Notas iniciais
Booooa tarde, minna! Tudo bem com vocês? Deixo aqui mais um capítulo do nosso querido manual de como domar uma pantera! Acompanhe o texto a seguir.

-Hora de acordar.

De quem era aquela voz? Definitivamente não era de Grimmjow.

Abri os olhos e virei para o lado.

Gin.

-O que você quer? — perguntei, ficando sentada.

-Nada... Nada... Só vim dar um oi a nossa convidada especial.

-Oi. Agora tchau.

-Nossa, não precisa ser tão grosseira – ele falou, e foi até a porta – Acho que não foi uma boa ideia deixar Grimmjow de babá, você está ficando que nem ele.

Gin deu uma risadinha e saiu.

-Maldito... — comentei comigo mesma, tirando o cabelo do rosto.

-Já está acordada?

-Ah, sim. O puto do Gin me acordou — Grimmjow entrou pela porta. Segurava minha comida — Café da manhã ou almoço?

-Uma “almojanta”. É tarde demais para o almoço e cedo demais para o jantar.

-Não me acordou antes porque?

-... — ele abriu a boca mas não falou nada – Porque eu estava dormindo também.

Obviamente ele estava mentindo.

-Tá...

-Se precisar, me chame – largou a bandeja na mesa e foi saindo pela porta.

-Ah, Grimmjow! — gritei, e ele colocou a cabeça para dentro – Traz mais livros?

-Tá, tá, tá...

Comi a comida, e peguei o último livro da pilha. Era uma cópia das anotações de Leonardo Da Vinci. Que interessante. Comecei a ler. Duas horas depois, eu não tinha chego nem na metade dele, e estava com vontade de ir ao banheiro.

-Grimmjow! Ei, Grimmjow!

Esperei por um tempo, até que a porta se abriu. Ele estava sem colete, só com as calças, o cabelo pingando e cobrindo parte do rosto. Ah, isso não era nada justo. Senti o calor subindo pelas minhas costas.

-Você estava...

-Não, já terminei. Já sei o que você quer. Vem.

Levantei, dei uma espreguiçada, ouvindo os ossos estalarem. Segui o garoto pelo corredor como sempre.

-Não seja morta dessa vez, tá? — ele falou, abrindo a porta pra mim e me dando passagem.

-Vou tentar.

Fechei a porta. Olhando ao redor, não vi nada. Então lá fui. Fiz tudo o que tinha que fazer, mas quando estava quase terminando, ouvi aquele som. Maldito som. Passou na minha orelha. Num ataque, abaixei-me e dei descarga de uma vez. Corri contra a parede e olhei de novo. Maldita! Ela estava pousada no espelho da direita, perto da porta. Com certeza aqui não teria um antialérgico, então eu estava fodida. Aproximei-me da porta devagar, então abri e corri para fora, batendo de cara no peito musculoso e definido de Grimmjow.

-Que que é isso?

Olhei para ele. Já estava vestido e com o cabelo seco. Agarrei seu colete com as duas mãos e protegi minha cabeça em seu peito. Ah, que cheiro estonteante.

-Uma... Uma abelha. Mata.

-T-Tá... Mas tudo isso por uma abelha?

-Eu sou alérgica a abelhas, ok?! — e me escondi mais.

-Você é alérgica a abelhas, não a abelhas hollow – e riu.

-TANTO FAZ, SÓ MATE AQUELE INSETO AGORA, SEXTO.

Ele gentilmente me puxou para o lado, e eu me escondi atrás de suas costas. Grimmjow entrou no banheiro, e tudo o que eu pude escutar foi um bater de palmas. Depois, ele saiu, segurando o inseto pelas asas, me provocando.

-Larga isso, Grimmjow! Larga! — fui indo para trás, enquanto ele vinha com aquela cara de malvado – Larga isso! Grimmjow!

-Tá, tá... — e, com um sorriso besta, jogou o inseto no canto – Que escandalosa, hein.

-Não tem a menor graça, seu idiota.

-Ui, nervosinha. Vamos logo.

Caminhamos lado a lado em silêncio. Quando chegamos no meu quarto, fiquei surpresa.

-Você pegou os livros...!

-Só um aviso: esses são os últimos. Levei todo o resto de volta. Se precisar, chame.

Ele me empurrou gentilmente pela base das costas para dentro do quarto, e apertou o botão de fechar a porta. Quando estava na metade, gritei:

-Grimmjow!

Ele segurou a porta com uma das mãos e colocou a cabeça para dentro.

-O-Obrigada.

-Tanto faz...

Ele deixou a porta cair, bem a tempo de esconder o rubor em minhas bochechas. Ai, meu Deus, eu estava a fim dele? Não, não, nada disso. Por favor, não.

