Como Eu Quero
42 A Comemoração
Notas iniciais
No carro John só falava das loucuras dos meninos da banda e tentava imitar alguns.
–Sarynha eles são sempre assim?
–Você não viu nada, eu tenho dor no estomago de tanto rir, são loucos.
–Sary, sei que você não gosta de tocar no assunto... Mas... Eu vi que você ficou um pouco balançada quando falou com os filhos do... É...
–Phill? (levantei as sobrancelhas quase rindo)
–Isso! Phill, já faz tanto tempo aquele acidente, e ainda mexe com você?
–John, me sinto culpada até hoje, era pra ele estar comigo aqui e... (respirei fundo)
John parou o carro e olhou pra mim.
–Não, não e não Saryelle, não chore a culpa não foi sua como você pode pensar isso, e outra coisa, sorria sua casa nova fica naquele condomínio ali.
Ele apontou para o prédio do meio. Eu olhei e sorri. John estacionou o carro, tirou minhas malas. Caminhamos até o bloco e ele me apresentou como nova moradora do apartamento. Pegamos o elevador.
–Sary o andar é o 3º e sua casa é de número 202, espero que você se sinta confortável e que ele te acolha como me acolheu. (sorriu e abriu a porta)
O apartamento era lindo, enorme, já estava todo mobilhado com uma linda decoração, ele passou por todos os cômodos me apresentando tudo deixou minhas coisas no quarto principal e me puxando pela mão até a cozinha.
–Como eu seu que você adora comer, passei pelo mercado e fiz umas comprinhas pra você. (falou abrindo a geladeira e a dispensa)
–John Sullivan, não precisava de tudo isso, eu ia amanhã as compras. (dei um abraço nele) obrigada por tudo meu amigo, você é realmente um irmão, sabia. Não sei como agradecer.
–AAA sabe sim. (me olhou com cara de menino que vai aprontar)
–Sei é? O que você esta arquitetando nessa mente diabólica?
–Amanhã vamos para uma boate mega show que tem aqui em L.A. e vamos nos acabar na pista, que tal? (falou me pegando pela mão e me rodopiando pela cozinha)
–Tá bom, vamos comemorar a casa nova.
–ótimo, agora eu tenho que ir meu anjo, você já esta entregue, tenha bons sonhos, depois nos falamos pra marcar a festa ta? (me deu um beijo na testa)
–tá John, vai lá.
Ele saiu, parei no meio da sala e fiquei olhando para tudo aquilo e pensei que minha vida estava mudando de uma forma acelerada que eu tinha medo de não acompanhar, sentei no sofá e liguei a TV, vários canais e nada de interessante.
–Banho!
Pulei do sofá, peguei minhas coisas e fui ao banheiro, a água era maravilhosa, tudo ali era maravilhoso. Depois do banho vesti uma blusa social bem folgada (adoro essas camisas), e uma calcinha, penteei os cabelos e lembrei-me do KIT da Jú. Abri e tinha tudo pra fazer um belíssimo brigadeiro de panela, ri alto, quando vi tudo aquilo me fez lembrar-se das noites que ficávamos acordadas chorando e ouvindo musicas românticas totalmente apaixonadas por algum menino que não dava bola pra nós. Fui fazer o brigadeiro. Casa nova é muito foda eu rodei horrores pra achar cada coisa que eu queria. Alguns anos depois (brincadeira) já estava na sala me lambuzando com o brigadeiro estava no chão da sala cercada de almofadas. (parece coisa de criança, mias é tão bom e fofo. FOCO).
–Acabou! (fiz bico)
Encostei a panela perto do sofá e me aconcheguei nas almofadas fofas e cheirosas, e passava um desenho que não conhecia mais eu tava gostando então deixei rolar, troquei de canal e vi um filme e deixei, comedia (adoro), assisti e desliguei a TV. Subi e peguei meu notebook, voltei para a minha bagunça na sala, e fui tuitar com a Jú. Abri a webcam e vi meu fofinho, tão lindo e gordinho, chorei de novo quanto ele disse que me amava, (coisas de tia solteirona). Despedi-me e finalmente o sono chegou, acabei dormindo na bagunça mesmo.
