Como Em Um Sonho
22 Perseguição
Notas iniciais
Por um minuto todos ficam paralisados sem saber o que fazer. Os três homens estanhos, os policiais que seguram Lara e Diego que também estão quietos. Então, Leon olha para mim de relance, e de repente desaparece, deixando os três homens alvoroçados. Diego e Lara se debatem dos policiais que os seguram com firmeza. Sei para onde Leon foi. Dentro da minha mente, posso ouvir sua voz.
Corre, Violetta, corre.
Então me viro em direção á porta, e saio em disparada, desviando dos repórteres, dos policiais, de qualquer coisa. Minha situação encontra-se desfavorável. O sapato que estou usando tem salto alto, então estou aos tropeços. Em um certo ponto, chego a tirá-los e correr com os pés descalços (avá) pelas ruas de asfalto.
A noite está fria, e me encontro perdida e sozinha. Não sei onde vou parar. Minhas coxas ardem de tanto correr, mas não posso parar. Por conta do nervosismo e da dor, caio de joelhos no chão e lágrimas escorrem em meu rosto.
Violetta, vamos, você precisa continuar, estamos longe, não podemos parar agora.
– Não consigo, Leon! Não posso mais! Não sei onde estamos, não sei o que vai ser de nós... Não sei!
Então, em um flash, ele aparece do meu lado. Ajoelha-se no chão, e me envolve com seus braços, aqui mesmo, na calçada da rua vazia. Mas ele não parece estar me abraçando, sim me protegendo de algo. Ele olha de um lado para o outro, provavelmente procurando uma saída. Quando vê que não há mais nada além de ruas vazias, ele simplesmente cloca os braços por baixo dos meus ombros e joelhos, como fez no dia do nosso primeiro beijo, e me ergue do chão. Então sai correndo outra vez.
Eu não faço nada, só me encolho para perto dele, e vejo ele correr. Chegamos em uma rua movimentada, devemos estar no centro. Isso deve ser perigoso. Há cerca de uns dois quilômetros, posso ver um carro enorme, e preto com as letras IDSS em amarelo, e em letras menores em baixo, posso ler "International Department of Scientific Study". Departamento Internacional de Estudo Científico. Há alguns homens revistando o local, e outros recolhendo depoimentos. Um deles vira para o lado, e nos vê. Ele se demora na nossa imagem por dois segundos, como se demorasse para cair a ficha, e de repente, alerta os outros.
– Ah, não, cara. – diz Leon.
E então a correria recomeça. Olho por trás do ombro de Leon, e vejo, bem longe de nós, que os homens do Departamento entraram no carro preto, e ligaram, começando a vir atrás de nós. Pelo menos ainda estavam bem longe.
– Ai, Leon, você precisa ir mais rápido.
– Deixa eu tentar fazer uma coisa.
Então, ouço um flash, mas caio no chão. Ele aparece mais á minha frente.
Ele volta até mim.
– Leon, o que você pensa que está fazendo?
Sem me responder, a cena se repete, mas dessa vez eu caí de mal jeito no chão, e meu tornozelo estala, me fazendo soltar um grito de dor.
O carro está se aproximando. Então, Leon volta, e me segura novamente, e dessa vez, ouço o flash, mas eu não caio no chão.
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