Coming Home
39 Viva Las Vegas! Get those stakes up higher - I
Notas iniciais
Um carro foi buscar as duas no aeroporto e logo chegaram no hotel. Regina queria que fosse uma viagem especial, por isso não poupou esforços ou dinheiro. Escolheu a suíte Hugh Hefner Sky Villa, no Palms Casino Resort. Era a suíte principal de todo o complexo, homenagem ao dono da Playboy, que possui o mesmo nome do quarto.
A suíte é a 2ª mais cara do mundo, mas valia os esforços por Emma. Entre os serviços, estava um mordomo a disposição o tempo inteiro, cama giratória, teto espelhado, mesa de pôquer e uma enorme jacuzzi com vista para os cassinos. A loira, que já nem sabia o que esperar de tudo, ficou boquiaberta quando chegou na frente do hotel e logo veio um senhor de uns 60 anos recebe-las.
– Boa noite, Miss Mills. – Disse o homem dirigindo-se à Regina.
– Boa noite, Alfred. – Ela dispensou a cerimônia e beijou-o no rosto. – Como você está? Já faz algum tempo que não nos vemos...
– Estou muito bem, querida. – Sorriu gentilmente após um abraço. – Impressionante, 12 anos se passaram e você continua com uma beleza estonteante.
– Como eu senti saudade dos seus elogios! – Regina riu. – Da última vez com mamãe, papai e Zelena. Tanta coisa mudou desde então...
– Tem razão! Como está o senhor Henry? Madame Cora? Senhorita Zelena?
– Papai, infelizmente, faleceu há alguns anos. – Viu o olhar triste e constrangido de Alfred e logo tratou de ajuda-lo. – Mas não se preocupe! Estava na hora dele... Foi feliz até o final. – Sorriu-lhe gentilmente. – Mamãe continua sendo a “sua madame”. – Eles riram. O mordomo sempre teve uma devoção enorme por Cora. – Voltou com Fiona e estão ambas muito felizes. Zelena se casou com Ruby, uma mulher com que já havia namorado antes. Deixaram aquele vai e vem de lado e se casaram.
– Não acredito que Cora e Fiona, finalmente, se encontraram! – Pareceu aliviado ao dizer aquilo, só depois se tocou que talvez não devesse ter dito aquilo. – Me desculpe, Regina. Eu gostava muito do seu pai, mas as duas sempre frequentaram aqui e nunca se cruzaram. Fiona é uma grande amiga, me contou toda a história e fiquei encantado.
– Não tem problema, Alfred. – Regina riu. – Elas estão muito felizes e é isso o que importa. – Puxou Emma pela cintura e a aproximou do homem. – Essa é Emma Swan.
– Muito prazer, Alfred. – A loira o cumprimentou.
– Muito prazer, Miss Swan. – Disse cordialmente.
– Por favor, ficarei triste se chamar Regina pelo nome e a mim pelo sobrenome. – Fez um bico divertido.
– Me desculpe, Emma. São os hábitos.
Ficaram conversando por mais algum tempo e foram até o elevador, subindo para o quarto.
Assim que Emma pisou no recinto, seus olhos denunciaram o quão maravilhada estava. Ela ficou sem palavras por alguns segundos, que pareceram uma eternidade.
– Regina... Regina... – Tomou fôlego para continuar a frase. – Isso é incrível.
– Eu sei, meu amor. Eu sei. – Regina sorriu animada. – Fiona sempre me contou sobre essa suíte e as festas que dava aqui, mas disse para eu vir só em um momento muito especial da minha vida. – Disse abraçando a loira por trás.
– Regina, se não se importa, preciso voltar ao trabalho. – Regina se direcionou ao mordomo e se despediu dele. – Qualquer coisa, sabe onde me encontrar. Eu virei na hora.
– Eu sei, meu querido. Muito obrigada. – Disse, fechando a porta. – Emma, sei que esse quarto é incrível e teremos todo tempo do mundo para desfrutá-lo, só que agora precisamos fazer outra coisa.
– Claro! O que? – Emma respondeu excitada com tudo aquilo.
– Apostar. – Regina sorriu maliciosamente.
+++
Regina estava sentada ao lado de Emma. Ambas eram muito boas jogadoras de pôquer, sendo assim, resolveram se juntar a um grupo que ia começar uma nova rodada agora.
