Notas iniciais
Aqui está o começo da estória. Eu vou usar esse capítulo como um Piloto, então se vocês gostarem, por favor, comentem e acompanhem a estória. Fiquem com o primeiro capítulo...

"O corpo foi encontrado aproximadamente ao meio-dia. A vítima é Agnes Valse, uma freira de 21 anos. O corpo foi achado com um corte no braço, um na cabeça, um na barriga e dois no peito."
Foi isso que disse um dos cinco policiais que estavam na cena do crime. Seu nome era Roger Rivers, um homem alto, magro e pálido, que usava óculos. Ele quem examinara o corpo, quando eles chegaram. O corpo seria mandado para uma autópsia, é claro. Mas Roger, o oficial de 25 anos sempre estava "examinando" os corpos que eles achavam, antes de serem mandados para a autópsia. Ele estava falando com o detetive Paul Richards e o oficial Nicolas Miller. Quem respondeu foi Nick:
-Então, alguém entrou na igreja e esfaqueou uma freira, que correu aqui pra cima?
-Não só correu pra cá. -Paul interrompeu-os -Havia um pequeno crucifixo no chão lá em baixo, que provavelmente estava na mão da garota antes do assassino chegar. Se ele caiu no meio da igreja, significa que ela correu até a porta (provavelmente tentando sair, sem sucesso) e depois voltou e subiu as escadas até aqui.
-E tem mais! -era Roger de novo, satisfeito com a resposta de Paul -Havia uma cruz de, aproximadamente, 30 centímetros com um pouco de sange no chão... O que provavelmente, Agnes usou para de defender, ferindo o assassino, que cortou seu braço, a fazendo soltar.
Percebeu que está tudo certo? Roger poderia ser um detetive, pois era especialista em assassinatos, mas não havia ao menos completado o tempo suficiente para isso.
-Como sempre, a loira e gostosa fez uma coisa burra, não é não? -disse Nick, zombando da freira, com um leve sorriso e esbarrando o cotovelo em Paul.
Obviamente não o deram atenção, pois Paul, sem olhar para ele, perguntou à Roger:
-É só isso?
-Bom, na verdade tem mais uma coisa... -Roger parecia hesitar em dizer. -Nós achamos a boca dela aberta e sangrando. Logo pensei que ela tivesse cuspido sangue, por causa das facadas... Bom, não foi só por isso, que havia sangue....
O oficial Rivers pegou um pacote transparente e mostrou aos dois. Nick deu a impressão de que ia vomitar. Paul ficou surpreso (não muito, pois trabalhava com muitos assassinatos).
-Ele cortou a língua dela.
Nick tampou a boca e virou os olhos pro lado:
-Ah cara! Que nojo, mano... E-eu não posso ver isso.
-Acostume-se! -os três olharam para a porta da sala suja, de onde Michael Walsh, outro detetive, falara. O melhor amigo de Paul e provavelmente, o melhor detetive de Saintick. Alto, cabelos castanhos e forte, 31 anos. -Desculpem o atraso... Você tinha razão, Paul -ele se virou para o amigo — Eu não devia ter comido aquelas rosquinhas...
Eles apertaram as mãos.
-Então... O que aconteceu? -Michael estava animado para trabalhar hoje.
Quem respondeu foi Paul:
-Uma freira. Dois cortes e três facadas... Bom, na verdade três cortes. -Paul olhava a língua decepada de Agnes.
-O assassino fugiu? -disse Michael, olhando a língua como se fosse a coisa mais normal do mundo.
-Fugiu. Não deixou nada, aparentemente.
-Na verdade... -Roger os interrompeu e pegou outro pequeno pacote. Dessa vez com um pedaço de papel dentro e os deu. Apesar de sua expressão séria no rosto, os colegas sabiam que ele estava esperando por aquela deixa.
Michael pegou e leu em voz alta o que estava escrito com letra vermelha e garranchada:


