Notas iniciais
Boa leitura!

História, é um conjunto de lembranças, vivências, e expectativas. E se espera de uma história, o mesmo que se espera do tempo. (O que?!)

A noção humana de temporalidade, nos cerca e movimenta de tal maneira; que objetiva, a humanidade, em resistir a ela. Mas não se resiste a uma história, nem ao tempo; pois mal sabe a humanidade, que ela surge de uma dramaturgia inacabada, política, e laboratório de um literato Universal (não Deus, esse não). Logo, tempo é história, e humanidade, a materialização de um conto.

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De todas as minhas dúvidas, teria uma a menos, se tivesse me dito “Adeus”, ou “Até Mais”. Por que “Até Mais”, diz que nos veremos novamente, por aqui, na Terra. “Adeus” também; é um “nos veremos”, só que lá na morte, ou depois dela – Lá com Deus. Porém, não se despediu de mim. Como vou saber se vou te ver de novo?! Quer dizer, ver eu vou, mas “Até Mais”, ou “Adeus”?

Preste atenção em mim!

Estivemos juntos. Completos. Então, começamos a aprender coisas, coisas que me irritavam, que me reprimiam, e você nem ligava! Você me traiu! Toda a história que construiríamos juntos – Uma merda pisada!

Eu fui dormir no escuro, e meu calabouço brilhava quando seu corpo desejava outro, mordia os lábios, masturbava o sexo, enquanto pensava em tudo aquilo que foi ensinado a negar. Mas então, aquelas coisas que você aprendeu, vinham julgar teu prazer libidinoso, o chamando “Insanidade”. E eu lá sou insano?

Teu mundo me dotou de chifres em troca de sua auréola, sendo que no puro sentido das coisas, não era bem assim. Daquela cela escura, você era minha marionete tola, acreditando se mover sozinha. Na sua voz havia o meu sussurro. O meu sussurro.

Você me desculpa?

Faltou-me a força necessária, para que sozinho, pudesse lutar contra a moral falsificada, um exército de entorpecentes éticos que te aliciavam à ordem hierárquica do mundo.

Então Eu Morri. E a minha morte equivaleu a perda da resistência, do partido de esquerda. Então, o Partido Carcerário Moralista se viu livre para acorrentar-lhe em seus valores, e te machucar em silêncio.

Você me desculpa?!

Mas, veja só! Seu Organismo, a tua essência que eu mesmo desconhecia, Sentiu falta de mim. Viu que logo, também seria afetada, e se defendeu. Foi quando foram fechadas as portas por onde o exército ditador entrava; e todos os soldados lá dentro, foram queimados junto ao castelo da Razão. Bem-vindo A Loucura!

“O que faz um leão desistir de atacar um veado? Saber que ele é rápido? Ele quem? Ou saber que virá outro, e tanto faz qual ou quando seja, comerá de qualquer forma?”

Eu renasci, das cinzas do teu castelo. E estou só. O Organismo foi egoísta! Sacrificou uma de suas células, em pró da própria estabilidade. O corpo vive, mas a alma está morta. O Organismo foi também, tolo, pois hoje se limita à paredes brancas, camas brancas, roupas brancas, mordaças brancas na boca, e ruídos de outros Organismos danificados. E assim se faz um louco, quando uma natureza, pura, se vê obrigada a se apropriar de um sistema que envenena uma de suas células, e então, quando luta contra o veneno – Se destrói.

Eu te perdoo.

Mas ainda sinto saudade de quando eramos completos. Quando eramos um feto. Quando brincávamos juntos, e conhecíamos o mundo... O Mundo. Quando eramos Um.

Eu te perdoo, mas não o Mundo que nos separou.

Ass.:Você

Notas finais
Obrigado pela leitura! Se possível, deixe uma critica.
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!