Como Assim Apocalipse Zumbi?

7 Pudim voador e almoço dos desconfiados.


Notas iniciais
Hello bolinhos de arroz!! Ok, podem ignorar meu "Oi" ali de cima... Primeiramente eu queria pedir desculpas pela demora, mas é, eu não morri!! U.u E segundamente (essa palavra nem existe, existe?) espero que gostem do capitulo, o Max continua um idiota, mas a Rose botou moral!! Muahahaha... Ok, vou parar de falar, enfim BOA LEITURA!! ;D

– Você era? – perguntei surpresa, quer dizer, no meio de toda essa confusão de fim do mundo eu não me lembro de tê-lo visto na delegacia ou em qualquer uma das festas chatas que o meu pai me obrigava a ir.

– Sim eu era policial, porque o espanto? – ele perguntou parecendo divertido, não é que Max tem senso de humor.

– Achei que só pessoas legais eram policiais – disse sem poder contar minha língua dentro da boca e fazendo todos rirem.

Max revirou os olhos e ignorou meu comentário.

– Como era o nome do seu pai?

– Philip James, mais conhecido como Coronel James.

– Coronel James!? O Coronel James? – Max pareceu um pouco chocado durante alguns segundos, mas depois sorriu – Claro, você é a Liz, a mesma Liz que jogou pudim em mim por que eu derrubei seu sorvete, não é?

– Ela fez o que!? – Alex perguntou perplexo, mas eu não prestei atenção por que uma lembrança me veio à mente.

Eu tinha sete anos e meu pai havia me arrastado para uma de suas festas mortalmente chatas, com pessoas velhas falando sobre coisas que eu não estava nem ai.

A noite toda eu havia cumprimentado pessoas, sorrido para pessoas, mas finalmente tinha me animado para alguma coisa de verdade, afinal era a hora da sobremesa e eu estava sonhando com o meu sorvete de baunilha e chocolate a noite toda.

– Vai demorar muito? – perguntei pela terceira vez a minha mãe.

– Calma Liz, o garçom já está vindo com o seu sorvete – minha mãe disse sorrindo, então avistamos um garçom vindo na nossa direção com uma bandeja e meu sorvete e a salada de frutas da minha mãe nela. – Olha ele ali!

O garçom veio e nos serviu e eu finalmente estava com o meu sorvete.

Me animei mais ainda quando vi que os garçons tinham terminado de arrumar uma mesa enorme cheia de cachoeiras de chocolate, morango, doce de leite e varias outras coberturas para mergulharmos frutas e colocarmos em nossas sobremesas, então tive a brilhante idéia de colocar cobertura no meu sorvete.

– Posso? – pedi a minha mãe apontando para a mesa de frutas.

– Claro, mas não faça bagunça.

– Certo! – disse toda animada e levantei da cadeira em que estava num pulo, mas não consegui dar nenhum passo por que uma mão bateu com tudo no meu sorvete e ele voou todo pro chão de uma vez.

Olhei para aquela meleca de baunilha e chocolate ainda meio sem entender o que tinha acabado de acontecer, e quando me dei conta de tudo estava prestes a começar a chorar, mas uma voz desconhecida me tirou do “luto”.

– Desculpa senhorita – disse a voz e eu olhei pra cima e dei de cara com um homem moreno e de expressão um pouco estranha – Não foi a minha intenção se quiser eu posso...

– Eu queria aquele sorvete – funguei.

– Eu sei, me desculpa, mas se quiser eu... – ele continuou, mas eu não prestei atenção, foi quando vi uma taça de pudim nas mãos dele e tive uma idéia que me fez sorrir, se eu não tinha sorvete ele não tinha o direito de ter pudim!

– Você pode me dar isso ai? – perguntei apontando para o pudim, e recebendo um olhar de advertência da minha mãe que ignorei, ela, meu pai e alguns homens que estavam com o matador de sovertes, estavam olhando a cena.

– Claro — o homem sorriu e me estendeu a taça com o pudim.

Peguei a taça e olhei para o pudim, depois levantei os olhos e olhei para o matador de sorvetes.

