Coming Back To Hogwarts

11 Capítulo 11 - O conselheiro


Notas iniciais
Aí mais um capítulo. Boa leitura ♥

Hermione acordou pontualmente às 6:00 hrs como sempre fazia, tomou banho e se arrumou. Quando terminou, acordou Gina e desceu para esperá-la no Salão Comunal. Quando Gina finalmente desceu, elas começaram o café da manhã.

– Ai, Mione, eu tive um sonho tão lindo... Eu estava andando na Floresta Negra, quando um Hipogrifo enorme aparecia na minha frente e começava a me atacar. Aí o Harry aparecia na Firebolt dele e me salvava. — Gina olhou para a janela como se estivesse olhando para Harry

– Nossa, que romântico! — disse Hermione, sem emoção nenhuma na voz.

– Ah, Mione, que horror! Você não sonhou com nada essa noite?

– Na verdade sonhei! Eu sonhei que eu era decaptada por um comensal da morte. — Hermione inventou

– Isso não é sonho, é pesadelo! Você está tão mal humorada. — Gina reclamou

– Argh, desculpe Gina. É que eu não quero falar sobre sonhos hoje — Hermione suspirou

– Ah já sei. Sonhou com o Rony não foi? — Gina compreendeu

– É, sonhei. Sonhei que ele me perdoava e passava o dia todo me beijando. E a vontade de que isso aconteça foi aumentando...

– Mione, calma! O Rony vai te per...

– Bom dia Hermione — Harry interrompeu Gina se sentando na mesa — E bom dia amor — ele deu um selinho nela

– Bom dia! Cadê o Rony? — Gina perguntou

– Ele está ali, com Simas e Dino — Harry apontou para a ponta da mesa, onde Rony conversava com os garotos.

– Porque ele está lá? Quer dizer, só porque nós brigamos ele não vai mais comer conosco!?!? Aliás, quer saber? Se o problema sou eu, então eu saio! — Hermione bateu seu copo de suco de abóbora na mesa e se levantou bruscamente. Ela saiu correndo em qualquer direção, indo a qualquer lugar que a levasse para longe de Rony. Em um momento, abaixou a cabeça para enxugar as lágrimas e...

– AI! — ela gritou ao se chocar com alguém

– Oh, Hermione. Me desculpe. — era Luna

– Não, me desculpe você! Eu é que ando desastrada.

– Ah, devem ser os Zarambules!

– Os.. OQUÊ? — Hermione perguntou

– Zarambules, eu e a Cassie estamos pesquisando sobre eles. — Luna respondeu

Foi aí que Hermione percebeu que havia uma garota ao lado de Luna.

– Ah, sou Hermione Granger — Hermione estendeu a mão e a garota pegou

– Sou Cassie, Cassie Pocket. — A mão de Cassie era tão pequena e delicada que Hermone ficou com medo de quebrar

– Bom, Hermione, temos muito trabalho a fazer sobre os Zarambules. Então nos vemos depois. — Disse Luna, se afastando com Cassie. Hermione ficou vendo-as se afastarem e quando se virou:

– AI! Mas que susto, Draco! — ela pôs a mão no coração

– Desculpe... Desculpe... Bom, você está bem?

– Você está perguntando sobre o susto ou sobre tudo?

– Sobre tudo. — Draco respondeu

– Ah, então não. Eu não estou nada bem.

– É, eu imaginei. — ele me encarou, e depois disse:

– Quer desabafar?

– Eu preciso.

– Então vamos a um lugar preciso também.

– A Sala Precisa? — Hermione chutou

– Isso mesmo! — ele pegou a mão dela e foi levando-a por aquele conhecido caminho de corredores e mais corredores.

Quando chegaram no lugar certo, Draco foi a frente, fechou os olhos, se concentrou e o portão da Sala Precisa foi aparecendo.

Os dois entraram e se sentaram em um sofá velho que estava próximo.

– Então, comece a falar. — Draco incentivou Hermione. Ela suspirou, e começou:

– Sabe, eu não sei o que fazer! As vezes eu acredito que o Rony vai me perdoar e vamos ficar bem, mas depois eu volto a pensar que nunca mais terei o meu Rony novamente. Eu me esforço para ser otimista, mas não sei o que vai acontecer. Nunca brigamos assim, e eu não sei o que o Rony vai fazer nem como ele está se sentindo. Só sei que eu preciso dele. Muito. Eu ainda o amo e preciso conversar com ele.

– Eu te entendo e, sinceramente, acho que ele vai te perdoar. Vocês só precisam de um tempo para conversar, afinal ele nem te ouviu.

– Tomara que só precisemos disso mesmo.

– Olha, Mione, eu quero que você fique bem, ok? Quero que fique feliz. Tente desligar toda essa dor que você tem no peito, e deixe ligadas apenas as coisas boas.

– Eu vou tentar. Não sei se vou conseguir, mas vou tentar. — Hermione garantiu

– Assim que se fala! — ele a abraçou

Eles ficaram abraçados por um tempo, depois Draco a soltou e voltou a falar:

– Olha eu sei que está sofrendo, tá? Sei como se sente. Mas entenda que só há uma solução para isso. O diálogo. Na hora em que tudo aconteceu, o Rony estava muito nervoso e nem te deu chance para se explicar. Quando você o ver novamente, tente chamá-lo para conversar...

– Mas eu tenho medo do que ele pode dizer, do que ele pode fazer... — Hermione admitiu

– Então se dê um tempo, Hermione! Espere até se sentir preparada, aí você vai lá e fala com ele!

Hermione olhou bem para Draco e riu.

– O que foi? — ele perguntou

– Sabe, Draco, a a Gina só ficava falando coisas como: "Ele vai te perdoar, ele te ama, tudo vai se resolver...". E você não. Você me deu um conselho de verdade, uma direção. Não ficou só dizendo que vai ficar tudo bem...

– Sabe, eu acho até errado ficar dizendo o tempo todo que vai ficar tudo bem. Quando a gente cria esperança demais, a decepção é maior! — Draco falou

– Aí, tá vendo? Como seus conselhos são bons? Você conhece aquele ditado "Se conselho fosse bom não se dava, vendia."? (N/A: Eu sei que esse é um ditado popular brasileiro, mas ignorem isso)

– Conheço sim.

– Bom, seus conselhos são ótimos. Vendê-los seria uma boa idéia. — Hermione brincou

– Acha que eu ganharia muitos galeões com isso? — Draco sorriu, entrando na brincadeira.

– Ah, claro!

Os dois começaram a rir.

– Ai, Draco, sabe que eu estava precisando rir assim? — Hermione falou

– Sabia sim, está até mais corada! — ele passou a mão no rosto dela e depois pegou suas mãos

– Olhe, Hermione, quero que continue assim o resto do dia, tudo bem? — ele falou. agora sério.

– Tudo bem. Eu vou tentar. Por você! — ela apertou as mãos dele

– Não, não... obrigado pela intenção, mas quero que faça isso por si mesma. Seja sua propria amiga, Hermione, fique bem.

– Sim eu vou ficar bem... Obrigada por tudo.

– É pra isso que os amigos servem.

– Então, obrigada por ser meu amigo — ela o abraçou. E depois se levantou do sofá, dizendo:

– A primeira aula já vai começar, é melhor irmos. — ela saiu correndo, e ele foi atrás sem pressa.

Notas finais
Gostaram? Mandem review *-*