Coming Home
6 Everything shining bright makes everything seem alright.
Notas iniciais
Os raios do sol entravam pela fresta da cortina. Emma abriu os olhos calmamente, passando suas mãos sobre eles, e começou a olhar o quarto em que estava. Era um cômodo grande, como todos os outros, possuía alguns móveis de madeira e sua cama ao centro. Ela não conseguia se lembrar como tinha chegado ali, na verdade, a única coisa que se passava por sua cabeça era aquela ressaca horrorosa que insistia em permanecer com ela. Tomou um copo de água que havia no criado-mudo e se levantou devagar, indo em direção a janela que tinha vista para a piscina, onde algumas pessoas estavam tomando sol.
– Toc toc –
– Pode entrar! – Gritou Emma, enrolando seu hobby de seda no corpo.
– Oi, só passei para ver como você estava. – Uma mulher de cabelos curtinhos e pretos sorria e ia andando na direção da outra. – Está melhor? – Ela indagou, beijando-lhe a bochecha. Aquela mulher tinha o olhar mais doce que existia, trazia uma sensação de paz e calmaria.
– Desculpe, mas já nos conhecemos? – A loira estava confusa sobre o que estava acontecendo ali.
– Ahh, claro que você não se lembraria! – Ela riu. – Eu sou Mary Margaret, ou só Mary, fica mais fácil. Alguns também me chamam de Snow, por causa da minha pele, sabe como é, né? Sou bem branquinha... – Snow balançou a cabeça e as mãos, rindo de sua própria falta de controle. Ela amava falar. – Desculpe, eu gosto muito de conversar.
– Sem problemas. – Emma sorriu de volta para aquela doce mulher. – Aconteceu alguma coisa que eu possa me envergonhar ontem? Porque só lembro de estar no banheiro e um tal de Gold falou comigo. – Disse com um sorriso amedrontado.
– Não, você só foi até o sofá e começou a dormir. – A morena contava e dava risada, sempre se desculpando depois. – Aí eu te ajudei a vir para cá, colocar uma roupa mais confortável e deixei um copo de água, caso você acordasse com ressaca. – Seus olhos azuis fitavam os de Emma.
– Você é um anjo da guarda? Algo parecido? – Swan riu, passando as mãos pelo cabelo. – Nem amigas minhas fariam isso... – Ela fez uma pausa. – Se bem que eu não tenho amigas. – Terminou em um tom de deboche.
– Ora, que bobagem! – Snow era sempre otimista. – Claro que tem amigas onde você mora! Todo mundo tem amigos.
– Eu sempre fui muito sozinha. Acredite, sem amigos. — Aquilo deixou Snow morrendo de pena.
– Vamos, se troque então. – Ela pegava algumas roupas do armário e ia passando para Emma. – Vamos comer alguma coisa e você me conta mais sobre a sua vida. – Estava tentando desviar o assunto para não deixar a outra triste.
– Mas eu preciso realmente ir embora. Desculpe. – Emma a olhou com uma cara tristinha.
– Ah, é? E qual é o seu compromisso inadiável? – Snow levantou uma sobrancelha e sorriu.
– Não tenho... – Antes que acabasse a frase, sua nova amiga jogou um biquíni azul em seu colo e mandou-a se vestir.
– Então você tirará umas férias aqui em Storybrooke. – A morena estava realmente querendo ajudar aquela mulher a ter amigos. – Está decidido. Vou pegar meus chinelos e passo aqui em um minuto para descermos juntas.
Emma não entendeu muito bem o que tinha acontecido, mas, pela primeira vez em toda sua vida, sentiu-se querida. Ela mal conhecia aquela mulher que já estava preocupada com ela. Será que é assim quando as pessoas tem pessoas que se preocupam com elas? A loira pensou nisso e logo um sorriso estampou seu rosto. Ela iria ficar para umas férias, não tinha nada a perder mesmo, além do mais, poderia passar um tempo com seu filho.
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Cora acordou e logo notou que estava nua, levando um susto, pois sempre dormia com alguma camisola, era um hábito. Levantou o lenço e estava sem uma peça de roupa, antes que pudesse estranhar, olhou para o seu lado e Fiona estava a observá-la:
– Como nos velhos tempos, querida. – A loira virou-se para o criado-mudo afim de pegar seu maço. – Nossa, como eu senti sua falta. Juro. – Ela puxou o cinzeiro para mais perto da cama, acendeu um cigarro e deu uma tragada profunda antes de dizer mais alguma coisa. – Não sei como aguentei ficar tanto tempo longe.
Cora não conseguia tirar a expressão de surpresa de seu rosto. – Fiona, o que foi que aconteceu? – Ela realmente estava chocada com o que estava vendo.
