Coming Home
1 Storybrooke.
Notas iniciais
“Que cidade estranha” foi o que Emma pensou ao chegar em Storybrooke. Henry, um menino com mais ou menos 10 anos, foi procura-la em Washington, afirmando ser seu filho. Ela, sem entender nada do que estava acontecendo, tratou logo de leva-lo para casa.
– Ding dong –
Uma mulher de cabelos curtos e pretos abriu a porta.
– Henry, meu filho, por onde você esteve?! – Ela abraçava o menino – Fiquei preocupada!
– Você não ficou preocupada. – Ele respondeu rispidamente. – Você nem liga para mim. – disse ao se soltar dos braços da mãe e entrar em casa.
Emma, que já estava um pouco perdida, agora não entendia mais nada. Ficou parada em frente a outra mulher.
– Me desculpe, acabei nem me apresentando por causa dessa confusão. – A mulher estendeu a mão – Regina Mills, prefeita da cidade e mãe do Henry.
– Prazer, Emma Swan. – Respondeu Emma ao estender a mão para cumprimenta-la.
– E então, Miss Swan – Regina era sempre cordial – o que lhe traz aqui? Quer dizer, por que meu filho lhe trouxe aqui?
– Olha, para ser sincera, nem eu entendi direito. – Ela sorriu meio sem jeito – Comemorei meu aniversário sozinha, pedi que algo mudasse em minha vida e, de repente, lá estava ele dizendo que sou a mãe biológica dele.
Ao ouvir “mãe biológica” Regina estremeceu. A ficha de Henry era fechada, não havia como saber quem eram seus pais. Ela encarou a loira e manteve seu olhar fixo no dela.
– Como isso aconteceu?! – Falou com os dentes fechados.
– Eu não sei. Juro que não! – Emma odiava que a intimidassem – De qualquer jeito, fique tranquila, não irei incomodá-los. – Disse e logo se virou para ir embora –
– Espere! – A prefeita continuava com um tom ríspido – Apesar de tudo, foi você quem trouxe o meu filho de volta, deve estar cansada da viagem, não quer entrar para comer ou beber algo? – disse entrando na casa.
– Pode ser. Desculpa aceitar, mas eu to realmente precisando de alguma força para dirigir de volta. – E foi andando em direção a sala.
– Gostaria de um chá? Uma água? Uma maçã, talvez? – Perguntou a morena.
– Você teria algo mais forte? Um whisky, talvez? – Respondeu rindo.
Regina riu e a convidou para o seu escritório. Serviu uma dose para cada uma e ambas sentaram-se no sofá.
– Olha, Emma, eu vou direto ao ponto. – A morena deu um gole na bebida antes de continuar – O Henry é tudo o que eu tenho. Infelizmente, não posso dar atenção a ele 24h por dia. Sou a prefeita da cidade, tenho muito trabalho a fazer, mas o amo acima de tudo.
– Não se preocupe, Madame Mayor, eu não vim para ficar. – Tudo isso tinha mexido com ela – Inclusive, já vou indo. – Disse antes de terminar em apenas um gole todo o resto de whisky que havia em seu copo.
A loira se levantou e Regina a levou até a porta. As duas se despediram e Emma entrou em seu carro. Tudo estava confuso para ela. Um filho era algo que jamais esperaria! Ela sabia muito bem o que estava fazendo quando colocou-o na adoção, mas nunca, em hipótese alguma, esperava vê-lo novamente. Pensava em tudo que havia acontecido nas últimas horas e ligava ao passado. Como é que uma decisão tomada há anos podia voltar com tanta força? Ela acreditava em destino e esse foi um claro sinal de que talvez sua escolha não tenha sido boa... Perdida em seus próprios pensamentos, a visão de Emma foi ficando escura, ela não percebeu que bebeu um copo de whisky sem ter comido nada, então tudo começou a girar e, para que nenhum acidente acontecesse, sua melhor opção era estacionar o carro no acostamento da estrada e esperar passar.
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