Como A Luz No Mar

11 Você me surpreende


— Ah! – Sasuke arfou ao sentir mãos firmes agarrando seus quadris, diminuindo ainda mais a distância entre seus corpos. Ele sentia os cabelos loiros acariciarem sua bochecha enquanto os beijos que eram depositados em seu pescoço faziam seu corpo arder ainda mais de desejo.

Todos os toques pareciam surreais, a maneira como lhe afetavam era indescritível. Não agüentando mais, Sasuke afastou Naruto brevemente, tirando com rapidez as camisas de ambos. O calor era quase sufocante. As calças se foram logo em seguida.

— Você não sabe o que faz comigo – Naruto mordia o lábio inferior enquanto passava os olhos pelo corpo do moreno, que sorriu maliciosamente ao vê-lo perdido em pensamentos, tentando decidir aonde dedicaria sua atenção primeiro.

— Acho que tenho uma noção – ele riu, levando as mãos até a nuca do loiro e puxando-o para um beijo acalorado.

As carícias retornaram e o coração de Sasuke não poderia estar batendo mais rápido. Naruto se movimentava lentamente, a fricção fazendo com que soltassem gemidos que se misturavam ao beijo.

Os sons que Naruto faziam ficavam cada vez mais altos e, de repente, toda a visão de Sasuke ficou preta. Ele acordou de supetão, sentindo o quarto a sua volta rodando enquanto sua respiração saia descompassada. Precisou de um momento para perceber aonde estava: o quarto de Naruto.

— Hm – alguém resmungando ao seu lado o fez se virar. Naruto estava deitado, com as mãos tapando o próprio rosto; era possível ouvir os gemidos de dor abafados que ele fazia. Mesmo não sendo os mesmos sons que Sasuke ouvia em seu sonho, aquilo não ajudava em nada para melhorar sua situação. – Sasuke... – a voz arrastada do loiro o chamou.

Ele apenas suspirou, tornando a fechar seus olhos. Os raios de sol que entravam pela janela o deixavam ainda mais com calor e tudo que ele queria era tirar a coberta de cima de si.

— Sasuke...

— Que é? – respondeu o Uchiha com a voz ainda rouca.

— Eu me sinto um lixo.

— Eu sei. Você me disse a mesma coisa ontem várias vezes, enquanto vomitava seu estômago.

— Droga – Naruto murmurou. – Por que eu fui beber tanto?

— Porque é um idiota.

— Minha cabeça está me matando – ele gemeu.

Sasuke tornou a abrir os olhos e se virou para observar o loiro. Ele segurava os próprios cabelos com as mãos enquanto mantinha os olhos fechados, uma expressão de desconforto presente em seu rosto. Não gostava de vê-lo daquele jeito.

— Onde sua mãe guarda remédios? – Sasuke se sentou na cama.

— Deve ter alguns na gaveta aí do seu lado.

Sasuke abriu a gaveta do criado mudo e encontrou uma cartela de remédios para dor de cabeça.

— Eu já volto – ele falou, pegando os comprimidos. Após se vestir com as roupas que usara no dia anterior, que estavam penduradas na cadeira da escrivaninha, Sasuke foi até a cozinha pegar um copo d’água.

Ao descer as escadas, no entanto, ele encontrou Kushina e Hinata andando de um lado para o outro enquanto retiravam o que pareciam ser frutas e legumes de várias sacolas em cima do balcão.

— Boa dia, Sasuke – disse a Hyuuga ao vê-lo.

— Bom dia – ele respondeu.

— Ah, Sasuke, que bom que está vivo. Pensei que não acordariam mais depois da noite de ontem – Kushina brincou, rindo, mas então parou abruptamente. – Meu filho está vivo, não está?

— Mais ou menos – Sasuke riu, o que fez a ruiva suspirar aliviada.

— Já comeram alguma coisa? – ela perguntou.

— Não, eu só vim pegar uma água pra Naruto.