"Agora a vadia não pode mais mentir.
-Krampus"


O nome assinado foi lido num tom de interrogação, como se Michael pedisse uma explicação à Roger.
-Espere aí... Krampus? -era Paul falando.
-Você sabe o que é? -perguntou Nick, olhando para Paul, com um olhar curioso.
Quem respondeu foi Michael, olhando para o papel:
-É uma lenda de natal. Um monstro que ajuda o Papai Noel, eu acho. Já me contaram.
Paul continuou:
-Enquanto o Noel da presentes pras crianças que foram boazinhas durante o ano, ele, Krampus, pune as que foram malvadas. Acho que as mata, ou algo assim...
Nick então perguntou:
-Espere! Então um cara deu uma de monstro do Natal e matou uma freira, porque ela fez alguma coisa errada?
-É o que vamos descobrir. -Michael disse isso, olhando para Paul e depois deu o pacote de volta à Roger e saiu de lá com Paul.

CAPÍTULO UM
MENTIRA E ROUBO

Delegacia de Saintick — 14:25
-O que achou sobre ela? -Michael chegou até a mesa, onde Paul estava pesquisando coisas nos arquivos da polícia, no computador.
-Bom... Isso aqui. -Paul pegou uma pequena pilha de páginas impressas e jogou perto dele. -Aparentemente, ela é a garota que denunciou o padre Bougan.
-O estuprador?
-Ele mesmo. -Paul continuou a digitar, somente olhando para o computador.
-Foi essa a que ele estuprou? -Michael estava olhando a foto e informações da garota.
-Não sei bem...
-Como assim? -agora Michael parara de olhar para os papéis e esperava um olhar de volta de Paul , com curiosidade.
O colega parou de digitar e mexeu nos papéis enquanto falava:
-Bom, ela disse que o padre havia se oferecido para levá-la pra casa e quando chegaram, ele a estuprou...
-Não acha que seja verdade? — Michael tomou um gole do seu café.
-Eu não sei... Será que foi ele quem mandou fazer isso?
-Pode ser. Não imagino um padre fazendo isso, mas se ele realmente a estuprou... Não sei o que imaginar.
-E a mensagem?
-Se a garota tiver realmente mentido sobre isso, quem escreveu aquilo estava se vingando pela mentira... Ou talvez só chamando nossa atenção pra pensarmos se ela mentiu mesmo, igual estamos fazendo agora.
-Ou ambos.
-Isso aí -Michael bebeu mais um gole do café.
Paul largou os papeis e colocou a mão na boca, indicando que estava pensando. Então Michael mudou de assunto:
-Então... É oficial?
-Graças à Deus. Finalmente sou um homem divorciado!
Eles sorriram:
-Bom, parabéns! -Michael deu um t apinha no ombro dele.
-Valeu...
Michael se sentou dizendo:
-Sabe, eu nunca gostei dela mesmo... Ela é muito irritante e sinceramente... Eu bem que suspeitei quando ela disse que queria ir ao terapeuta de casal toda semana.
-Você já disse isso umas dez vezes...
-Eu não disse a parte do terapeuta. -ele bebeu um gole do seu café -Maldito doutor Heller, não é mesmo?
-Não me fala nesse desgraçado, que me dá vontade de socar a cara dele.
-De novo? -Michael riu.
-É... de novo. -ambos riram. -Cara, eu daria muito pra poder socar a cara dele daquele jeito de novo e ver ele cair na lama!
-E eu pra ver de novo! Foi a melhor luta que eu já vi desde o Rocky Balboa. Ha ha ha!
Riram um pouco e Paul disse:
-Enfim, esquecendo da luta e do que eu gritei no meio da rua... — ele continuou relaxado na cadeira, ruzou os braços com um sorriso e continuou -Como anda o paraíso? Com certeza melhor que o meu era.
-Ah, eu e a Julie estamos ótimos... A casa nova é ótima, segundo ela. Eu também acho.
-Achei mesmo que ela ia gostar.
-E como gostou! Se é que você me entende... -ele bebeu outro gole.
-Gostou assim, é?
-Aham! Esses foi o melhor agradecimento que ela fez.
-Porta de trás?
-Mais que isso, meu amigo — e bebeu mais um gole do café.
-Ooolha! -ele bateu no ombro de Michael rindo.
-Eu amo essa casa!
-Eu devia ter comprado essa quando casei!
Eles riram e conversaram mais um pouco. Depois voltaram a trabalhar. Após alguns minutos, Michael falou:
-Vamos conversar com o padre?
-Vamos lá... Mas antes um lanchinho. E nada de rosquinhas do Matt's!
-Claro que não.

