Coming Home
3 Welcome to your life... There's no turning back. - I
Notas iniciais
A casa de Zelena era enorme, digamos que podia ser chamada de mansão. Estava cheia de flores: rosas brancas, copos-de-leite, camélias... Todos os arranjos eram brancos e tinham uma rosa vermelha no meio. Haviam muitos deles, fazendo com que toda a casa ficasse perfumada.
– Uau! – Exclamou Emma – Você tem um quaro só para guardar roupas.
– Roupas, sapatos, bolsas – Zelena ia respondendo quando acendeu uma luz, iluminando uma parede inteira – E joias!
As prateleiras eram todas de vidro, caixas de ouro com “almofadinhas” azuis guardavam joias lindas, todas expostas.
– Eu usarei esse. – Disse a ruiva pegando um colar de ouro, pequenas pedras e uma pedra enorme de esmeralda.
– Esmeralda?
– É minha pedra preferida.
– Eu gosto de ônix. – Emma sorriu – E pérolas.
Zelena lhe mostrou um colar inteiro de pérolas e um par de brincos da mesma pedra, que, diferente do colar, havia uma para orelha. Emma sorriu deslumbrada.
– Então é isso que você irá usar. – Disse a mais velha dirigindo-se às roupas – E isso! – Ela pegou um vestido preto, mas a loira já estava de olho em outra peça.
– Não pode ser isso? – Pegou um terninho feminino preto, com uma camisa branca e calça social.
– Como quiser. – Zelena deus os ombros.
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Os convidados chegavam e logo se maravilhavam com a decoração. Não podia ser diferente, afinal, Zelena era decoradora.
– Ze! Você está fantástica!
– Obrigada, Aurora. Você também está muito bem. Rosa é realmente a sua cor!
– Eu nunca consigo me decidir entre rosa e azul, então Ruby escolheu por mim. – Ela riram.
– Ruby? Estavam se arrumando juntas?
– Algum problema nisso? – Ruby interrompeu sorrindo cinicamente.
– Nenhum! – Respondeu Zelena com o mesmo sorriso cínico.
– Onde está sua nova namoradinha? – Ela provocava.
– Futura, querida. Futura namorada. – A ruiva respondeu e piscou para a outra – Ela deve estar acabando de se arrumar.
Dito isso, Emma começou a descer as escadas. Ela usava a roupa social, salto alto preto, um conjunto de pérolas e um batom vermelho bem chamativo. Regina entrava na mesma hora, usando seu vestido preto, sapatos na mesma cor com a sola vermelha (lê-se um Louboutin) e um colar de ônix no pescoço. Ah, e sua boca levava um batom vermelho escuro.
Os olhares das duas cruzaram. Emma estava fascinada com a beleza de Regina. Ela era poderosa, definitivamente. Já Regina intrigou-se com a autenticidade da loira. Ela era diferente. E linda. Se metáforas fossem físicas, haveria uma linha entre as duas; uma linha que, a partir daquele momento, carregava desejo.
Zelena dirigiu-se a Emma.
– Você está encantadora. – Sorriu ao beijar suas mãos.
– Obrigada. – A loira a olhava – Você também.
As duas logo notaram Regina se aproximando.
– Sis! Fico feliz que tenha vindo. – Disse Zelena ao beijar-lhe o rosto.
– Querida, eu não seria louca de perder uma festa sua.
– Madame Mayor. – Emma a cumprimentou cordialmente, apenas gesticulando com a cabeça.
– Miss Swan. Vejo que resolveu passar a noite. – Regina falou com um tom rígido.
– Longa história. Parto pela manhã. – Ela sorriu receosa.
– Assim espero. – O modo como falava era cortante.
– Sis, se me der licença, tenho alguém para dançar. – Zelena tentou cortar aquele clima pesado.
– Toda. – A prefeita assentiu.
A ruiva levou Emma para a pista e logo começaram a dançar. Os garçons iam passando com taças e mais taças de champagne e Zelena sempre pegava uma para ela e uma para a sua acompanhante. Elas iam bebendo e, a cada gole, a loira olhava mais para Regina. Na verdade, ela não conseguia tirar os olhos da outra. A mais velha se esfregava em Emma, deixando-a com mais fogo, mas ela queria outra pessoa ali. Entre giros e passos, Zelena foi se aproximando cada vez mais da boca da loira e lhe deu um beijo. Swan não entendeu muito bem, só que continuou. Talvez por já ter bebido um pouco, talvez por querer provocar Regina, nem ela entendeu direito, só continuou. Não foi um beijo demorado, foi rápido. Zelena a segurava pela cintura e as duas se mexiam no mesmo ritmo.
