Notas iniciais
Aqui começa a história, eu acho que ficou violento demais, então mudei para +16. Mas se acharam que ficou tudo bem, eu mudo de novo. Enfim, espero que gostem, é minha primeira história.

Em 2015, a humanidade foi pega de surpresa com um aumento gigantesco da poluição no mundo. Azerbaijão foi o primeiro país a agir, seguido pelos Estados Unidos. Porém, a poluição aumentou e começou a trazer constantes desastres naturais com ela. No final de tudo, 2 bilhões morreram devido a mega-erupções, tsunamis, terremotos e nevascas. Neste meio tempo, surgiu a figura de Ernest Restorius, um brilhante cientista que construiu um equipamento que deixava o ser respirar normalmente em qualquer lugar sem oxigênio. Após 2 anos, todos os sobreviventes, no total de 1 bilhão de pessoas, conseguiram o equipamento. Porém, a Terra ficava cada vez mais inóspita, até que uma base lunar foi finalmente construída. Demorou mais 7 anos até que todos estivessem estabelecidos na Base Lunar Charles Darwin. Várias espécies foram descobertas, seja por acidente ou por missões de exploração.

O que chamava a atenção do Superior, no entanto, era uma espécie em particular, chamada Stirus. Eles eram extremamente agressivos contra qualquer coisa que invadisse seu território. Com isso, foram criadas várias equipes, no intuito de pacificar a Via Láctea. Uma delas, Mega Sound, foi encarregada de assassinar o então rei dos Stirus, Urksta, pois assim seria mais fácil negociar com eles. Vários dias foram necessários até que o caminho até o rei ficasse seguro. Quando as coisas aparentemente se ajeitaram, O Superior se levantou de sua cadeira bege, feita de veludo, para chamar a Mega Sound. Pôs sua mão no microfone, e começou a falar com um modificador de voz, como tradicionalmente fazia:

– Equipe de ação Mega Sound, favor comparecer ao QG imediatamente, detalhes serão fornecidos quando todos estiverem aqui. Apenas a Mega Sound deve comparecer, ninguém mais.

A Mega Sound estava a três andares abaixo, na cafeteria, conversando e rindo, até ouvirem o chamado. A equipe era formada por Parker Griezwald (que também era o líder), Alberto Foguete, John Mars, Larry James II, Hillary Clinton, Kira Rodríguez, Javier “Paco” Gímenez, Perry Clayton, Joseph Cherishev, Norman Jackson e Chelsea “Silver” Hurmann. Parker se sentia confiante e aliviado de que essas árduas batalhas contra os Stirus finalmente chegariam ao seu fim hoje, mas ao mesmo tempo, ele sentia um pouco de medo. E se nada desse certo? Será que a equipe seria morta? Ou seria escravizada e punida? Balançou a cabeça afim de afastar esses pensamentos negativos e andou de cabeça baixa até o elevador, apertou o botão “S” e a porta em um instante se fechou diante da equipe. Alberto, um brasileiro, tentou puxar conversa:

– Caramba, nem acredito que hoje finalmente tudo vai acabar. Hoje aquele rei nojento desgraçado irá cair!

– Ele pode ser um Stirus, Alberto, mas ainda é um rei, deveria mostrar respeito. – Disse Larry, reprovando as palavras do companheiro.

–Humpf, tanto faz... – Alberto balançou a cabeça e se calou.

Segundos depois, o elevador havia chegado a seu destino. A porta se abriu, revelando uma sala com algumas mesas, estantes de livros e um bebedouro. Mas o que chamava a atenção era um enorme telão feito de vidro, vidro esse que era supostamente indestrutível. Havia um projetor de slides no teto, mas não tinha uso, pois as transmissões do Superior eram recebidas pela Internet. Inesperadamente, o telão ligou e a sombra do Superior apareceu na enorme tela. Todos se sentaram e prestaram atenção no que a sombra iria dizer:

–Senhoras e senhores, acredito que já sabem o motivo que os chamei, não é mesmo?

–Hoje iremos fazer o ataque final aos Stirus, se me recordo bem, foi o que o senhor disse na volta da última missão. – Disse Parker, fazendo seu papel de líder.

–Exatamente, Comandante Griezwald, hoje mesmo vocês irão até ao planeta Buszer e eliminar o tirano Rei Urksta, pois assim poderemos negociar um acordo de paz com os Stirus. Sabem que vocês tem disposição aos melhores equipamen-

–Desculpe interrompe-lo senhor, mas o que iremos fazer com o filho do rei? – Disse calmamente Norman.