— Hm, a tal da ressaca... a gente nunca pensa nela na hora da farra, não é? – Kushina balançou a cabeça mas serviu a água mesmo assim, entregando-a a Sasuke. – Eu sempre aviso a ele, mas quem disse que aquele menino me escuta? Bom, traga-o para tomar um café, talvez ele se sinta melhor.

Assentindo, Sasuke voltou para o quarto. Naruto ainda se encontrava na mesma posição.

— Ei, eu trouxe água – o moreno empurrou o Uzumaki com o pé, fazendo com que ele resmungasse outra vez. – Senta.

Naruto começou a se mexer lentamente e se sentou, apoiando as costas na cabeceira da cama. Após pegar o comprimido das mãos de Sasuke ele o jogou na boca, bebendo toda a água do copo em seguida.

— Sua mãe está te chamando lá em baixo.

— Ah não, ela vai vir com aquele sermão chato de novo – ele reclamou, recostando a cabeça. Sasuke apenas revirou os olhos e, o mais gentil que pôde, pegou no braço de Naruto e o fez se levantar. – Calma ai! Você não é nada delicado, sabia?

— Não me lembro de você querer ser delicado ontem – Sasuke murmurou.

— O que?

— Anda logo.

Kushina já estava preparada para repreender o filho assim que entraram pela porta, mas um sorriso gentil apareceu em seus lábios ao vê-lo.

— Pela sua aparência acho que nem preciso dizer nada, não é mesmo?

Naruto assentiu e ela afagou seus cabelos, ficando na ponta dos pés para dar-lhe um beijo na testa. Hinata sorriu para ele, que retribuiu o gesto brevemente.

Os dois garotos se sentaram enquanto Kushina lhes servia xícaras de café e torradas com ovos. Conversaram um pouco na medida em que comiam e logo as duas se retiraram, Kushina dizendo que tinha mais o que fazer do que ficar cuidando de gente grande.

Por um minuto ambos ficaram em silêncio. Mas Naruto, não conseguindo ficar muito tempo calado, logo falou:

— Acho que minha dor está passando – ele se levantou para colocar os pratos sujos na pia. Sasuke o encarou, pensando no que dizer. Sem muitos rodeios, ele resolveu ir direto ao assunto.

— Você se lembra do que fez ontem?

Naruto se virou rapidamente, fazendo tudo a sua volta girar. Ele cerrou os olhos para controlar a leve tontura que sentira. Ao abri-los novamente, observou Sasuke com uma expressão cansada.

— Por favor, não me diga que fiz alguma besteira.

Sasuke suspirou. Sabia que aquilo aconteceria mas, ainda assim, sentiu aquele pequeno desapontamento em seu peito.

— Eu não diria que foi uma besteira – deu de ombros, levantando-se e andando até o loiro, parando a sua frente. – Tem certeza de que não se lembra?

— Para de fazer suspense, o que foi que eu fiz? – Naruto agora franzia a testa, preocupado.

Sasuke fitou aqueles olhos azuis cheios de curiosidade. Lentamente, ele pôs as mãos no balcão atrás de Naruto, prendendo-o ali ao se aproximar. O loiro agora o observava com olhos bem abertos, sua respiração levemente descompassada enquanto suas bochechas ganhavam um tom rosado. Seus rostos agora se encontravam a centímetros um do outro.

— Bom, você me disse para lembrá-lo, caso esquecesse – Sasuke sussurrava, seus lábios quase tocando os de Naruto, que parecia estar totalmente sem reação. O moreno se segurava para não mostrar o sorriso malicioso que insistia em querer surgir.

— C-como assim?

— Eu adoraria te mostrar, — ele agora falava em seu ouvido, sentindo a respiração pesada de Naruto em seu próprio pescoço – mas não agora.

Ao se afastar de repente, Sasuke viu que o loiro mordia os lábios enquanto o olhava, aéreo.

— Sua cabeça parece funcionar de um jeito estranho, acho que ela precisa de um tempo. A gente se vê depois.