– SEU VELHO FEIO! – gritei o mais alto que consegui e atirei a taça com o pudim na sua direção, a taça bateu em seu peito e caiu no chão se despedaçando, já o pudim grudou no seu paletó e começou a escorrer em direção ao cós da sua calça. – EU QUERIA AQUELE SORVETE!

Todos olharam meio perplexos para a cena e minha levou alguns segundos para recobrar a “consciência” e gritar.

– ELIZABETH MARY JAMES! O QUE VOCÊ ACHA QUE ESTÁ FAZENDO!? – ela gritou e se virou para o matador de sorvetes e sorriu – Me desculpe capitão Konrath, minha filha ela...

– Está de castigo – meu pai completou sua frase e eu fechei a cara e cruzei os braços.

– Mas foi ele quem começou – apontei para o matador de sorvetes.

– Liz – minha mãe advertiu e eu me encolhi.

– Tudo bem – o matador de sorvetes disse examinado suas roupas – Eu devia ter tomado mais cuidado, você quer que eu pegue outro sorvete?

Fiz menção em responder, mas meu pai não deixou.

– Não precisa Capitão.

– Mas... – tentei.

– Nada de “mas” Liz, agora sente-se nessa cadeira e não levante daí ate o fim da festa – ele apontou para a cadeira em que eu estava a alguns minutos atrás.

– Mas... – tentei outra vez.

– Mais um “mas” e você fica de castigo até o fim do ano!

Fechei a cara e me sentei de má vontade na cadeira, e no final das contas eu nem consegui comer o meu sorvete e tudo isso culpa do matador de sorvetes!

Cai da gargalhada com a lembrança e todo mundo (menos Max o que é bem irônico), me olhou como se eu fosse louca.

– Que historia é essa de pudim? – Dylan perguntou.

– Acho que eu sei qual é – Rose disse com um sorriso.

Claro que depois disso eu tive que contar a versão completa pra todo mundo e eles cairão na gargalhada.

– Ainda não acredito que você fez isso – Clary disse ainda sorrindo.

– Fiz – disse sorrindo também, há muito tempo não ria tanto assim – A única parte ruim daquela noite foi ter ficado sem sorvete, mas pelo menos consegui vingar sua morte!

– Felizmente nunca mais vi a Liz depois desse nosso fatídico encontro – Max disse divertido.

– Brincadeiras a parte – Rose disse sem a diversão de alguns segundos atrás – Agora eu quero saber onde está à comida, vocês trouxeram?

– Sim – Dylan disse e olhou para o Max, Ok talvez eu também estivesse esperando ele gritar alguma coisa do tipo: Não se mexa, ou Elas não podem ver a nossa comida, mas ele não se mexeu então Dylan se ajoelhou para remexer a mochila, tirando de lá duas garrafas de água de dois litros e o pacote de salgadinhos que eu o vi colocar por ultimo – Só consegui isso, o resto ou estava aberto ou estragado.

– Alex? – Rose perguntou.

– Só consegui isso – ele mostrou os quatro pacotes de biscoito água e sal e uma lata de frutas vermelhas em conserva, Amy olhou para a lata e seus olhos brilharam, e eu não pude evitar de sorrir, tudo bem, eu tenho que admitir que sentia falta de contato humano, das conversas, da bagunça, e até mesmo das brigas, e eu não tinha nem idéia disso até hoje de manhã.

– Só isso? – Clary perguntou parecendo meio desapontada.

– É – Alex disse de má vontade – Estávamos tentando não morrer para trazer Só isso pra vocês.

– Que seja – ela resmungou e Dylan conteve uma risada, mas eu não prestei atenção, pra falar a verdade estou tentando decidir se eu pego ou não a comida que eu consegui lá no mercado, não que eu não queria dividir, não é isso, e só que o Max já deixou bem claro que não confia em mim, por que eu devia confiar nele? Ele pode simplesmente me nocautear, pegar minha comida e minhas armas e me arrastar para a floresta e me largar lá, ou simplesmente me matar, e eu com certeza não quero morrer hoje.

– Liz, você está bem? – Meg perguntou.

– Estou por quê?

– Aparece prestes a vomitar – ela disse e eu ri. – Está pensando em que?

– Nada – disse suspirando enquanto Rose, Max e Alex discutiam sobre a comida.