Prisão de Saintick — 15:34
Pergunte a qualquer um e ele dirá que a prisão de Saintick é menor que um mercado. Ela fica quase na saída da cidade, perto do ponto de ônibus e de algumas casas velhas. É a ultima coisa que há antes da saída, exceto pelo pequeno cemitério que há na próxima e ultima esquina. A prisão havia sido reformada há uns três anos e ficou melhor, sim, mas continua pequena e parecendo uma caixa cinza, com portas e janelas.
Na frente há um estacionamento com três lugares reservados para policiais e cinco para o resto. O prédio de um andar era todo pintado de cinza, com uma porta de entrada e duas janelas na frente. Em volta de todo o terreno haviam muros com cerca elétrica. A pintura já havia descascado quase que por completo, revelando a pintura um pouco mais clara por trás. Dentro haviam a pequena recepção e um pequeno corredor, com três portas. Uma que leva à sala de visitas e interrogatórios, com uma mesa e três cadeiras, outra à sala pra falar com o sargento ou outro policial. A outra levava às dez celas que haviam naquela prisão.
Os detetives chegaram no carro de Michael (uma BMW ano 2013, de cor preta), o portão estava aberto, como sempre ficava das dez da manhã até oito da noite. Estacionaram e entraram no prédio. A recepção estava vazia, como de costume, exceto pelo guarda Jones, que estava sentado do outro lado da parede, que tem um vidro. Paul estava na frente. Guarda Jones estava claramente irritado naquela tarde, pois ele os viu e fez uma cara mais cansada e nervosa do que a que ja tinha. Ele suspirou:
-Posso ajudar?
Michael suspirou igual a ele, debochando o guarda:
-Sim...
Obviamente Jones não gostou disso, então Michael ficou sério:
-Queremos ver um prisioneiro. Padre Richards.
-Foi preso na quinta-feira. -completou Paul.
O guarda olhou nos arquivos do computador e disse:
-O que estuprou uma freira?
-É o que nós vamos ver. -Michael respondeu como se corrigisse o homem.
-Cela sete. -disse Jones entregando a chave prateada com o número 7 -Bruno vai acompanhá-los — ele indicou o guarda perto da porta.
-Não precisa. -disse Michael, pegando as chaves e indo até a porta, que levava ao corredor -Não se incomode em chamá-lo.
Quando eles estavam no corredor, em frente à porta que levava às celas, Michael perguntou:
-Acha que ele ta bem? — ele indicou o guarda Jones com a cabeça.
-Com uma família que ignora ele? Acho que não...
-É... -Michael abriu a porta -Pois é.
Ainda tinha mais uma porta antes das celas, por segurança. Uma porta de grades, que estava fechada, mas todas as chaves das celas vem com a chave daquela porta junto. Eles entraram, Michael fechou a porta e eles andaram até a cela sete. Era iluminada pela luz que vinha da pequena janela com grades e dentro havia um homem com uma roupa marrom, cabelos grisalhos bagunçados, uma pele ressecada e uma cara que não se sabia dizer se era de raiva ou tristeza. O padre olhou para cima e viu os detetives, cada um com uma expressão: Paul sério, observando o homem. Assim como Michael, mas esse estava pensativo (pensando se o homem tinha cara de inocente). Os dois entraram na cela.
-Boa tarde, padre Richards! -Michael continuava com aquela expressão.
-Me chama de padre, depois do que me acusaram?
-É, bom... Você ainda é um padre, eu acho. E não tenho certeza se vou acreditar no que dizem ou em você.
-P-por quê? -o homem não tinha esperança, mas achava isso bom. E isso ele não conseguia disfarçar. De qualquer jeito, agora ele prestava atenção nos dois.
Michael olhou para Paul, que carregava uns papéis. Ele os pegou e mostrou um com a foto da garota morta e viu que o padre a reconhecera antes mesmo de conseguir enxergar direito. Paul viu isso e perguntou:
-Essa é a freira que o denunciou, certo? Agnes Valse?
-Sim. Pobre garota.
-Por quê? -Michael ficou mais pensativo.
-Porque ela pecou. Eu sei que não acreditam em mim e podem nunca acreditar, mas ela pecou e depois pecou mais ainda, quando mentiu. -o padre abaixou a cabeça e acenou negativamente. -Que o Senhor a perdoe.
-É, tomara que já tenha perdoado...
-Como assim? -o homem se mostrou interessado novamente.
Quem respondeu foi Paul, entregando um papel com informações da morte de Agnes nas mãos do padre:
-Senhor, Agnes foi assassinada na igreja, ontem à noite.
O padre pareceu devastado. Sua mão direita foi a boca, enquanto a esquerda segurava o papel, trêmula.
-O senhor não sabia? — disse Michael, que o observava atentamente.
-N-não... Ai meu Deus... Pobre garota, que o Senhor a tenha. -ele fez o sinal da cruz.
-Pode ser que não tenha... Padre, o senhor pode nos responder à algumas perguntas?