E, assim, Sasuke se foi com um sorriso triunfante estampado no rosto, deixando um Naruto frustrado para trás.

...

— Itachi, — Sasuke falava, sua voz saindo abafada pelo assento do sofá onde estava deitado – sai de cima de mim!

Seu irmão, que estava sentado em suas costas descontraidamente, não fez nenhuma menção de se levantar. Pelo contrário, apertou-se ainda mais sobre Sasuke, pois sabia que a qualquer momento o caçula perderia a paciência e tentaria tirá-lo dali a força.

— Não vou sair enquanto não me responder.

— E eu não vou responder sua pergunta idiota – ele virou o rosto, parecendo irritado.

— Ah, fala sério, Sasuke! Você chegou em casa com um sorriso de orelha a orelha e, se me lembro bem, você não é de sair por ai arregalando os dentes sem um bom motivo.

— Eu te odeio – Sasuke suspirou, novamente enterrando o rosto no sofá.

— Uhum. Agora me diz logo, aconteceu alguma coisa ontem a noite? – Itachi perguntava animado, balançando o ombro do irmão. – O que foi que o Naruto fez?

Ele esperava alguma reação de Sasuke, mais ele apenas o ignorou.

— Deve ter sido bom, resolveu até ficar cheiroso hoje – Itachi se abaixou, cheirando o pescoço do outro. – Por acaso está esperando uma visita do Naru?

— Isso se chama banho, caso você não conheça.

— Ah, sim, acho que já ouvi falar – Itachi ria; sabia que estava conseguindo irritá-lo.

O mais velho já se preparava para lançar mais provocações quando a campainha tocou.

— Está aberta – gritou Itachi, não querendo se levantar para atender a porta.

Aproveitando o momento de distração, Sasuke rolou no sofá, tentando derrubá-lo, mas falhou miseravelmente. Num rápido reflexo, Itachi se levantou graciosamente, sem derrubar uma gota da bebida que carregava nas mãos, e observou o outro Uchiha, que agora se encontrava no chão reclamando enquanto fixava um olhar nada agradável em Itachi.

— Não acredito que realmente pensou que isso ia dar certo – falou Itachi entre risadas. — Não foi assim que te ensinei, irmãozinho.

Sasuke apenas relaxou o corpo contra o tapete e suspirou. Não podia ficar irritado com Itachi, até mesmo porque tinha dado motivos para o interrogatório. Se não tivesse chegado em casa quase saltitando de excitação não estaria agora jogado no chão de sua própria sala de estar. Para melhorar, ele avistou, pelo canto de seu olho, uma cabeleira rosada se aproximando. Espero que ela também não me venha fazendo perguntas.

— Sakura, – Itachi a cumprimentou com um aceno – chegou na hora certa, eu estava aqui perguntando pro seu amigo... ei!

Sasuke chutara sua perna, encarando-o; ao entender o recado, o mais velho começou a se retirar.

— Bom, — Itachi tinha um sorriso divertido nos lábios – vou deixar vocês conversarem. E nossa conversa ainda não acabou, Sasuke – e assim ele saiu pela porta dos fundos.

— Eu interrompi alguma coisa? – Indagou Sakura, esticando a mão para ajudar o moreno a se levantar.

— Não, você me salvou, na verdade.

— Ah, que bom – ela sorriu alegremente, mas seu comportamento logo mudou; Sasuke viu suas bochechas se tornarem da cor de seus cabelos enquanto ela desviava o olhar. – Eu vim ver se você está bem, q-quero dizer, você e o Naruto. Vocês foram embora tão de repente ontem...

— Hm, obrigado, mas não precisava se preocupar – Sasuke se sentou novamente no sofá, sendo imitado por Sakura, que tinha seu ombro agora a centímetros do de Sasuke. Ele ignorou tal detalhe e apenas continuou falando – Naruto não estava se sentindo muito bem, então resolvi voltar com ele.

