele estava salvo nas notas do celular. Só lembrei que tinha uma fic esses dias enquanto estava lendo uma hahahaha. A escola me deixa doida. Além disso fiquei vendo series e tal hahaha. Mas bora lá

—TODO MUNDO LEVANTANDO AÍ!-era Eric acordando o quarto 7 inteiro com um só berro

Isabele se sentou rápido na cama. Por algum motivo tinha acordado feliz e um tanto empolgada. Isso era bem raro de acontecer ainda mais numa segunda-feira. Desceu pelas escadas do beliche e deu bom dia para todos. Carol já reclamava que havia dormido pouco e que teria dificuldade em assistir as aulas. Enquanto se arrumava Isabele não evitou pensar que teria de se encontrar com uma série de pessoas que não queria encontrar. Primeiramente ela odiava Hugo e odiava o ver quase todos os dias durante suas aulas de Física. Segundo tinha que encontrar aquele protótipo de Chimbinha asiático muito mal-educado. Eles não estudavam na mesma sala, ele fazia parte do 1° Ano A,mas de qualquer jeito não seria fácil evitar o rapaz durante as aulas de Educação Física, Laboratório, Redação e afins. Por fim, ela teria de ver Pedro Michigan, o rapaz que roubara seu coração. Não só isso, ela descobrira que Pedro e Julia agora eram um casal. Justo Julia, a menina mais asquerosa de todas. Respirou fundo e decidiu que não deveria e não iria se importar com isso,mas toda sua animação matinal havia acabado.

Foi só colocar os pés na sala do 1°B que ela descobriu que estava tremendamente enganada. Ela ainda se importaria com Pedro. Olhou o rapaz abraçar forte Julia e se sentiu uma idiota. Luana deu um empurrão na garota.

—Ai, Isa, sai dessa! — reclamou Luana

—Sair de onde? Quer que eu troque de carteira? — tentou fazer graça

Luana só revirou os olhos. Nem conseguir ser engraçada Isabele conseguia. Riu de vergonha dela mesma.
Percebeu que estava ainda mais enganada quando teve aula com Hugo naquela manhã. Continuava ligando para a presença dele.O contato visual não era opcional, mesmo que ela enfiasse a cara nos livros, ele dava um jeito de estabelecer um intenso e irritante contato visual. Ele fazia questão de lançar aquelas indiretas que deixavam Isabele com ainda mais raiva. Ok, ela ainda se importava com Hugo.

O teste final seria se importar ou não com Enzo. Do jeito que as coisas andavam seria um tanto impossível não se importar com um cara que a expulsou de seu quarto. Na verdade, nem com muito esforço Isabele encontrou o rapaz. Ele simplesmente havia sumido. Ela nem tinha certeza se eles faziam parte da mesma turma de redação já que nunca tinha se atentado a ele, Isabele tinha descoberto a existência de Enzo naquela noite de sexta por acidente. Aproveitando que estava na aula de Redação com Carol, Isa não se importou em questionar onde estaria Enzo, sem pensar que sua amiga acharia um tanto suspeita a pergunta.

—HUMM ISABELE -maliciou Carolina- Quer saber do Enzo?

—Quero -respondeu Isabele com sinceridade, cortando a brincadeira de Carolina

—Bom, eu não sei... Ele é meio estranho. Você pode perguntar dele para o Kanashiro.

—Cano? O nome do cara é cano? -Isabele perguntou rindo

—Não. -disse Carol rindo- É KA-NA-SHI-RO. É um nome japonês que deriva de uma antiga dinastia que...

—Tá, entendi! -Isabele cortou Carol novamente- E quem é esse cara?

—Meu Deus, você está doida para saber do Enzo. Tem certeza que vocês não fizeram nada demais naquele quarto sexta?

—Claro que não, né Carolina? Ele é todo estranho. Eu só queria socializar e aquele chinês babaca me expulsou do quarto.

—Eu sou japonês. -disse uma voz um tanto grossa atrás de Isabele

Ela nem precisou se virar para saber que o próprio Enzo estava ouvindo a conversa. Sinceramente, como ela iria adivinhar que ele estava ouvindo tudo? Já era o segundo período da aula de redação, não era de se esperar que ele aparecesse. Mesmo assim ela se virou calmamente e sorriu na esperança de que ele ainda a achasse simpática. Quando se virou percebeu que ele nem estava mais ali, estava sentado no fundo da sala mexendo em seu celular de capa amarela

—Carolina, vou te matar! -Isabele se segurou para não agredir a baixinha- Custava me avisar que o Chimbinha tava vindo?

—Ah, claro, ele iria perceber que eu estava falando dele. Sabia que meus pais são amigos dos pais dele? Já pensou se meus pais sabem que chamo o Enzo de Chimbinha? Me deixariam de castigo por praticar bullying.

Isabele se perguntou como os pais de Carolina a deixariam de castigo sendo que ela estudava em um internato. Antes que ela pensasse direito no assunto, a professora de redação entrou na sala de novo e deu início ao segundo e último período da aula. A professora nem deixou a sala de aula se acalmar e já foi logo passando um trabalho em grupo. Aparentemente as outras turmas de redação estavam adiantadas e aquele trabalho estava para lá de atrasado na turma de redação de Isabele. Ela planejava se juntar com Carol e algumas garotas simpáticas do quarto 1, mas o mundo nunca estava a seu favor. Por um sorteio ela caiu junto de mais 3 pessoas. Logicamente nenhuma dessas seriam amigas de Isabele e lá estaria ela abandonada no meio de estranhos. É, seu grupo contava com Adriano,um garoto extremamente inteligente de cabelos e olhos cor de mel que fazia parte do "grupo popular"; Julio, o filho de um dos coordenadores da instituição, um tanto preguiçoso, de postura desleixada; e por fim aquele membro do grupo que não poderia faltar. Vou dar um minuto para vocês acertarem quem caiu no grupo de Isabele...

