Começo, Meio E Fim
13 Capítulo 13
Pov Roberta
- Ai Meu Deus, que coisa mais linda e gostosa da mamma – disse ao entrar no quarto do Rafael, que já estava em cima de sua cama, preparado para dormir, rindo da minha cara.
- Todas as mammas são assim? – perguntou rindo, enquanto eu lhe enchia de beijinhos.
- Assim como?
- Assim, tão mamma – rimos juntos.
- E como é ser tão mamma?
- Oras, é ser assim como à senhora, tão linda e engraçada e um pouco exagerada também – ai esse meu menino, eu já disse que tenho vontades loucas de agarrá-lo, mantendo-o em meus braços para sempre, pois é.
- Se todas são assim eu não sei, mas eu só sou assim, porque eu tenho você – disse a ele, que me abraçou dando-me um beijo gostoso na bochecha – quer dormir com a mamma?
- Quero!
- Então vem – peguei-o no colo e fomos até o meu quarto – você já escovou os dentes?
- Sim – disse sorrindo me mostrando seus dentinhos.
- Que menino esperto – dei-lhe um beijinho – dia cheio esse, não foi? – perguntei a ele, que estava deitado ao meu lado, enquanto acariciava seus cabelos e me perdia naqueles olhos...
- Sim, chegamos ontem no fim do dia e tanta coisa já nos aconteceu – suspirou.
- E como você esta se sentindo em relação a tudo isso?
- Estou bem, eu acho – sentia que ele estava confuso – ele não me pareceu ser tão ruim.
- É – o que dizer? – Acho que ele está tentando ser gentil e fazer com que você goste dele, assim como ele gostou de você.
- Eu posso gostar dele se eu quiser? – perguntou deixando-me surpresa.
- Claro que pode – disse sorrindo, mesmo que no fundo eu preferisse que eles não tivessem nenhuma ligação, muito menos afetiva, enfim... – pode gostar de quem você quiser, sabe disso. Você gostou dele, não gostou?
- Acho que sim – sorriu fraco – mas a senhora e os outros parecem não gostar dele.
- Não ligue para que os outros vão pensar ou dizer, o que importa é o que você sente. Amanhã você conhecerá o restante da família dele.
- É – disse dando-me um sorriso, que logo se desfez.
- Ele não estará lá amanhã, mas você sabe que muito em breve vocês irão se encontrar, não sabe?
- Sei, não gosto de pensar nele – estava incerto – no Diego – era tão estranho ouvir seu nome ser pronunciado pelo meu filho, uma sensação inquietante, um aperto no peito, sempre evito ao Máximo pronunciá-lo.
- Irá se acostumar, tudo ficará bem — disse sorrindo, mas no fundo estava angustiada.
- A nonna perguntou da senhora – Eva – queria saber se a senhora estava bem? – não falo com ela desde que partiu de Roma, na tarde seguinte ao enterro do meu marido, sei que continuou a falar com o Rafael e com o meu pai – eu disse que a senhora estava – completou sorrindo.
- Como foi na pizzaria? – com tudo que aconteceu já havia até me esquecido de perguntar como tinha sido sua noite.
- Foi muito legal – sorriu – fazia tempo que eu não via a nonna e o tio Franco, eles me chamaram pra ir a casa deles, disseram que é minha casa também e que eu tenho até um quarto lá – disse todo animado – o tio Peu e a tia Lice também foram e o padrinho me ligou pra perguntar se eu estava bem.
- Quando seu padrinho telefonou?
- Na hora que eu estava na pizzaria – falou como se fosse óbvio – o celular do tio Peu tocou e era ele querendo falar comigo.
- E o que ele te disse?
- Queria saber como estavam as coisas, se eu estava bem, se precisava de algo, se eu tinha gostado dos jogos e jogado muito com o tio Peu e outras coisas.
- Que outras coisas? – perguntei esperando para que ele me dissesse o que esperava ouvir.
- Perguntou se o senhor Leonardo tinha vindo aqui depois que ele saiu – ótimo, era isso que eu esperava ouvir – mas eu disse que não o tinha visto depois que saímos do shopping, ele disse que estava bom então, aí ele me mandou um beijo e disse que a madrinha me mandava outro e que irá me ligar amanhã, e desligou.
- Você já sabia que o Leonardo era o seu avô?
- Desconfiava que fosse, o padrinho ficou muito nervoso quando ele apareceu e se apresentou, depois o tio Peu e a tia Lice também, aí eu lembrei que o pai do Diego também se chamava Leonardo, até a senhora queria conversar sobre ele, então deduzi que fossem a mesma pessoa – disse com tanta naturalidade que me fez rir.
- Que garoto esperto esse meu filho – sorriu para mim – acho melhor você ir dormir, já está tarde.
- Tá bom, mamma.
- Quer que eu lhe conte uma história?
- Hoje não – disse bocejando – eu tô cansado.
- Então tá, durma com Deus – disse depositando um beijo em sua testa – a mamma te ama.
- Também amo a senhora, mamma, buonanotte.
- Buonanotte, amore mio – permaneci com ele até que já tivesse pegado no sono, depois me levantei para tomar um banho e fazer minha higiene pessoal, voltei para cama e adormeci ao lado do meu bebê.
Continua...
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