– Meu amor, você sabe que a nossa aposta é mais alta do que qualquer cacife daqui, não é? – Regina sussurrou no ouvido de Emma.
– Como assim? – Perguntou confusa.
– O presente de Zelena. – Regina fez uma pausa e deu um gole no whisky que havia pedido. – Quem ganhar da mesa toda, sendo eu ou você, fará o que quiser com ele hoje. – Piscou com malícia.
– Ah, é? – Emma ergueu uma sobrancelha. – E o que é esse presente?
– Ganhe para saber, querida. – A prefeita sorriu com o canto da boca.
– Estou sendo desafiada, é isso? – Perguntou a loira, recebendo um gesto positivo de Regina. – Então se prepare, Regina. Eu nunca perco um desafio. Vou ganhar dessa mesa inteira só para ganhar de você.
– E eu nunca perco no pôquer, querida. – Dito isso, Regina começou fazendo sua aposta.
Após algumas horas e vários drinks, só restou Emma e Regina com fichas na mesa. Elas haviam ganhado de todos os outros e várias pessoas se aglomeravam em volta da mesa para saber o que iria acontecer. Emma recebeu suas duas cartas e as olhou com uma expressão preocupada no rosto. Regina notou aquilo e, ao ver que possuía uma quadra de reis, resolveu arriscar.
– All win. – Disse vagarosamente e empurrou as fichas para o centro da mesa, enquanto mantinha os olhos fixos nos de Emma.
Emma sorriu e fez o mesmo movimento que a morena. Elas possuíam quase a mesma quantia; a mais nova estava com uma ficha de 50 na frente, mas quase não fazia diferença.
– All win. – Ela sorriu com malícia e fixou o olhar no de Regina.
– Pois bem, podem virar as cartas. – Disse o dealer (homem que distribui as cartas do jogo). Como Regina havia pedido “all win”, ela teria de virar as duas primeiro.
– Com prazer. – Sorriu e mostrou os seus dois “reis”, que faziam uma quadra juntos aos outros dois que haviam na mesa.
Emma fechou os olhos e respirou fundo, convencendo a todos os apreensivo dali que já havia perdido.
– Regina... – Ela olhou para baixo e levantou o rosto sorrindo. – Eu ganhei. – Dito isso, virou as duas cartas que possuia na mão: um “As” e um “10”, ambos de paus. Regina já ia rir quando olhou para a mesa e viu que ali havia o mesmo “rei” que havia usado, uma “dama” e um “valete”, ambos de paus.
– Royal Straight Flush! – Exclamou Regina incrédula.
– Royal Straight Flush!! Temos uma vencedora. – Gritou o dealer e metade da multidão vibrou com a vitória da loira, a outra metade suspirou com Regina.
– Emma! Sua cara... Você se mostrou decepcionada com as cartas e... – Antes que a morena acabasse de falar, Emma segurou sua mão e sorriu.
– Eu também sei blefar, meu amor. – Piscou para Regina e se levantou para ir retirar o dinheiro que havia ganhado em fichas.
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– Não fique tão triste. Você é muito boa jogando, só que eu sou a melhor jogadora de pôquer da história. – Emma abraçou por trás Regina que estava na varada, fumando um cigarro, enquanto apreciava a vista.
– Por que nunca me disse que era tão boa? – Ela ainda estava chocada. Nunca perdia no pôquer.
– Porque, meu amor, — A loira pegou o cigarro da mão de Regina e deu uma longa tragada, soltando a fumaça devagar. Elas fumavam raramente, só em ocasiões com álcool e especiais. – eu gosto de manter alguns mistérios. – Riu após dizer aquilo. – Agora, vamos ao que interessa, qual é o presente de Zelena?
– Claro. Vou buscar. – Regina respirou fundo e se dirigiu a sua bolsa, que estava na poltrona. Pegou o pacote e entregou a Emma. – Faça as honras de abrir, afinal, você é a vencedora.
Emma abriu com cuidado o pacote.
– Regina. – Foi a única coisa que conseguiu dizer. Ela olhou para a namorada e a luxúria tomou conta do seu semblante. – Então é isso. – Havia muita malícia em seu olhar e no sorriso que mostrou a Regina.
– É. – A prefeita respondeu, mantendo seu olhar firme nos olhos verdes de Emma, cheios de prazer.
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