–Bem, se tiverem a oportunidade, capturem-no e traga para cá. Assim teremos certeza de que ele não será assassinado por um dos soldados leais a Urksta. Fiquei claro?

–Sim, senhor. – Todos disseram em uníssono.

–Continuando, sabem que tem a disposição os melhores equipamentos disponíveis para a raça humana, então façam bom uso deles e completem a missão com sucesso como sempre fizeram. Fiquei claro?

–Sim senhor! – Todos disseram novamente.

–Ótimo, agora preparem-se e vão! West os aguarda no hangar 3. – Depois da mensagem final, o telão se desligou e todos se dirigiram ao hangar 3. No meio do caminho, Parker notou que Norman e Silver estavam agarrados um ao outro. O relacionamento entre os dois havia começado antes mesmo da Mega Sound ser formada. Parker apenas sorriu e continou a caminhar.

O Hangar 3 era o maior até então, muitas naves estavam a disposição da equipe, mas a escolhida era sempre a de West Carver, o piloto. O homem os recebeu:

–E aí pessoal, prontos?

–Você já sabe a resposta, amigo – Disse Paco.

–Ok, vocês podem entrar, O Superior já me comunicou qual é o destino.

Todos se acomodoram em suas poltronas e olharam através da janela aquele número infinito de estrelas espalhadas pelo espaço. 5 minutos depois, um anúncio ecoou pelo rádio:

–Mega Sound, preciso que vocês coloquem seus AEs imediatamente.

Todos colocaram seus adaptadores espaciais e soltaram de seus cintos. Minutos depois, West parou a nave em uma distância segura e abriu a comporta da nave, assim todos poderiam pular normalmente. Após todos tocarem o solo do planeta, a comporta se fechou e West anunciou que os esperaria dali.

– Então, para onde vamos? – Perguntou John.

– De acordo com o GPS, deveremos ir em direção ao palácio central.

– Não acha que isso é suicídio Norman?

– Estou apenas seguindo ordens, John, não posso contestá-las.

– Droga, espero que apenas o Rei esteja lá.

–É o que todos esperamos Alberto, é o que todos esperamos... – Disse Parker.

Buszer era um planeta deserto. Não existia nada além do gigantesco palácio do Rei Urksta, onde todos os Stirus moravam. Avançaram 500 metros do ponto de partida até chegarem a entrada. Quatro guardas os aguardavam. Os Stirus eram todos iguais, corpos verdes, robustos e a cabeça era oval com quatro chifres na ponta. Tinham quatro dedos, afiados com garras suficientemente grandes para cortar um pescoço. Os guardas usavam coletes dourados e roxos, representando a roupa do Rei. Agressivos como sempre, os guardas atacaram a equipe, um deles fez um corte no rosto de Hillary, até que foi morto por ela com um tiro bem dado na cabeça. O segundo foi rapidamente liquidado por John e Norman decapitou o terceiro usando a arma do guarda: Um enorme machado dourado com lâmina roxa. O último foi morto por Parker, sendo esfaqueado múltiplas vezes. Os corpos dos guardas estavam cheios do sangue azul deles mesmos. Hillary dispensou ajuda com o corte:

–Hillary, deixe eu cuidar desse cor-

–Esquece Paco, eu estou bem, isso não foi nada.

– Tudo bem, então.

Mais adiante, Mega Sound encontrou o trono do rei virado para a direção oposta. Para uma sala real, até que as coisas estavam bem quietas. A equipe esperou mais dois minutos, afim de uma resposta do rei, mas nada aconteceu.

–Eu não estou gostando disso. – Silver se aproximou do trono, cautelosamente, e se horrorizou com o que viu. A cara que sua companheira fez preocupou Parker:

–Silver, o que foi, por que fez essa cara?

Silver respondeu girando o trono para a direção da equipe.

–Oh... Meu... Deus. – Disse John.

O que estava sentado no trono não era um rei, e sim era uma pirâmide formada pelos pedaços do mesmo. Os pés e as coxas formavam a base, o tronco e os braços formavam a parte do meio e a cabeça formava o topo. Pelo menos, o que sobrou da cabeça, que estava com parte de baixo faltando. Hillary foi ver mais de perto.

– O que será que acontece se eu...

–HILLARY NÃO!!! – Exclamou Paco.