O homem devolveu o papel a Paul e demonstrou toda a sua tenção, ainda com cara de tristeza.
-Sim, posso...
Michael se sentou ao seu lado na cama e disse:
-O senhor parece bem surpreso mesmo. Não sabia nada sobre isso?
-O que quer dizer? — o padre não estava com raiva ou indignado, mas curioso e preocupado.
-Bom, o senhor está na cadeia por causa dessa garota desde quinta-feira... Ontem ela foi morta.
-Por favor, se está insinuando que mandei que alguém... Matar uma de minhas queridas garotas...
-Não estou insinuando. Estou perguntando.
-Por Deus, não! Nunca!
-Então imagina quem tenha feito isso? Ou o porque?
-N-não. Ela era uma boa garota. -ele parecia duvidar do que falava e Michael notou isso -Ela não tinha inimigos, eu presumo.
-O senhor a estuprou? -o padre e Paul pareceram surpresos com a pergunta.
-Ó meu Deus, não! Eu nunca faria isso com ela ou com outra pessoa.
-Então como ela conseguiu provar que sim?
-Porque o preconceito e esteriótipos contra os padres estão presentes na maioria das pessoas, meu filho. Um homem que estupra alguém, não merece ser padre.
-Ela deu provas? -dessa vez Michael perguntou à Paul, mas ainda olhava o padre.
-Hum... -ele procurou o papel certo. Então o achou -Deu. Bom, na verdade o Hotel Clancy's deu. -ele entregou o papel a Michael -É onde ela morava. O hotel forneceu a gravação do corredor que ficava o quarto da garota. Aparentemente, o padre entrou com ela e saiu uns dez minutos depois, abotoando a camisa.
Ambos olharam sérios para o padre, que parecia com medo e sem resposta. Foi Michael quem disse:
-Como o senhor explica isso, padre Richards?
-E-eu entrei no quarto dela... M-mas não foi isso o que aconteceu.
-Bem, nos diga o que aconteceu. Estamos com tempo.
-Bom, eu ia me encontrar com minha ex-esposa, mas eu não ligo mesmo... -Paul se sentou no canto da cama.
O padre esperou alguns segundos, se lembrando e pensando nas palavras. Então começou:
-Só estavamos nós dois na igreja. Estava tarde e ela me pediu para levá-la para casa. Nós chegamos e ela perguntou se eu podia entrar. -eles o olharam pensativos e curiosos -E-eu disse "Claro, posso.", mas eu não queria nada com ela. Jamais iria querer. Ela me pediu para entrar no quarto dela. Disse que queria falar comigo... Eu hesitei, pois estávamos sós... Mas entrei. E me arrependo muito disso. -ele esfregou o polegar e o indicador nos olhos, então voltou a falar -Nós nos sentamos na cama dela e... Ela começou a falar sobre como estava feliz com a igreja e como eu era bom pra ela, então... Ela começou a me acariciar... Passar a mão nas minhas coxas -ele passou a mão nas coxas enquanto falava -Logo ela me deitou, antes que eu terminasse de dizer que aquilo não era certo...
"Eu dizia para ela parar, mas ela continuava a passar a mão em mim.. Ela... Começou a desabotoar minha camisa e ficou em cima de mim. Então eu me estressei...."
Ele pareceu envergonhado e pôs a mão na testa. Então Michael disse:
-O que foi?
-E-eu estava... Eu queria fazer aquilo... Eu não queria que ela parasse... Por fora eu dizia aquilo, mas... Ó meu Deus, me desculpe.
-Tudo bem, padre. -foi Paul quem disse -Qualquer um poderia sentir isso. Ela era jovem e bonita... Até mesmo um homem de Deus sentiria isso. Continue, por favor.
Mais alguns segundos e:
-Tudo bem... Eu me estressei e a tirei de mim com força. Ela caiu da cama e eu gritei com ela. Ela chorou e, então me mandou ir embora. E-eu fui... Eu não sabia que ela faria aquilo. Que me acusaria de uma coisa dessas... Mas acreditem, eu não fiz isso e não a matei. Mas se ela morreu por causa disso... Então a culpa é minha. Eu briguei com ela.
-Não se culpe. -Michael pôs a mão no ombro do padre.
Michael se levantou e Paul em seguida. Então Michael falo:
-Se o senhor estiver dizendo a verdade... Não se preocupe. Nós acharemos o assassino e tentaremos tirar você daqui. Enfim, obrigado, se o senhor foi honesto.
-Podem falar comigo quando precisarem. Vou rezar pela alma dela... Pobre Agnes.
Paul disse "Obrigado, padre" e eles sairam. Agradeceram ao guarda Jones e entraram no carro. No caminho, Michael perguntou:
-Acha que ele está relacionado?
-Eu não sei.
-A garota deu mais provas?
-Bom... Não. Ela só é uma boa atriz. E com tantos casos de estupro e esteriótipos contra padres, como ele disse... Já sabe.
-Sei.
-Espero que ele tenha falado a verdade.
-Sabe que seria melhor se ele não estivesse? Seria bem mais fácil de resolver...
-Achei que gostasse de casos difíceis.
-Eu gosto. Não disse que eu iria gostar se fosse mais fácil. Porque eu não iria.
Eles sorriram. Voltaram à delegacia e trabalharam até a noite. Michael estava indo embora.
-Tchau, Mike.
-Tchau, bro.