Sasuke sorriu ao se lembrar do que realmente havia acontecido e, por um momento, se pegou pensando na reação de Sakura se ela soubesse da verdade, mas logo afastou a idéia. Pelo modo como agia perto de Sasuke, era bem provável que ela não fosse gostar de saber.

— ... não tem jeito. Mas sem ele por perto não seria a mesma coisa.

Sasuke saiu de seus devaneios ao perceber que a garota ainda falava com ele.

— Hm, é... – concordou, sem saber direito com o que.

— Ele te considera como um grande amigo, sabia? – disse Sakura, numa voz gentil. – Sei que ele adora ter você por perto e, bom... eu também gosto... bastante.

Sasuke engoliu em seco; a rosada agora o observava com brilhantes olhos verdes, estes cheios de uma antecipação que deixou-o sem palavras. Agora, sentindo o toque do ombro dela no seu, ele tentou pensar rapidamente em um modo de sair daquela situação.

— Ah, olha só a hora – Sasuke exclamou, fingindo olhar um relógio na parede. – Já deve estar passando aquele programa que eu gosto.

Num movimento veloz, ele pegou o controle remoto em cima da mesinha de centro e ligou a televisão. Um programa sobre culinária passava na tela e Sakura se virou para olhá-la.

— Ah, você também gosta desse programa? É muito bom, não é mesmo? – ela falou, animada, assistindo às pessoas correndo de um lado pro outro enquanto preparavam as comidas.

— Sim, muito bom... – Se ela soubesse que não sei nem ferver uma água direito...

Por alguns minutos, Sasuke ficou em silêncio enquanto ouvia os comentários de Sakura. No entanto, para seu alívio, um barulho estranho fez eles desviarem a atenção para alguém que se encontrava parado na porta por onde Itachi havia passado apenas alguns minutos antes. Era Naruto que, desastradamente, se apoiava em um pé só enquanto segurava o outro; era óbvio que havia batido o pé na porta e agora reclamava de dor ao tentar se equilibrar.

— Tudo bem ai? – Sasuke segurou o riso assim que viu os olhos cheios de lágrimas do loiro.

— Claro... – Naruto falou com a voz fraca.

— Você precisa tomar mais cuidado – avisou Sakura, que o olhava preocupada.

Colocando o pé de volta no chão, Naruto parou para observar os dois sentados, uma expressão emburrada tomando conta de seu rosto.

— O que estão fazendo?

— Assistindo TV – Sakura respondeu mas, parecendo se lembrar de algo, levantou-se subitamente. – Eu não acredito, quase me esqueci!

— Que foi? – perguntou Sasuke, confuso.

— Minha mãe pediu para que eu não demorasse, precisa que eu ajude a arrumar a casa. Droga, preciso ir. Vejo vocês depois.

E assim, ao se despedir dos garotos, ela saiu correndo porta afora. Lentamente e em silêncio, Naruto andou até o sofá e se sentou. Sasuke o observou, olhando a distância que os separava e esperando para ver o que ele faria em seguida. Passados alguns segundos, Naruto pigarreou, tentando quebrar o silêncio entre eles. Sasuke continuou calado por um tempo, mas ao ver a expressão consternada do loiro ele começou a falar.

— Olha, Naruto...

— Espera, – ele o cortou – eu vim perguntar... o que aconteceu entre a gente? Quer dizer, eu tenho uma pequena impressão do que foi, mas... – Naruto se atrapalhava com as palavras e tudo o que Sasuke fazia era apreciar o modo como seu rosto se avermelhava, como ele desviava o olhar e mexia as mãos enquanto falava – é que... parece que agora eu te vejo de um jeito d-diferente e eu só... queria ter certeza do porquê.

Nesse momento Naruto encarou os olhos de Sasuke, que apenas retribuiu o olhar, sem acreditar no que estava ouvindo. Achava impressionante o modo como Naruto conseguia surpreendê-lo cada vez mais, fazendo-o pensar em nada além da cor azul, que brilhava esperançosa para ele. Uma inquietude começou a tomar conta de todo seu corpo, seu estômago parecendo estranhamente leve.