Regina via tudo da mesa em que estava sentada. Ela, assim como as outras, ia bebendo uma taça atrás da outra, e como já havia feito um “esquenta” em sua casa, as coisas estavam começando a ficar engraçadas. Ela fitava Emma e sentia um desejo que nunca sentira antes. Não teve tempo para demonstrar nenhuma reação, pois uma mão tocou-lhe o ombro direito.
– Meu amor! Que saudades. – Uma mulher ruiva e elegantérrima sorria.
– Mãe? – Regina olhou surpresa – Pensei que estivesse em Paris.
– Eu estava, mas um passarinho verde me contou que tinha uma convidada especial para a festa de hoje. Você sabe como sua irmã é, eu tinha que vir conhecê-la. – Ela segurava um copo de Martini. – Aliás, haverá mais uma competição entre as duas? – Ela riu.
– Quê?! Oh, por favor, não fale besteira. – Regina estava séria – Eu nunca me interessaria por essa aí.
– Regina, quanto ódio nesse coraçãozinho.
– Essa é a mãe biológica de Henry. – A morena a olhou e levantou uma das sobrancelhas.
– E como ela o achou?! – A mais velha ficou em choque.
– Ah, é uma história cumprida. Amanhã ela terá ido embora e eu te conto.
Zelena ao ver sua mãe, se aproximou, trazendo Emma com ela.
– Mamãe, fico feliz que tenha vindo! – Ela abraçou a mãe – Essa é Emma Swan. – Apresentou as duas e, antes de dizer o nome da mãe, a mesma esticou a mão para cumprimentar a loira.
– Cora Mills. – Ela sorriu.
– Muito prazer. – Emma retribuiu o sorriso.
– Zelena, querida, eu gostaria de conversar com você sobre a minha nova casa. – Cora puxou a ruiva para perto – Quero que a decore.
Decoração era o assunto preferido de Zelena, então ela acompanhou a mãe e as duas foram para o jardim.
– Não está gostando da festa? – Swan sentou na mesa de Regina.
– Estou, Miss Swan. Acha que eu estaria aqui até agora por quê?
– Não sei, esperando algo, alguém talvez... – Emma estava levemente alterada.
Regina a olhou com raiva.
– Eu não venho a festas para ficar beijando as outras pessoas, se é o que você quis dizer. – Abriu um sorriso cínico.
Emma ficou sem palavras, apenas pegou mais uma taça de champagne e a bebeu inteira, o que levou a segunda, terceira, quarta e por aí foi... Regina também bebia bastante, só assim para suportar toda aquela gente. A única que ela gostava era Tinker, sua amiga de anos.
– Regina, temos um problema! – Tinker chegou toda descabelada, ela realmente amava dançar. Beijou o rosto da morena.
– Nossa, Tinker, você está estranha! – Riu – Diga, qual é o problema?
– Você, meu amor, você!
– Eu?! Não entendi.
– Você passou a festa aqui sentada, que isso? Precisamos te arranjar alguém!
– Não precisamos coisa alguma! Estou ótima. – Regina respondeu retocando o batom.
– Então você vai dançar comigo! – Tinker a puxou para o meio da pista, postou-se atrás da morena, segurou sua cintura e começou a mexê-la. Regina foi continuando o movimento aos poucos. Se notar, ela dançava com a amiga.
Emma começou a sentir um fogo incontrolável. O corpo daquela mulher era maravilhoso e ela rebolando atiçava a mente da loira. Tomou o último gole de sua taça e resolveu entrar na pista.
Regina dançava com os olhos fechados, deixando seu corpo ser levado pelo ritmo da música.
– Tinker, não sabia que você dançava tão bem. – Ela falou sentindo as mãos da loira ainda em sua cintura.
– Nem eu sabia que você rebolava desse jeito, Madame Mayor. – A voz de Emma a pegou de surpresa. Ela falou sussurrando no ouvido da morena, que logo se arrepiou.
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