Michael entrou no BMW e foi embora. Quase errou o caminho de novo, pois ainda não se acostumara com o caminho diferente, já que mudara de casa somente há três dias. Terminara de arrumar a casa na noite anterior, o que ele agradeceu ja ter feito, pois estava muito cansado e agora tinha mais um caso, no qual teria que mergulhar de cabeça para solucionar. Ele estacionou, entrou na casa e subiu até seu quarto, onde estava Julie, sua mulher loira e bonita, com curvas. Ela estava pasando creme, quando ele entrou.
-Oi, querido!
Ele deu um "Oi" meio seco e se sentou ao lado dela, que começou a acariciar o seu ombro.
-O que foi? Dia cheio?
-Tipo isso... Além dos trabalhos que eu tenho que fazer, com o Williams me enchendo o saco... -Williams era o sargento -Uma garota foi morta ontem. Uma freira.
-Que horror... Sabem quem foi?
-Não. A maior suspeita é que o padre, que foi preso por ser acusado de estuprar ela, tenha mandado alguém matar ela.. Mas eu não sei, não.
-Espera. É aquela garota que estava no jornal? Alice...
-Agnes.
-Nossa... Quem faria isso com uma freira? Quero dizer, matar uma freira em uma igreja?
-Muita gente. Um matador de aluguel não se importaria.
-Bom, esses monstros não... Você acha que o padre fez isso?
-Eu não sei.