*
*
O dia amanheceu já com o celular tocando (de novo?), fui mais educada dessa vez.
– Alooo (bocejei)
–Hoje é DOMINGOOO e você dormindo, ai, ai a Produtora você precisa andar mais conosco. (riram do outro lado)
–Meu sono de beleza amore, o que você deseja?
–Falo por todos, que tal uma festa ai na casa nova hein? (disse o Kenji)
Fiquei um pouco receosa pelo fato de ter chegado ontem e já começar com uma quadrilha sem fim.
–Kenji, é o seguinte. Eu cheguei ontem e... (me interrompeu)
–ÓTIMO! Passa o endereço que já chegamos.
–Tá legal. (fiquei sem ação)
–Estamos chegando.
–Sim, quadrilha traga comida, aqui tem não dá pra todo esse exercito. (rimos)
Se não pode com eles, junte-se a eles. Liguei para o John.
–Meu anjo te acordei? (disse um pouco receosa)
–Não menina bonita, acordo cedo, diferente de você que esta com voz de sono (rimos)
–Sem graça. John é que os meninos da banda tão vindo pra cá e liguei pra saber se tem algum problema e se você quer vir também?
–Sarynha o AP é seu. E eu não vou poder ir, estou terminado umas planilhas para a reunião de segunda.
–Nossa que homem ocupado. (ri)
–Sempre fui, ei. Não se esqueça de mais tarde, a noite é nossa. Tenho que desligar, depois nos falamos, curta a bagunça.
–Beijos John,
–Beijos meu anjo.
É. Já que ta liberada, vamos à bagunça. Subi banho, roupa, bem... Já que vou ficar em casa e estou decidida a matar um acerta pessoa do coração, não ia mais chorar nem sofre por ele, minha vida vai mudar, o John a Jú me provavam isso a cada dia. Short curto branco, uma regata feminina vermelha e apertada o que deixava meus seios bem valorizados, uma sandália baixinha, cabelos soltos, rimel, batom rosa clarinho e pronto, pequei meus brincos de estrelinha e a companhia tocou, sai do quarto e abri a porta.
–Nossa assim eu me apaixono Produtora. (disse o Ryan me abraçando)
–Oi Ryan, eu sei que encanto as pessoas. (rimos) entrem ai não quebrem nada e tem comida na geladeira, a pesar que vocês trouxeram tanta coisa que acho que não vai precisar olhar pra ela (rimos)
–Oi baixinha, olha quem veio pra te visitar. (Phill estava com o Zared pela mão)
–Ai meu Deus o pequeno veio me ver foi? (pus no meu colo e beijei suas bochechas enquanto ele ria)
–Oi Sary, gosto de você, você é legal (sorriu e passou a mãozinha no meu rosto)
–Você é muito fofo. (sorri)
–Oi Sary. (Bruno falou parado na minha frente) trouxe chocolate, sei que você gosta.
Enquanto os meninos estavam conversando e eu estava com o Zared nos braços ele falou.
–Posso te dar um abraço? (disse se aproximando)
–Isso abraça, me abraça também tio Bruno. (zared falou todo fofo)
Com um braço no corpo do Zared e outro na minha cintura (eu estava derretendo) ele nos abraçou e falou no meu ouvido.
–Me desculpe por ontem, sinto sua falta.
Eu me afastei dele e o olhei, respirei fundo e com cara de confusa (concerteza), olhei para Zared que estava rindo.
–Não faça isso (falei séria)
Ele se afastou de mim e caminhou até os outros, liguei o som e pus B.O.B – HATERZ EVERYWHERE. Zared foi a sensação da festa, ele dançava e cantava, ele era uma graça. Enquanto todos bebiam e falavam parecendo que estavam na feira, eu sai discretamente até a cozinha, abri a geladeira e peguei um suco de melancia, bebi e quando eu estava de costas fechando a porta da mesma Bruno me agarra e fala.