Mas, caramba, ele era tipo o cara mais sexy que eu já vi. E ele até que era legal, mas eu gostava mesmo era do jeito feroz dele. Tinha alguma coisa muito, muito sexy com aquele sorriso. Tá, porque tudo que é potencialmente perigoso sempre chega até mim? Mas que droga.

Olhei pela janela, estava no final da tarde. Meu vestido sacudia por causa da brisa que vinha da janela. Estava calor. Bufei, e prendi meu cabelo em um coque no alto da cabeça. Minhas mãos estavam com o cheiro dele. Puta merda.

Sentei na minha cama, olhando o céu. Não percebi quando a porta foi aberta e Grimmjow ficou parado me olhando por mais de cinco minutos. Quando virei para pegar um livro, tomei um susto.

-Desgraçado, quase morri do coração – falei, secando o suor da testa.

-Venha ver o pôr-do-sol, hoje está de matar – ele falou, e estendeu uma mão para me ajudar a levantar.

-Ah... Tá bom.

Pousei meus dedos na mão dele suavemente, e ele me levantou. Dei um meio sorriso e desviei o olhar. Bochechas, controlem-se! Saímos do quarto caminhando lado a lado. Abaixando a cabeça, tentei fazer com que minha pressão arterial voltasse ao normal antes de mais nada. Quando viramos uma esquina, uma reiatsu esmagadora me fez encolher e quase cair no chão. Grimmjow rosnou.

-Ulquiorra.

-Grimmjow.

Os dois se encararam no corredor por um longo segundo, e então os olhos verdes passaram para mim. O ar saiu dos meus pulmões por um instante.

-O que está fazendo? Aizen-sama disse que...

-Eu sei muito bem o que Aizen-sama disse – Grimmjow rugiu ferozmente – Vá encher o saco de outra pessoa.

Minha cabeça começava a girar. A batalha de pressões espirituais me fazia quase desmaiar. Apoiei uma mão na parede para não cair.

-Oe, você está bem? — Grimmjow falou, colocando uma mão no meu ombro.

-P-Parem com i-isso... — sussurrei, tentando respirar.

-Vá embora, Ulquiorra, e controle essa reiatsu ou vou acabar com a sua raça.

Grimmjow reprimiu sua reiatsu, e eu senti Ulquiorra indo embora. Consegui me recompor de uma vez, e olhei para os olhos azuis de Grimmjow.

-Seus idiotas, querem me matar? Eu não aguento tanta pressão espiritual...

-Ah... Desculpe. Ele é um filho da mãe – ele me olhou de lado – Vamos?

-V-Vamos...

Chegamos na varanda. A luz laranja que o sol emitia deixava as dunas de areia da mesma cor, com longas sombras do lado. O céu estava manchado de várias cores, e as nuvens pareciam rosadas e fofas. O vento quente que batia balançou meus cabelos. Não consegui conter uma exclamação de surpresa.

-Bem legal, né? É raro ter um dia tão bonito assim – Grimmjow falou, sentando no chão e apoiando-se na parede ao lado da porta.

-Interessante... Bem bonito.

Fiquei um tempo de pé, e depois sentei ao lado dele, só vendo o sol se pôr. Era muito lindo, tanto que quase me fez chorar de emoção. Um sorriso besta se abriu nos meus lábios. Puxa, meus amigos lutando e eu aqui aproveitando o pôr-do-sol em Hueco Mundo, no palácio de Las Noches. Que... Ingrata que eu era... Mas eu não me importaria de ficar aqui, eles não precisam de mim lá. Tá certo que eu me sentia muito solitária aqui, sem nenhum amigo, sem nada pra fazer o dia inteiro. Era chato, mas... Ah, sei lá.

O sol tinha quase sumido no horizonte quando eu sinto uma coisa no meu ombro esquerdo. Virei para ver. Grimmjow estava com a cabeça apoiada em mim, os olhos fechados e a respiração calma. Ele tinha escorregado enquanto dormia e acabou... Deitando em mim...

Fiquei vermelha com a situação. Ah, meu Deus, eu tinha um Espada deitado no meu ombro. Estiquei-me para perto e coloquei o nariz no cabelo dele. Tinha um cheiro tão bom! Meu coração bateu muito rápido. Fiquei olhando para ele por um tempo, com um sorrisinho besta no rosto. Puta merda, já era.