A resposta da pergunta de Hillary veio com uma lança grande, que percorreu o corredor até atravessar o pescoço dela, matando-a na hora. Após o corpo da soldado cair no chão, uma bomba de fumaça pegou todos de surpresa, a fumaça causou uma tosse imensa e vômitos de sangue a Kira, que ficou de joelhos por alguns minutos até ser acertada em cheio por outra lança. Depois de algum tempo, a fumaça sumiu, e com ela, Alberto e Perry haviam sumido também.

– Tem algo errado.

– É mesmo Norman? Tem como ficar mais errado que iss-

Silver foi interrompida por um machado que atingiu suas costas, segundos depois, outro machado atingiu sua cabeça, encerrando sua vida. Norman desesperado, foi acudir seu amor:

– SILVER! NÃO!!

– Norman, não faça isso! – Exclamou John.

O aviso não surtiu efeito, afinal Norman tentou reanimar o corpo sem vida. O que ele não viu, porém, era que dois Ravagers, animal típico do planeta, se aproximavam. Paco tentou dar um tiro de aviso, mas foi puxado por um tentáculo e tudo o que se ouviu foi o grito do mexicano. Outro barulho foi ouvido, os gritos de Norman. Ao se virarem, os soldados restantes viram uma cena horrível:

Norman havia sido partido ao meio pelos enormes braços dos Ravagers, e agora o que tinha sobrado dele era disputado pelos dois animais. Cherishev, sem pensar, matou os dois com tiros bem dados na cabeça. Depois, se virou e ajudou a exterminar o outro que havia matado Paco. Com a morte dos três monstros, tudo parecia sob controle. Até que Larry notou algo:

– Espera, o que é aquilo?

– É... Perry. – Respondeu Parker.

De fato, era Perry. Ele estava bastante machucado e sua respiração indicava que não lhe restava muito tempo. Parker o acudiu:

– Perry, meu garoto, o que aconteceu? Cadê o Alberto?

– Eu... não...sei.

– Porquê você está assim, Perry, por que?

– Tem um exército..... chegando.... lá fora. – Perry deu uma respirada bem profunda, indicando que sua hora estava chegando.

– Perry Não!

– Adeus... meus... amigos.

Perry então dá seu último suspiro e morre nos braços de Parker. Cherishev cruza os braços e fecha os olhos e os outros fazem o mesmo por um minuto. Quando o tempo passou, Larry falou:

– Parker, nós temos que ir.

– Não podemos deixa-lo aqui.

– Ele se foi Parker, nós temos que ir, se não vamos acabar como os outros.

Parker pensou em hesitar, mas desistiu. O grupo então, se dirigiu para fora do palácio. Mas não encontraram nenhum exército. A resposta veio quando dois Stirus pularam de cima do palácio e atingiram Cherishev, sem chances de se defender. O russo morreu da mesma forma que tinha chegado: totalmente calado. Outros Stirus também desceram e atacaram os três, Larry tentou contra-atacar, mas foi facilmente subjugado e morto. Sem opções, Parker e John correram para a nave de West. John deu uma rápida olhada para trás e viu pelos menos centenas de soldados Stirus correndo atrás deles. Depois de muito correrem, os dois chegaram a nave.

– Rápido, não temos muito tempo! – Exclamou West.

– West, pegue a minha Minigun! – Disse John.

– John, não faça isso!

– Eu preciso Parker, a Penny precisa do pai dela. Além disso, diga a ela que o Tio John mandou um abraço. – Depois disso, John desceu com a sua arma e começou a disparar contra os Stirus que se aproximavam. West anunciou que apertaria o botão de lançamento, Parker assentiu com a cabeça. Olhou pela janela, e viu seu eterno amigo de infância lutando bravamente contra o exército, porém viu John abandonar a Minigun e pular em cima deles. Entendeu o que ele iria fazer, fechou os olhos e ouviu o barulho da explosão. West enfim apertou o botão de lançamento e a nave em segundos partiu do planeta, planeta esse que Parker desejou jamais ver na vida.

A volta, obviamente, não foi alegre. O Superior mandou fechar a Mega Sound e as outras equipes, declarando luto por 2 semanas e que as missões não voltariam até que ele ordenasse. Penny também chorou muito após saber que seu padrinho havia morrido, mas ficou aliviada por seu pai estar vivo. Rankyd isolou-se em seu quarto após saber da morte do seu pai. Por muito tempo as coisas ficaram assim e todos os habitantes estavam esperando alguém aparecer.

Um dia, porém, O Superior anunciou que a hora havia chegado. Todo mundo ficou ansioso para saber quem seria escolhido para se tornar oficialmente um defensor da paz.

Notas finais
E aqui está o primeiro capítulo, espero que tenham gostado.