Como As Estrelas

1 Ela só Quer Aprender a Sonhar


Notas iniciais
O primeiro capítulo está curto, mas é apenas uma introdução! Aproveitem e digam no que tenho me melhorar!

Era aproximadamente oito da noite, tudo estava em silêncio, Louise não queria alarmar ninguém. Sua família havia viajado para ver uma parente distante, e como Louise tinha medo de avião (pânico de verdade, não tinha como) acabou por convencer seus pais de deixarem ela sozinha no apartamento onde moravam. Loui (como era chamada por seus amigos mais próximos e familiares) colocou sua música favorita “Lonely Day” do S.O.A.D. Aquela música simplesmente a deixava feliz e triste ao mesmo tempo. Sentou no grande sofá que tinha em sua casa (pegava aproximadamente ponta a ponta da sala de estar), encostou a cabeça na almofada, se enrolou no cobertor, com aquela xícara de chocolate quente quando chegou no refrão da música:

“E se você for

Eu quero ir com você

E se você morrer

Eu quero morrer com você”

Nesse momento Louise não segurou as lágrimas, começou a chorar feito uma criancinha, em um raro momento onde estava sozinha, sem ninguém para perguntar o porquê dela estar chorando. No meio de lágrimas e mais lágrimas, ela parou... olhou pela janela do apartamento e sorriu. Sorriu sem motivo, pegou o celular dela, pausou a música e viu a foto dele... ah, a foto dele! Motivo de fazer ela sorrir e chorar ao mesmo tempo, motivo dela acreditar em outras vidas. Pecaminoso isso. “Outras vidas”! O que Louise acreditava com isso? Bom, sabia que se fosse impossível ficar com ele naquela vida, naquele lugar, perto daquelas pessoas, em outra vida ela ficaria. Cuidaria dele igual a mais melosa história de amor.

-Bom, já são oito e meias – Loui levantou, se espreguiçando. – amanhã tenho aula.

Caminhou até seu quarto, pegou o colchão de sua cama pensando “não vou dormir aqui” e o arrastou até a sala, estendeu o mesmo entre o sofá e a TV, pegou o controle e pois em algum filme que julgou bom. Logo, foi fechando os olhos, vendo seus pensamentos mais obscuros, guardados á sete chaves, adormeceu e tece os julgados belos sonhos.

- AI MEU DEUS! ESTOU ATRASADA – disse ela olhando o relógio. – Acho que não vai dar tempo de comer meus ovos mexidos. – disse ela, tentando quebrar o seu próprio mau humor.

Rapidamente se trocou, pegou a mochila e o seu lanche e foi em direção ao elevador. Entrou rapidamente, clicou no botão do térreo pensando “Será que o ônibus já saiu?!”. Desceu esbarrando em todos, gritou um rápido e seco “bom dia” a recepcionista e saiu em direção à porta do prédio.

- Ei! Espere-me! – gritou ela para o motorista do ônibus.

Olhando no retrovisor, o motorista deu ré, e voltou para pegar Louise.

- Quase que não volto. – disse Mr. Bouvieré sorrindo, o motorista que pegava Louise todo o dia.

- Obrigada Mr. Bouvieré – disse ela indo para o fundo do ônibus.

Colocou o seu fone de ouvido, deitou a cabeça no vidro e sussurrou a ela mesmo “Fique firme, ela é só uma idiota invejosa, você aguenta, ela tem uma parte boa, vamos Louise!” De quem ela estava falando? Sua “melhor amiga” ou pelo menos era para todos, menos para Louise. O que essa menina tem? Bom, digamos que tudo que Louise falava, ela queria ser igual, ou ser melhor, ou ter mais, ou saber mais: Dona é e sabe tudo! Nome perfeito para se encaixar a “amiga” de Loui.

- Sua parada é aqui. – gritou o motorista para Louise.

- Muito obrigada motorista. – disse ela, rindo.

Mr. Bouvieré rio de volta, acenando um tchau.

Assim Louise foi para escola, repetindo a todo o momento “fique firme, fique firme”.

Notas finais
Ai está! Quem será esse menino? E as amizades de Louise? Seus pais ficaram bem nessa viajem?
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.