Como Capturar Um Morcego Em Sete Dias
1 Primeiro dia
Notas iniciais
-Quem é você? — perguntei.
-Venha comigo, mulher. Ou seus amigos morrerão.
Eu fui. É claro que eu fui. Eu nunca faria alguma coisa para deixar meus amigos em perigo. Aquele cara meio estranho abriu um buraco em pleno céu e me arrastou para dentro dele. Sem reclamar, fui.
Ele me levou para um outro plano, lembro de ter muita areia branca e um palácio enorme. Entramos, sem dizer uma palavra. Lá, ele me deixou sozinha em uma sala escura e fria, não sei pra que. Ouvi passos no corredor. A porta se abriu.
-Ah, sinta-se bem-vinda. Aceita um chá? Pedaço de bolo?
-A-Aizen!
-Uma água talvez?
-P-Pare de ser cínico comigo! O que você quer?
-Orihime... Tão bonitinha — ele chegou perto de mim — E tão atenciosa com os amigos. Sempre querendo protegê-los... — ele segurou meu rosto entre dois dedos.
-Sai! — bati na mão dele — O que você quer comigo? Hein?!
-Ulquiorra! Leve essa menina para o "quarto" dela. — Aizen sorriu, fazendo meu coração parar.
-Vamos.
O cara chamado Ulquiorra pegou no meu braço e me arrastou para fora, fazendo várias curvas e entrando em vários corredores.
-Pare! Para onde está me levando?! Onde está Yumi?!
-Ela está bem, não posso dizer o mesmo de você se continuar resistindo. — a voz dele era gelada.
Parei de tentar me soltar e esperei que ele me levasse onde tivesse que levar. Paramos em frente a uma porta branca com um botão do lado. Ele apertou o botão, e a porta subiu. Conduziu-me para dentro, e fechou a porta atrás de mim.
Eu estava num quarto bem menor agora. Tinha somente uma janela no alto com barras, um sofá marrom bem grande, uma pia e uma mesa pequena. Sentei no chão a fim de poder ver o céu. Era noite, algumas estrelas brilhavam fracamente. Onde estaria Yumi? Ela está bem? E Ichigo, Rukia e todo o pessoal? Fui tudo decisão minha. Eu que decidi deixá-los, para mantê-los a salvo das maldades de Aizen. Agora olhe onde estou.
Deitei na cama, e acabei caindo no sono. Tive um sonho perturbado com Kurosaki-kun.
Acordei com o barulho da porta sendo aberta. Minha primeira reação foi me esconder entre os lençóis.
-Seu trabalho é ficar viva. Então coma, mulher.
Era Ulquiorra de novo. Ele era alto e magro, o rosto dele era tão pálido quanto as roupas que usava, os olhos eram muito verdes e marcados por uma linha fina da mesma cor em baixo de cada um dos olhos. Ele não era feio... Só estranho. E muito frio.
O Espada deixou o quarto. Espiei para fora, e lá estava em cima da mesa uma bandeja com comida. Meu estômago roncou, então pulei para cima da comida e devorei tudo.
O resto do dia baseou-se em esperar, esperar, esperar. Ulquiorra entrou mais duas vezes, para servir o almoço e o jantar. Fora isso, fiquei sozinha. Não me importava com isso, bastava o fato de meus amigos estarem seguros. Isso é o suficiente para me deixar feliz.
Quando eu estava indo dormir, parei para ficar olhando o céu por um tempo. Eu mal tinha percebido que Ulquiorra ficara mais de dez minutos parado na porta olhando para mim, e quase morri do coração quando ele avisou que Aizen tinha mandado um presente: um vestido branco. Como era a única roupa disponível no momento, aceitei. Eu ouvia algumas vozes no corredor, e queria muito conversar com alguém. Se pelo menos ele pudesse me levar até onde Yumi estava... Eu não me sentiria tão sozinha.
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