Tirei a minha mochila das costas e me sentei no caixote em que Alex estava minutos atrás, abri ela e examinei seu conteúdo, eu tinha minha caixa de primeiros socorros, as latas de comida que consegui no mercado, meu pacote de biscoito e duas gafaras de água, uma grande e outra pequena, tinha também uma muda de roupa, a lanterna e a fato minha com meus pais que eu peguei na estante de casa da ultima vez que estive lá, suspirei e contive uma lagrima quando percebi que tudo que eu tinha estava ali, tudo bem que eu ainda tenho minha bolsa com armas mais isso não conta, conta? Que seja, eu preciso ajudá-los.

– Eu tenho comida aqui – disse e todos se viraram pra mim.

– O que disse? – Max perguntou desconfiado.

– Disse que tenho comida aqui – repeti tirando metade das latas de dentro da minha mochila.

– Onde conseguiu isso? – Clary perguntou sorrindo.

– No mercado, hoje com os meninos, eu teria pegada mais, mas a porta estava caindo.

– Carne! – Amy comemorou e pegou duas das latas que eu tinha tirado da mochila e as abraçou. – Senti falta de você!

– Que drama – Meg disse, mas ela também estava sorrindo.

– Posso? – Rose perguntou olhando para as latas.

– Claro – assenti e ela pegou todas inclusive às da Amy que fez bico nos fazendo rir.

Rose sumiu no outro cômodo do bunker com as latas de carne, as garrafas de água e Max atrás de si.

– Vocês vão ficar? – Clary perguntou pra mim e pra Meg.

– Pra ser sincera ainda não sei – admiti.

– Também não tenho nem idéia – Meg deu de ombros – Afinal Max já deixou bem claro que não nos quer aqui.

– Não liguem não, Max é assim com todo mundo, ele também não confiava em mim e saiu no braço com o Alex da primeira vez que o viu.

– Serio? – perguntei interessada olhando para os meninos que conversavam alguma coisa do outro lado da “sala”.

– Sim – Clary garantiu sorrindo – Acho que eu dei sorte por que os conheci no inicio do fim do mundo, eles estavam fugindo com a Amy e eu meio que peguei uma carona com eles, eles estavam tentando achar uma cidade, naquela época todos queriam, mas ninguém encontrou, só que como não achamos nada resolvemos “construir” um lugar – ela fez aspas no ar – Mas nem precisamos, achamos isso aqui – ele fez um sinal com as mãos indicando o bunker – Por acaso e resolvemos ficar, ai depois de um tempo Max encontrou os garotos, eles estavam juntos, e meio que saíram no braço da primeira vez que se viram, só não se mataram por que o Dylan não deixou, então vieram parar aqui cheios de hematomas, ai a Rose ficou com pena do Alex e cuidou dos seus ferimentos, eles enrolaram um pouquinho e salvaram o Max de ser comido vivo e estão aqui desde então.

– Nossa o Max é um amor de pessoa em? – Meg perguntou divertida. – Mas falando serio fico muito feliz de vocês terem cuidado da minha pirralinha. – ela disse apertando as bochechas da Amy.

– Hei! Para com isso! – a pequena protestou tirando as mãos da irmã da sua bochecha.

– Também te amo pirralha – Meg disse divertida fazendo Amy cruzar os braços e fazer um bico.

Eu e Clary rimos.

– Eu sentia saudades disso – admiti.

– Disso o que? – Clary perguntou.

– Dessa bagunça sem motivo, e de poder ficar sentada mais que dois minutos sem precisar me preocupar se tem algum deles vindo.

– Sei do que você está falando – Meg suspirou – Fiquei tanto tempo procurando pela Amy que agora que eu a achei não sei mais o que fazer.

– Que tal viver? – Clary perguntou.

– Onde? – Meg quis saber.

– Aqui – Clary fez um sinal com as mãos indicando o interior do bunker.

Meg me olhou e depois deu de ombros como se dissesse: Ela ainda não entendeu que o Max não nos quer aqui.

Eu sorri, Clary ainda tem esperanças de nós ficarmos aqui, e talvez eu esteja começando a cogitar mesmo a idéia de ficar, mas se o Max não me quer aqui, não vou ser eu quem vai ficar implorando.

– Crianças a comida está pronta! – Rose gritou aparecendo na porta.

