Comme Les Fleurs
5 Mestre Cuca De Sentimentos
Notas iniciais
Eh isso aí meu povo amado...
Aqui vai mais um grande capítulo da grande história chamada Comme Les Fleurs!!!!!!!!!
beijinhos e boa leitura!
Aqui vai mais um grande capítulo da grande história chamada Comme Les Fleurs!!!!!!!!!
beijinhos e boa leitura!
Logo depois do meu pequeno incidente, fui para a cozinha fazer o jantar (até que eu era bom na cozinha. Bem, comparado ao meu irmão, eu era o mestre cuca da casa!)
Enquanto cortava batatas e tomates para o ensopado, Mikey entra na cozinha ainda rindo, senta no banquinho que fica próximo a bancada central, fitando-me. (Nas horas em que cozinho, meu irmão se ocupa com algumas coisas... Uma delas é me perturbar).Já fazia um certo tempo que ele estava ali e aquilo começou a me irritar de uma forma insuportável.
- Vai ficar me olhando muito? – perguntei virando meu rosto para olha-lo, notei claramente que ele estava em um tipo de transe — O que você quer, hein?
- Hã? – ele piscou atordoado – Eu? Ah! Nada, eu não quero nada não.
Passados alguns minutos ali sentado, Mikey se levanta e vai onde eu estava, apoiando-se na pia.
Já tinha feito uma grande parte da janta, pelo menos só faltava o macarrão para ser cozido no fogão, e agora cortava alguns morangos para por na salada de frutas para a sobremesa . Notei que ele olhava para mim, depois para os morangos inteiros que estavam em uma vasilha próxima, depois olhava para mim e novamente para os morangos. Ele, aproximando suas mãos disfarçadamente para o interior da vasilha de morangos, retira fartos dois morangos, os coloca na boca rapidamente e volta a se sentar no banquinho perto da bancada central da cozinha.
- Eu vi, Senhor Mikey Way...- disse ainda cortando, agora um enorme abacaxi, sem olha-lo. Dei uma risada ainda me concentrando no que estava fazendo.
- Viu o que?- disse ele com a boca cheia, suas bochechas ficaram rosadas com a pressão que os morangos faziam contra as mesmas. — Eu não fiz nada! – defendeu ele, deixando cair alguns pedaços de morango da sua boca.
- Não, eh?- virei meu rosto para olha-lo ainda rindo, sua expressão era de surpresa. “Peguei você, maninho...hehehehe”, pensei enquanto o olhava, onde sua expressão era de “E agora o que eu faço?” — Então o que é isso na sua boca?- perguntei erguendo as sobrancelhas e apontando, com a faca na mão, sua boca.
- Ah! N-não é nada — ele me olhou como que perguntando se eu havia acreditando na sua “enrolação” nada convincente. Continuei a olhar para ele com uma das sobrancelhas erguidas. Ele sorri para mim, um sorriso desesperado (acho que ele pensou que eu ia ataca-lo com aquela faca ainda apontada para ele. Poxa! Nunca mataria meu irmãozinho só porque pegou alguns moranguinhos. Pelo menos não com uma faca...um revolver, talvez... Brincadeira.) Ainda olhando para ele, balancei a cabeça negativamente virando-me para continuar os meus afazeres na cozinha.- Tá... – Mikey bateu sua mão violentamente contra a bancada, levantando-se em um salto. — Eu peguei um morango, okay? Me processe por isso então!
- Eu só tava brincando, Senhor nervosinho. – ri um pouco mais, ainda cortando cuidadosamente o abacaxi.
Ficamos em silêncio por um tempo, até Mikey começar a falar:
- Ge? – ele voltou com aquele olhar profundo para mim — Ela não tem namorado...- ele disse se recostando na bancada.
- Eh...Eu sei. – afirmei distraído. Depois que minha ficha caiu, murmurei um “ai, fudeu” e fechei meus olhos para não olhar a reação de Mikey depois de ter escutado essa minha afirmação “nada” constrangedora.
-Como você sabe? – ele perguntou com uma voz de desconfiança.
“Pronto. Agora fudeu mesmo...”, pensei abrindo novamente os olhos. Respirei fundo e tentei explicar como eu podia. “Droga! Cadê o Senhor Desculpas Elaboradas? Merda!”
- Ah...É que, sabe...Bem...Ela não usa aliança e então, bem, deduzi que ela não namorava. – “Acho que essa foi uma grande desculpa”, respirei aliviado enquanto pensava e voltava a cortar a fruta.
- Gerard, ela usa aliança sim... –“Acho que essa, DEFINITIVAMENTE, não foi uma grande desculpa", pensei enquanto murmurava um “ai, droga”.
O mais curioso foi a expressão de Mikey, nem consigo descrever que tipo de expressão era aquela. Curiosidade? Sarcasmo? Admiração? Cara-de-tacho? Tudo junto? Talvez...– Então você ouviu nossa conversa, não é? – ele perguntou. Agora entendi sua expressão (ele mudava de expressão muito rápido, até me admirava com a proeza do meu irmão), era incredulidade pura.
“Então, né...Onde está suas ótimas desculpas, hein? Foram para o saco junto com as suas idéias de se safar de perguntas constrangedoras e de momentos nas quais precisava de uma explicação lógica, onde ninguém conseguiria explicar, só você?”
Fechei os olhos novamente e depois os abri devagar, respirei fundo e confessei:
- Eh. Eu ouvi a conversa, mas não conta pra ela. Por favor...
- Você acha que vou falar isso para ela e deixar você constrangido com isso? Claro que não, né cara! Você é meu irmão, nunca faria isso com meu próprio irmão. – ele sorriu, levantando-se do banquinho, batendo com a palma de sua mão nas minhas costas. – Relaxa, cara. Nunca faria isso com você! – olhou para mim ainda rindo. – Quer uma ajuda para lavar o alface?
- Okay. Mas lava bem!
- Sim, senhor, Senhor! – Mikey ficou sério e fez continência para mim como se fosse um soldado e eu o sargento.
Ambos demos risada.
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