Como Eu Quero
24 Hora da viajem, hora da despedida.
Notas iniciais
kiss 4u
Sary on
Fechei a porta do quarto e fui arrumar minhas coisas, estava quase tudo pronto agora eu precisava ligar pra minha mãe e para minha amiga de guerra, a Jú. Prioridade, Dona Silvia.
-Mãe? Tudo bem?
-Oi filha como você esta? Aqui ta tudo bem.
-Mãe eu embarco daqui a pouco pra L.A. e liguei pra te dar thau!
-Era pra você esta aqui pra se despedir direito de mim. Mais sei que é importante para sua carreira, vai com Deus Sarynha e não se esquece de ligar sempre pra mim e COMER direito, não porcaria.
-Tá mami, cadê o pai?
-Saiu com o irmão.
-Nunca consigo falar com ele, quando ele estiver em casa pode ser a hora que for liga pra mim sinto falta dele. (falei triste)
-Tá meu anjo eu ligo.
Senti a voz da minha mãe estranha.
-Calma mãe, eu vou pra L.A não pra guerra. (rimos)
-Sei querida, vai cuidar da sua vida e presta atenção...
-AONDE PISA. (falamos juntas e rimos)
Minha mãe era séria e carrancuda, mais como toda mãe era cuidadosa comigo e sempre me protegeu, meus pais eram como todos os pais do mundo cuidavam de mim, me davam broncas... Mais mesmo assim eu os amava, eles eram minha fortaleza.
-Beijo mami
-Beijo meu anjo.
Desliguei o telefone e disquei o numero da Jú.
-Alo! Jú?
-Suaaaaa cabritaaaa, você vai embora e nem pra avisar, que amiga você né? Também te amo.
-Oi Jú tudo bem? Como vão as coisas? Liguei pra te dar thau, não pra levar bronca. (ri)
-Sabe que to tirando onda. To morrendo de saudades vai mesmo pra L.A?
-Como você ficou sabendo?
-Sua mãe ligou pra contar, ta atrasada hein? (rimos)
-Poxa que povo chato, não deixa nem eu falar... Bem embarco daqui a pouco.
-Me diz uma coisa é com o lindo do Bruno Mars mesmo que você ta trabalhando? Ele é gato mesmo? Como ele é? Conta ser humano. (falou de uma vez)
-Calma se você calar a matraca e me deixar falar te falo TUDOOOO, que aconteceu. (ri alto)
-TUDO? Como assim tudo.
Contei pra ela o que aconteceu entre Bruno e eu. Só ouvia ela gritar e suspirar ao telefone.
-E agora como fica? (ela perguntou com a voz mais calma)
-Não faço a mínima ideia, ele é tão carinho Jú, nunca pensei que homem como ele existisse.
Ouvi um barulho de algo quebrando no fundo da ligação e logo em seguida Jú gritando.
-Aii meu Deus, Daniel meu filho você quebrou outro jarro, assim não tem planta que aguente.
Daniel era o filho de 4 anos dela e Carlos. Tenho orgulho de falar que sou madrinha de casamento deles porque eu fui o cupido do casal. Adorava estar com eles, são divertidos e loucos, às vezes eu tinha a impressão de Daniel era o mais ajuizado da família.
-Jú! Deixa-me falar com o Dani, ele ta quebrando tudo pra variar? (falei animada)
-Isso, ele já quebrou três vasos esse mês, Sarynha meu filho é um pequeno terrorista. (rimos)
-Não fala assim com ele vai, isso é fase logo ele cresce e para de tocar o terror. (rimos alto), passa pra ele.
-Ta bom advogada, to perdida com vocês dois. Dani tia Sary no fone, ela quer falar com você.
-Alooo! Tia Sary.
-Oiii meu gatinhoo, como você vai ai quebrando tudo? To morrendo de saudades de você.
-Eu to bem tia, eu ainda não quebrei tudo a mamãe fica me olhando... Também to com saudades, quando volta? Tenho chocolate, papai comprou pra mim.
-Ai é covardia dizer que tem chocolate, eu liguei fofo pra dar thau, tia vai viajar e queria te mandar um beijo.
Eu o ouvi chorando baixinho e fiquei com dó (que dó... que dó...), o tinha como filho, eu e Jú passamos por tudo que duas amigas poderiam passar e meu relacionamento com Dani fazia parte disso... Se ele estivesse comigo teria a mesma idade do Dani agora. (pensei).
Não chora coração a tia vai ligar pra você sempre ta bom, eu te amo você sabe disso, não sabe?
-Sei tia (falou entre soluços)
-Passa pra sua mãe coração um beijo bem grande, bochechudo.
-Te amo tia Sary, beiju! (esse “te amo” me desmontou)
-Você é cruel, esta fazendo meu filho chorar Sary. (falou rindo um pouco)
-Desculpe não foi minha intenção. (tentei esconder que também estava chorando)
-Tá chorando Saryelle? Ownn que fofo... Dani tia Sary ta chorando aqui. (ela riu)
-Deixa de ser chata, sua insensível. (rimos)
Ouvi batidas na porta e perguntei quem era o Ryan respondeu, saco. Bruno tinha razão Ryan é estraga festa. Gritei que já estava indo.
-Jú minha doida querida do meu coração tenho que desligar, já estão me chamando, tenho que ir.
-Tá querida se cuida e qualquer coisa e a qualquer hora pode me ligar ta bom.
-Tá beijooosss.
Fui em direção à porta e Ryan estava me esperando.
-Vamos?
-Sim, cadê o resto dos meninos?
-Estão lá embaixo fazendo uma boquinha, te ajudo com as malas.
