Como Em Um Sonho
7 Lady
Notas iniciais
Ah, eu amo essas fãs curiosas que ficam comentando suas dúvidas, suas conclusões, essas que compartilham suas ideias comigo ♥ São as melhores de todas! Portanto tem outras que são um tanto precipitadas, né...?
Enfim, leiam aí.
– Sim, Violetta, não vai me responder? Quem é esse garoto?
– Tomás, por acaso você acha que eu te devo explicações? – digo, deixando apenas um braço ao redor das costas do Leon e encarando Tomás.
– Sim, você é minha namorada, é claro que me deve explicações.
– Eu não sou mais sua namorada.
Leon pega minha mão, e pergunta:
– Posso, Lady Violetta?
– Claro.
Agora eu sei que ele vai falar alguma coisa para Tomás. E sei que será algo ruim. Espero que seja algo que possa espantar Tomás.
– Sabe por quê ela te largou? Porque você é um seco, e não é macho o suficiente pra ela.
Seguro uma risada enquanto Tomás franze aquela testa, e faz aquela cara de cachorrinho chorão.
– É verdade, Violetta? Você me largou pra ficar com ele?
– Na verdade, sim. – coloco o outro braço ao redor do corpo de Leon, enquanto olho para ele e sorrio. Ele dá um meio sorriso, e me encara de volta.
– Tá bom, mas não pense que eu vou desistir dela, tá?
– Só porque você é muito fraco para conseguir outra que goste você. – responde Leon.
Tomás olha feio para nós, se vira e sai. Então, como se nada tivesse acontecido, me volto para Leon, afundando o rosto na sua camisa vermelha. Tem cheiro de rosas.
– Hummmmm... Você tá aqui. – digo, com a voz ainda abafada pela camisa.
– É, eu sei.
É bom demais pra ser verdade. Mas então surgem perguntas em minha mente. Onde ele está morando? Desde quando ele está aqui? O que aconteceu com ele até aqui?
– Leon. – digo, tirando o rosto de sua camisa. – Tenho que falar com você.
Seguro a mão dele, e levo ele para minha casa. Fico tranquila porque meu pai está em um reunião com o Ramalho, e Angie provavelmente estaria no Studio. Subo com ele para o meu quarto e fecho a porta, enquanto ele se joga em cima da minha cama, como se fosse a coisa mais normal do mundo.
– Ei, seu folgado, saia já daí.
– Não, não, tô bem aqui.
– Então pelo menos se afasta para eu me sentar.
Ele se senta, com as pernas esticadas, e abre um espacinho para mim. Eu me sento ao seu lado, e encosto minha cabeça no ombro dele.
– O que deseja de mim, Lady?
– Por quê você está me chamando assim?
– Porque eu quero, e porque você é uma Lady. Além disso, combina comigo, Leon e Lady.
– Tá, tudo bem. Leon, onde você tá morando?
– Lugar nenhum.
– Onde dormiu?
– Lugar nenhum.
– Ai, Leon, quero saber como você está por aqui?
– Tudo o que eu posso te dizer é que depois do dia que pedi para ser seu namorado, eu apaguei e aí apareci naquele parque e me sentei, até você aparecer meia hora depois. Mas eu aprendi umas coisinhas. – ele vai sumindo ao meu lado, deixando meus braços ao redor do nada, e depois reaparece recostado na porta do quarto.
– Mas... Quê?
– Também posso entrar na sua mente.
– Mas...
Antes que eu possa protestar, Leon some outra vez, e ouço sua voz na minha cabeça:
Caraba, que lugar mais... Sei lá, rosinha e brilhoso.
– Leon, sai já da minha mente!
Tá bom, minha Lady.
Então ele aparece em pé, e pega minha mão, me puxando para ele, encostando nossas testas devagar.
– Quer namorar comigo? Por favor. – suplica ele. – Eu preciso de você.
– Tá. Eu quero.
Então ele cobre meus lábios com os seus. Então começo a beijá-lo de forma desesperada. Achei que tinha o perdido para sempre. E isso foi compensado da melhor forma possível. Quando o ar começa a se fazer necessário, Leon se separa de mim rapidamente, e, quando vou dar outro beijo, ele coloca o dedo sobre meus lábios.
– Lembre-se que estamos em um quarto. Qualquer um que entrar pode pensar coisa errada.
– Qualquer outro garoto nem teria se importado.
– Não sou qualquer garoto. Fui criado pela mente de uma garota.
– Hum, okay então.
Olho para a janela, e já está escurecendo.
– Leon, acho que já tá na hora de você ir.
– Posso dormir aqui?
– O quê?! Não. Como você disse, se alguém abrir a porta e pensar que...
– Eu não tenho casa.
Então fico com uma pena dele. Não posso deixar meu namorado dormir na rua.
– Tá bom, tá bom – digo, levantando as mãos em forma de rendimento. – mas você vai ter que ficar na minha cabeça, quietinho até chegar a hora de dormir, entendeu? E só para ficar claro, o senhor não vai dormir na minha cama.
– Ah, mas por quê não?
– Porque não, oras! Agora você entra na minha cabeça, e trate de ficar quieto.
Então sinto ele invadir minha mente.
Hummm o que é isso? Ah, tá, são lembranças. Que legal, tá o nosso primeiro beijo aqui! E também aquele dia no branco!
– Leon, seu doido, para de mexer nas minhas lembranças! Eu disse para ficar quieto!
Mas como eu vou me divertir?
– Ah, sei lá, fica andando por aí, mas não mexe em nada!
Violetta, sua chata!
– Sou mesmo!
Então sorrio. Leon está na minha mente, literalmente. Não sei como meu pai reagiria ao saber que estou namorando um cara que eu inventei e que ele vai andar dormindo no meu quarto, mas só sei que estou muito bem só de saber que essa pessoa existe e que está aqui comigo.
Notas finais
/Mari ♥
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