Como Eu Quero
7 Vamos pra L.A?
Bruno saiu da sala e eu fiquei sem reação nenhuma, até Ari chegar e bater de leve no meu ombro.
-Ei, Sary, você tá bem? Acorda aí, os meninos já estão tocando, vamos trabalhar?
-Vamos sim.
Três horas depois eu já estava morrendo de fome e o pedido de Bruno não saiu da minha cabeça, quando escuto a porta abrir e o mundo de homens entrarem na sala, todos rindo e com fome como eu.
-Tá tudo ótimo, adorei meninos. Só que eu to com fome! (falei)
- Só pra variar né Saryelle, nunca vi ter tanta fome você é magra de ruim. (disse rindo Jamareo)
-Valeu pelo apoio cara.
-Então, quem vai pedir hoje? (Bruno disse se sentando perto de mim)
-Pedir? Credo, não sei vocês mais eu vou comer em algum restaurante, to com fome de comida de verdade, não de besteira. Tô em fase de crescimento. (falei me levantando da cadeira e rindo).
-É sei o que esta em fase de crescimento em você, gatinha. (Ryan fala olhando para a bunda minha bunda)
-Ei cara, respeita a moça, larga de ser idiota, mamo! (os meninos falaram)
-Na boa Ryan você consegui pegar alguém na balada com essas cantadas furadas? Idiota. (encarei o Ryan e ele fica em silêncio), Eu vou nessa, bom show pra vocês meninos. (complementei e saiu).
-Vacilão! (Bruno levanta e sai atrás dela).
No Corredor
Bruno vem a passos largos pelo corredor e chama por mim.
-Saryelle, me espera. Aonde você vai? Lembra que eu pedi que me esperasse?
- Oi Bruno desculpa. E que me dá muita raiva dessas brincadeiras sem graça que o Ryan faz, eu não gosto disso, não sou uma vadia, será que não deu para notar? (falei com raiva e respirei fundo enquanto chama o elevador).
-E então me responda. Aonde você vai?
-Bruno, é hora do almoço to azul de fome, vai me acompanhar?
-Claro! Preciso falar com você, é importante. (falou sério)
O elevador chegou e partimos em silêncio até o restaurante.
**
No restaurante
O garçom chegou nos deu o cardápio e anotou os pedidos.
-Ai, chega que silêncio é esse? Parece que morreu alguém! Credo. (me pronunciei e ri). Então Bruno, enquanto o garçom não trás os nossos pedidos, o que você quer falar comigo? É algo sobre a produção?
-Não, é sobre o beijo... Nós dois! (coçou os cachos).
-É... Olha Bruno...
-Me deixa falar, depois você diz o que pensa tá bom? Olha, eu adorei o beijo e faria de novo. O ponto é que quero que você venha conosco para L.A. e que seja parte da equipe... Você é linda... Seu sorriso é... (pegou nas mãos minhas mãos).
-Calma. Você quer que eu vá pra L.A.? Gostei da ideia. Mais é pelo meu trabalho (de um dia) ou por outra coisa? (disse desenlaça rapidamente minhas mãos das de Bruno e ele olha sem argumentos). Responda!
-Pelas duas coisas, não vou mentir. Você vai conosco?
-É um ultimato? (sorri tentando descontrair. Olhei pra ele e vi que estava sério). Posso pensar no assunto pelo menos? É tudo muito novo pra mim, e esta acontecendo tudo rápido demais.
-Claro. (falou mais calmo)
Nossos pedidos chegaram (AMÉM), comemos e rimos ele atendeu algumas fãs que apareciam, eu achava tão bonito ele parava tudo e falava com todos com toda atenção do mundo.
-Vou pagar a conta. (já estava pegando a bolsa)
-Nada disso (interrompe chamando o garçom) eu pago faço questão.
- Tá bom, já que faz tanta questão. (disse abrindo os olhos).
-Conta paga, vamos?
-sim
Levantei e já estava pegando o caminho oposto o dele.
-Ei, ei, ei, pra onde você vai com essa pressa toda moça?
-Eu to indo pra casa, moço (riu).
-Não vai voltar comigo? Vem para o show pelo menos?
-Não para as duas perguntas. Já tá tudo pronto e o Ari vai dar conta do serviço, além do mais o Ryan me contratou para os outros shows, vou viajar com vocês.
-Poxa (falou desapontado), então tá. Eu posso te ligar?
-Pode, sem problema. Você é o chefe, esqueceu, (sorriu pra ele).
- Sou o chefe é... Gostei disso. (falou pegando minha pela cintura e chegando perto do meu corpo).
Tentei me desvencilhar, porém ele me segurou com força e deu um sorriso tímido (uhum... sei).
-Você não vai me beijar aqui na rua, né?
-Porque não?
E o beijo aconteceu, bem ali perto do restaurante. Era uma rua calma. Foi um beijo agora sem tanto susto, mais tranquilo, lento, mais causou as mesmas sensações do primeiro, minhas mãos agora exploraram os braços de Bruno, que por sua vez passeava entre a cintura, costas e pescoço, quando eu percebi já estava encostada na parede e o beijo calmo passou rapidamente em um beijo ardente e malicioso. Com a respiração um pouco descompassada falei.
-Bruno pare, Não, eu tenho que ir. Pare.
-Não peça isso. (continuou beijando meu pescoço) você quer... Eu quero...
-Não, me solta vai. Não to fazendo de difícil. Isso é errado. (afastei-me dele)
- Olha... Tá bom vai pra casa, eu te ligo, depois. Pensa na proposta que eu te fiz (falou um pouco irritado)
-Tá!
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