-Que senhor distinto. (rimos e pegamos o elevador)
Bruno on
-Quem te contou?
-A Urbana, liguei pra ela pra saber das crianças e ela me contou cara você falou com a Sary?
-Não.
-Como NÃO Bruno você bebeu? Dormiu com ela?
-O que você acha?Que tava no quarto dela jogando damas por acaso, (ri pra descontrair... não deu certo).
-Não tem graça! Sua ideia ontem era contar pra ela, eu acho?
-Era cara, eu ia contar... Ai ela foi chegando... Beijando-me... E eu tava afim... Aquela camisa branca... Que pernas...
-Me poupe dos detalhes, eu sei como se faz valeu. Mais esse não é o ponto. O ponto é! Vai contar quando.
-Quando chegar lá. (cara o Phill parecia meu pai nunca tinha levado um esporro desse, pelo menos não dele, Phill nunca foi de se meter nos meus lances e agora ele parecia o advogado dela).
-Cara, quer saber eu não digo mais nada valeu, que loucura essa sua. Entra e arruma tudo estaremos lá embaixo te esperando, to com pena dela.
Phill saiu com as mãos no bolso e eu entrei pra arrumar tudo, invés dele me ajudar me deixou pior. Meu celular começou a tocar.
-Ei moça, vai casar é? Que demora Bruno desce logo. Ta todo mundo com fome. (Kenji disse rindo)
-Já vou asiática... É... A Sary já desceu?
-Claro, e se você demorar muito ela vai comer tudo.
-Ei também não é assim, menino. (Sary falou ao longe)
-Ta ouvindo né? Anda logo (rimos e eu finalmente estava descendo)
Já lá embaixo estavam todos e ela. Diferente do que Kenji tinha dito ela estava sentada conversando com o Dway, ela sorriu discretamente quando me viu o Phill já me olhou com cara de poucos amigos. Não ia forçar nada com ele, o cara é meu amigo e ta tentando me matar... Digo ajudar.
-Ola senhoras. (falei)
-Senhorita, pelo amor de Deus. (rimos)
-Que medo é esse de ser chamada de senhora, tem medo de casar é? (Kam falou)
-Não tinha pensado por esse lado. É que o “senhora” tem um ar de tia velha, o que não combina comigo. (rimos). Ei eu to com...
-FOMEEEE! (falaram quase todos juntos)
-Ai que horror (riu alto)
-Essa é sua frase Baixinha, quando olho pra você vejo escrito na sua testa à palavra fome, sacou. (Phill a sentou do lado dela e a abraçou)
-Valeu sou a garota “eu to com fome”. (ela riu)
-Vamos comer porque minha barriga já deu sinal de vida. (Jamareo disse passando a mão na barriga)
Levantamos-nos e esperei eles se afastarem um pouco e a segurei pelo braço.
-Ei vai pra onde assim tão depressa? (puxei-a pra perto de mim)
-Ai Bruno... Comer, CHEFE.
-Não me chama de CHEFE que eu me lembro de ontem... E... Me... Da. vontade de repetir. (respondi entre selinhos)
-Bruno, vão sentir nossa falta e aqui não é lugar.
-Um beijo. (fiz olhar do gato de botas)
-Eu não resisto desse jeito.
Ela me beijou e a apertei contra a parede, ouvi um gemido baixo escapulir da sua boca.
-Bruno... Não faz assim. (fechou os olhos)
-Tá bom... Vou à frente... Pra não dar na vista. (dei um selinho demorado e sai)
Eu sai e logo depois ela se sentou a mesa conosco, como era de praxe, todos loucos rindo imitando uns aos outros e ela rindo muito quase passo mal quando ela contou a historia do professor de geografia que enquanto dava aula o pivô do “Tio Elmar” como ela dizia caiu no colo da amiga... Nojento eu seu... Mais imaginei a cena e a cara que ela fez imitando a colega foi hilária. Definitivamente ela já era parte da equipe.
Phill não saia de perto dela m segundo sequer, acho que estava tentando a proteger de mim.
-Moças, vamos correr para o aeroporto, nada de descanso. Descansamos no avião.
A van já estava a nossa espera, entramos e seguimos rumo ao aeroporto. Eu ficava cada vez mais preocupado com a situação e ela percebeu, não parava de me olhar que ocultamente de questionava, eu apenas sorria discretamente pra ela e balançava a cabeça de leve.
-Chegamos. (Ari deu o ar da graça)
Todos estavam fazendo o procedimento básico com as malas e eu estava sentado.
-CHEFE, você tá bem? Ta estranho.
Ela me olhou docemente e segurou minha mão timidamente.
-Me perdoa Sary, eu não queria que fosse assim... O que eu sinto por você é verdadeiro... (olhei pra ela e segurei a outra mão dela sem me importar onde estávamos)
-Te perdoar? Pelo o que? Bruno, assim você me assusta. Fala comigo eu to aqui pra te ajudar no que precisar. Ta. (Sary passou a mão no meu rosto o que me fez fechar um pouco os olhos e ouvi-a rindo baixinho).
-O que foi? Ta rindo de que?
-Você parece um menino pedindo atenção, sabia.
-Queria te beijar agora. (olhei pra ela)
-Só que agora... Não vai dá estamos dando muito mole.
Ouvi o alto-falante do aeroporto anunciando o nosso voo, todos animados e eu apreensivo. Que ótimo
-Vamos para casa. (Phil passou por nós e carregou Sary com ele)
-Tchau Bruno. (ela disse rindo e indo com ele em direção ao avião).
CONTINUA...
Notas finais
@luci_brownsousa
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