Como Acabar Com Hogwarts
19 Plano 42
Notas iniciais
SAMMY
–É uma árvore? — perguntei.
–Não. — Luke respondeu.
–É a neve? — Cat perguntou.
–Vocês são daltônicas? Eu disse que era cinza! — reclamou Luke, indignado.
Nós três estávamos indo para Hogsmead enquanto brincávamos de "eu vejo com o meu olhinho".
–Não, você disse verde. — repliquei.
–Não, ele disse branco. — Cat disse.
–As duas estão erradas, eu disse cinza. — Luke disse, revirando os olhos.
–Na verdade, você disse vermelho. — disse Luna.
–Há quanto tempo você está aí? — perguntei.
–Faz um tempinho. — ela respondeu.
–Ceeerto. Três Vassouras? — perguntou Cat.
–Claro.
–Por que não?
Fomos ao Três Vassouras e pedimos três cervejas amanteigadas.
–E aí, o que querem fazer? — perguntou Luke.
–Quero passar na zonkos. — falei. -Meu estoque de pegadinhas está baixo.
–Eu também. Eles estavam anunciando uns produtos novos que pareciam legais. — concordou Cat.
–Tudo bem. Mas quero passar naquela loja do lado da Dedos de Mel também.
Dei de ombros. Nem lembrava do que era a loja, mas se o Luke quer passar lá nós passamos lá.
–Por mim tudo bem.
–Pra mim também. Fica no caminho da Zonkos então podemos passar lá antes de irmos. — sugeriu Cat.
Eu e Luke concordamos. Nós três acabamos de beber e fomos para a loja.
–Ei, Luke? — chamei.
–O que foi?
–Qual o nome da loja em que você quer ir mesmo?
–Você vai na Dedos de Mel toda vez que a gente vem pra cá e não lembra o nome da loja do lado? — perguntou Luke, arqueando as sobrancelhas.
–Considerando que ela fica do lado de uma vitrine cheia de doces não é muito surpreendente que eu não olhe pra ela. — repliquei.
Luke revirou os olhos.
–Dragão Fashion.
–O que?
–O nome da loja.
Cat e eu começamos a rir.
–Não sei qual é a graça...
–A graça é você querer ir em uma loja chamada Dragão Fashion. — respondeu Cat.
Luke bufou, irritado.
–Eu preciso de meias, ok? Agora parem de encher o saco e vamos logo.
–Tudo bem, mas se resolver levar uma minissaia também, lembra que lilás não é a sua cor, ok?
–Vai se ferrar Samantha.
–Vai você.
–Vai você.
–Vai você.
–Vai você.
–Vai você.
–Vai você.
–CHEGA! — gritou Cat.
Nós dois paramos. Andamos mais um tempo até chegar na loja.
–Bem-vindos! — disse uma mulher loira com um sorriso tão grande que achei que a cara dela ia rasgar -Do que precisam?
–Só um par de meias cinza. — respondeu Luke.
A mulher parou de sorrir.
–Ah. As meias estão ali. — disse ela apontando para o canto da loja.
–Obrigado.
A mulher se afastou, resmungando algo como "Eu podia estar matando, roubando, traficando..."
Luke foi para a parte da loja que a mulher tinha indicado e pegou um par de meias qualquer.
–Mais alguma coisa, querido? — perguntou a mulher do caixa, sorrindo.
–Não, obrigado.
–Resposta errada.
–Como é que é?
–PEGUEM ELES! — gritou a atendente.
Se eu ganhasse um galeão cada vez que eu ouço isso...
Um bando de atendentes sorridentes e armadas pulou do meio das araras de roupas e nos cercou.
–Sabe, acabei de lembrar que eu preciso de um casaco também. — disse Luke.
–Garoto imbecil, isso não tem nada a ver com as suas compras.
–Então por que vocês querem prender a gente?
–Porque vocês serão o sacrifício que trará nossa líder de volta do exílio!
–Hã, claro. Olha, não que eu esteja dizendo que você é doida ou fuma mas já pensou em visitar a ala psiquiátrica do St. Mungus? — perguntou Cat.
A mulher do caixa a ignorou.
–Finalmente, após tantos anos de espera, finalmente encontramos as pessoas certas para a oferenda. EI, VOCÊ! — ela gritou para a mulher que ainda estava resmungando sobre esfaquear pessoas -AVISE AS OUTRAS PARA PREPARAREM A CERIMÔNIA!
A mulher saiu para os fundos da loja (não sem antes resmungar que um dia iria fuzilar todas as suas colegas de trabalho).
A mulher do caixa se virou para nós.
–Amarrem os três e levem para o andar de baixo.
–Espera! — gritou Cat.
–O que foi? — perguntou a moça, irritada.
–Podemos pelo menos saber por quem estamos sendo sacrificados?
–Ah, claro.
A mulher pegou um cantil e bebeu o que estava dentro. Um monte de fumaça a envolveu e em seguida se dissipou. No lugar dela agora havia uma zebra.
–Mas... como? — perguntei.
–Simples, nós adaptamos a poção polissuco para servir em animais.
–E por que a gente tem que servir de sacrifício? Não podia ser, sei lá, a Umbridge.
–Nossa líder disse que devíamos sacrificar as pessoas que viessem a essa loja e comprassem só um par de meias.
–E a líder de vocês seria...?
–A Grande Eliovalda, óbvio! — disse a zebra/mulher do balcão -Chega de perguntas! Levem os três para o local da oferenda!
As outras atendentes também voltaram a forma de zebras e nos levaram para os fundos da loja, onde havia três postes de madeira. As zebras amarraram um em cada poste.
–As celebrações estão prontas, senhora. — informou uma das zebras.
–Ótimo! Que comece o sacrifício!
–ESPERA! — gritou Luke.
–O que foi agora? — berrou a zebra, com muita raiva.
–Sammy, inicie o plano 42.
Arregalei os olhos.
–Tem certeza?
–Tenho.
–Do que vocês estão falando? — perguntou a zebra, com um olhar desconfiado.
Tirei uma caixinha do bolso e joguei para cima delas. Enquanto estava no ar a caixinha se transformou em uma torta de creme e explodiu. As zebras entraram em pânico e começaram a correr de um lado para o outro. A zebra chefe começou a gritar com elas, mandando voltarem para seus postos, mas ninguém prestou atenção nela.
–Cat! A carta! — disse Luke.
Cat passou uma cartinha muito parecida com uma cartinha de yu-gi-oh, com o desenho de um lhamacórnio para ele.
–Eu, Luke Campbell, membro honorário do sindilhama, invoco os poderes do Poderoso Lhamacórnio!
Um arco-íris explodiu no centro da sala e um lhamacórinio surgiu. As zebras pararam de correr e gritar e passaram a encará-lo. O lhamacórnio olhou para uma zebra próxima e disparou um arco-íris nela, que foi pulverizada. Isso fez com que as outras lhamas voltassem a gritar e correr. O lhamacórnio continuou atirando arco-íris nelas até que todas fossem pulverizadas, depois, se virou para nós e pulverizou as cordas que estavam nos prendendo.
–Pudim. — disse ele. Em seguida explodiu em outro arco-íris.
Ficamos parados encarando o local em que ele tinha desaparecido.
–Nunca achei que fossemos usar isso. — disse Cat.
–Eu também não.
–Ainda vamos passar na zonkos? — perguntei.
–Claro. — respondeu Cat.
Saímos da loja.
–Espera! Esqueci uma coisa! — disse Luke.
Ele voltou para a loja e pegou suas meias.
–Vamos.
Fale com o autor