Virei meu rosto pra frente, tentando tirar pensamentos desse tipo da minha cabeça. O sol já tinha sumido, tudo o que restava era uma luz alaranjada no horizonte. Pouco a pouco, as estrelas iam aparecendo e um sono também. Fechei meus olhos, e apoiei minha bochecha em cima dos cabelos cheirosos de Grimmjow. Lá estava tão confortável que eu acabei tirando uma soneca.

Acordei sentindo que estava sendo vigiada. Abri os olhos vagarosamente, o cheiro de Grimmjow me deixou tonta. Eu estava com a cabeça encostada no ombro dele, e ele me olhava com um toque de curiosidade e uma pitada de... Ternura.

Rapidamente me afastei, ficando vermelha. Olhei para minhas mãos, tentando esconder meu rosto. Merda. Já estava totalmente escuro. Grimmjow suspirou alto, apoiou as mãos no chão e levantou. Parou na minha frente com a mão estendida. Peguei sua mão e levantei.

Grimmjow colocou as mãos nos bolsos, e nós fomos pelo corredor em total silêncio. O clima estava pesado. Fui um pouco mais atrás, tentando conter o tremor das minhas mãos. O número 6 das costas de Grimmjow estava brilhando. Sexto Espada, o sexto mais forte de Hueco Mundo.

Nós paramos na frente do meu quarto. Ele apertou o botão e eu entrei, sem olhar para trás. Sentei na beirada da cama, quando eu ouvi um barulho alto. Virei para trás, assustada, e Grimmjow estava dentro do quarto, com a mão atravessando a parede.

-Que que é isso?!

Ele puxou a mão, e nela estava o dispositivo que fechava a porta. Ele puxou ainda mais, e todos os fios foram arrancados. A porta começou a cair, quando ele jogou pro lado o aparelho e olhou para mim.

-Grimmjow! Está louco?

Bam!, a porta fechou com um estrondo. Levantei, surpresa.

-Grimmjow!

Ele veio até mim, colocou uma mão atrás do meu pescoço e encostou os lábios nos meus com força. Ai, meu Deus, ele estava me beijando!!!!!!!!!

Olhei para ele, sem fôlego. Ele tinha os olhos levemente fechados. Uma mão desceu até minha cintura e me grudou no corpo dele. Eu estava meio atordoada, com os olhos quase fechados. Meus lábios se separaram, e sua língua invadiu minha boca, procurando pela minha ansiosamente. Me entreguei.

Coloquei meus braços ao redor de seu pescoço, apertando ainda mais nossas bocas. Ele beijava tão bem... Grimmjow desceu a mão até minha bunda e a apertou com força, fazendo-me soltar uma exclamação de dor. Com isso, ele mordeu meu lábio inferior, e começou a me beijar violentamente, tanto que minha boca doía. Mas era tão bom, tão bom... Finalmente!

Ele abaixou, sem tirar os lábios dos meus, e levantou minhas duas pernas, prendendo-as em torno de si, e passou a ponta dos dedos nas minhas coxas, o que me fez estremecer. Eu conseguia sentir que ele estava excitado, e eu queria. E como queria. Agarrei os cabelos dele com força, enfiando minha língua em sua boca, remexendo e contorcendo e esfregando a minha na dele. Ele me jogou na cama, ficando entre minhas pernas, esfregando-se em mim. Os músculos contra minha barriga e peitos era muito bom. O membro ficava roçando minhas partes, tentando ultrapassar as roupas, e isso me dava muito tesão. Eu queria ele logo. Passei minha mão em sua barriga definida, e isso fez com que a respiração dele ficasse acelerada. Ele apertou mais os lábios em mim.

Com as mãos nas minhas pernas, ele passou nas minhas coxas e foi subindo, levando consigo o vestido branco. Tudo o que ouvi foi o tecido sendo rasgado e eu ficando só de calcinha. Passei a mão pelos seus ombros e arranquei o colete, jogando-o para o lado. Duas mãos agarraram meus peitos com força, e eu gemi. Não conseguia mais controlar o tesão.

Passei uma mão dentro das calças de Grimmjow, e ele me ajudou a tirá-la. Esfregou-se em mim mais uma vez, pressionando o membro contra o meu com força. Estava rígido. Nossas respirações já estavam ofegantes. Ele desceu os dedos da minha barriga e os colocou por baixo da minha calcinha, tocando-me. Comecei a gemer loucamente, e ele me provocava. Abaixei a cueca dele, liberando o membro. Passei meus dedos nele. Eu o sentia pulsar na palma da minha mão, então comecei a esfregá-lo. Grimmjow suspirou na minha boca e mordeu meu lábio com força.