– Ora, meu amor, não é óbvio? – Fiona ria enquanto fumava. – A propósito, você continua maravilhosa. Nem os anos casada com o chato do Henry tiraram seu dom natural. – Ela piscou para a ruiva. Cora corou e escondeu o rosto em baixo dos lençóis.
– Você não pode ficar aqui. – Uma expressão séria postou-se em sua face enquanto ela começou a falar com a loira.
– Não posso? – Fiona sorria.
– Não... – Ela respirou fundo. – Da última vez que ficou e partiu, foi muito ruim. Eu demorei anos para me recuperar daquilo. Eu te amava... – Cora sorriu com tristeza nos lábios. – Mas o amor é uma fraqueza.
– Profunda, sua citação é realmente profunda. – A loira riu. Pegou um robby de seda preto que estava no chão, ao lado da cama, e levantou-se. – Pena que nunca servirá para pessoas como você. – Deu a última tragada no cigarro e saiu do quarto, deixando Cora com o coração apertado. Depois de tanto tempo, por qual motivo Fiona estaria de volta? Seus pensamentos embrulharam seu estômago, ela já nem estava mais com fome. Pegou um maio vermelho e foi se vestir para ir à piscina.
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Todos já estavam no andar térreo da casa. Zelena sempre gostou de receber gente, por isso sempre fazia um after party no dia seguinte: servia comidinhas na piscina, para quem quisesse aproveitar os dias calorosos da cidade, e, na sala principal, uma mesa com frutas, pães, frios, sucos, entre outras coisas deliciosas.
Tinker usava trajes de banho e encontrou Regina, enquanto andava pelo corredor. A morena dava passos apressados. – Regina, minha linda! Vamos para a piscina? – A loira sorriu com cara de pidona.
– Não, eu não posso. Preciso trabalhar. – Foi a primeira desculpa que veio a sua cabeça.
– Hoje é domingo, Regina. Do-min-go! – Tinker ia falando e foi puxando-a para o quarto que tinha dormido. Mexeu em algumas gavetas, tirou um maio preto e bem decotado, e entregou para a amiga. – Toma, você usará isso! –
– Tinker, meu filho deve estar me esperando. Eu nem deveria ter dormido aqui. – A prefeita estava relutante.
– Eu já liguei para a Granny, ela vai trazê-lo para cá. Agora vai, apronte-se.
Regina, sem conseguir pensar em mais nenhuma desculpa, apenas obedeceu a amiga. Entrou no banheiro e, quando saiu, já exibia seu corpo lindo. Ela era linda! Tinha a pele bronzeada, coxas definidas e seios muito bem moldados.
– Uau, se não fossemos tão amigas, eu te atacava aqui mesmo. – Tinker e Regina riram, pegando suas coisas e descendo para a piscina.
Ao chegar lá, se depararam com algumas pessoas familiares e outras nem tanto. Regina olhou para Emma com um olhar rancoroso, aproximando-se da loira. — Você não ia embora hoje, Miss Swan? – Ela usava um tom superior, como o usual.
Emma abaixou os óculos escuros que usava – Resolvi ficar, alguém podia sentir falta de um par para dançar, Madame Mayor. – Piscou para a mais velha, que ficou irritada e saiu dali de perto. Ao vê-la se afastando, Emma fitou os olhos no corpo da outra. Eu preciso roubar essa mulher para mim. Esse corpo, aquele fogo de ontem, aqueles gemidos... Ela se perdeu em seus próprios pensamentos.
Regina deitou-se na espreguiçadeira ao lado de Cora.
– Bom dia, mãe.
– Bom dia, querida. – Cora sorriu para ela. – Gostou da festa de ontem?
– Péssima. – A morena respondeu. – E você?
– Na-nada demais, né? – A mais velha gaguejou ao falar, como se estivesse nervosa. – O de sempre, as mesmas pessoas, tudo igual... – Seu falar era eufórico, parecia que algo a perturbava.
Regina estranhou e perguntou se estava acontecendo alguma coisa, mas antes que sua mãe respondesse, a voz de Fiona ecoou entre as duas. – Ela só estava com saudades. – Riu de sua própria “piada”.
– Fiona Goode?! – Regina se surpreendeu com a presença da outra. – Quanto tempo! – A prefeita levantou de sua espreguiçadeira e abraçou a mais velha. – Você continua maravilhosa... E fumante! – As duas gargalharam.
– Isso sempre, né, meu amor? Mas veja bem, você também está incrível... Poderosa, como sempre. – Ela retribuiu o elogio.
– Eu não te vi na festa ontem, chegou agora? – Indagou a morena.
Fiona passou as mãos sobre os ombros de Cora e sorriu – Digamos que eu tive assuntos a tratar com urgência. – Ela se deliciava com o incomodo da ruiva.
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