Sem perceber movimento algum, de repente, Sasuke viu Naruto sentado a centímetros dele, virado de lado no sofá para olhá-lo melhor.

— Posso... tentar uma coisa?

O moreno apenas assentiu, vendo o rosto de Naruto aproximando-se do seu. Temia estragar o momento ao dizer algo ou se mexer, então ficou parado, seu coração batendo forte em seu peito. Observou aqueles lábios rosados que pareciam irresistíveis, mas mesmo assim não ousou se mover; sabia que Naruto precisava levar aquilo em seu próprio tempo.

No último segundo, Sasuke sentiu a mão calorosa de Naruto pousar sobre a lateral de seu maxilar, para logo em seguida ter seus lábios selados pelos do loiro. Antes que Sasuke pudesse registrar qualquer sensação, no entanto, sentiu a língua de Naruto passar sobre seu lábio e ele se entregou, aprofundando o beijo, que se tornou lento e apaixonado. Aquilo era melhor do que se lembrava; tudo parecia tão mais vívido sem o álcool em seu sistema, tudo tão mais intenso que o fez perder a noção do tempo, só percebendo quando um Naruto sem fôlego cessou o contato.

— Isso foi estranho – o loiro sussurrou, encostando sua testa na de Sasuke, que lhe lançou um olhar ao ouvir o comentário. – Estranho bom, eu quis dizer – Naruto tentou consertar o que havia dito e Sasuke apenas sorriu.

— Parece até que é primeira vez fazendo isso.

— Então... foi isso que eu fiz na festa? Eu te beijei?

— Não foi exatamente assim, foi um pouco mais quente, sabe? – E arrumando, enfim, um jeito de provocá-lo, Sasuke levou sua mão até a coxa de Naruto, fazendo-o desviar o olhar.

— Hm...

— Você não se conteve nem um pouco – ele sussurrava entre os beijos que depositava no canto da boca de Naruto, levando-os pelo maxilar até a beirada do pescoço.

— Eu...

Voltando a encostar sua testa na dele, Sasuke observou o loiro e sorriu ao sentir sua respiração, ainda pesada, acariciar seu rosto.

— Ah, aí está você, Naruto! – a voz de Itachi fez com que ambos sobressaltassem com o susto. – Sasuke mal conseguia parar quieto mais cedo. Pra você ter uma idéia, eu tive que literalmente sentar em cima dele para ele não sair correndo atrás de você. Me deu um trabalhão, esse menino.

— Eu vou te matar – Sasuke lançou um olhar assassino ao irmão que, antes que a almofada que foi jogada contra ele o atingisse, saiu correndo em direção a cozinha, rindo. — Era mentira – ele olhou sério para Naruto.

— C-claro – Naruto tentava, sem sucesso, conter as risadas. Sasuke apenas revirou os olhos, esperando que o loiro terminasse.

Assim que a crise de riso passou, entretanto, Naruto olhou para ele, parecendo preocupado.

— Espera, você acha que ele viu que estávamos...?

— Não, tenho certeza que pensou que a gente só estava brincando de ver quem pisca primeiro.

O sarcasmo em sua voz fez Naruto encará-lo, sério.

— O que foi? – ele perguntou, simplesmente, como se estivesse tendo uma conversa normal sobre o clima.

— Idiota – Naruto empurrou seu ombro, mas ao ver o sorriso no rosto do moreno ele retribuiu o gesto.

— Não se preocupe – Sasuke tomou a mão de Naruto na sua, entrelaçando seus dedos. — É o Itachi, o máximo que ele vai fazer é curtir com a nossa cara.

— É verdade – o loiro concordou, dando de ombros.

Fazendo-o se esquecer dos problemas, Sasuke puxou Naruto para si e selou seus lábios novamente.