– Você tem que nos chamar assim? – Dylan perguntou fazendo a rir.

– Sim, agora venham.

Os meninos e Amy a seguiram e Clary ficou de pé.

– Venham – ela nos chamou seguindo para a outra parte do bunker.

Eu e Meg nos entreolhamos e ela suspirou, então a ajudei a chegar a tal sala.

Quando chegamos lá percebi que a sala na verdade é uma espécie de cozinha, com um fogão a gás (também fiquei meio chocada quando o vi), duas prateleiras de madeira com panelas, pratos e esse tipo de coisa, uma pia que aparentemente não vê água desde antes do fim do mundo, e é claro alguns caixotes que aqui pareciam servir como bancos, e luz, eu não tinha me dado conta antes, mas a lâmpadas aqui, e elas estão acesas.

– Como? – perguntei alto de mais e todos olharam pra mim.

– Como o que? – Max perguntou.

– Como as luzes estão acesas?

Ele sorriu parecendo orgulhoso e ando até botijão de gás e lhe deu alguns tapinhas.

– Elas são movidas a gás.

Tantas luzes me pareceu muito esforço para um botijão só, mas resolvi não comentar sobre isso, então apenas assenti e fui me sentar perto da Amy e dá Meg que estavam uma ao lado da outra respectivamente.

Rose começou a servir o que quer que ela tenha preparado, e que estava cheirando muito bem, quase me fazendo babar, e eu percebi que o Max não tirava os olhos de nós (eu e Meg como sempre), esperei mais alguns segundos para ver era paranóia minha, mas ele continuou nos olhando.

– O que foi? – perguntei do nada chamando a atenção de todos.

– Algum problema estressadinha? – Alex perguntou e eu fui obrigada a ignorar o apelidinho para não atirar na cara dele.

– Sim, o Max não para de encarar eu e a Meg. – respondi e me virei para o Max – O que você quer?

– Sinceramente? Que quero as armas de vocês, não confio em vocês e também, as pessoas não comem aramas.

– Essa pessoa aqui sim! – Meg respondeu.

– Apenas me entreguem as aramas e poderão comer tranquilas.

– Você vai poder comer tranquilo né? Quem me garante que depois de pegar nossas armas, você não vai simplesmente me nocautear e me jogar no meio da floresta?

– Liz... – Alex murmurou me olhando meio chocado. – O que te faz pensar que nós faríamos algo assim? Já não provamos que podem confiar em nós?

– Esse é o problema, em vocês eu confio, confio na garotas e na Rose, e até confiaria no Max, mas ele não confia em mim, eu lhes dei comida e em troca ele quer tomar as minhas armas?

– Eu só...

– Já chega Maxwell Konrath! – Rose o interrompeu – Essas meninas, não nos fizeram mal, nos trouxeram o Alex e o Dylan de volta vivos, e nos deram comida, e eu confio nelas, então se elas quiseram, vão ficar.

Eu pisquei algumas vezes só para ter certeza de que eu estava vendo direito, Rose acabou de gritar com o Max e eu tenho que admitir que estou achando isso tudo de mais! Olhei para Rose e ela piscou pra mim.

– Então? Quem quer comer? – ela perguntou animada como se nada tivesse acontecido.

– Eu! – foi Amy quem se manifestou.

Rose a serviu e depois serviu todos nós, só que ao invés de se sentar conosco para comer ela e Max foram para outro cômodo.

– A Rose não está com problemas por nossa causa, está? – Meg perguntou e eu provei a sopa, está deliciosa, faz tanto tempo que não como uma comida quente que achei que a minha língua nem ia conseguir registrar o sabor.

– Não – Dylan respondeu tomando uma colherada de sopa – Aqui, Rose manda tanto quanto o Max, só que ela prefere não se meter, e se ela se meteu dessa vez é por que ela gostou de vocês.

Eu sorri e Meg também.

– Será que ela estava falando a verdade? Sobre nós podermos ficar se quisermos? – Meg perguntou.

– Estava – Rose assegurou surgindo do nada – E então vocês vão querer ficar?

Notas finais
Então? Gostaram? Comentem please... Enfim, beijocas de suspiro (eu gosto deles Ok? Podem me julgar u.u) e até o próximo capítulo!! :*