...

...Pronto? Bom, para aqueles que disseram "Enzo", vocês estão errados. Os outros devem ter chutado nomes aleatórios, mas a verdade é que quem entrou no grupo foi Gustavo, um garoto estrangeiro de sotaque fofo e cabelos pretos. O problema foi que Gustavo nem ao menos estava na cidade e não fazia sentido ter ele no grupo. Então a professora olhou ao redor da sala e viu que Enzo havia aparecido para fazer o segundo período de sua aula.

—Enzo! -ela gritou em mistura de surpresa e raiva- Por que está aí escondido no fundo da sala? Quer ficar sem grupo?

O menino parou de escrever em seu caderno, levantando a cabeça e sorrindo sem jeito para a professora.

—Você por favor se junte ao grupo do Adriano já que o Gustavo faltou. -ordenou a professora

Enzo assentiu com a cabeça e andou sem pressa até o grupo onde Isabele estava. Puxou uma mesa com toda a calma do mundo e se sentou. Mexeu a cabeça em forma de saudação aos membros do grupo e permaneceu quieto.
Isabele nem ao menos prestou atenção na proposta da redação em grupo, ficou ali pensando se tinha como o mundo ser mais injusto com ela. Em poucos segundos descobriu que sim, tinha sim como ser mais injusto. Quando menos se deu conta ela estava em um grupo com 3 rapazes que não faziam nada. Adriano, embora inteligente, estava ali apenas para dormir. Julio o acompanhou nesta tarefa importantíssima de cochilar em aula. Logo sobravam apenas ela e Enzo. Ótimo. Ela olhou para o menino numa esperança de esquecer os eventos passados e fazer uma boa redação. O garoto deitava sua cabeça na mesa e rabiscava numa folha de caderno. Isabele ficou ali observando o enorme desenho que ele fazia de uma figura de olhos gigantes e cabelos negros. Ela não entendia muito do assunto,mas suspeitava se tratar de algum anime. Ela riu ao perceber que aquela figura parecia bastante com Enzo, tirando a parte de que aquele desenho parecia pelo menos um pouco simpático.

—Tá olhando o quê? -perguntou Enzo levantando a cabeça da mesa de repente

—EITA PORRA! -Isabele deu um pulo na cadeira, tentando em vão disfarçar o susto- Olhando?...Não estava olhando nada não.

Enzo revirou os olhos e guardou seu desenho dentro da bolsa carteiro preta. Encarou Isabele por algum tempo. Um longo tempo.

—Então -ela disse numa tentativa de cortar aquele clima bizarro- Sobre o que é essa redação mesmo?

—Cantiga. Uma cantiga de amor. -ele respondeu pausadamente

—Ah, que saco! -Isabele tentou um comentário para se aproximar de Enzo

—Isso é o que pessoas atrasadas pensam. Também pensa que a Idade Média foi inútil?

—Quê? -Isabele se assustou com a pergunta e o modo grosseiro do rapaz- Não, não, acho que todos os períodos são importantes, sem distinção entre eles. Sabe, todos fazem parte...

Antes que ela terminasse de se explicar, extremamente nervosa, ele pegou a folha pautada e começou a preenche-la com uma série de palavras. Parecia como resolver uma conta de 1+1. Enzo tinha um dom estranho com as palavras. O que os outros grupos levaram uma hora para fazer ele fez em minutos. Uma cantiga perfeita. Isabele ficou al iencarando aquele texto, aquele menino, aquele cabelo e aquela arrogância que tanto a irritavam.Ela encarou a redação enquanto ele terminava os últimos versos. Ali no cabeçalho ela percebeu que ele tinha escrito seu nome errado. No campo de integrantes de grupo ela avistou "Isabella, número 19". Cara, como assim? Primeiro que seu nome tinha apenas um L e segundo que era Isabele, com um enorme E. Preferiu não comentar nada para não piorar a situação. Entregaram a redação e ainda tinham mais de meia hora ali. Isabele sabia que não devia,mas resolveu puxar assunto.

—Então, Enzo -começou ela- aquele desenho que estava fazendo era sobre um anime, né?

Ele assentiu com a cabeça, olhando para o outro lado da sala.

—Ah, eu adoro anime! -mentiu- Qual é esse?

—Você adora anime? -riu sarcástico- Deu para ver.

Ela respirou fundo. Será que era pedir demais para esse cara ser simpático?

—Bom, você fala japonês? -ela perguntou

—Eu sou chinês, não sou? Um chinês babaca. Não falamos japonês na China.

Isabele desistiu de falar com ele naquele dia. Sim, essa foi a aula mais longa que já tinha passado no internato.

Notas finais
Juro mesmo que vai sair coisa com mais rapidez aqui,mas como ja disse minha memoria é horrivel e nem lembrava dessa fic. Além de uns rolos com a menina inspiração da fanfic. Enfim, gostaram? :)
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.