De repente, ele afastou minha mão de lá e a prendeu ao lado de minha cabeça. Ele se ajeitou, segurando minha bunda e a puxando para cima, e eu prendi meus joelhos em seu quadril. Eu sentia que estava perto, e eu estava ansiando por isso. Mal deu tempo de sentir dor ou algo do tipo, uma onda de prazer me invadiu e fez borboletas nascerem em meu estômago. Grimmjow grudou o corpo no meu, indo para cima e para baixo, esfregando a barriga na minha. Sua mão passeava pelo meu corpo, de vez em quando arranhando em momentos de prazer extremos. Eu arranhava as costas dele com toda a minha força, e gemia alto em sua boca. A cama balançava e rangia. Ele tirou os lábios dos meus e atacou meu pescoço, mordendo, beijando, passando a língua, puxando. Sua máscara quebrada arranhava minha pele, mas isso não tinha importância. Ele gemia alto, quase tão alto como eu. A velocidade foi aumentando, eu estava suando muito. Puxei os cabelos de Grimmjow com força na minha direção, e grudei nossos lábios de novo. Ele pegou minhas coxas com as duas mãos, e as apertou. Eu sentia o suor pingando em mim.

Uma sensação estranha começou na minha barriga, e ia crescendo cada vez mais a cada minuto que se passava. Ele tirou a boca da minha de novo e foi para o meu pescoço, peitos, barriga, pernas, entre elas. E a sensação ia crescendo cada vez mais. O cheiro dele estava impregnado em mim, e me deixava tonta. Eu sentia umas pancadas de vez em quando, mas não havia dor. As mãos percorriam meu corpo de cima a baixo, e ele enfiou a cabeça no meu pescoço, aumentando ainda mais a velocidade e a pressão. A sensação estava me dominando, alguma coisa... Alguma... Coisa...

Não consegui conter vários gemidos altos e o tremor do meu corpo ao sentir aquilo me dominando. Era tão bom! Uma onde enorme de prazer me atingiu, e eu agarrei com força o cabelo de Grimmjow, gemendo em sua orelha e erguendo minhas costas. Não tentei me conter. Estava muito bom! Fui me sentindo fraca, e a sensação foi acabando. Com ela, senti uma coisa escorrendo pelas minhas pernas, como se fosse xixi.

Minha respiração estava irregular, eu sussurrava o nome dele sem parar, intercalando com gemidos. Ele me mordia, arranhava, chupava, apertava. Mas não havia dor. A respiração dele de repente parou, e ele apertou meu peito com muita força. Suas mãos tremiam e estavam molhadas de suor. Ele se retirou rapidamente, e eu senti uma coisa escorrendo na minha barriga. Grimmjow gemeu de prazer nos meus lábios, então deixou-se cair em cima de mim. Eu estava exausta.

Finalmente abri meus olhos. Consegui ver os olhos azuis do garoto próximos aos meus, o suor escorrendo pela testa e pescoço, encharcando-me. Nos olhamos por vários segundos, até que ele veio e encostou a boca na minha, e depois deixou-se cair, deitando no meu peito. Passei uma mão nos cabelos dele. Ficamos assim por alguns minutos, até que ele rolou para o lado e caiu na cama. Continuei na mesma posição, só respirando fundo. Grimmjow se apoiou nos cotovelos e parou em cima de mim, me olhando de um jeito fofo. Ele tinha uma expressão divertida e cansada ao mesmo tempo, e me encarava com um sorriso feroz.

Dei um sorriso leve, e o afastei de perto de mim.

-Isso é nojento – falei, apontando para minha barriga.

-Você gozou em mim, eu gozei em você – ele bufou. Olhou para o teto, e então bocejou.

Procurei no chão, e peguei o meu vestido rasgado. Limpei minha barriga. Deitei de volta, e afundei a cabeça no travesseiro. Meu corpo estava exausto. Olhei para o lado, e Grimmjow estava com os olhos fechados, roncando suavemente. Não contive um sorrisinho. Aproximei-me dele, encostando meu nariz em seu pescoço. Ainda com os olhos fechados, ele virou de lado, me abraçou e encostou os lábios na minha testa. Passei meus braços ao seu redor, sentindo o cheiro maravilhoso dele.

Observações: Finalmente, depois de cinco dias, a pantera já está acostumada com a sua presença e até pede carinho. Como é um felino, gosta de esfregar seus pelos na sua pele com elegância e jeitinho, mas muitas vezes pode ser até agressiva se não recebe a atenção necessária. Trate seu mais novo animal com muito amor e carinho, e tente sempre superar os momentos difíceis com ele. Boa sorte!

Notas finais
Antepenúltimo capítulo e eu já estou em depressão-pré-final-de-fic ):
Deixem um comentário, ou vou pedir para que Grimmjow coma a alma de vocês ♥