-Essa sua roupa não esta ajudando muito. (falou ao meu ouvido)
-Me solte a casa esta cheia de gente, me solte. Ele me virou e me beijou, no começo eu me debati, tentei me afastar e consegui por um minuto.
-Não seja tão arisca Sary me beije. (sussurrou) Ele me tomou com força e me beijou, eu já estava mais que derretida, me senti um sorvete e ele o sol de 40 graus. Eu adorava o jeito que ele me tomava nos braços, com força, paixão, desejo, excitação tudo isso. Ouvi a voz do Zared me chamando, me soltei dele e Bruno nos colocou em um lugar vago que existia ao lado da geladeira e o armário.
-Não fale nada e ele vai embora. (e continuou me beijando)
-Sary? Sary cadê você, Sary!!!. Papai a Sary não esta aqui. (Zared falou) Eu não sentia mais nada minhas mãos estavam passeando calmamente pelo seu pescoço, já as mãos dele, uma estava na minha cintura à outra parava e dava apertos no meu seio.
-Essa blusa é covardia Sary. (falou ofegante) Tirei a mão dele de onde estava e falei.
-Acabou a brincadeira. (falei séria)
-Mais você gosta de jeito que te pego. (falou sussurrando)
-Falando assim não dá, se afaste ande, ande ta todo mundo la na sala e se o Zared sentiu falta de mim, os meninos sentiram falta de você.
-Não vai da pra sair assim. (olhou pra baixo)
-Aprenda a se controlar, sente em uma cadeira e quando a CARROT murchar você vai pra sala. Olha Bruno eu não vou ficar servindo de parque de diversão pra você, valeu.
-E que diversão! (escondeu o riso)
-Estou falando sério, acabou a partir de hoje você se comporte como o homem que paga o meu salário e eu fico na minha ta? Não se meta na minha vida me deixe em paz, você vai ser pai, seja maduro pra isso. Não sou mulher de amassos escondidos. Quando eu me relacionar com alguém quero que seja às claras, não sou as vadias que saem com você. (respirei fundo), A outra coisa, limpe os lábios, você ta todo borrado de rosa, seja discreto. (limpei minha boca e sai) Assim que apareci na sala o Zared correu pra me abraçar, me abaixei e correspondi ao abraço forte que ele me deu.
-O que foi pequeno? Que abraço gostoso. (falei me levantando e pondo-o no meu colo e sentando no sofá)
-Acho que ele realmente gosta de você Sary, ele nunca se apegou tão rápido e desse jeito por ninguém. (disse Phill)
-Ele é muito carinhoso. Apaixonei-me por você pequeno. (Zared pós a cabeça no meu ombro, e respirou fundo), alguém esta com sono. (sorri)
-Vem garotão, não vai alugar a Sary. (Phill falou tentando tira-lo dos meus braços, sem sucesso, Zared se agarrou em mim e fez menção de choro)
-Deixa Phill eu fico com ele aqui sem problema. (aconcheguei o pequeno no meu colo deitando-o sobre mim) Eu estava quase completamente deitada no sofá quando vi Bruno saindo da cozinha com cara de menino travesso, ri da situação e ele se aproximou sentando na minha frente.
-Ele é lindo, não é? (passou a mão na cabeça do Zared)
-É sim. Ele me encantou e acho que fiz o mesmo. (ri)
-Sabe que te vendo assim com ele ai dormindo, eu pensei... Como você seria uma ótima mãe, sabe... Assim bem cuidadosa, carinhosa (olhou pra mim) Meu coração apertou e a sensação de tristeza e culpa se estalaram no meu peito mais uma vez, não pude evitar minha visão embasar e uma lagrima escapar por meus olhos.
-Bruno... Pare... É melhor mudar de assunto. (disse-me ajeitado no sofá e posicionando o bebê confortavelmente)
-O que foi? Disse algo de errado? (sua voz era de preocupado)
-Não, não é nada. (enxuguei as lagrimas) eu to bem. Horas depois de tanta bagunça, conversa e danças estranhas do Phill e Campânia, o Zared continuava a dormir no meu colo.
