Pov Roberta

– Tem certeza que vocês ficaram bem? – era a milésima vez que meu pai fazia essa pergunta, em menos de vinte e quatro horas, estávamos nos despedindo dele no aeroporto, seu voo já havia sido anunciado.

– Sim, nós iremos nos virar – brinquei e ele sorriu incerto – não se preocupe.

– Irei tentar.

– Eu vou cuidar de tudo para o senhor, nonno – Rafael disse a ele que sorriu, abaixando-se para ficar a altura do neto.

– Sei que vai – deu-lhe um abraço que lhe foi retribuído, assim pegando-o no colo – não esqueça o que conversamos, vá bene?! – o que eles conversaram? Fiquei sem entender, Rafael riu ao assentir – comporte-se e não deixe de obedecer a sua mamma, entendido? – sorri.

– Pode deixar, nonno – meu pai sorriu ao dar-lhe um beijo demorado na testa e soltá-lo.

– Agora, você – disse a mim sorrindo – cuide-se, por favor – abracei-o carinhosamente.

– Irei, não precisa se preocupar – ele suspirou, depois repetiu o gesto de poucos minutos, depositando um beijo em minha testa, como sinal de proteção, diria – espero estarmos voltando para casa logo.

– Também espero – seu voo foi anunciado novamente – cuidem-se, amo vocês – sorrimos.

– Também amo o senhor – Rafael e eu dissemos juntos, ele agora estava nos meu braços, quando meu pai se afastou, agora seria apenas nós dois, meu filho e eu – e agora? – meu menino perguntou-me e ri.

– Você está com fome?

– Só um pouquinho – fez uma carinha tão fofa que me deu uma vontade imensa de mordê-lo.

– Então agora, nós iremos dar um passeio no shopping e então comprarmos algo para comermos, o que você acha, hein?!

– Acho muito bom – meu filho tava tão gotoso hoje, todo lindo e bonzinho, ai Meu Deus.

Estávamos há algum tempo, passeando pelo shopping, confesso que comprando também, estávamos nos divertindo, riamos e brincávamos um com o outro, as pessoas que passavam certamente pensavam de duas um, “olha que coisa linda, mãe e filho se divertindo em um passeio” ou “Meu Deus, loucos, tal mãe tal filho”, mas independente de que fosse a opinião alheia, com a qual não me importava nem um pouco, estávamos muito bem. Não havíamos conversado seriamente ainda sobre o que ocorreu durante o tal treino, no dia anterior, aquilo ainda me intrigava, parecia que tudo estava propenso a correr bem, mas foi apenas o que aparentava...

– Agora, nós já podemos parar para comer? – meu filho pediu-me e eu sorri.

– Sim, a mamma também está com fome – ele sorriu-me amplamente e dei-lhe um beijinho na bochecha, antes de sairmos de uma loja, no exato momento em que um casal passava pela porta, estávamos distraídos, acidentalmente colidimos com o casal no instante do término de um beijo, nada de mais, foi apenas um esbarrão, um desagradável esbarrão. Nossas expressões eram de surpresa e choque, eu, particularmente, estava estática... Paralisei, quando os reconheci...

Continua...

Notas finais
Olha, eu não gostaria de ser chata, principalmente hoje, mas gostaria muito de pedir-lhes mais uma vez que quem puder (e quiser, claro) comentem, vocês não fazem ideia do quanto isso é importante para nós autores, é através do comentário de vocês que ficamos sabendo o que está ou não agradando na fic, enfim... Quero também desejar-lhes um Feliz Ano Novo, que a virada do ano traga a todos vocês, seus familiares e amigos, muito paz, felicidade, saúde, tudo de bom e a realização dos seus sonhos e objetivos... Feliz 2014, nenéns ;D