Casa de Michael — 7:11
Ele já havia acordado. Estava bem melhor e disposto. Quando chegou na cozinha, já havia sentido o cheiro de panquecas da escada.
-Bom dia! -era Julie, colocando panquecas num prato. -Ouvi você descendo. Acordei mais cedo e caprichei. -ela colocou o prato na frente de onde ele chegou- Fiz do jeito que você gosta.
-Hummm... Obrigado, amor. -deram um selinho.
-Já que o seu organismo resolveu não tolerar canela, vou colocar só na minha.
Eles comeram e conversaram um pouco.
-Não. Eu nunca diria isso pra Shirley... Ela iria fazer um barraco no escritório.
-Igual daquela vez que você me contou?
-É, essa mesma. -Julie riu.
O telefone tocou, interrompendo a conversa. Michael atendeu.
"Alô?... Ah, oi Paul... Claro, posso. Por quê?... Mais um?... Tabom! Tabom... Eu to indo."
-O que foi?
-Mais um assassinato. Eu tenho que ir. Tchau amor!
-Tchau. -outro selinho- Tenha um bom dia... Ah, espera! O seu almoço!
Ela o entregou uma lancheira de criança com desenho de policial. Um último selinho apressado e ele foi.

Loja de Penhores do Carl — 7:31
Michael entrou correndo. Novamente, Roger e Paul estavam juntos. Nick não estava lá, somente outros três policiais.
-Tabom! Cheguei! O que aconteceu?
Roger olhou para o corpo caído atrás dele, então Paul e Michael olharam também. Era uma imagem muito comum para um policial como eles. Um homem, sangue, olhos sem vida, bagunça. Era Carl, o dono da loja, que se deparara com o mesmo destino cruel da freira: a Morte.
-O C-Carl?
Michael ficou mais espanado quando olhou para as mãos do homem. Elas tinham sangue. Mas não estavam no lugar que você está pensando, pois não estavam junto ao resto do homem. Estavam em pacotes, no balcão. No chão se encontrava um homem, sem vida e sem mãos. No balcão, pacotes parecidos com o que estava a língua da garota. Três pacotes. Um com a mão esquerda. Um com a outra. E o último com um pedaço de papel. Escrito de vermelho, com uma letra garranchada. Michael se aproximou deles e leu em voz alta:


"Sem mãos. Sem roubos.
-K"

—Puta merda.

ALGUNS DIAS DEPOIS
-Por favor! Por favor, não foi culpa minha! -Julie suplicava, se arrastando para a parede. Olhou para os lados, não conseguiria alcançar aquele pedaço de madeira a tempo de se defender.
-Estou prestes a livrar todos de uma desgraça!
-Não!
Antes que ele pudesse descer a faca e cravá-la no peito dela, uma bala penetrou a cabeça do atacante. Michael chegara a tempo e salvara sua noiva. O homem caiu, a faca não atingiu o braço de Julie por um triz. Ela olhou para o corpo e, depois, para o noivo que agora tinha o rosto paralisado em uma expressão vazia, de um homem devastado. Ele largou a arma.

Notas finais
Gostou? Então comente para que eu saiba que a estória ficou boa e eu continuarei com os capítulos. Até a próxima.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.