-A festa tá muito boa, porém hora de ir, vem cá meu moleque. (Phill pegou com cuidado e ele continuou dormindo) Dei um beijinho nele e aos poucos os meninos saíram, exceto ele.
-Sua vez, moço. (falei com a porta aberta encostada nela) Bruno não falava nada, apenas me olhava do lado de fora do AP. Me surpreendi com o movimento rápido que ele fez, Bruno entrou, fechou a porta com um dos pés e me agarrou pela cintura com uma voracidade sem tamanho,enquanto caminhávamos pra trás ele me beijava com força, eu estava tão surpreendida com a reação dele que a única coisa que podia fazer era entrar no jogo dele. (se ele se sentia tão a fim de me dar uns amassos, me vi no direito de fazer o mesmo) Entrei no seu jogo e loucamente o beijava, sentia suas mãos por todo o meu corpo me causando arrepios, eu puxava levemente seus cachos e ele gemia próximo a minha boca. Esbarramos na mesa que estava atrás do sofá, a qual ele sem cerimônia me pós encima se encaixando perfeitamente entre minhas pernas entrelaçando-as na sua cintura, nossas bocas não se largavam um só minuto, os beijos estavam ficando rápidos, podia jurar que sentia fogo saindo da boca dele. (será um dos motivos de o chamarem de SEX DRAGON? Pensei).
-Eu seu que você gosta... Quando eu te pego assim... Te aperto (apertou meu corpo mais pra perto e eu gemi)Viu! Eu seu exatamente como te tocar... Beijar-te -Sabe me excitar... Do jeito que eu... Gosto (repirava pesadamente)
-Sary... Tire essa blusa. (estava ofegante)
-Não.
-Tiro a minha. Nunca vi mãos tão ágeis como as dele, nos beijávamos e a todo custo ele tentava tirar sua camisa xadrez, eu fazia justamente o contrario, eu não deixava.
-Sary, pare me deixe tirar. (falou sério)
-Eu disse que não. (o larguei ofegante) Disse que não seria diversão e não serei Bruno. Vá pra casa.
-Saryelle qual a graça de me deixar desse jeito, hein? Todo... Animado e puxar meu tapete? (falou ainda tentando me beijar)
-Você pensa que nessa brincadeira só brinca um? Eu também sei brincar Bruno, não quero mais, vá embora. (falei me largando dele e o afastando até a porta)
-Isso não tem graça.
-Não é pra ter. (me aproximei dele) não brinque comigo, sou mais perigosa do que pensa, você não viu nada. (empurrei até a porta) Boa noite CHEFE. (pisquei e soltei um beijo. Fechei a porta)
- Obrigada Sarylle. (falou em tom irônico) Sai de perto da porta e escorreguei no sofá.
-Ai meu Deus que homem é esse... Que fogo, preciso urgentemente de um banho frio, não sou de ferro. Estava mais que decidida, não quero Bruno na minha vida como homem, mesmo depois de todo aquele calor e das noite que passamos juntos, foi ótimo transar com ele, me senti a mulher mais desejada e amada do mundo, ele foi carinhoso, romântico, selvagem tudo na medida certa. Mas se eu não tomasse uma decisão como essas eu sabia que me atrapalharia profissionalmente, não era isso que eu queria. Vou viver e esquecer tudo. Fiquei tentada a abrir a porta e trazê-lo até o AP, leva ló pra cama e matar minha vontade encima daquele corpo, gostoso. Minha consciência não permitiu (valeu hein?). Fui a banheiro e ouvi um barulhinho de mensagem.
MENINA BONITA VAI SE PREPARANDO PORQUE A NOITE PROMETE... MUITA TEQUILA LEMBRA?
Ri quando li e lembrei-me das loucuras do quarteto pós-festa, tinha me esquecido completamente da festa, também depois de um amasso daqueles na sala eu não lembrava nem minha idade. Tomei um banho frio e me deitei um pouco e assisti TV, lembrei-me do Zared dormindo no meu colo e recordei do Dani bem pequenino ressonando sobre meu seio, acabei cochilando.
CONTINUA...
Notas finais
kiss 4u
Fale com o autor