Coming Home
9 Can't stop.
Notas iniciais
– Snow, eu não faço ideia do que usar hoje. – Emma e Mary Margaret estavam sentadas no sofá da sala. – Eu nem sei se queria ir... – A loira apoiou a cabeça no braço e suspirou.
– Bobagem! Vai ser legal, aposto. – Snow era sempre otimista. – Você tem que aproveitar enquanto é jovem.
– Ahhh, como se você fosse bem mais velha, né? – Elas riram.
Emma não queria ir nesse encontro, só estava indo para irritar Regina, mas logo se arrependeu da ideia. Aquele homem era lindo, só que ela era... Um homem. Swan não ficava com homens há muito tempo, então ela começou a imaginar como seria, porém, sua imaginação logo foi acobertada pelas lembranças da tarde. A prefeita não saia da cabeça dela, seu corpo, sua pele, seus gemidos, seu gosto, Emma se lembrava de tudo. Ficou ali no sofá, já arrumada, viajando em seus pensamentos sobre Regina. A campainha tocou despertando-a. Ela abriu a porta e deu de cara com Hook.
– Emma Swan, você está magnifica! – Ele trouxe flores e beijou sua mão.
– Emma, fica mais informável. – Ela sorriu. – E obrigada pelas lindas flores, Killian.
– Então me chame de Hook, já que seremos informais.
– Hook?! – A loira riu enquanto colocava as flores em um vaso. Ela se despediu de Snow, segurou o braço de Hook e saiu. – Engraçado o seu apelido. – Eles riram.
Os dois chegaram a um restaurante lindo: tinham velas espalhados por todos os cantos, cortinas brancas e detalhes dourados nas mesas e cadeiras. O lugar também era de Granny, mas era um pouco mais sofisticado que o seu café. Logo foram recepcionados à mesa que Hook havia reservado, sentaram-se e pediram um vinho.
+++
– Tinker, eu não sei porque você cisma com esse lugar. – Regina reclamava enquanto estacionava o carro. – Aqui só tem casais chatos.
– Ora, eu gosto de vir aqui! A Granny sempre foi um amor com a gente, não podemos ir ao concorrente. – Tinker riu.
As duas entraram, logo um garçom veio atendê-las:
– Madame Mayor, Miss Tinkerbell. – Ele as cumprimentou fazendo uma reverência bem formal e as levou a uma mesa. A loira teve o árduo trabalho de convencer a prefeita a sair com ela, o que ajudou foi Cora que pediu para ficar com Henry.
Sentaram-se e pediram dois cosmopolitans, tinham esse costume, quase como uma tradição.
+++
– Então, você faz o que? – Emma perguntou.
– Trabalho com comércio exterior. – Hook se gabava. – É uma afinidade que tenho desde pequeno. E você?
– Eu... Bom, digamos que faço várias coisas para me virar. – Ele pegou a mão dela enquanto ela respondia. – No momento, sou agente financeira.
– Interessante, Emma. – Ele sorriu e olhou nos olhos dela. – E como veio parar em Storybrooke?
– É uma looooooooonga história, mas digamos que eu divido o filho da prefeita com ela. – Ela piscou.
– Com Regina? Puts, que azar! – Ele gargalhou.
– Ah, qual é, ela só se faz de durona, não deve ser tanto assim.
– Regina não era. Sempre foi muito romântica, diferente da irmã. Ela sonhava com tantas coisas, mas aconteceram alguns imprevistos em sua vida... – Ele lamentou.
– Que triste. Por isso hoje ela é totalmente fechada? – A loira estava interessada em saber sobre a prefeita.
– Digamos que sim. – Ele movimentou a cabeça como quem dissesse “mais ou menos”. – Gosto muito da Regina, só que nos afastamos. Uma pena!
Ficaram conversando durante um tempão. Assim que a comida chegou, ambos comeram rápido, estavam cheios de fome.
+++
– A Granny se supera, não? – Tinker tinha acabado de se deliciar com um salmão ao molho de maracujá. – Ela sempre faz pratos incríveis.
– Isso ninguém pode negar! – Regina concordou enquanto dava uma última garfada. – Querida, se não se importa, preciso ir ao banheiro. – A morena se levantou e saiu.
Logo que Regina saiu do banheiro, avistou uma mesa com um casal. Conforme foi chegando perto, percebeu que aqueles dois eram Emma e Killian. Sua raiva logo tomou conta dos seus pensamentos, então ela voltou para a mesa rápido e disse a Tinker que iam pedir a conta. Pagaram e se levantaram parar ir embora, a loira não estava entendendo nada, mas isso acabou quando passaram um pouco distantes da mesa dos outros dois, que estavam perto demais para o seu gosto. Agora fazia sentindo toda irritação de Regina, e ela, como uma boa amiga, não poderia deixar que aquilo acontecer:
– Eiii, Hook! – Ela pulava no meio do restaurante acenando e foi indo de encontro à mesa.
Regina ficou puta da vida (não há outra maneira de expressar isso) e foi atrás.
– Miss Swan, Killian. – Ela cumprimentou-os a contra gosto.
– Oi, oi, não sabia que viriam aqui. – Emma corou ao ver Regina.
– Nem eu! – Respondeu a prefeita com uma voz irritada.
A situação foi super constrangedora. Hook já havia bebido um pouco demais e Tinker, para ajudar sua amiga, começou a paquerá-lo. O plano deu certo, o homem estava interessadíssimo na loirinha e essa foi a deixa para Regina sair do restaurante. Emma estava desconfortável ali e foi atrás da morena.
– Ei, Regina. – Ela sorriu ao ver a prefeita.
– Miss Swan, continua me seguindo? – Seu tom era sarcástico.
– Eu continuo te querendo... – Ela falou baixinho.
– Como disse? – A morena levantou uma sobrancelha.
– Nada. Olha, eu já vou indo. – Emma começou a andar em direção a rua.
– Miss Swan? – Regina a chamou.
– Oi? – Ela se virou.
– Você não tem como ir embora... – Ela olhou para o chão e depois para a loira novamente. Quer uma carona?
Fale com o autor